Alerta Final

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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

As festas judaicas

Antigamente Israel se baseava no ano lunar. A cada dois ou três anos, fazia-se uma adaptação ao ano lunar, baseado no ano solar. Essa adaptação era a adição de um mês no ano solar. O primeiro mês do calendário de Israel correspondia aos nossos meses de março e abril aproximadamente. Conhecia-se o início de um mês pela lua nova.

Na cultura Judaica, comemoravam-se três grandes festas importantes para Israel. A festa dos Asmos, da Colheita e do tabernáculo. Conforme as ordenanças do Senhor em Êxodo 23 a Festa dos Pães Asmos era para ser celebrada durante sete dias. Isso no mês de Abibe, porque este foi o mês que saíram do Egito. O primeiro corte do Trigo era torrado, o povo se reunia em vários santuários para preservar a colheita.

Somente mais tarde é que o Rei Josias conduziu este cerimonial ao templo em Jerusalém. A festa das Semanas que é a festa das primeiras colheitas de trigo. Ficou conhecida como festa das semanas, por causa da contagem de sete semanas do início da colheita dos cereais. Era mais um culto de ações de graças, onde eles expressavam sua gratidão a Deus pelos frutos da terra. A festa das semanas era também celebrada a dádiva da Torah que receberam no Sinai. Foi nesse dia o derramamento do Espírito Santo, de onde conhecemos o pentecostes. Também existe a festa dos Tabernáculos, que é a celebração da colheita dos frutos. Durante a colheita dos figos, tâmaras azeitonas, uvas e etc., eles habitavam em cabanas. Essa ação lembra o tempo que Israel no deserto, morava em cabanas. É uma festa alegre, com danças, celebrada durante sete dias. Em Deuteronômio já vemos vinculado à festa dos Asmos a festa da Páscoa.

A páscoa na verdade era uma festa de pastores, quando saiu para terras longínquas em busca de pastos, matavam um animal para prevenção. Isso foi associado na saída de Israel do Egito, quando os Israelitas comeram o cabrito assado, e passaram o sangue nos umbrais das portas. Onde o Anjo da morte passava, e não matava os primogênitos devido o sangue. Aí temos a explicação da palavra Pascoa, passagem, talvez a passagem do destruidor, ou a passagem do mar vermelho por Israel. No tempo de Jesus a páscoa foi celebrada, e hoje é uma festa no seio da família israelita precisamente dia 14 do mês de nisã, relembrando os acontecimentos do Egito, e as ações de Javé. Hoje no cristianismo a páscoa simboliza a ressurreição de Cristo, a nossa passagem da morte para a vida.

A estas três festas, foram adicionadas outras festividades. Não creio ser pela influência do período pós-exílio, porque a maioria delas está no Pentateuco. As festas são: Ano Novo, o dia do perdão ou da expiação, o dia da alegria da lei, a festa da dedicação do templo, a festa de purim e o sábado.

O sábado em si não é uma festa, mas um tempo ou dia tirado para o Senhor. Sábado é um dia de descanso para Deus em hebraico (Shabat), parar de trabalhar. Este mandamento percorre todo o antigo Testamento. O sábado não é associado a outros dias como sexta feira treze, considerado um dia de azar. Não é que trabalhar no sábado trás uma maldição, ele não é um dia de mau agouro, mas um mandamento. Seis dias trabalharás, mas o sétimo é o sábado, isto é: trabalhamos seis dias em nosso favor, mas precisamos ter pelo menos um para agradecer ao Senhor.

Com o descanso sabático, os israelitas além de estarem obedecendo e se dedicando nesse dia a Javé, proporcionam descanso aos animais e aos servos, evitando trabalho escravo forçado. O sábado se torna um símbolo da identidade de Israel no exílio babilônico. Com o tempo, foram acrescentados os preceitos à observância da sábado. Acender fogo, carregar cargas e até a distância que se poderia andar neste dia. Alguns foram tão rigorosos na observância do sábado, que preferiram morrer que descumprir as ordens.

No Novo Testamento, os preceitos do sábado, principalmente por Jesus, eram observados. Mesmo assim, Jesus irritou muitos judeus zelosos, por curar e ter suas atividades normais no dia de sábado. Mas Jesus deu outro significado ao sábado, que veio a serviço da vida, o sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado. Paulo por sua vez, deixa claro que o sábado está inserido no contexto da lei. E o sim da lei é Cristo, para justiça de todos que creem. Estamos em uma Nova Aliança, por isso o Novo Testamento.

O domingo não veio para substituir o sábado. Mas se torna um dia especial porque as atividades de Jesus, como também suas aparições depois da ressurreição, deram muitas vezes no domingo. A partir daí, a igreja primitiva toma o domingo como dia do Senhor. Constantino foi o responsável pela associação do domingo com a divindade solar. Mesmo assim, algumas atividades não paravam no domingo, os escravos por exemplo. Os reformadores eram a favor do descanso dominical. Lutero entendia que antiga aliança ficou no passado, e que estamos sob uma nova aliança. Os puritanos na Inglaterra foram mais taxativos, e até leis foram elaboradas, proibindo qualquer atividade ou lazer no domingo.

Na atualidade, o mundo tem um dia para descanso e culto. No Brasil, adotamos o domingo como dia especial e existe até leis que regem melhor a situação de trabalho e descanso. Nos países muçulmanos é a sexta feira o dia d descanso. Todavia, devido às diversas atividades, alguns preferem ou são obrigados devidos às atividades, descansarem outro dia da semana. Isso prejudica a reunião familiar.

Hoje o que é mais importante não é a discussão se o sábado ou domingo é o dia de descanso. Mas sim saber conciliar entre lazer, família e culto a Deus no dia de descanso. Isso é tão importante que temos na Bíblia o ano sabático. Seis anos trabalhando mais o sétimo e o descanso da terra. Também a cada cinquenta anos, os escravos eram liberados.

No Antigo Testamento percebemos três tipos de sacrifícios: Agradecimento, comunhão e expiação. Alguns eram oferecidos com animais, outros com manjares, cada um tinha seu significado espiritual. Esses sacrifícios bíblicos, no meu entender, nada têm relacionado aos sacrifícios das divindades pagãs. Mas sim ensinar o homem a ser grato a Deus pelas bênçãos. Também não colocar seu caroção nas coisas terrenas. Também serviam para promover comunhão entre o homem e Deus.

Os sacrifícios pelo pecado eram necessários morrer um animal. As pessoas carentes de perdão iam até o sacerdote que fazia o ritual sagrado e bíblico. Esses sacrifícios apontam para o Jesus. Assim como o animal inocente derramou sangue para livrar da morte e perdoar os pecados de muitos, Jesus como o cordeiro que tira o pecado do mundo, nos deu vida morrendo e derramando seu sangue por nós.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O monoteísmo Bíblico


O monoteísmo é bíblico porque o próprio Javé, Deus de Israel estipulou isso à nação, quando


disse: Não terás outros deuses diante

de mim. Jesus mesmo disse a satanás: Vai-te satanás, somente ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.

Quanto ao conflito entre Judeus e palestinos, a combate não é pelo fato de serem monoteísta. Mas a peleja vai, além disso, é por territórios, é a política das terras e das raças, não se baseia em um item apenas.

A Bíblia deixa clara a existência de outros deuses, quando adverte a Israel: “Não seguireis outros deuses, os deuses dos povos que houver ao redor de vós” (Dt 6.14). Poderíamos citar diversas outras passagens, mas não é o caso.

Outro ponto que quero destacar é sobre o Deus de Abraão de Isaque e de Jacó. Por mais que pareça que cada um destes patriarcas tenha seu próprio Deus pessoal, é mais claro e admissível, que cada patriarca teve sua experiência com Deus. A

té porque o Deus de Abraão não iria ordená-lo sair da terr

a, da parentela politeísta e permitir que Abraão continuassem no próprio erra que mais tarde Deus exigiria da não, servir a ele só.

