Este blog tem por finalidade o compartilhamento de ensinos bíblicos, apologéticos, devocionais, doutrinários e conhecimentos gerais.
quarta-feira, 9 de março de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
ISRAEL & IGREJA

Se a igreja é o Novo Israel, e por isso devemos acreditar que as bênçãos condicionadas a Israel são válidas (como se apregoa hoje no meio “Evangélico”) vejamos:
Israel tinha promessa de sair do Egito (Literalmente). “Portanto dize aos filhos de Israel: Eu sou o SENHOR, e vos tirarei de debaixo das cargas dos egípcios, e vos livrarei da servidão, e vos resgatarei com grandes juízos” (Êx 6:6).
A igreja por acaso está no Egito literalmente? Não, o Egito para o Novo Israel representa o mundo, hum!
Israel tinha promessa de entrar em Canaã (Literalmente). “E nos trouxe a este lugar, e nos deu esta terra, terra que mana leite e mel” (Dt 26:9).
A igreja tem promessa de entrar em Canaã literalmente? Não! Diriam, Canaã representa o céu, Canaã celestial, Hum!
A Israel, o Senhor daria abundância no fruto dos animais, e no fruto da terra. “E o SENHOR te dará abundância de bens no fruto do teu ventre, e no fruto dos teus animais, e no fruto do teu solo, sobre a terra que o SENHOR jurou a teus pais te dar” (Dt 28.11). E qual a relação de animais e terra no Novo Israel? O Novo Israel tem criação de gado e plantação?
A Israel eis a promessa: “O SENHOR te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás em cima, e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do SENHOR teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir” (Dt 28.13).
Todos os membros do Novo Israel são cabeça? No emprego todos são gerentes, são donos de empresas? Não existe ninguém submisso? Qual a relação deste versículo com o Novo Israel?
É impressionante como a Teologia da Prosperidade, Pensamento Positivo e companhia, têm tomado conta da vida de muitos ensinadores, pregadores e pastores. Nem digo mais membro, mais a liderança se deixou levar por estas heresias e modismos.
Porque será que isto hoje sai dos nossos púlpitos, se antes pregávamos contra? Será porque deu certo no meio neopentecostal? Será pela riqueza da liderança dos neo? Pela massa manobrável dos neo? Pela multidão e sucesso ou pelo crescimento deles?
Vejo estes defensores do movimento da fé, citar textos desprovidos da hermenêutica e da exegese. Até ouvi um dos nossos pregadores da AD, Pr dizer: “Chute a ética, hermenêutica, vai embooooooooora!, deixa o Espírito Santo operaaaaaaaaaaarrrrrrrrr”!
Não consigo ficar taciturno diante de tanta incoerência doutrinária. E se não me deixam ponderar em público, por me considerarem um falta de fé. Morno, incrédulo, frio... O blog serve para isso. Não para desabafar, mas para influenciar alguém no caminho verdadeiro. Provocar um debate para um denominador comum. Arrebatar alguns das heresias.
Qual a nossa incumbência de atalaia, apologista, estudioso? Para concordar com tudo? É bom informar a vocês, que a inquisição evangélica me notificou a parar com estes tipos de textos no meu Blog. Isso veio lá de cima. Mas enquanto não me nulificam, estou escrevendo.Leiam:
"Conta o povo da idade de vinte anos para cima, como o SENHOR ordenara a Moisés e aos filhos de Israel, que saíram do Egito" (Nm 26.4).
"Que os homens, que subiram do Egito, de vinte anos para cima, não verão a terra que jurei a Abraão, a Isaque, e a Jacó! Porquanto não perseveraram em seguir-me"; (Nm 32:11).
"Mas Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que eram dos homens que foram espiar a terra, ficaram com vida". (Nm 14:38).
"Não entrareis na terra, pela qual levantei a minha mão que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num". (Nm 14:30).
Se eu aplicar a hermenêutica do movimento, vou interpretar este texto um pouco diferente, assim:
Todos os cristãos e líderes que vieram antes da propagação do movimento da fé, entraram em Canaã celestial.
Mas todos os crentes e líderes que defendem este movimento vão morrer no “deserto” sem ver Canaã celestial. Somente "os Josués e Calebes" que não se dobram diante do modismo, entrarão vivos em Canaã Celeste. Esta interpretação agrava ou não? (risos).
Texto escrito por mim
Ev. Geziel silva Costa
quinta-feira, 3 de março de 2011
CONFERÊNCIAS TEOLÓGICA COM O PASTOR ABRAÃO DE ALMEIDA

O pastor Abraão de Almeida estará em nossa faculdade aqui em Cuiabá, a FEICS (Faculdade Evangélica Integrada Cantares de Salomão) Falando sobre o tema:
- Teologia Contemporânea
- Escatologia – análise das profecias e acontecimentos
- A Graça – Uma exclusividade do Cristianismo
- Data: 14 a 16 de março de 2010
- Local FEICS – Grande Templo (dias 14 e 16)
- Assembléia de Deus Sede (dia 15)
Abraão de Almeida - Ministro do Evangelho, jornalista, conferencista, escritor, doutor em ensino teológico, Doutor em Divindade, Membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil.
fotografia extraída do Google
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Ao Anônimo

Não publicarei poste de anônimos. Primeiro pela agressão nas palavras, quando não suportam uma crítica aqui no alerta final. Eles não têm coragem de debater, discordar e opinar com seriedade. Porque o anonimato? Medo de dar a cara à tapa?
Mesmo que pensem diferentes e discordem escrevendo acirradamente, não omitindo a identidade ou endereço, devo publicar o poste dos quem assim se posicionem. Acho mais honesto assim.
Aos anônimos que só querem desmoralizar, e até pensam em ofender com palavras lucíferes, estes poste serão excluídos. Uma pena na blogosfera existirem pessoas que baixem o nível, especialmente entre os evangélicos.
Se bem que a identificação de certas pessoas através do IP de seus computadores é possível. Mas não vale a pena à busca da identificação de quem não se presa.
Geziel Silva Costa
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Esmirna

“Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás” (Ap 2.9).
A igreja de Esmirna viveu num período de perseguição e grande tribulação. Na Tribulação Governamental, onde o império usava seu governo através de leis, esmagavam os cristãos. Nas praças públicas, existiam os bustos e os incensos dos imperadores para serem adorados. (Na verdade os bustos e estatuetas dos governantes que hoje são reproduzidos nas praças são provenientes do império romano).
Quando os cristãos eram arrastados até as praças para adorarem e jurarem diante da estátua do César e dizerem: "César é senhor". Então diziam: "Cristo é o Senhor". Com isso eram torturados e mortos.
Quando Jesus disse através da carta de João: “Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico)” ele estava ciente de toda a perseguição. E apesar de Esmirna viver seu apogeu econômico, a igreja vivia em pobreza. Isso porque o Imperador ordenou para não comprarem de comerciantes cristãos, e os empregados cristãos eram despedidos. A perseguição econômica fez com que a pobreza entrasse na igreja. Precisavam de víveres, ajuda e sustendo para a sobrevivência.
Os propagadores da Teologia da Prosperidade certamente diriam: "A igreja estava sem fé, era só determinar, decretar a prosperidade, ou contribuir com ofertas alçadas e ser dizimistas, que a BENÇÂO do dim dim viriam sobre eles. Ou quem sabe, contribuir com algum programa televisivo, ou alguma campanha para o milhão cair na conta deles".
Mas Cristo ordena a João escrever, que apesar da pobreza financeira, eram ricos da fé, do amor de Deus, da fidelidade a Deus e do favor de Deus... Riquezas para Deus não é só grana meu irmão, precisamos entender a Palavra de Cristo, somos ricos apesar de desprovidos do dinheiro.
Apesar do sofrimento da igreja, João não chegou com uma mensagem de auto-ajuda para a igreja. Mas disse que padeceriam mais, alguns seriam lançados na prisão e até morreriam. Mas a mensagem de conforto seria para serem fiel até a morte, iriam morrer, mas a vitória estaria na morte. Que Deus é este que não livra da morte? Não entra com providência para livrar a igreja mais os anima a morrer? Assim pensam os crentes de campanhas, os da auto-ajuda e da vitória financeira.
Mas os cristãos que conhecem a Cristo, e amam a sua palavra, e sabem que estão no mundo não para ser referência no mercado financeiro, mas para salvar alguns arrebatando-os do fogo. Estes amam a promessa da vinda de Cristo, não tem a sua vida por preciosa, mas se regozijam em sofrer e morrer pela causa do mestre.
“Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus; quanto a eles, é ele, sim, blasfemado, mas quanto a vós, é glorificado” (1 Pedro 4:14).
Texto escrito por
Geziel Silva Costa
sábado, 12 de fevereiro de 2011
No Ermat, Galli dá suporte a Silval em Brasília e tenta atrair recurso para MT

De Brasília - Vinícius Tavares
Empossado como novo chefe do Escritório de Representação de Mato Grosso em Brasília (Ermat), órgão da administração estadual ligado à Casa Civil, o ex-deputado federal professor Victório Galli (PMDB) disse que sua missão será dar continuidade ao trabalho que vem desenvolvido pelo escritório instalado na capital federal.
“Nosso principal objetivo é dar suporte para a tramitação e liberação de recursos e cuidar do andamento dos projetos para o nosso Estado”, afirmou em entrevista exclusiva concedida ao Olhar Direto.
Também é tarefa do Ermat atender e acompanhar a agenda do governador do Estado, ajudar os deputados estaduais quando em visita a Brasília e apoiar a bancada federal na busca por recursos.
Galli assumiu o cargo na última segunda-feira, dia 7, quando seu nome constou do Diário Oficial do Estado. Desde então passou a ocupar a função que era executada por Eduardo Vizzotto, ligado ao DEM.
Victório Galli disse também que o ex-chefe do Ermat, Eduardo Vizzotto, permanecerá vinculado ao escritório dando apoio às demandas do Estado. “Nossa relação é boa. Somos amigos e o Eduardo Vizzotto continuará nos dando assessoria. A equipe não vai mudar. Não haverá contratações”, finalizou.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
O filme Tropa de Elite X Polícia corrupta no RJ

Ao assistir o filme brasileiro "Tropa de Elite", fiquei convencido, que realmente existe a banda podre da polícia. Claro que já sabíamos disto, mas o filme deixa uma idéia de como anda a corrupção nas corporações. Tirando os exageros e os palavrões, o filme é bom e baseado na vida real.
As últimas notícias de corrupção envolvendo policiais militares e civis no RJ veio a incidir a veracidade de tropa de elite, quando revela o esquema dos policiais. No filme o capitão Nascimento descobre um esquema de policiais explorando o serviço de TV a cabo e monopolizando a venda de botijão de gás.
Pois não é que os investigadores da Polícia Federal descobriram o mesmo esquema revelado pelo Filme? Sim, a exploração da TV a cabo, e a venda do gás monopolizada! Aprenderam a fazer isso vendo o filme? Ou o filme revela uma realidade existente entre a milícia? E a PF só teve sucesso na investigação por causa do filme?
Segundo as investigações da PF, os policiais bandidos tomavam conta das posses dos criminosos das quadrilhas nas favelas. Eram protetores e guardiões de outros bandidos. Policias faziam a proteção de bingos e ainda negociavam vendas de armas e drogas com bandidos. Tropa de elite revela essa realidade. Será por isso que queriam impedir o lançamento do “Tropa de Elite” um?
Peixes grandes caíram na malha da federal, o delegado Carlos de Oliveira ex-subchefe operacional e atual subsecretário da secretaria de ordem pública da prefeitura do RJ. O inspetor Leonardo da Silva Torres, outro peixe grande foi preso. A delegada da penha também foi presa. Agora vocês lembram-se do “Tropa de Elite” dois? Que chefes e subchefes, políticos e outros peixões foram descobertos no esquema de corrupção? Será se o “Tropa de Elite” do capitão Nascimento vai se tornar realidade?

É lamentável a situação da polícia, que tem o dever de proteger a sociedade, se afundando no crime. É lamentável a situação da política brasileira, que tem o dever de criar leis para beneficiar a população, se beneficiando com os direitos alheios. A situação do mundo, é como delineia Isaías:
“Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres não espremidas, nem ligadas, nem amolecidas com óleo. A vossa terra está assolada, as vossas cidades estão abrasadas pelo fogo; a vossa terra os estranhos a devoram em vossa presença; e está como devastada, numa subversão de estranhos” (Is 1.5-7).
A nossa esperança não é na policia nem nos políticos, mas em Jesus. Estamos vivendo ainda nesse mundo pela graça de Jesus. Ele é a luz que nos trás esperanças de mudanças e vitória.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Big Brother Brasil & Ariadna Thalia

Recentemente começou a nojeira do BIG BROTHER BRASIL 11. Uma transexual Ariadna Thalia se diz orgulhosa por ser a primeira transexual a participar do reality show. A opção e as escolhas são dela, cada um faz o que quer com seu livre arbítrio. Todavia a mensagem que a TV quer transmitir é a divulgação do homossexualismo, e continua batendo na tecla da discriminação e do preconceito.
Que preconceito? Que discriminação? Preconceito e discriminação foram o que Ricky Martin disse à Revista Veja ao falar a respeito de como deseja ser definido por seus filhos, na escola, Martin afirmou: “Quero mais é que eles falem a seus amigos: ‘Meu pai é gay e ele é muito legal. Seu pai não é gay. Triste o seu caso’. Quero que eles sintam orgulho em fazer parte de uma família moderna”.
Quer dizer que quem não é gay não é moderno? E isso não é uma discriminação contra os héteros?
Ariadna Thalia nasceu Tiago Arantes filha de uma cabeleireira. Em entrevista a revista QUEM, ela conta com detalhes sobre sua infância, suas opções, e suas transformações. http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI206193-9531,00-ARIADNA+THALIA+TOMAVA+HORMONIO+DESDE+OS+ANOS.html
Pelo que ela conta as novelas, (que assim como o big brother, não oferece nada de útil e nada se aproveita) ajudou Ariadna a retroceder. Com a ausência da mãe (que trabalhava) e o referencial do pai que faltou na vida de Ariadna, optou pelo homossexualismo, mais tarde se tornou transexual.
Trabalhou como garota de programa, (sendo detida algumas vezes) para pagar a passagem do Brasil à Itália, mais tarde guardando dinheiro para a operação. Operou na Tailândia em 2009 e em Janeiro de 2010 voltou ao Brasil, segundo ela para uma vida nova.
Vida Nova mesmo, e vida transformada com ausência de sentimentos de culpa, paz na alma e o perdão dos pecados, somente em Jesus. Médico psicólogo ou psiquiatra não conseguem por o dedo na alma ou no espírito de qualquer pessoa. Mas o mestre pode, e perdoa pecados, transforma a criatura.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Centenário (temos motivos para comemorar?)

