Alerta Final

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Quais os objetivos de Missão para a Igreja?


Concordo com Míguez Bonino, quando afirma que a missão é o centro da igreja, como também da teologia. O tempo que a América Latina não produzia teólogo e nem teologia, levou muitos cristãos a terem aversão à teologia. Ser teólogo era ser frio, sabichão, e a teologia levava o cristão ao farisaísmo.

Mas quando o projeto evangélico de missão invade a América, reconheceram a importância da teologia. Hoje entendemos que missão da igreja de Cristo, é tarefa da teologia evangélica. Sou antagônico de Míguez Bonino no tocante à teologia da libertação. O próprio texto se encarrega de dizer que a comunidade de fé protestante não participou nem participa da teologia da libertação.

O protestantismo que veio da Europa ou da América do Norte chegou à América Latina realmente como diz Bonino, chocando as culturas, religiões, raças e todos os seguimentos da sociedade. A princípio era mais uma novidade, com o passar do tempo, e o progresso, se tornou fator preocupante das lideranças e do governo. Isso porque de acordo com Bonino, as críticas ao clero, às forças sociais, aos valores invertidos, levou o povo a tomarem atitudes e posições contrárias, querendo melhorias e participação.

Em respostas às perguntas difíceis de responder, o protestantismo causou mudanças, a igreja era e é um lugar de liberdade, onde aprendemos a santidade (separação) de todos os ditames do mundo. As pessoas que vem fazer parte da igreja tem uma vida nova. Eis aí a verdadeira libertação, em primeiro lugar, libertar o homem da escravidão pecaminosa. Aqui está a divergências entre os teólogos da libertação, e os teólogos protestantes.

A teologia da libertação leva ao pé da letra, quando insiste em dizer que a libertação é dos pobres, dos que vicem às margens. A luta excessiva pela igualdade social diverge da teologia bíblica. Veja nas palavras de Jesus: “Porque sempre tendes os pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes;” (Mc 14.7). Sempre haverá pobres, nunca nesta dispensação iremos ter a igualdade social. Todavia isso não quer dizer que vamos cruzar as mãos, e nada fazer pelos pobres, porque podemos fazer o bem quando quisermos a eles, e sempre queremos exercer a caridade.

Quero falar de dois pontos importantes citados no texto. O primeiro é a ideologia explicitamente marxista. O segundo é o de chamar os oprimidos e explorados a assumirem sua própria libertação. Penso que a teologia da libertação tem confundido pobre com proletariado, rico com burguês, pecado com opressão. Concordo em parte com Rubem Alves, quando apresenta uma mensagem bíblica sobre Deus que atua na história para transformar o mundo. Essa transformação começa no interior, para depois transformar também o meio em que o indivíduo vive.

Bonino afirma que Deus quer salvar as pessoas e claramente se posiciona ao lado dos pobres. A maneira como Bonino fala da pobreza e do trabalho, é semelhante ao olhar crítico de Karl Max. E Max não tinha razão em tudo, e seus postulados à luz da Bíblia contém inúmeras falhas. Por isso discordo de Bonino em muitas coisas. Deus não fez preferência pelo pobre, mas pelo homem, seja ele pobre ou não. Deus amou e salvou pessoas de todas as classes. A única distinção de pobre para rico foi no amor às riquezas. Mas Jesus esteve com ricos e pobres, ama e quer salvar a todos sem preferência.

Todavia concordo com Bonino quando acrescenta que devemos assumir a história de Cristo como nossa isto é: Devemos assumir a cruz, o gólgota, a tumba etc. O reino de Deus começa no nosso interior, na nossa aceitação do sacrifício de Cristo. O reino começa quando alcançando as almas, trazendo a elas a libertação espiritual e fazendo a nossa parte social. Ajudar as pessoas menos favorecidas é dever de quem faz parte do Reino de Deus. No entanto transformar a classe pobre, acabar com a burguesia, são apenas teorias que ainda não deram certo. Claro que quem faz parte do reino luta contra a desigualdade social e todas as mazelas que assola os humanos.

Míguez Bonino definiu bem a vocação da igreja, no final do texto. Ela foi instituída para a proclamação da salvação, perdão dos pecados e a santificação. A igreja é um sinal da graça e da bondade de Deus. Temos uma tarefa no mundo, mostrar que existe esperança, mudanças e vida transformada. A verdadeira missão da igreja é levar Cristo para a vida das pessoas. Bonino defende o ecumenismo como a ponte para uma missão concreta, ou para uma missão eficaz. Não concordo com o ecumenismo. A igreja primitiva teve sucesso na evangelização sem a inserção do ecumenismo. O protestantismo cresceu na América sem os caprichos do ecumenismo. Não creio que o ecumenismo seja o fator crucial para o sucesso das missões.