Não acredito que Israel integrou outros deuses, ao Deus da Israel. Até porque antes da conquista de Canaã, a advertência contra deuses estranhos, já era conhecida. “Não seguireis outros deuses, os deuses dos povos que houver ao redor de vós” (Dt6. 14). “Não fareis outros deuses comigo; deuses de prata ou deuses de ouro não fareis para vós”

(Ex 20,23).

Outro sim, porque será que Jacó se desfez dos deuses estranhos enterrando-os? “““ E Jacó fez um voto, dizendo:” Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir”.

“E eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR me será por Deus” (Gn 29.20-21). Aí está por causa do voto que ele fez de servir somente a Deus. O Senhor será o meu Deus. Chegando ao lugar que ele fez o voto, ele se lembrou dos feitos de Deus, então entrou com sua pare cumprindo o voto.

Parece algo relativo, quando o texto afirma que no antigo Oriente, cada povo tinha o seu Deus maior, em especial que Israel também tinha o seu. Acredito que Javé é um Deus absoluto, porque derrota todos os demais deuses com seus respectivos poderes e seguidores. As dez pragas é algo contra os deuses dos egípcios. A morte dos animais, onde está o boi Ápis protetor das criações? E assim com as demais pragas.

Na caminhada de Israel, os deuses dos Moabitas, Amonitas, Baal e companhia, todos caíram diante do Deus Javé. Por isso ele é um Deus absoluto.

Quando os Israelitas foram dizimados ao exercito babilônico, receberam injúrias, e Javé foi afrontado dizendo que não pode fazer nada diante do deus babilônico, sabemos que tudo ocorreu pela permissão de Javé. A ajuda, o livramento, o cuidado e as bênçãos sobre Israel da parte de Javé, eram condicionais. Em Deuteronômio capítulo 28 a primeira parte das bênçãos cuidados e providencias eram a obediência e adoração a Javé. O contrario disso resultaria em abandono, e seriam entregues aos próprios inimigos. Foi o que aconteceu com Israel nas mãos dos babilônicos.


Geziel Silva Costa

domingo, 7 de agosto de 2011

As origens da fé em Javé, o Deus de Isarel

A fé de Israel mudou ao longo de sua caminhada. Talvez pelos problemas encontrados ao longo do caminho, ou por influências de outras religiões. No livro dos Juízes, está o relato de altos e baixos.

Israel desobedece a Javé, em consequência a isto, vão ao cativeiro. No exílio eles arrependem-se, Javé levanta um juiz e livra-os. Ao esquecerem os atos de misericórdia de Javé, desobedecem às leis, e novamente o resultado é o cativeiro. Vemos assim ida e volta, desobediência e obediência, altos e baixos, juízo e misericórdia.

Nas religiões de outros povos, também houve mudanças, isso pelo aumento do conhecimento na caminhada histórica. O avanço do conhecimento faz com que as pessoas avaliem suas noções religiosas e culturais. A história de Israel está claramente exibida nos livros históricos e proféticos, que vão descrevendo a conduta da nação, e a influência sofrida em detrimento das nações vizinhas. Temos então uma mensagem rica e atual para nosso saber teológico.

Quando examinamos a história da religião e teologia do AT, vemos mudanças de procedimentos, conceitos e ações do povo de Israel. No entanto entendemos a imutabilidade de Deus em toda a História. Devido à imutabilidade de Deus, é exigido de Israel que também não mudem em dano dos comportamentos de outras religiões, Israel não deve sofrer mudanças. Os costumes, os métodos religiosos pagãos, não devem ser desejados e nem copiados por Israel. Uma técnica reprovada por Javé nas religiões pagãs, era os sacrifícios de crianças aos deuses, isto é: passar os filhos pelo fogo. Israel não deveria perpetrar isso, por ser abominação a Javé.

Sou de acordo com o texto, quando exibe que a adoração a Javé foi exercitada antes da existência de Israel. Adão, Sete, Noé, Abraão e Jacó, já adoravam antes a Deus com a construção de altares. No Egito, Moisés foi a peça fundamental para trazer Deus ao centro da adoração do povo de Israel, que com o controle egípcio, esqueceu-se de Javé. Talvez, alguns tivessem lembranças do Deus de seu pai Jacó; Compreendemos que Jacó quando descia à casa de Labão, quando chegou a Betel fez um voto a Deus, prometendo ser fiel a ele, e servi-lo somente a ele, se Deus fosse com ele abençoando-o.

Jacó tinha conhecimento de Javé. Talvez a comunhão e a informação de Jacó com Javé chegaram à ciência do povo de Israel, todavia, como adorá-lo? Então aparece Moisés com a missão de levar de volta o povo a Javé. Até porque era promessa de Deus a Abrão e a Jacó, trazer o povo de volta do Egito. Vemos isso na fé de José, que preferiu não ser enterrado no Egito, acreditando que o povo sairia de lá, e então teria seu corpo sepultado em Canaã. O povo precisava voltar-se ao Deus dos pais, o Deus das promessas, das terras e de um futuro propício. Então era necessário que confiassem nesse Deus, era preciso estar preparado a servi-lo e adorá-lo como garantia das bênçãos.

As festas judaicas, em especial a páscoa, servem para trazer de volta à memória das famílias, e propor aos mais novos os feitos de Javé. Aprendem então que Javé é o Deus dos menos favorecidos, dos oprimidos como era o povo no Egito. Isso levou o povo a lutar contra a injustiça, acreditando fazer a vontade de Javé. A páscoa e outras festas servem para contar o que Javé fez em favor de Israel.

Isso incentivava o povo servir a ele com fidelidade. Israel percebeu o milagre e a intervenção divina nas pragas do Egito. Isto despertou a fé em Deus, que então firmou as alianças e as leis para Israel. A partir daí, Deus se manifesta no monte Sinai, que fumegava e tremia e começa Deus a falar audivelmente com Israel. A teofania de Javé, segundo a primeira tradição, vem acompanhada de fogo, fumaça e tremor. Javé se revela

quinta-feira, 28 de julho de 2011

55% dos brasileiros são contra a união estável dos homossexuais (Fonte IBOP)


O IBOP realizou uma pesquisa sobre casamento gay entrevistando 2002 pessoas em 142 municípios do Brasil. A pesquisa realizada este mês, nos dias 14 e18, mostra que 55% dos brasileiros são contra a decisão do STF. A minoria, 48% é favorável.

Mas o IBOP deu a entender em sua pesquisa, que essa contrariedade se dá devido à falta de escolaridade ("as pessoas com formação até a quarta série do fundamental, 68% são contrários"), e a divisão de classes sociais (Norte/Centro-Oeste e Nordeste).

Isto porque o índice de reprovação está nas regiões subdesenvolvidas. Insinuando também que os jovens têm a mente mais aberta (os jovens de 16 a 24 anos, 60% são favoráveis) que os idosos para o assunto ("maiores de 50 anos são majoritariamente contrários (73%"), o IBOP mostrou que os jovens têm mais facilidade em aceitar o homossexualismo que os idosos.

No tocante à religião, os protestantes e evangélicos são os que mais se manifestam contrariamente ao assunto ("A população de protestantes e evangélicos é a que se manifesta mais resistente"). Na classificação de religião como outras religiões 60% são favoráveis ao casamento homossexual. Os católicos e ateus se dividem na opinião com 50% e 51% de aprovação.

Os jornais deram ênfase à pesquisa, destacando principalmente a resistência dos evangélicos e protestantes, como também a escolaridade, como se estes fossem os únicos fatores a serem resolvidos para a questão.

O Jornal Nacional, logo após o anúncio da pesquisa, colocou uma matéria de homofobia em pauta, de um policial que atirou na barriga de um gay, para dar uma maior ênfase na matéria.

Percebemos que todos os meios de publicações estão unidos em busca da aprovação, divulgação e louvor ao homossexualismo. Todavia não estamos aqui para insinuar a homofobia, mas sim em fazer uso da Palavra de Deus baseada na Constituição Brasileira, o direito de discordar da prática. Amamos os homossexuais, mas discordamos da prática porque a Bíblia, nossa regra de fé e prática condena.

Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.1 Coríntios 6:10

E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.Romanos 1:27

Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é;Levítico 18:22

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.João 3:16

Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,Efésios 2:4

E o próprio nosso Senhor Jesus Cristo e nosso Deus e Pai, que nos amou, e em graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança,

2 Tessalonicenses 2:16

Abraços

Geziel Silva Costa

quarta-feira, 27 de julho de 2011

A morte do Mestre (John Stott)


Segundo o site Christianity Today, John Stott morreu às 03h15min do Horário de Londres. Segundo o site, nas últimas semanas, ele esteve desconfortado devido à sua idade avançada. Stott informava em seus livros, nos sermões e pregações, a prática da fidelidade à Bíblia e o amor a Deus acima de tudo.

Homem que influenciou o mundo, exemplo a ser seguido de perto, Stott deixa saudades, assim como David Wilkerson. Essa perda, de grandes homens de Deus, me deixa com a voz embargada, apesar de não os ter conhecido pessoalmente. Mas seus livros são de grande profundidade teológica e bíblica, a ponto de requerer cuidado extremo na leitura. Os que mais gosto é: “Ouça o Espírito, ouça o mundo” e “A Cruz e Cristo”.

O pastor Stott faleceu nesta quarta feira aos 90 anos. A esperança de encontrá-lo no céu, permanece no coração daqueles que amam a vinda de nosso Senhor.

Geziel Silva Costa

terça-feira, 12 de julho de 2011

A mensagem central da Bíblia

O tema principal da Bíblia é sem dúvidas Jesus Cristo. De Gênesis a apocalipse, ele aparece, seja em figuras, tipologia e símbolos.

Os profetas ocuparam uma parcela enorme de seu ministério falando sobre seu plano, sua vontade e propósitos. O profeta Isaías, conhecido como o profeta messiânico, fala detalhes da sua vida e morte.

Abraão pela ocasião de sacrificar seu filho Isaque, quando ofereceu o cordeiro no lugar de seu filho, compreendeu o plano de salvação. Estava claro, assim como Isaque foi salvo pelo cordeiro, Cristo o cordeiro que tira o pecado do mundo, nos salva do pecado e da morte.

No Pentateuco, a figura do animal no altar de holocausto como oferta pelo pecado, era símbolo de Cristo na cruz do calvário. No livro de Josué a figura de Cristo aparece no fio de escarlate que Raabe colocou em sua Janela, e por ele foi salva da destruição e morte. No livro de Samuel, Davi é o tipo de Cristo como rei. Vemos isto quando analisamos a unção e o sacrifício de Davi.

Temos Cristo representado em Salomão, que veio construindo seu reino em paz e prosperidade, assim como Cristo virá para reinar no milênio, um reino próspero e mil anos de paz. Em Esdras e Neemias, a figura de Cristo está em Zorobabel e Josué. Eles restauraram Israel. Assim também Cristo é o restaurador espiritual e nacional de Israel. Vemos a ação de Cristo no livro de Ester, o seu povo foi salvo da morte pelos inimigos. Durante a grande tribulação, Israel estará cercado pelos inimigos, e Cristo descerá no monte das Oliveiras, e dará o livramento ao seu povo, como profetizou Zacarias.

Os sofrimentos de Jó retratam os sofrimentos de Cristo, justo e fiel. O livro de Salmos revelam aspectos da pessoa do Messias como homem, Deus, Justo, Santo, Profeta, Juiz, Rei etc. O livro de provérbios mostra a sabedoria. Paulo lembra-nos que Cristo é a sabedoria de Deus, quando escreveu aos colossenses. Em Eclesiastes e Cantares, Cristo está notório como o único pastor e esposo amante da sua noiva. Em Jeremias e Lamentações Cristo está como justiça nossa e vemos o seu lamento pelas nações. No Novo Testamento, Cristo aparece como prioridade na vida da humanidade.

O único mediador entre Deus e os homens, a porta, o caminho que conduz a salvação, o perdão e a libertação. Lucas o apresenta como homem perfeito, porque os gregos buscavam a perfeição. As roupas de linho branco que os filósofos usavam, era símbolo de pureza. Marcos o mostra como o servo fiel, porque os romanos dominavam o mundo, e buscavam sujeição. A proposta de Marcos era que Cristo era o servo fiel, mas para servir-nos com graça e amor. Aos judeus, que precisavam de um rei, Mateus o aponta como o rei verdadeiro, mostrando o desejo de ele reinar em nossos corações.

João escreve para a igreja mostrando que de fato Jesus é Deus. A partir do primeiro capítulo João o descreve em termo de igualdade na divindade. O próprio Jesus falando da sua divindade disse: “Quem me vê a mim vê o pai, pois eu e o pai somos um”. Jesus como o tema central da Bíblia, ensina-nos sobre as nossas prioridades na vida, primeiro o reino de Deus e a sua justiça, as demais coisas são acrescentadas. Jesus ensinando disse: “Quem me ama, guardará a minha Palavra e meu pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada”. Assim devemos dizer como disse Paulo: “vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim”.

Ele queria dizer que Cristo era o centro de sua vida, e fazia a vontade dele, porque ele sabe o que é melhor para os seu. Vemos que ele também se torna o centro de nosso viver. Jesus é tão central na Bíblia e em nossa vida, que estava no meio, entre dois ladrões. Jesus é tão central em tudo, que dividiu a história no meio: Antes e Depois de Cisto.

No caminho de Emaús, estava entre dois discípulos e foi o tema central da conversa. Jesus é o centro, veja: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles”. Essa verdade se cumpriu também quando os discípulos estavam reunidos depois da morte dele e ele apareceu e disse: “Paz seja convosco”. Se precisarmos de paz, amor, perdão e salvação, Jesus tem para todos.

Geziel Silva Costa

quarta-feira, 15 de junho de 2011

As Heresias de Ricardo Gondim





Quem viu o Ricardo Gondim antes, e o vê agora, percebe que é deplorável a situação a que chegou este sujeito.

Antes, o desconforto dele quanto aos bons costumes, o fez tomar atitudes drásticas, e parodiou através de seus sermões e livros.

Mas agora, satirizar das doutrinas bíblicas, é prova que engoliu e agora arrota a teologia liberal aos seus seguidores.

A doutrina da volta de Cisto não é utopia como ele afirma, mas uma realidade, que torna- se mais real e próxima com os sinais.

Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos.2 Timóteo 4:3 (Nova versão Internacional)

terça-feira, 7 de junho de 2011

A igreja de Belém fazendo missões

Devido aos excessos, hoje os dons espirituais tem sido confrontado. Precisamos preservar os ensinos bíblicos, como a Assembleia de Deus que nasceu sobre as doutrinas bíblicas ensinadas diligentemente.

A contribuição que Belém teve com a missão foi fenomenal. A chama do evangelho logo se alastrou pelos bairros, cidades e estados vizinhos atingindo assim a nação brasileira. Os cultos nos lares, com a evangelização gerava ovelhas, e o Senhor ordenava novos pastores para o rebanho.

Com a saída dos missionários e vários irmãos, da Igreja Batista, causou ira e furor principalmente pelo sucesso, milagres e salvação. Desencadeou uma grande perseguição e difamação contra os missionários. As demais congregações se uniram na perseguição para evitar a perca de membros para os missionários. Os veículos de comunicação também foram usados no combate à “Nova Seita” como eram chamados.

O Jornal Folha do Norte, enviou um repórter disfarçado entre os irmãos, para escrever uma matéria que desmoralizava a igreja. A reportagem causou grandes expectativas. O Aleluia e Glórias a Deus eram motivos de zombarias, as crianças, jovens e adultos eram menosprezadas nas ruas. Os curiosos querendo conhecer mais sobre a tal nova seita, forma aos cultos, até o repórter escreveu depois: “Nunca vi uma reunião tão cheia de fervor, sinceridade e alegria entre os crentes”. O resultado era salvação de almas.