Na igreja primitiva, onde imperavam a união, a comunhão e o partir do pão, também, tinha seus contra tempos. Isto além de Ananias e Safira (At 5.1-10). Não devemos ter esta miragem de que a igreja primitiva, era isenta de fofocas, pecados ou qualquer outro problema que temos hoje. Porém, os irmãos marchavam olhando para Jesus.
A Igreja de Corinto, uma igreja abençoado, e como o próprio Paulo afirma, os dons espirituais não faltavam na igreja (1Co 1.7). Mas esta também não estava isenta de problemas. A divisão, o pecado e diversos outros fatores, motivaram Paulo a escrever uma carta objurgatória aos irmãos de Corinto. Mas isto não foi motivo para desânimo, consternações e revoltas, mas marchavam para o alvo.
Nas igrejas da Ásia, João cita outros indivíduos que causavam males nas igrejas (1 Jo 2.19; 4.1; 2 Jo 1 a 12). Escreveu nas suas cartas, mensagens de alertas contra estes falsos mestres. Mas a igreja marchava alegre comemorando cada alma, cada conquista no Senhor.
Ao longo dos séculos, não só a perseguição era a prova da igreja, mas também os próprios irmãos que se revoltavam contra o trabalho. Quantas discussões os pais da igreja tiveram contra estes falsos profetas. Quantas divisões os trabalhos sofreram. Mas estavam com um objetivo, chegar ao alvo para o prêmio da soberana vocação.
Temos exemplos nas igrejas históricas, nas tradicionais, de problemas semelhantes que sofreram ao longo do tempo. Mas estas igrejas fincaram suas bandeiras de lutas, e continuaram conquistando terreno para o reino de Deus.
No ano do centenário, temos motivos para uma comemoração histórica. Apesar das dificuldades que sofremos em relação às divisões. Muitos pontos negativos poderíamos colocar aqui, como uma forma nula para o centenário. Ministérios que se desvincularam da CGADB, dolos de obreiros que causaram escândalos nacionais, com envolvimento político.
A infidelidade de líderes, e o Ministério Público na investigação de dinheiro no paraíso fiscal. A luta para se manter no poder, ou o duelo a qualquer preço para adquirir este poder. A briga de líderes na justiça comum, e uma cadeia de outros pontos negativos que poderíamos citar contra a comemoração do centenário.
Isto sem falar na deturpação doutrinária dos últimos anos, os modismos que assolam as igrejas, a exposição exacerbada da teologia da prosperidade, como também a busca incessante pelas riquezas nas igrejas. E os desrespeitos às almas que precisam da nossa ajuda para a salvação.
Mediante tudo isto, alguns estão desmotivados para a comemoração do centenário. Outros citam mais pontos negativos que positivos para se comemorar. Mas afinal, temos ou não motivos para as celebrações?
A igreja do Senhor é vitoriosa, ao longo dos séculos, apesar das barreiras infernais, vem vencendo a cada dia. Antes o diabo vinha de encontro à igreja com leões, fogueiras, impérios, espada... E não teve êxito, hoje ele mudou a forma de atacar. Aparece no meio do povo com uma Bíblia, e de terno, dirigindo suas palavras para a divisões, contestações, brigas, discrepâncias. Promove rachas, além de desvirtuar a verdadeira mensagem bíblia.
Mas a igreja também tem contrastado, sempre temos remanescentes, sempre temos os sete mil que não se dobram a baal. Quando Constantino promoveu a igreja como Religião Oficial do Império, e mudou o foco da igreja, os cristãos verdadeiros, seguidores de Cristo e da palavra, se distanciaram, e não deixaram se embaralhar.
Nestes cem anos, a igreja granjeou terreno, são milhões de almas salvas. A igreja alcançou o prestígio internacional. O conhecimento bíblico é prodigioso, em relação ao princípio, a CPAD, (falando dos pontos positivos), é uma ferramenta de ensino e evangelização suma.
Quantos ministros sérios a CGADB possuem? Pessoas que se destacam no Brasil e no Mundo com sua habilidade, e integridade.
Quantas almas transformadas pelo poder da palavra de Deus. Sabemos que a psicologia, psiquiatra ou ciências nenhuma transforma uma alma. Mas Jesus transforma, e milhões de almas hoje compõem as Assembléias de Deus.
Temos motivos para solenizar os cem anos, estamos alegres por termos conquistado muito, estamos felizes por contribuirmos com uma fração para o Reino de Deus. Apesar das consternações, Deus está com sua igreja. Sabemos que Deus vai arrebatar a Igreja da Igreja, a banda contaminada da igreja ficará se não houver concerto. Mas a igreja sadia subirá se permanecer fiel até o fim.
As palavras de Jesus para a igreja se cumprem cabalmente, nestes cem anos. “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18).
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Resposta à Malafaia e $ua Hermenêutica

Acredito piamente nas bênçãos de Deus e na verdadeira prosperidade bíblica. Mas a prioridade no reino de Deus, não é a prédica das riquezas. É comum hoje, pregadores e ensinadores incentivarem em seus sermões a busca desregrada pelas riquezas. Ser rico não é pecado, mas a busca descabida pelas riquezas, como o incentivo incessante a elas, é pecado, é desvio doutrinário.
Muitos estão ensinando que ser dizimista, abre as janelas do céu para uma prosperidade financeira sem tamanho. Logo todo dizimista deveria ser milionário.
Se pedirem oferta missionária, ela deve vir acompanhada da semente da fé. Semeia-se dez, cinqüenta, cem ou mil reais, e ganha-se quadruplicadamente. Logo no campo missionário, quem semeia mais ganha mais, a lei é do mais forte na grana.
Se a oferta é para uma construção de um templo, ou qualquer outro empreendimento, devemos contribuir para sermos abençoados e prósperos. Logo os objetivos do dízimo, ofertas e contribuições em geral, estão focados no retorno.
A maior parte das afirmações de Jesus sobre a busca pelas riquezas e prosperidade material, é apresentada na Bíblia negativamente:
“E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que {me} pertence. E ele repartiu por eles a fazenda” (Lc 15.12). Os objetivos do mais moço não eram a união e comunhão familiar, nem uma vida voltada para Deus, mas o interesse na parte da riqueza que o pertencia.
“Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições doutras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera” (Mc 4.19). A ilusão deste mundo, como a busca desesperadas das riquezas e outras coisas, não deixa espaço para a palavra de Deus. Muitos não têm mais tempo para a palavra, somente pela procura das riquezas. Ser rico e trabalhar para o sustento da família, ou para a aquisição de uma vida melhor, não é pecado, mas a troca do tempo, do trabalho pela palavra e o reino, torna-se um pecado.
“E, OLHANDO ele, viu os ricos lançarem as suas ofertas na arca do tesouro; E viu também uma pobre viúva lançar ali duas pequenas {moedas}; E disse: Em verdade vos digo que lançou mais do que todos, esta pobre viúva; Porque todos aqueles deitaram para as ofertas de Deus, do que lhes sobeja; mas esta, da sua pobreza, deitou todo o sustento que tinha” (Lc 21.1-4).
Não é necessário, todos os que têm riquezas, doá-las, ou desfazer-se delas. Mas a questão aqui são as prioridades. A viúva podia bem priorizar seu dinheiro, tendo em vista que só tinha uma moeda. Mas de coração, priorizou o reino, ofertando tudo o que tinha. Isso é amor pela obra. O objetivo não é somente a obtenção de bens e riquezas, mas trabalhar para estar bem, e ter algo para ofertar a Deus, contribuir de coração com a obra, sem o amor às riquezas.
“Porque sempre tendes os pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes” (Mc 14.7).
Por mais que preguem que todos na igreja devam ser ricos através do retorno dos dízimos, sempre teremos pobres na igreja. A lei de Moisés priorizava o cuidado com os pobres. Quem tinha lavoura, por ocasião da colheita, deveria deixar os rabiscos para o sustendo dos pobres. Sodoma, Gomorra e outras duas cidades, foram destruídas, além do pecado da promiscuidade, também pelo desprezo e maus tratos aos pobres. Jesus ama a todos, inclusive os pobres, e veio pregar a eles.
“E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado” (Lc 19.8).
A lição que Zaqueu aprendeu, e muitos de nós precisamos também aprender, é amar a Deus acima de todas as coisas, até mesmo acima das riquezas. O homem que Talvez roubasse dos outros, agora não tem mais a ganância por dinheiro. Agora ele mostra seu amor a Deus e ao próximo.
Finalizo recomendando a leitura de (Mateus 6.19-21). O segredo é buscar e amar o reino de Deus, e todas as demais coisas, com inclusão das riquezas, serão acrescentadas. Deveríamos ensinar o povo a dizimar, ofertar e contribuir com tudo e todos na igreja, por amor e como prova da busca pelo reino, assim o retorno de Deus é certo. Se não vier em bênçãos materiais, vem em bênçãos espirituais.
Abraços
Ev. Geziel Silva Costa
Silas Malafaia e suas aberrações doutrinárias