Por muitos anos a igreja sofreu agressões físicas, apedrejamento que faziam os irmãos sangrarem. Casas eram destelhadas, cultos eram cancelados quando ameaçados pelo perigo. Certa ocasião ao longo do culto alguém bardou: “Oxalá uma onça devorasse esses pregadores de novidades”! Pouco tempo depois em sua casa, uma onça invadiu o quintal do individuo que gritou e o devorou. Caiu então um temor sobre a pequena comunidade que entendeu ser uma ação divina.

O crescimento de Belém era socioeconômico, e o ciclo da borracha favorecia este crescimento. As exportações cresceram grandemente, muitas pessoas estrangeiras circulavam pelas ruas da cidade de tal forma que os missionários não tiveram dificuldades em encontrar um intérprete ou alguém que dominassem o idioma deles assim que chegaram à cidade.

Porque Deus não escolheu o sul do país? Mais populoso, desenvolvido, clima afável parecido com o da Europa? Porque escolheu o norte? Região subdesenvolvida, rodovias ruins, condições de vidas precárias, dificuldades etc.?

Todas as denominações que começaram os seus trabalhos do sul ao norte, dificilmente chegaram à região norte. Prova disto é que muitas denominações que existem no sul, não encontramos no norte. Vemos a ação de Deus, dirigindo os missionários de norte a sul, fundando os trabalhos. Assim como à igreja primitiva estava ordenada pregar de Jerusalém, Judéia, Samaria aos confins da terra, os missionários alcançaram todo o Brasil, e mais alguns países a partir do norte.

O fogo do avivamento se espalhou por Soure, Mosqueiro, Vigia, Quatipuru, Igarapé-açu, Benevides, Capanema (o administrador do Alerta Final participou de uma convenção estadual em Capanema, uma bênção) Timboteua, Peixe-boi, Vila São Luís, Bonito etc.

Com o trabalho crescendo, houve a necessidade de separar obreiros para o trabalho do Senhor. Os primeiros pastores nacionais foram: Isidoro Filho (1912) separado por Gunnar Vingren. Absalão Piano (1913) obreiro no rio Tajapuru. Crispiano Melo, Pedro Trajano, Adriano Nobre, Clímaco Bueno aza, João Pereira de Queiroz e José Paulino Estumano de Moraes.

Os pastores estrangeiros, residentes no Brasil, salvos pelas mensagens pregadas pelos missionários foram: Bruno Skolimowski (polonês que chegou a Belém em 1909, separado dia 02 de março de 1921). Da Hungria João Jonas, salvo em Santa Isabel do Pará em 1933. Este evangelizou e ganhou para Jesus o pastor Alcebíades Vasconcelos.

A igreja se torna missionária e em 1914 enviava oferta aos missionários da China. Enviados a Portugal como missionário José Plácido da costa (1913), José de Matos Caravela (1921) com suas respectivas famílias. Eles fundaram a Assembleia de Deus em Portuguesa em 1924, e estenderam a mensagem até as cidades Lusitanas chegando também em Angola e Moçambique.

O estudo da palavra sempre esteve como prioridade na igreja. Assim em 1911 iniciou-se a Escola Dominical na congregação que estava na casa do irmão José Batista de Carvalho. Posteriormente iniciaram-se as escolas bíblicas para obreiros. Entre março e abril de 1922 o pastor Samuel Nyström dirigiu a escola.

Os institutos bíblicos por sua vez, encontraram dura resistência durante décadas. Os missionários e pastores argumentavam que a formação teológica gerava o formalismo. Os missionários e pastores tinha receio que o mesmo esfriamento espiritual que invadia a Europa, fosse possível através dos institutos. A proibição dos institutos bíblicos se deu em 1948 numa convenção geral.

Cinquenta anos depois da fundação da Assembleia de Deus, é que tomaram a iniciativa de fundarem institutos bíblicos. O casal João Kolenda Lemos e Ruth Dóris Lemos fundaram em Pindamonhangaba SP dia 18 de março de 1959 o IBAD (Instituto bíblico das Assembleias de Deus). Hoje temos vários institutos e faculdades voltados ao ensino teológico.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A FUNDAÇÃO DA IGREJA EM BELÉM

A Igreja Batista nos Estados Unidos vivia tempos de revitalização pentecostal. Os missionários achavam que seria assim também no Brasil. Igualmente procuraram Justus Nelson e a liderança da Igreja, para falar do batismo com o Espírito Santo.

Raimundo Nobre, (o que hospedou os missionários no porão da igreja), tinha um irmão por nome Adriano Nobre. Este era proprietário da companhia “Port of Pará”, onde ele obteve emprego para Berg como fundidor. Adriano dominava bem o inglês, assim levou os missionários para a Ilha de Marajó. Quando os missionários pregavam e cantavam, o intérprete era Adriano Nobre.

Voltando da Ilha de Marajó no dia 12 de maio de 1911, a notícia que havia missionários na igreja expandiu-se na cidade. Todos queriam ouvi-los. Eram convidados pelas famílias e iam às casas para orarem. O porão da igreja onde se hospedavam, virou lugar de oração e estudos bíblicos, frequentados pelos irmãos. Assim eles eram ensinados sobre o batismo com o Espírito Santo.

A irmã Celina Martins Albuquerque, professora de escola dominical, estava enferma de um suposto câncer nos lábios. Os missionários oravam insistentemente por ela. Certo dia a irmã Celina foi completamente curada. A idade da irmã era de 34 anos, que agora buscava o batismo com o Espírito Santo. Jejuando e orando por longos dias, numa manhã de quarta feira dia 8 de julho de 1911, transbordou em línguas em sua casa tornando-se então a primeira brasileira a receber a promessa.

A irmã Maria de Jesus Nazareth de Araújo presenciou o episódio na vida de Celina, com isso aumentou a sua fé para buscar o batismo com o Espírito Santo, e no dia seguinte também recebeu sua benção, foi batizada. O primeiro homem a receber o batismo no Brasil foi Manoel Francisco Dubu, em 1912 em Belém. Assim Deus ia progredindo sua obra, curando e batizando.

As opiniões sobre o batismo começaram a divergir, e os contrários ao batismo acusavam os missionários de praticarem o espiritismo. Isto está registrado em Ata nº222 Dia 13 de junho de 1911. Certo dia, Raimundo Nobre entrou no porão onde se hospedavam os missionários perguntando o que estava acontecendo. Os missionários explicaram que era a ação do Espírito Santo batizando os irmãos. Raimundo Nobre rebateu alegando que este acontecimento ficou com a igreja primitiva, e culpou os missionários de partidaristas. Depois de alguns embates, Vingren elucidou que não valia a pena debater sobre assunto tão explícito na Bíblia.

O pastor Raimundo Nobre, explicou que o batismo ficou relegado à Igreja Primitiva. Ele procurou apoio do irmão Manoel Rodrigues, diácono da Igreja, que gozava de prestígio e respeito dos irmãos. Manoel Rodrigues então testemunhou de curas e milagres que havia presenciado naqueles dias. O pastor Raimundo Nobre resolveu excluir 13 irmãos que sustentavam o pentecostalismo. Segundo a Ata da Igreja Batista foi 18 irmãos, a revista do Jubileu de Ouro aponta 19 nomes.

O pastor Nels Nelson reuniu em 2 de junho de 1931 os fundadores da Igreja no Templo da travessa nove de janeiro, incluindo Adriano Nobre e Maria Joana. Havia seis portugueses e cinco espanhóis, todos exerciam cargos importantes na Igreja Batista. Os missionários foram convidados a se retirarem da Igreja Batista. O irmão Henrique Albuquerque os levou para a sua casa na Rua Siqueira Mendes nº 67. Na sala da casa, cantavam, oravam e Jesus batizava e curava. Nascia assim a Assembleia de Deus.