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
A Ascensão de Cristo e a Promessa de sua Vinda (Lição 2 - 1º Trimestre 2011)
Estamos estudando neste trimestre, lições que tratam da Eclesiologia (doutrina da Igreja). Essa Doutrina só pode ser fundamentada e aceita, se crermos na ressurreição de Cristo e na promessa de sua vinda. São Doutrinas que alicerçam o Cristianismo e o mantém vivo. Esses temas estão presentes em todo o contexto neotestamentário, além de serem citados como profecia nos escritos do A.T.
O A.T sempre destacou A Vinda do Messias, como era chamada na visão judaica. Essa vinda seria para restaurar novamente o Reino de Israel como nação, mas o sentido Bíblico era uma restauração espiritual e não física, para uma nação decaida diante de seu Deus.
Jesus tem o seu ministério dividido em três vinda na terra:
Vinda Sorteriológica. A primeira vinda para pregar o Evangelho, ser Crucificado e se tornar o Salvador do mundo (João 3:16).
Vinda Escatológica. Jesus voltará em duas fases, na 1ª para buscar sua Igreja, na 2ª para salvar Israel e implantar o reino milenar (Atos 1:11).
Vinda Geofísica. Jesus vira para julgar as nações, punir a besta, o anticristo, o falso profeta e seus seguidores. (Zacarias 14:1: 20 / Apocalipse 20:1: 15).
A ASCENSÃO DE CRISTO
A importância da Ascensão é freqüentemente ignorada. Temos celebrações especiais e feriados para comemorar o nascimento (natal), a morte (Sexta-feira da Paixão) e a ressurreição de Cristo (Domingo de Páscoa). A maioria, entretanto, faz pouca ou nenhuma menção da Ascensão. No entanto, a Ascensão é um evento importantíssimo no processo da redenção. Marca o momento mais elevado da exaltação de Cristo, antes do seu retorno ao céu. Foi na Ascensão que Cristo entrou na sua glória.
Temos dois exemplos de ascensão na Bíblia, mas especificamente no V.T, os casos de Elias e Enoque. Está escrito na Bíblia que eles foram tomados, transladados, acenderam ao céu, sem provar a morte, diferente de Jesus que morreu, ressuscitou e depois foi assunto ao céu. A Bíblia destaca que de JESUS foi envolvido por uma nuvem, Elias foi em um redemoinho com carros de fogo.
Para sabermos de Enoque, não temos menção Bíblica, mas podemos usar a dedução exegética. Alguns teólogos dizem que a nuvem que cobriu Jesus era a Shekinah de Deus. Elias podemos até concordar e até aplicar também a tomada de Enoque para Deus, mas no caso de Cristo não é concebível, visto que a Shekinah, que representa a Glória de Deus, não estava na nuvem, mas era o próprio Cristo Glorificado sendo recebido ao céu, a Glória era e estava Nele.
Ascender significa “subir” ou “elevar”. Entretanto, quando o termo, ascensão, é usado com relação a Jesus, tem um significado mais rico e específico. A ascensão de Jesus foi um evento único. Vai além de Enoque sendo levado diretamente para o céu ou a partida do profeta Elias numa carruagem de fogo. Os dois são tipos da igreja, e sua ascensão aponta para o arrebatamento dos santos na nova aliança. A Ascensão de Cristo aponta para sua glorificação como Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.
Ele foi para um lugar especial, com um objetivo definido, assentar a Destra do Pai, para ser o nosso Sumo sacerdote diante de Deus. Como Rei Ele governa soberanamente, como Sumo sacerdote Ele intercede por nós, advogando nossas causas, diante desta autoridade. Ele cumpre sua promessa, derramando do seu Espírito Santo, para que sua noiva não ficasse órfã e sem consolo, tornando-a revestida de poder e autoridade espiritual, com isso Ele tornou-se Cabeça do corpo da igreja, sendo inseparáveis um do outro, dentro de uma aliança eterna, marcando o termino de sua missão vicária e sua presença física na terra.
DATA DA ASCENSÃO
A cronologia bíblica diz que no nascimento de Cristo, reinava Herodes, o Grande, que reinou de 40 a.C a 4 d.C, morrendo Herodes, o Grande, assume em seu lugar Herodes, o Tetrarca ou Antipas governador da Galiléia que reinou do ano 4 a.C até o ano 37 d.C. Esse termo é um título, indicando como a Palestina estava dividida em quatro parte, Judéia, Galiléia, Samaria e Induméia. Herodes era tetrarca da Galiléia, por isso Pilatos, prefeito da Judéia, não achando razão para condenar Jesus, o enviou para Herodes governador da Galiléia, terra natal do condenado (Cristo). Este também não achando motivo para condená-lo, envia-o de volta a Pilatos, com isso podemos datar a ascensão cerca do ano 34 d.C. De maneira geral, apesar das divergências cronológicas, essa data é a mais aceitável.
LUGAR DA ASCENSÃO
Os dois textos que narram o acontecimento da subida de Cristo são escritos por Lucas, apesar de outros escritores destacarem também:
1º - Ele levou-os fora, até Betânia; e, levantando as mãos, os abençoou. E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu. E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém. (Lc 24.50-52).
2º - Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o qual está perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado. (At1. 12).
Cada relato possui detalhes que não constam no outro, sendo a versão de Atos mais completa, quando o evangelho destaca que, "os levou para Betânia", uma aldeia ao lado do monte das Oliveiras, entre três e quatro quilômetros de Jerusalém. Observem que o Evangelho não diz que Jesus ascendeu de Betânia, mas que foram levados "até lá", a melhor tradução é “para as vizinhanças de Betânia”, ambos os texto dizem que ela se deu fora de Jerusalém, ao leste do monte, em algum lugar do Monte das Oliveiras, lugar estimado pelo Mestre e seus discípulos. "Tudo no Evangelho de Lucas move-se em direção à ascensão, e tudo em Atos move-se a partir da ascensão".
TESTEMUNHAS OCULARES
O relato Bíblico não define quantas pessoas estavam presentes no momento da ascensão. Lucas em (At 1. 15) fala de 120 pessoas na hora da descida do Espírito. Em (1 Co 15. 6 )Paulo diz que cerca de 500 irmãos virão o cristo ressurreto. Diante do fato da igreja daqueles dias terem conhecimento de que Jesus voltaria para o pai, acredito que nenhum dos que o viram estavam ausentes na hora de sua partida. Todas as vezes que o Mestre falava de sua partida, causava desespero entre seus seguidores, o medo de perderem a presença física de Jesus, fazia com que eles se prendessem ao Mestre Amado. Assim eles o acompanhavam e o seguia em todos os lugares, até sua ascensão. Assim essas testemunhas e o relato Bíblico fundamentam nossa convicção na ressurreição e ascensão de cristo.
Testemunhos oculares da Ressurreição e Ascensão:
Madrugada do 1º dia, Domingo As mulheres visitam o sepulcro em Jerusalém. (MT 28.1-10; Mc 16.1-8; Lc 24.1-11).
Sua aparição a Pedro em Jerusalém. (Lc 24:34 1Co 15:5).
Pedro e João Vêem o sepulcro vazio em Jerusalém. (Lc 24.12; Jo 20.1-10).
JESUS aparece a Maria Madalena em Jerusalém. (Mc 16,9-11; Jo 20.11-18).
JESUS aparece a outras mulheres em Jerusalém. (Mt 28.9-19).
O relato dos guardas sobre a ressurreição em Jerusalém. (Mt 28.11-15).
Domingo JESUS aparece a dois discípulos no caminho a Emaús. (Mc 16.12-13; Lc 24.13.35).
JESUS aparece aos 10 discípulos, sem Tomé estar presente em Jerusalém. (Lc 24.36-43; Jo 20.19-25; 1CO 15:5).
Uma Semana depois, JESUS aparece aos discípulos, com Tomé em Jerusalém. (Mc 16:14-18; Jo 20.26-31).
Durante os 40 dias até a ascensão, JESUS aparece a sete discípulos no Mar Galiléia. (Mt 28:16-20; Jo 21.1-15).
A grande comissão ( MT 28.16-20; Mc 16.14-18; Lc 24.44-49).
Sua aparição aos quinhentos Galiléia (1 Co 15:6).
Sua aparição a Tiago (1 Co 15:7).
A Ascensão no Monte das Oliveiras ( Mc 16.19-20; Lc 24.50-53; At. 1:4-9).
A ascensão de Cristo ao Céu fortaleceu a doutrina sobre as duas promessas, uma Paracletológica, e outra Escatológica.
Promessa Paracletológica. Jesus prometeu não deixar sua Igreja órfã e sem consolo, (Jo 14. 16,18). A palavra Paracletos significa: Ser colocado ao lado, consolar, advogar, em (Jo 20. 22) Jesus soprou (pneuma) do seu Espírito sobre os discípulos, e eles receberam o Espírito Santo como Selo da Redenção (Ef 4.30). No pentecostes eles recebem uma dose a mais de Poder e Virtude, cumprindo assim a profecia de (Jl 2.28-29). O derramar do Espírito e seus Dons sobrenaturais. Revestimento é o mesmo que estar vestido com uma camisa, quando vestimos um terno por cima da camisa, estamos revestidos. A Igreja já estava vestida do Espírito, então ela é revestida de um Poder maior de autoridade e capacitação.
Promessa Escatológica. Sempre que Jesus falava de sua partida, Ele consolava sua Igreja com a promessa de sua Vinda. Temos mais de 1845 citações a respeito do assunto em toda Bíblia. Só no N.T temos 318 referências diretas. Depois da Salvação, é o tema mais relevante da Bíblia. A grande vitamina que levou e continua levando a Igreja lutar contra o Pecado e fazer a vontade de Deus, obedecendo a sua Palavra, não é as promessas de bênçãos e vitórias terrestres ou materiais. Mas o que faz a Igreja batalhar contra o mal é a promessa de que um dia deixaremos essa terra, onde reina a maldade, a injustiça, a mentira e as desigualdades sociais, para estarmos eternamente no Céu de Glória.
Existem dois termos no grego que descreve e explica sobre esta promessa:
1º- Parousia. O termo é usado para descrever o resplendor da vinda de Cristo. Na etimologia significa a visita que um Rei faria a um determinado lugar ou cidade. A ida desse governante obrigava os cidadãos do lugar a se prepararem devidamente para recebê-lo, e nada poderia sair errado, porque Ele viria com honra a uma visita oficial e solene (1 Ts 4. 16).
2º-Harpagesometha. O termo descreve a ação de um ladrão (Mt 24. 43), e também o ataque de uma águia sobre sua preza (Mt 24. 27). Esse termo mostra como se dará o arrebatamento da Igreja, ele é originário do termo harpazon que significa Rapto, assim acontecerá como Jesus falou em (Mt 24. 36).
Olhando para essas duas promessas, a paraclétológica já se cumpriu no dia de pentecostes na vida dos quase 120 que estavam reunidos no Cenáculo, e continua se cumprindo na vida dos que buscam o Batismo com o Espírito Santo até hoje, tendo o falar em línguas estranhas (glossolalia) como evidência.
A promessa da segunda Vinda de Cristo, em suas duas fases ainda acontecerá.
Na 1ª virá para buscar sua noiva.
Na 2ª virá conosco para restaurar e salvar Israel. Temos lutado para sermos sal desta terra e luz deste mundo. Assim aguardamos com paciência e esperança nosso Senhor. O dia e hora ninguém sabe, o necessário é estarmos vigiando e orando, para que não entremos em tentação, mas escapemos do mal. Quando o Senhor voltar nos achará cumprindo suas determinações. Os seus olhos procuram os fiéis da terra e os verdadeiros Adoradores, que o adoram em espírito e em verdade. Quando isso acontecer então cessará todo pranto e toda lágrima será enxugada de nossos rostos, e então viveremos de Glória em Glória.
Abraço a todos e muita paz.
Abney San Martin é professor de teologia e administra o blog:
http://nazarenosan.blogspot.com
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
O Espírito Santo em Atos