A data de fundação é 18 de junho de 1911 um domingo. O primeiro nome foi “Missão de fé Apostólica”, nome este que durou sete anos, era um nome muito usado nos EUA pelos pentecostais. Durante três meses permaneceram no mesmo local, até que a quantidade de pessoas convertidas aumentou, daí a necessidade de um lugar maior. Então mudaram para a casa do irmão José Batista de Carvalho, na Rua São Jerônimo, hoje Avenida Governador José Malcher antigo nº 224.

Mais de três anos depois, os irmãos inauguram seu primeiro templo no dia 8 de novembro de 1914, na travessa 9 de janeiro antigo nº 75. Este imóvel eles compraram dia 17 de setembro de 1917. A irmã Frida Vingren numa de suas cartas à Suécia, datada de cinco de julho 1917 relata a alegria na escolha do nome, ela disse: “O nome Assembleia está visível na fachada do templo”. O templo permaneceu neste endereço até 30 de outubro de 1926. O pastor Samuel Nyström transferiu o templo para o endereço da Rua 14 de março antigo nº 759. O pastor Firmino Gouveia no dia 23 de abril de 1988 inaugurou o templo atual.

O nome Assembleia de Deus, não é de origem brasileira. As igrejas no mundo que possui este nome, não foram provenientes do ano 1911. Mas, o pastor americano Thomas King Leonard foi o primeiro a por este título em sua igreja em Findalay estado de Ohio USA. O concílio geral das Assembleias de Deus foi fundado dia 24 de abril de 1914.

O irmão Manoel Rodrigues conta que certo dia após um culto, Berg disse aos irmãos que na América do Norte usavam o título de Assembleia de Deus e Igreja Pentecostal. Os irmãos acharam melhor o nome Assembleia de Deus, e assim permanece. O registro da igreja aconteceu dia 4 de Janeiro 1918 em Belém. O registro do estatuto aconteceu com Samuel Nyström, Daniel Berg e Gunnar Vingren, que pagaram o valor de 130 mil réis. A igreja floresceu tanto, de modo que estamos no ano do centenário, isso nos leva a louvarmos e adorarmos a Deus o autor da nossa fé. Ele é o dono da obra e é dele tanto o quer como o efetuar.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

ADOLF GUNNAR VINGREN


ADOLF GUNNAR VINGREN nasceu em Östra Husby Östergothand, Suécia no dia 8 de agosto de 1879. Nasceu num lar evangélico, filho de jardineiro, também passou a exercer a profissão na jardinagem até seus 19 anos. No entanto, aos nove anos de idade, recebeu a chamada do mestre, mas esteve afastado dos caminhos do Senhor dos 12 aos 17 anos voltando em um culto de vigília.

Desde muito cedo, ainda com 18 anos de idade, Gunnar Vingren já era dedicado na obra de Deus. Ordenado pastor nos EUA, começou a cuidar de igrejas a partir de 1909. Chegou ao Brasil ainda solteiro, com a idade de 31 anos. Vingren se tornou um mestre na palavra de Deus se tornando uma das maiores defesa do movimento pentecostal. Implantou com sabedoria as doutrinas bíblicas aqui no Brasil. Como mestre, sabia defender a razão da fé depositada na palavra.

Ao completar 18 anos em 1897, foi batizada nas águas em Smaland, Suécia. Posteriormente assumiu a superintendência da escola dominical da Igreja Batista nesta cidade. Lendo uma nota sobre missões numa revista evangélica, nasceu o desejo de ir para a obra missionária.

Vingren foi participar Em 1898 de uma escola bíblica que durou um mês em Götabro, Narke, e foi impactado pelos estudos bíblicos. Dos 55 alunos que participaram do evento, 22 foram enviados como evangelistas. Vingren viajando pelo mundo em 1903, conheceu os EUA, esteve em Liverpool na Inglaterra, chegou a Kansas City e foi parar na casa de seu tio Carl Vingren que ali morava.

Em 1904, Vingren partiu para Chicago a estudar teologia, curso que durou quatro anos. No mesmo ano, assumiu a liderança da Primeira Igreja Batista de Menominee em Michigam. Visitando a Primeira Igreja Batista de Chicago, foi batizado com o Espírito Santo, encontrando em seguida, Daniel Berg. Em South Bend, Indiana em 1910 na Igreja Batista, recebeu a confirmação da chamada divina para o Pará.

Numa de suas viagens à Suécia em 1º de Agosto de 1917, Vingren conheceu Frida Strandberg Vingren. Ela compartilhou de sua chamada também para o Brasil. Ela foi enviada como missionária pela Suécia, e casou-se com Vingren dia 16 de Outubro de 1917 em Belém. A jovem tinha 26 anos de idade, o pastor Samuel Nyströn realizou a cerimonia na igreja. Com curso superior de Enfermagem, poetisa e instrumentista, exerceu grandes funções na igreja do Senhor, na obra missionária.

Os Hinos da Harpa Cristã, 126, 394 e outros, são de sua autoria. Nestes e outros hinos, estão o relato dos muitos sofrimentos pela causa do mestre. O casal de missionário chegaram a comer banana com farinha para amenizar a fome nas ocasiões difíceis. Mas nunca desanimaram, e do relacionamento nasceram Ivar, Ruben, Margit, Astrid, Bertil e Gunvor. A Gunvor ficou sepultada em solo brasileiro. O administrador do Alerta Final conheceu o Ivar, o primogênito da família.

Vingren preocupava-se em instruir os pastores que estavam sobre sua responsabilidade. O “Jornal Voz da Verdade” criado em 1º de novembro de 1917, teve este intuito. Este foi o solavanco da imprensa evangélica. Vingren visitou além do Pará todas as regiões do Brasil.

Mesmo frágil pelas doenças estomacais e outras, orava pelos enfermos e Deus restabelecia a saúde dos irmãos. Sempre incansável na obra de Deus, ia sendo fortalecido e animado pelas palavras proféticas através dos servos de Deus. Vingren voltou à Suécia em 15 de Agosto de 1932. Dia 27 de julho de 1933, aos 53 anos de idade, foi recolhido pelo Senhor ao Paraíso. Mas deixou uma palavra de exortação à igreja que tanto amava, dizendo que buscassem os dons espirituais para continuar a obra, e buscassem a santidade para estarem sempre preparados para o arrebatamento.

Boa Leitura

Ev. Geziel Silva Costa

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A biografia e o ministério de Daniel Berg



Daniel Gustav Högber nasceu e cresceu na cidade de Vargon na Suécia. A data de nascimento é 19 de abril de 1884. Os pais de Berg, Gustav Verner Högberg e Fedrika Högberg, eram membros da Igreja Batista. Berg foi batizado nas águas aos 15 anos de idade em 12 de fevereiro de 1899 juntamente com seu amigo de infância Lewi Petrus.

Mas devido a uma crise financeiro que chegou a Suécia na época, Berg viajou para os EUA a bordo do navio M.S.Romeu em 25 de março de 1902 na expectativa de uma vida melhor. Trabalhou durante sete anos na América como fundidor.

Ao voltar à Suécia para visitar seus pais, Berg encontrou seu amigo Lewi Petrus, agora pastor de uma igreja avivada em Lidköping, e o desejo peja obra ardeu em seu coração. De retorno aos EUA foi batizado com o Espírito Santo.

Em Chicago quando participava de uma conferência bíblica, conheceu Gunnar Vingren. Em certa ocasião, o Senhor falou ao seu coração que procurasse Vingren. Ele então foi a South Bend no estado de Indiana onde contou a Vingren o que acontecia. Passaram a orar juntos, foi quando Deus revelou sua vontade através de uma profecia revelando o campo missionário no Pará.

Daniel Berg pediu demissão, e seu patrão além de fazer o acerto do trabalho, ainda lhe deu uma bolacha e uma banana. Isso simbolizava o desejo de não faltar suprimentos ao amigo, era uma tradição americana.

Berg chegou solteiro ao Pará no vigar da juventude aos 26 anos de idade e permaneceu solteiro até 1920. Deus sempre chama a juventude comprometida para a sua obra. Foi assim com José, Davi, Samuel etc. De volta para visitar a Suécia, conheceu uma linda Jovem, Sara Ber, e se casou com ela em 31 de julho daquele ano, e vieram morar no Brasil em 21 de março de 1921. O senhor lhes concedeu David e Deborah. O administrador do blog Alerta Final conheceu David pela primeira vez em Belém Pará. Em outras ocasiões aqui no Grande Templo em Cuiabá.

Daniel Berg foi homem de coragem. Deixando o desenvolvimento da Europa, e desbravando a Amazônia, enfrentando enchentes, rios, cachoeiras a bordo de perigosa canoas e barcos. Andavam a pé, correndo perigo de feras, doenças como a febre amarela, malária e outras. Mas foi assim com Paulo e com todos que tem uma chamada para fazer a obra de Deus. Este é o verdadeiro significado do viver da obra.

Trabalhando na Companhia Port of Pará (hoje Companhia Dorcas do Pará) trabalhava para pagar as aulas de português que Vingren estudava. Enquanto ele trabalhava, Vingren estudava, e à noite Vingren ensinava o português a Berg. Com o restante do salário, Berg importava literaturas dos EUA, e distribuía Bíblias em português aos paraenses. Poucas pessoas sabiam ler, mas Berg visitava casa por casa, as famílias em todos os bairros e ruas.

Daniel Berg foi um homem de coragem, andando pelas ilhas, carregando suas duas malas, uma com suas roupas e outra cheia de bíblias para evangelizar. A estrada de ferra de 400 km, muitas vezes fez este percurso a pé. A ponto de seus pés incharem. Numa de suas viagens pelos rios, estava em uma canoa quando de repente ela foi envolvida por um redemoinho, e naufragou. Berg nadou entre os jacarés para sair da água. Até no hospital quando doente, ele distribuía folhetos. Em 1963 andava evangelizando no hospital onde estava internado mesmo com a saúde frágil, e os cuidados da enfermeira que insistia que ele parasse.

Daniel foi um homem simples e humilde, quando vinham as lutas e tribulações, apenas glorificava a Deus. Caminhando pelas ruas de Belém, enchia os bolsos de manga, e ia chupando mangas pelas ruas. Mudou-se para Vitória (ES) em 24 de Janeiro de 1922. Na comemoração dos 50 anos da Assembleia de Deus, Jubileu de Ouro, esteve em Belém para as celebrações. Foi condecorado pelo Pastor Paulo Leivas Macalão no Maracanãzinho com uma medalha de ouro. Mas a glória dava à Deus o dono da obra.

Berg não recebeu os cuidados e as honras que merecia. O próprio irmão Adriano Nobre reconheceu isto quando escreveu na extinta Revista Seara. Berg e sua família voltaram definitivamente para a Suécia em 1962. O Senhor recolheu Berg para o paraíso no dia 28 de maio de 1963, quando Berg tinha 79 anos. Na Suécia, onde estão seus parentes sepultados, ali também está Daniel Berg, que partiu feliz, e com a certeza da salvação.

Hoje perto do aniversário de 100 anos da igreja, ela se tornou grande e poderosa pelo Senhor Jesus Cristo. Registrados na CGADB há mais ou menos 40 mil pastores escritos. Hoje os membros são contados em milhões de pessoas. Mas ainda precisamos fazer muito tomando o exemplo de Berg. A nação vive afundada no pecado, idolatria, corrupção, vícios e outras mazelas sociais, e acima de tudo espiritual. Precisamos mergulhar de volta no ministério da evangelização.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Relembrando Nossa História (Centenário das Assembléias de Deus)

O derramamento do Espírito Santo na igreja primitiva foi algo aguardado e esperado. A partir do século XVIII, temos a continuidade deste avivamento, comparado ao da igreja primitiva. Podemos citar alguns nomes que se destacaram neste avivamento, como lideranças que entusiasmaram:

John Wesley (1703-1791) Charles Finney (1792-1875) Dwight Lyman Moody (1837-1899) Smith Wigg Lesworth (1859-1946) e Charles Fox Parham (1823-1929) e outros.

Charles Parham teve uma influência singular como professor na vida de William Seymour. Seymour despertou o movimento pentecostal moderno à culminância. Um dos temas da mensagem de Charles Fox Parham eram os dons espirituais.

Parham como professor da Escola Bíblica que fundara, levou vários alunos a receber o batismo. Agnes N. Ozman, uma jovem de 18 anos também recebeu o batismo com o Espírito Santo.

O aluno Seymour, com a chama ardendo no coração, alugou um prédio velho desativado em Los Angeles (1906) situado na Rua Azuza nº 312. Assim estava fundada a Igreja Missão de fé Apostólica.

Assim começa a história de William H Durham, que visitando Los Angeles, foi à Rua Azuza no prédio alugado de Seymour. Ali foi batizado com o Espirito Santo. Voltou para sua cidade em Chicago, e na sua igreja, começou a pregar sobre o batismo com Espírito Santo. Chicago incendiou o mundo, com o movimento pentecostal liderado por Durham.

Daniel Berg e Gunnar Vingren se conheceram em 1909 em Chicago. Berg procurava emprego nos EUA, bem jovem ainda com 18 anos. Nesta ocasião a Igreja Batista sueca, realizava uma conferência em Chicago. Nesta conferência, Gunnar Vingren que participava do evento, foi batizado com o Espírito Santo, ele neste tempo era um pastor batista. Vingren e Berg, após se conhecerem neste encontro, tornaram-se amigos, por terem algo em comum, a chamada para uma obra missionária. Vingren pensava que sua chamada era para a Índia, só depois os mistérios seriam desvendados para o Brasil.

Cheios do Espírito Santo abriram uma campanha de oração na casa do irmão Olof Uldin em South Bend (Indiana EUA) em 1910. Deus usou o irmão Olof para revelar muitas coisas em sua vida, inclusive o local da chamada dos missionários, o Pará. No dia seguinte, os missionários foram a uma biblioteca em busca de um mapa, para tirar a dúvida sobre o Pará. Para surpresa, acharam o Pará localizado na região Norte do Brasil na América do Sul.

Neste tempo a Amazônia estava esquecida pelas missões, por causa da febre amarela, malária e a hanseníase. Fazer missões aqui era sinônimo de fracasso. Por isso Deus escolheu estes jovens para esta obra missionária. Partiram de Chicago apenas com a oferta que a igreja havia levantado 90 dólares. Ainda para testar a fé deles, Deus ordenou que doassem o dinheiro para o Jornal “O testemunho Pentecostal” de William Durham em Chicago. Foram sem dinheiro para Nova York. Os missionários não foram enviados por nenhuma missão, mas partiram apenas por uma ordem divina.

Vingren encontrou um irmão na rua, que ficou feliz ao encontrá-lo. Era um velho amigo que à noite foi impulsionado pelo Espírito Santo a ofertar para Vingren. O irmão estava a caminho para depositar o dinheiro, mas ao encontrar Vingren, deu o dinheiro em mãos. A quantia era 90 dólares, a mesma ofertada para o jornal. Quando chegaram ao porto, souberam que o preço das duas passagens de Nova York para o Pará custava 90 dólares. Assim embarcaram no navio Clement dia 05 de novembro de 1910, um lindo dia de sábado.

A viagem era de terceira classe, no porão do navio, sem ventilação, sem cadeiras e com comida ruim. Dormiam em beliche, os pratos eram poucos, e depois das refeições, deveriam lavar e guardar as louças em baixo do travesseiro. Mas estavam felizes sobre a direção do mestre, e por isso, no navio mesmo começaram a evangelizar.

Chegaram a Belém no dia 19 de novembro de 1910, uma tarde de sábado dia da bandeira. O porto estava movimentadíssimo, era novo e moderno. Belém que foi fundada em 1616 é situada às margens da Bahia de Guajará a 120 km do Oceano Atlântico. A cidade estava vivendo o período da seringa na Amazônia para a produção de borracha, por isso o movimento no porto era grande.