O Antigo Testamento mostra a dispensação do Pai. No Novo Testamento, o Emanuel (Deus conosco) está presente a dispensaçao do Filho. Depois de sua ascensão ao céu, enviou outro consolador, (OUTRO do mesmo gênero). Então aqui em Atos, está o começo da dispensação do Espírito Santo. Ele passa a ser o agente de Deus na terra, a fim de desempenhar a obra que Jesus começou, não só a Fazer mais a ensinar (At 1.2d).
Vemos que a visão do reino milenar é mantida ao longo do livro, eles não perdem o foco e o objetivo, sempre se lembrando das palavras do mestre. Atos registra o arrependimento para a salvação dos gentios, que posteriormente assumiriam a responsabilidade de divulgar as Boas Novas do evangelho segundo as profecias (Mt 21.33-46; Jo 10.16; At 10.1-28-31).
A mensagem é sempre a mesma: O nascimento, vida, ministério, sofrimento, morte, a Ressurreição e as promessas da vinda de Jesus. O que a igreja hoje perde um pouco, com o movimento da fé, e a falácia da teologia da prosperidade, como também as mensagens de auto-ajuda e triunfalismo. Em Atos, encontramos o modelo ideal da igreja cristã, como também o método de evangelização.
A vontade de Jesus, é que nenhuma alma se perca, só é composta com a ação do Espírito Santo. O Ide de Jesus só é possível através do Espírito. O batismo com Espírito é algo sempre presente na vida da igreja. Hoje também não é algo renegado ao passado, mas presente e constante na Igreja. Os discípulos estavam com a responsabilidade da continuação do ministério começado por Jesus, mas com a primazia do Espírito Santo.
A promessa do pai
Jesus mandou esperar a promessa do pai em Jerusalém. Ele rogaria ao pai, e este por sua vez atenderia. É chamado de batismo no Espírito, em alusão ao que João Batista disse: "E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo" (Mt 3.11). O batismo com o Espírito Santo é apenas o começo de um relacionamento divino, que tende a crescer expandir na afinidade de ambos.
O dia de pentecostes foi um enchimento (At2. 4) o derramar do Espírito (Jl 2.28-32) um presente, um recebimento, uma dádiva, uma aceitação (At 2.38) um cair sobre (At8. 16; 10.44; 11.15) um derramamento, um dom (At 10.45) e uma vinda sobre (At 19.6). Com todos esses termos empregados é impossível dizer que o batismo ficou limitado apenas ao dia de pentecostes.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Oração pelas Chaves (parte V)


Não é a questão de orar pelas chaves. O que está em dissonância é o mito (chave) que já se tornou um símbolo. A igreja católica entrou por esse caminho dos símbolos, hoje tudo é supremo quando se fala de símbolo.
Veneram a cruz, o terço e muitos outros objetos que não tem valor algum. O real valor da cruz, eles não sabem cominar. O real significado da cruz é esquecido ou ignorado. Precisamos saber valorizar aquilo que é de valor, e colocar cada coisa em seu lugar.
Porque não oramos pelas chaves do cadeado de uma bicicleta nova? Agora a pouco, vi pessoas testemunhando gratas a Deus por ter terminado a faculdade, e ninguém apresentou seus diplomas perguntando: De quem será o próximo? Porque não é de interesse da maioria ter um diploma, afinal nem todos estão na faculdade.
Todavia quando falamos de chaves de carro, moto, casa ou apartamento, aí sim, gera uma expectativa enorme em torno da pergunta: De quem será a próxima? MINHA! Na verdade, eu nunca respondi que a próxima chave seria a minha, no entanto ela veio a ser minha, ultrapassando a Perspectiva de todos. Perspectiva, que muitos dizem ser um grito de fé, para a aquisição das chaves.
Quando argüido, inquirido e pressionado para levar as chaves para orarem por ela, disse que não o faria. As interrogações e apontações vieram como chuva: Você não é grato a Deus! Você precisa ter fé, você precisa entender o plano de Deus! Você deve deixar de ser contra a OBRA DE DEUS!
Estamos no ano do centenário da AD, e falamos de revitalização na AD. E revitalização não se aplica somente aos bons costumes, mas em todas as áreas. Antes, a igreja AD em todo Brasil, começando por Belém Pará, tinha um culto na semana chamado “culto de testemunhos”. Era um culto voltado para a oportunidade de contar uma benção recebida em gratidão a Deus.
Neste dia a igreja glorificava a Deus pela benção que os irmãos recebiam. E o objetivo era levar a igreja expor a benção, e agradecer a Deus. Este culto foi substituído pelo culto de libertação. Antes, porém, diga-se de passagem, (não tenho nada contra). Mas em vez da gratidão, apenas agradecer a Deus, somos levados a pedir, exigir, buscar e determinar. Se os outros estão recebendo as bênçãos, eu tenho que receber. Se estiverem comprando carro novo, eu tenho que trocar o meu. CQC custe o que custar.
Os testemunhos dos que recebem bênçãos nos incentivam não a agradecer mais a pedir também. Não sou contrário às bênçãos de Deus, ele abençoa mesmo, mas não sabemos pedir como convém e nem estamos gratos a Deus. Os cultos existem para louvar-mos, adorar-mos e glorificar-mos a Deus agradecidos. De quem é a próxima?
Se as chaves são uma forma de agradecer como dizem, então devemos orar e apresentar todas as chaves quer seja de uma bicicleta, de um cofre ou qualquer porta nova que trocamos em casa. Porque só são válidas as chaves de carro, moto, casa e apartamento? Porque não os diplomas, a nota de um terno ou um vestido novo? Não são bênçãos também?
Quando critico este tipo de atitude, é porque nunca antes na história da AD, houve este tipo de coisa. Estamos inovando, daqui a pouco vamos começar a ungir fotos, chaves (já sei de lugares no MT na AD que já estão ungindo).
Ninguém pesquisa quem primeiro começou com este costume. Ninguém examina de onde tiraram a idéia de orar pelo copo de água em cima do rádio ou da TV. Na verdade, Alziro Zarú, da Legião da Boa Vontade começou com isto, depois vieram os neopentecostais trazendo este mau costume para a igreja.
A crítica é boa porque gera uma análise. Já observaram como o discurso mudou? Já não falam, mas em “orar pelas chaves”, mas sim “apresentá-las”, está melhorando. Isto depois do primeiro texto que escrevi, veja:http://alertafinal.blogspot.com/2008/07/orao-pelas-chaves.html
O que precisamos fazer agora, é ser gratos em tudo, como está escrito: Em tudo daí graça... E não somente pelas chaves de carro, moto, apartamento ou casa. Mas também traga a escritura do terreno para apresentar.
Geziel Silva Costa
Feliz Ano Novo (2011)
Que a graça de Deus continue sobre nós neste ano. quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Lição 1 ( A ação do Espírito Santo Através da Igreja

A Primeira lição é panorâmica, mostrando a visão geral do que havemos de estudar. Nestas poucas linhas, não trago um texto acurado sobre o livro, mas uma visão de um ângulo comum. Nas próximas postagens, estaremos aos poucos escrevendo mais minuciosamente sobre os temas abordados pela revista.
A tradição judaica registra que Lucas era de Antioquia da Síria. Lucas era gentio, e era o único escritor de livros do N.T que não era judeu. Fiel companheiro de Paulo acompanhou-o desde a segunda à última viagem missionária de Paulo. Quando Paulo esteve preso em Cesaréia por dois anos, é bem provável que Lucas estivesse com ele, reunindo materiais, tanto depoimentos orais, como também escritos para a composição de seu evangelho (Lc 1.1-4).
Lucas aparenta ser um homem humilde, sempre se ocultando nos seus escritos. Mais de um quarto dos textos do N.T são provenientes da pena dele. Tinha conhecimento do grego e possuía uma mente brilhante e aberta, mais que qualquer escritor do NT. Ainda Lucas era um historiador dedicado. Nos seus escritos, deixa transparecer sua preocupação com os menos favorecidos, pobres, doentes e rejeitados pela sociedade hodierna. Sendo assim todos estimavam-no, o que levou Paulo a chamar-lhe de médico amado.
O livro de Atos registra a formação da igreja primitiva depois da ascensão de Jesus. Na verdade, o nome Atos dos Apóstolos, pouco tem a ver com os apóstolos, pois raramente trata com eles. Deveria ser chamado de “Atos do Espírito Santo”, pois este é citado 60 vezes no livro. Mas dois apóstolos são destacados aqui, Pedro e Paulo. O avanço do evangelho começa em Jerusalém até Roma, a capital do Império Romano. Para o tratado que Lucas estava montando para Teófilo, ele cita 95 pessoas vindas de 32 países diferentes e 54 cidades e ainda 9 ilhas do Mediterrâneo, dessas fontes ele apanhou informações para seu tratado.
Lucas mostra que “O Caminho” não é uma seita (assim os cristãos do primeiro século foram chamados os seguidores do “caminho”). Também deixa claro que o cristianismo não é nocivo, mostrando a bondade de Deus através dos milagres e maravilhas. Ainda mostra que o cristianismo não ia de encontro com as autoridades e o poder político, pois ele faz questão de mostrar que todas as vezes que estiveram num tribunal, foram inocentados.
O pentecostes foi uma anulação da torre de Babel onde as línguas foram confundidas e as nações separadas. No pentecostes o Espírito reuniu todas as pessoas de todas as nações em uma só comunidade. Assim o Espírito Santo dá origem organizando a igreja. Os discursos feitos por Estevão, Pedro e Paulo, vem a esclarecer a promessa do batismo no Espírito Santo, as promessas a Israel, a vinda do Messias, a morte e a ressurreição de Jesus, as suas ordenanças, o seu reino, o seu retorno, devemos pregar para levar ao arrependimento de todos os que crerem.
Abraços
Geziel Silva Costa
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
LIÇÕES BIBLICAS CPAD - 1º TRIMESTRE DE 2011 ATOS DOS APÓSTOLOS: ATÉ OS CONFINS DA TERRA

Atos dos apóstolos o evangelho do Espírito Santo.
Ao iniciarmos o ano de 2011, nossa Escola Bíblica Dominical será marcada por uma serie de estudo baseado nos escritos canônicos, registrado em Atos dos Apóstolos.
O tema central do livro vai mostrar “A propagação do evangelho pelo poder do Espírito Santo”.
O livro é considerado o 5º evangelho, é o único livro do Novo Testamento que dá continuidade aos acontecimentos narrados nos quatro evangelhos canônicos. Nenhuma outra escritura do NT é tão rica em detalhes a respeito da continuidade histórica da obra de Cristo.Quando analizamos a visão e forma da escrita usada pelo Dr. Lucas o “medico amado” [CL4. 14] que não andou com Cristo, sendo discípulo de São Paulo, ele ao narrar os fatos conhecido, teve o auxilio do amanuense [copista] conhecido como Teófilo “amigo de Deus”, Lucas narrava e Teófilo escrevia, sem o registro de Lucas, os cristãos de todos os tempos estariam virtualmente desprovidos de qualquer informação a respeito do desenvolvimento inicial, social e a propagação do cristianismo primitivo, isto o torna um escritor habilidoso, um historiador consciente e um teólogo inspirado.
O livro de Atos com 28 capítulos e seus 1007 versículos, é o segundo tratado de Lucas, sendo que o primeiro é o evangelho que leva seu nome, vai iniciar mostrando os últimos atos e ensinos do Cristo ressurreto e sua ascensão, terminando com o aprisionamento domiciliar de Paulo em Roma por dois anos.
No livro de Atos encontramos ao menos 10 divisões principais:
I. O Derramamento do Espírito Santo. [1.12 – 2.41]
II. Os Primeiros dias da Igreja em Jerusalém [2.42 – 8.1]
III. A Persequisão Trazendo a Expansão do Evangelho. [8.2 – 9.31]
IV. A Conversão de Paulo, o Apostolo dos Gentios. [9.1 - 18]
V. Os Gentios sendo alcançados pelo Cristianismo. [9.32 – 12.25]
VI. Primeira Viagem de Paulo como Missionário. [13.1 – 14.28]
VII. Primeiro Concilio da igreja em Jerusalém. [15.1 – 35]
VIII. Segunda Viagem de Paulo como Missionário. [15.36 – 18.22]
IX. Terceira Viagem de Paulo como Missionário. [18.23 – 21.16]
X. Prisão de Paulo e seu Ministério Enquanto Preso. [21.17 – 28.31]
O Livro de Atos é considerado dentro do gênero literário como Histórico, devido à narrativa que ele traz da vida cotidiana da igreja primitiva, com isso ele se torna uma ferramenta importantíssima para se entender o contexto social, econômico, litúrgico e espiritual da igreja fundada por Cristo na Cruz e oficializada no Pentecostes.
Através desta lições reconheceremos que vivemos a dispensação do Espirito Santo, onde de forma singela e implácavel, o Espirito de Deus tem atuado de forma direta na vida da igreja, capacitando os Santos a realizarem a obra do Senhor com autoridade, Amor, e manisfestações sobrenaturais através de salvação de almas, libertações, revestimento de poder[batismo com Espirito] e Curas milagrosas.
A revelação exegética dada ao PR. Claudionor de Andrade, na aplicação de sua Hermenêutica sobre o Livro de Atos, para esse 1º trimestre da EBD de 2011, mostrará e nos ensinará que como igreja, existe parâmetros e normativas a serem seguidos diante de uma visão bíblica Cristocentrica, buscando sempre a unidade do corpo de Cristo para um crescimento espiritual sadio e progressivo do Reino de Deus na Terra.
Essas 13 Lições trarão um fortalecimento para pratica Cristã e um crescimento Espiritual muito grande para os amantes da Palavra e alunos da EBD.
2. A Ascensão de Cristo e a Promessa de Sua Vinda.
3. O Derramamento do Espírito Santo no Pentecostes.
4. O Poder Irresistível da Comunhão na Igreja.
5. Sinais e Maravilhas na Igreja.
6. A Importância da Disciplina na Igreja.
7. Assistencia Social, Um Importante Negócio.
8. Quando a Igreja de Cristo é Perseguida.
9. A Conversão de Paulo.
10. O Evangelho Propaga-se Entre os Gentios.
11. O Primeiro Concílio da Igreja de Cristo.
12. As Viagens Missionárias de Paulo.
13. Paulo Testifica de Cristo em Roma
Abney San Martin é obreiro da AD e professor da ETADECMAT
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Rebelião e feitiçaria são iguais?