Ao desembarcarem comtemplaram o povo simples, humildes e hospitaleiros que sorriam aos missionários. Caminharam pela Rua 15 de agosto que hoje é conhecida como Presidente Vargas. Num restaurante comeram feijoada paraense. Sentados na Praça da República pediram orientação ao Mestre.

Um casal que conheceram no navio os convidou a pousar no hotel na Rua Joao Alfredo. O pouco dinheiro que ainda restava com os missionários, foi suficiente apenas para uma noite. No dia seguinte, no café da manhã no hotel, viram sobre a mesa um jornal metodista. O pastor editor do jornal era Justus Nelson conhecido de Gunnar Vingren dos EUA. Procuraram e encontraram o pastor na Rua Joao Balby nº 406 na Primeira Igreja Batista do Pará.

Passaram a hospedar-se no porão da igreja, pagando um dólar por dia cada um. Raimundo Nobre que diria a Igreja provisoriamente e falava inglês, encaminhou os missionários às congregações, pregando, tocando e cantando louvavam ao Senhor. Começaram a falar do batismo com Espírito Santo, e os dons espirituais. Assim estava iniciada a missão no Brasil.

Geziel Silva Costa

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Simpósio de Teologia em Várzea Grande MT (Jardim Imperial)

SEMAD Faz SIMPÓSIO de
TEOLOGIA 2011
CONVITE ESPECIAL

De 24 de abril à 01 de maio - Informações (65) 8478 – 6701
Período Noturno
Dia Preleção Tema

10 Prof. Pb. Eneas Nunes Tempos Escatológicos
17 Prof. Bel. Alexandre Pitante Tempos Relevantes na História da Igreja
24 Prof. Bel. Geziel Costa Teologia no Primeiro Século até Policarpo
25 Prof. Bel. Victório Galli Teologia e os pais da Igreja até Agostinho - Patrística
26 FEICS - Prof. Mauro Marcio Prof. Mestre Nelson Gonçalves de Abreu Junior
A Teologia Reformada e suas implicações no mundo contemporâneo

27 Prof. Esp. Valdeci do Carmo A Teologia como Ferramenta Apologética

Participação Especial do Professor Mestre Altair Germano de 28 de abril à 01 de maio
28 A Educação Teológica na Perspectiva do Pietismo .
29 FEICS Teologia Pastoral na 1ª Carta de Paulo a Timóteo I
29 A Educação Teológica na Perspectiva do Metodismo
Wesleyano e os avivamentos.

30 FEICS Teologia Pastoral na 1ª Carta de Paulo a Timóteo II
30 A Educação Teológica na Perspectiva dos Pioneiros
do Pentecostalismo Clássico.
01 A Educação Teológica nas Assembleias de Deus no Brasil: Origem e Desenvolvimento.
01 A Educação Teológica na AD no Brasil: Desafios e Possibilidades na Atualidade.

Apoio: LIVRARIA EVANGÉLICA CANTARES DE SALOMÃO

terça-feira, 19 de abril de 2011

A 40ª AGO realizada em Cuiabá MT de 12 à 14 De Abril 2011


Estou de volta ao Alerta Final para novas postagens. Estive ausente, por estar empenhado com a 40ª AGO realizada em Cuiabá MT. Hospedamos alguns pastores, e estive envolvido com a mesma.

A 40ª AGO teve seus pontos positivos e negativos. Os negativos foram os embates de sempre: O interesse próprio, sede de poder, disputas, bates bocas e etc.

Mas quero destacar, e tomar como exemplo os pontos positivos. Estudos bíblicos, os debates de interesses à igreja nesse mundo vicioso.

De uma forma geral, estamos agradecidos com a presença e participação dos convencionais aqui em nossa cidade. As reuniões ocorreram no Grande Templo, e à noite a exposição da palavra de Deus. Um dos pregadores que marcou com sua mensagem bíblia foi o pr Thomas E.Trask dos EUA.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Comemoro o centenário, por ter orgulho em ser um Assembleiano.


O avivamento que o mundo conheceu no século XIX e XX, sobretudo na América do Norte, deu origem à Assembleia de Deus no Brasil. Assim como os discípulos foram tocados e impulsionados a pregar a palavra, os partícipes deste movimento pentecostal também.

Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren desembarcaram em 19 de novembro de 1910 do navio Clement, no porto de Belém PA, nunca ninguém jamais imaginara, que estava surgindo as Assembleias de Deus, maior denominação pentecostal do mundo.

O que os pastores a princípio sofreram pela causa do evangelho, é digno de nosso orgulho. Estavam sujeitos à malária, feras e aos adversários na proclamação da palavra na cidade e no interior. As próprias denominações existentes se uniram para combater o crescimento da igreja.

Chegaram a publicar no Jornal de Belém “Folha do Norte”, que os pentecostais, eram perigosos. Isso só atraia mais gente, como em Los Angeles, depois que os jornais anunciaram o movimento pentecostal por lá. Não quero trazer minúcias sobre a história da AD, mas apenas uma reflexão, por isso leia a seguir, algo tirado do livro: “Histórias das Assembleias de Deus no Brasil” (Emílio Conde- CPAD).

Os primeiros pastores separados no Brasil dois anos após a fundação da igreja:

1º Absalão Piano em Fevereiro de 1913.

2º Isidoro Filho pastor nas estradas de Ferro em Bragança PA.

3º Crispiano de Melo pastor das ilhas paraense.

4º Pedro Trajano.

5º Adriano Nobre quando já se havia passado cinco anos.

O que me chama a atenção é que o Emílio escreve: “Todos estes, cuja vida foi um exemplo de consagração e abnegação à Obra de Cristo” (Pg.36).

É por eles que celebro o centenário. Por quem cravou a bandeira do evangelho em terras Brasileiras, por quem são pastores de verdade e amam as almas. Não podemos escurecer o trabalho destes desbravadores.

É por estes homens que me orgulho de ser um cristão, louvo e adoro a Deus por sua graça ter me alcançado. Somos a geração do centenário. Tudo isso sucedeu em nossa vida, para fazermos a diferença. Acima de tudo, entusiasmar as pessoas, não para estes desvios doutrinários de hoje. Mas como disse Thomas E. Trask, “De volta para a Palavra”.

Lembro-me que alguns de nossos obreiros, estavam motivados com os livros de Benny Hinn, Kenneth E. Hagin e companhia, quando cheguei. Depois de umas duas horas de conversas, estávamos com a Bíblia em atuação e os livros repudiados. Eles impulsionaram outros, e esta rede da influencia precisa continuar por ai a estimular outros, para o verdadeiro avivamento proveniente da palavra.

Creio que este é o papel da nossa geração, influenciar através dos nossos ensinos e conhecimentos. Espero que seja para isto que Deus está nos habilitando. Não adianta bater de frente a estes movimentos, como também não convém calar e consentir. Mas de uma forma inteligente, influenciar.

Vamos agradecer a Deus por estes cem anos de salvação, batismo, curas e libertação das almas. A conquista em material de conhecimento e desenvolvimento é mérito do Espírito Santo. A alegria de ser alcançado pela salvação deve ser compartilhada com outros. O centenário deve ser comemorado como uma festa de agradecimento a Deus por tudo.

Texto escrito por

Geziel silva Costa

segunda-feira, 7 de março de 2011

ISRAEL & IGREJA

Se a igreja é o Novo Israel, e por isso devemos acreditar que as bênçãos condicionadas a Israel são válidas (como se apregoa hoje no meio “Evangélico”) vejamos:

Israel tinha promessa de sair do Egito (Literalmente). “Portanto dize aos filhos de Israel: Eu sou o SENHOR, e vos tirarei de debaixo das cargas dos egípcios, e vos livrarei da servidão, e vos resgatarei com grandes juízos” (Êx 6:6).

A igreja por acaso está no Egito literalmente? Não, o Egito para o Novo Israel representa o mundo, hum!