Com base na passagem de Samuel, onde Saul desobedeceu a uma ordem divina contra os amalequitas, vemos o seguinte: “Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei" (1 Sm 15:23).
Muitos pregadores têm dito nos púlpitos que existem feiticeiros na igreja. Ainda relacionam uma série de fatores, que segundo eles, são feitiçarias:
Discórdia, desobediência, murmuração, oração contrária, opiniões contrárias e etc. E esbravejam: Tem feiticeiros da igreja, estão fazendo feitiçarias, crente feiticeiro não vai subir!
O significado deste texto é que a rebelião é tão mal como o pecado de adivinhação, e a obstinação é tão mal, quanto adorar falsos deuses, a iniqüidade e a idolatria, tem o mesmo teor de pecado.
"Que ninguém se achará entre ti quem sacrifica o seu filho ou sua filha pelo fogo, que pratique a adivinhação ou magia, nem prognosticador, se engaja em feitiçaria" (Dt 18.10). Nova Versão Internacional (1984)
A rebelião contra Deus, ou desobedecer as suas ordens, é um pecado tão grave, como a culpa de bruxaria, ou qualquer tipo de adivinhação proibido pela lei de Deus, e merece uma punição dolorosa. Deus odeia nada mais do que a desobediência do mandamento, ainda que intenção pareça boa, como no caso de Saul.
Na verdade o que a Bíblia está enfatizando é o teor do pecado. O mesmo peso do pecado de feitiçaria é o de rebelião. Não existe pecadinho e pecadão, mas sim pecado. O teor, a conseqüência, a gravidade são as mesmas para ambos.
Ev. Geziel Silva Costa
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Jacó significa Enganador ou Suplantador?

“E saiu o primeiro, ruivo e todo como uma veste cabeluda; por isso, chamaram o seu nome Esaú, que significa cabeludo” (Gn 25.25).
“E depois saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso se chamou o seu nome Jacó” (Gn 25.26).
O nome Jacó, em Hebraico Yaakhov, vem do verbo hebraico akhav “tomar pelo calcanhar” ou “pisando os calcanhares”. Foi assim que nasceu Jacó: “No ventre, pegou do calcanhar de seu irmão” (Gn 25.26). (Livro: COMENTÁRIO DE OSÉIAS Esequias Soares CPAD).
A palavra suplantar, que também é aludido ao Nome Jacó, vem do verbo hebraico akhav, suplantar, dar rasteira. O dicionário Aurélio, define assim a palavra suplantar: v.t. Meter debaixo dos pés; derrubar, prostrar, calcar. / Levar vantagem, vencer: suplantar um rival. / Fig. Humilhar, dominar.
Talvez por isso alguns assegurem que o nome Jacó significa enganador. Suplantar significa enganar? Será que uma mãe teria a coragem de Nomear um filho como Enganador? O nome de uma pessoa na cultura judaica era oriundo dos acontecimentos antes, durante e depois do seu nascimento.
Outros asseguram que Jacó significa enganador, por que Esaú assim falou: “Não foi o seu nome justamente chamado Jacó? Por isso, que já duas vezes me enganou: a minha primogenitura me tomou e eis que agora me tomou a minha bênção” (Gênesis 27:36).
Muitas pessoas estão concordando com a afirmativa de Esaú. Jacó, porém não tomou a primogenitura de Esaú, eles negociaram. “Então, disse Jacó: Vende-me, hoje, a tua primogenitura. E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer, e para que me servirá logo a primogenitura? Então, disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó” (Gênesis 25:31-33).
Pregadores e ensinadores têm malhado Jacó. E dizem que ele, era mentiroso, vivia de dolo, levando proveito sobre outros, não era fiel, e por isso, teve seu nome mudado de Jacó para Israel. Assim recebeu a transformação, depois da mudança de seu nome. A mudança de nome, era uma característica de Deus no AT. Ele mudou o nome de Abraão, Sara etc. Se existe alguém que deve ser sovado, é Esaú que desprezou sua primogenitura. Veja como a Bíblia o considera: “E ninguém seja fornicador ou profano, como Esaú, que, por um manjar, vendeu o seu direito de primogenitura” (Hb 12:16).
Na verdade Jacó enganou e mentiu várias vezes num momento só para seu pai. Mas fez isto por influência de sua mãe, por que o Senhor havia dito a ela: “Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas: Um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor” (Gn 25:23). “Foi-lhe dito a ela: O maior servirá o menor” (Rm 9:12).
Todavia, as promessas não justificam o engano de ambos (Jacó e Rebeca). Rebeca como Sara, tentou ajudar nas promessas de Deus. Deus é fiel para cumprir suas promessas. Caso Jacó e Rebeca não enganassem o velho Isaque, por outras vias e não pelo engano, Deus cumpriria o que havia prometido. Mas mesmo nesta situação, Deus transformou as maldições em bênçãos, e cumpriu suas promessas na vida de Jacó.
Agora veja as conseqüências do engano na vida de Jacó:
Foi enganado com Lia por Labão (Gn29. 25).
Teve seu salário mudado dez vezes (Gn 31.7).
O animal roubado ou despedaçado pelas feras, Jacó pagava do seu próprio bolso (Gn 31.38-39). Vemos que Jacó foi mais enganado do que enganou.
Jacó tinha sua vida voltada para Deus e depois da visão faz um voto: “Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer e vestes para vestir, e eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR será o meu Deus; e esta pedra, que tenho posto por coluna, será Casa de Deus; e, de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo” (Gn 28.20-22).
Veja que o Anjo aparece em sonho a Jacó e o cobra do voto: “Eu sou o Deus de Betel, onde tens ungido uma coluna, onde me tens feito o voto; levanta-te agora, sai-te desta terra e torna-te à terra da tua parentela” (Gn 31.13).
Percebemos a comunhão, o interesse e a obediência dele em servir a Deus: “Depois, disse Deus a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel e habita ali; faze ali um altar ao Deus que te apareceu quando fugiste diante da face de Esaú, teu irmão. Então, disse Jacó à sua família e a todos os que com ele estavam: Tirai os deuses estranhos que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai as vossas vestes” (Gn 35.1-2).