Israel tinha promessa de entrar em Canaã (Literalmente). “E nos trouxe a este lugar, e nos deu esta terra, terra que mana leite e mel” (Dt 26:9).

A igreja tem promessa de entrar em Canaã literalmente? Não! Diriam, Canaã representa o céu, Canaã celestial, Hum!

A Israel, o Senhor daria abundância no fruto dos animais, e no fruto da terra. “E o SENHOR te dará abundância de bens no fruto do teu ventre, e no fruto dos teus animais, e no fruto do teu solo, sobre a terra que o SENHOR jurou a teus pais te dar” (Dt 28.11). E qual a relação de animais e terra no Novo Israel? O Novo Israel tem criação de gado e plantação?

A Israel eis a promessa: O SENHOR te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás em cima, e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do SENHOR teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir” (Dt 28.13).

Todos os membros do Novo Israel são cabeça? No emprego todos são gerentes, são donos de empresas? Não existe ninguém submisso? Qual a relação deste versículo com o Novo Israel?

É impressionante como a Teologia da Prosperidade, Pensamento Positivo e companhia, têm tomado conta da vida de muitos ensinadores, pregadores e pastores. Nem digo mais membro, mais a liderança se deixou levar por estas heresias e modismos.

Porque será que isto hoje sai dos nossos púlpitos, se antes pregávamos contra? Será porque deu certo no meio neopentecostal? Será pela riqueza da liderança dos neo? Pela massa manobrável dos neo? Pela multidão e sucesso ou pelo crescimento deles?

Vejo estes defensores do movimento da fé, citar textos desprovidos da hermenêutica e da exegese. Até ouvi um dos nossos pregadores da AD, Pr dizer: “Chute a ética, hermenêutica, vai embooooooooora!, deixa o Espírito Santo operaaaaaaaaaaarrrrrrrrr”!

Não consigo ficar taciturno diante de tanta incoerência doutrinária. E se não me deixam ponderar em público, por me considerarem um falta de fé. Morno, incrédulo, frio... O blog serve para isso. Não para desabafar, mas para influenciar alguém no caminho verdadeiro. Provocar um debate para um denominador comum. Arrebatar alguns das heresias.

Qual a nossa incumbência de atalaia, apologista, estudioso? Para concordar com tudo? É bom informar a vocês, que a inquisição evangélica me notificou a parar com estes tipos de textos no meu Blog. Isso veio lá de cima. Mas enquanto não me nulificam, estou escrevendo.Leiam:

"Conta o povo da idade de vinte anos para cima, como o SENHOR ordenara a Moisés e aos filhos de Israel, que saíram do Egito" (Nm 26.4).

"Que os homens, que subiram do Egito, de vinte anos para cima, não verão a terra que jurei a Abraão, a Isaque, e a Jacó! Porquanto não perseveraram em seguir-me"; (Nm 32:11).

"Mas Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que eram dos homens que foram espiar a terra, ficaram com vida". (Nm 14:38).

"Não entrareis na terra, pela qual levantei a minha mão que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num". (Nm 14:30).

Se eu aplicar a hermenêutica do movimento, vou interpretar este texto um pouco diferente, assim:

Todos os cristãos e líderes que vieram antes da propagação do movimento da fé, entraram em Canaã celestial.

Mas todos os crentes e líderes que defendem este movimento vão morrer no “deserto” sem ver Canaã celestial. Somente "os Josués e Calebes" que não se dobram diante do modismo, entrarão vivos em Canaã Celeste. Esta interpretação agrava ou não? (risos).

Texto escrito por mim

Ev. Geziel silva Costa

quinta-feira, 3 de março de 2011

CONFERÊNCIAS TEOLÓGICA COM O PASTOR ABRAÃO DE ALMEIDA

O pastor Abraão de Almeida estará em nossa faculdade aqui em Cuiabá, a FEICS (Faculdade Evangélica Integrada Cantares de Salomão) Falando sobre o tema:


- Teologia Contemporânea


- Escatologia – análise das profecias e acontecimentos


- A Graça – Uma exclusividade do Cristianismo


- Data: 14 a 16 de março de 2010

- Local FEICS – Grande Templo (dias 14 e 16)


- Assembléia de Deus Sede (dia 15)

Abraão de Almeida - Ministro do Evangelho, jornalista, conferencista, escritor, doutor em ensino teológico, Doutor em Divindade, Membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil.


fotografia extraída do Google

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Ao Anônimo

Não publicarei poste de anônimos. Primeiro pela agressão nas palavras, quando não suportam uma crítica aqui no alerta final. Eles não têm coragem de debater, discordar e opinar com seriedade. Porque o anonimato? Medo de dar a cara à tapa?

Mesmo que pensem diferentes e discordem escrevendo acirradamente, não omitindo a identidade ou endereço, devo publicar o poste dos quem assim se posicionem. Acho mais honesto assim.

Aos anônimos que só querem desmoralizar, e até pensam em ofender com palavras lucíferes, estes poste serão excluídos. Uma pena na blogosfera existirem pessoas que baixem o nível, especialmente entre os evangélicos.

Se bem que a identificação de certas pessoas através do IP de seus computadores é possível. Mas não vale a pena à busca da identificação de quem não se presa.

Geziel Silva Costa

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Esmirna

“Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás” (Ap 2.9).

A igreja de Esmirna viveu num período de perseguição e grande tribulação. Na Tribulação Governamental, onde o império usava seu governo através de leis, esmagavam os cristãos. Nas praças públicas, existiam os bustos e os incensos dos imperadores para serem adorados. (Na verdade os bustos e estatuetas dos governantes que hoje são reproduzidos nas praças são provenientes do império romano).

Quando os cristãos eram arrastados até as praças para adorarem e jurarem diante da estátua do César e dizerem: "César é senhor". Então diziam: "Cristo é o Senhor". Com isso eram torturados e mortos.

Quando Jesus disse através da carta de João: “Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico)” ele estava ciente de toda a perseguição. E apesar de Esmirna viver seu apogeu econômico, a igreja vivia em pobreza. Isso porque o Imperador ordenou para não comprarem de comerciantes cristãos, e os empregados cristãos eram despedidos. A perseguição econômica fez com que a pobreza entrasse na igreja. Precisavam de víveres, ajuda e sustendo para a sobrevivência.

Os propagadores da Teologia da Prosperidade certamente diriam: "A igreja estava sem fé, era só determinar, decretar a prosperidade, ou contribuir com ofertas alçadas e ser dizimistas, que a BENÇÂO do dim dim viriam sobre eles. Ou quem sabe, contribuir com algum programa televisivo, ou alguma campanha para o milhão cair na conta deles".

Mas Cristo ordena a João escrever, que apesar da pobreza financeira, eram ricos da fé, do amor de Deus, da fidelidade a Deus e do favor de Deus... Riquezas para Deus não é só grana meu irmão, precisamos entender a Palavra de Cristo, somos ricos apesar de desprovidos do dinheiro.

Apesar do sofrimento da igreja, João não chegou com uma mensagem de auto-ajuda para a igreja. Mas disse que padeceriam mais, alguns seriam lançados na prisão e até morreriam. Mas a mensagem de conforto seria para serem fiel até a morte, iriam morrer, mas a vitória estaria na morte. Que Deus é este que não livra da morte? Não entra com providência para livrar a igreja mais os anima a morrer? Assim pensam os crentes de campanhas, os da auto-ajuda e da vitória financeira.

Mas os cristãos que conhecem a Cristo, e amam a sua palavra, e sabem que estão no mundo não para ser referência no mercado financeiro, mas para salvar alguns arrebatando-os do fogo. Estes amam a promessa da vinda de Cristo, não tem a sua vida por preciosa, mas se regozijam em sofrer e morrer pela causa do mestre.

“Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus; quanto a eles, é ele, sim, blasfemado, mas quanto a vós, é glorificado” (1 Pedro 4:14).

Texto escrito por

Geziel Silva Costa