O finalizo com as ponderações de Bonino sobre o amor dispensado aos pobres, aos que vivem às margens. O amor de desejo de mudança desejo de ver essas pessoas felizes e com esperança. Claro que não devemos apenas dizer a elas que Deus os ama. Além de oferecermos a salvação em Cristo, devemos fazer a obra social, lutar por melhorias financeiras. Mas isto não é a prioridade da igreja. Fazendo a parte social não significa que vamos mudar a classe pobre, levar a classe baixa para a média.

Resenha do texto de Prof. Roberto Zwetsch

Ev.Geziel Silva Costa

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O Conceito de Missão

Nos últimos cem anos, a ciência vem se multiplicando assustadoramente. As mudanças ocorrem em todos os seguimentos da sociedade sendo inevitáveis. Essas mudanças são tanto positivas como negativas, ao mesmo tempo em que é benéfica ao homem, pode ser maléfica. Diante destas verdades, a teologia cristã não poderia ficar sem sua contribuição, tendo em vista que a Bíblia tanto falou deste momento de evolução na história humana.

A teologia apresenta biblicamente o propósito da vida humana aqui na terra. A solução para a sociedade mundial, a paz e a felicidade não estão simplesmente na tecnologia, na globalização e nem na pós-modernidade. O pensamento pós-moderno é anticristão e extra bíblico e estes conceitos são motivos para um caminho destrutivo e sem solução que a sociedade está trilhando. O que dizer do aquecimento global? Está escrito que a terra geme, com a maldade do homem à natureza. O pecado humano trouxe maldição a terra. “Maldita é a terra por tua causa”.

Quanto às mazelas, injustiça social, guerras, fomes, pestes, desigualdades econômicas e os conflitos, estão escrito: “De que se queixa o homem? Queixe-se de seus próprios pecados”. Também são sinais e advertências que estão escritos na Palavra. Em Mateus 24, Timóteo e outras passagens, alertam para estes momentos. A única solução para tudo isso, não é o futebol, a música e nem a religião, mas a solução é Jesus. Se os humanos cressem e recebessem Jesus seguindo a sua Palavra, o mundo seria diferente. É necessário que os próprios missionários tenham recebidos ao Senhor Jesus como seu único e suficiente salvador de suas vidas.

No tocante a teologia e sua relação com a missão temos visto que tem havido muito desta última, mas, porém, pouca prática. É do conhecimento de todos que no contexto histórico das missões muitas vezes comunidades inteiras foram impostas a receberem obrigatoriamente a fé que lhes eram ensinadas mesmo contra as suas próprias vontades. É o que aconteceu com os denominados cristãos-novos em 1497 quando todos os judeus que eram nascidos em Portugal foram forçados a converterem-se ao cristianismo.

Como o império era totalmente cristão e as práticas judaicas eram totalmente proibidas, os judeus eram obrigados a serem católicos praticantes. Durante quase trezentos anos esses judeus nascidos em Portugal foram processados e perseguidos pelo tribunal do santo ofício da inquisição. Também nas colônias portuguesas os que possuíam outra fé eram perseguidos pelo santo tribunal. A causa dessa evangelização tirana sobre os judeus foi à dualidade que passaram a viver para serem reconhecidos pela cultura ibérica. Ou seja, eram ainda judeus, porém agora não praticantes, pois teriam que viver como cristãos para não perderem a própria vida.

Somente com a liberdade de crenças que as igrejas protestantes passaram a usufruir no século XX somando a isto também o fim das colônias, é que a missiologia nas igrejas evangélicas passam a ter um desenvolvimento maior no terceiro mundo principalmente nos continentes latino americanos, africanos e asiáticos. Claramente porque antes deste período era totalmente rigoroso o combate a toda e qualquer forma de crença que não fosse a religião oficial decretada pelo estado.

Com a chegada dos missionários jesuítas portugueses para ás Américas com os colonizadores que vinham expandir o império e conquistar os povos nativos, notamos que o objetivo de alargamento dos campos dominados por eles referia-se também a religião. Desta maneira à medida que se tomava posse das terras dos povos ameríndios ao mesmo tempo era lhes imputado o domínio através da cultura que tinha como braço forte a desculpa da religião. Isto não leva a ninguém crer que simplesmente os nativos foram persuadidos a mudarem seus hábitos, costumes e religião da noite para o dia. Os povos da terra nunca deixaram de pelejar contra o domínio exterminador que se abateu sobre os seus territórios ao final do século 15. E quando em algum momento sua cultura era preservada pela força superior de suas estratégias bélicas geralmente o que ocorria era a destruição de suas terras comprometendo todo objetivo da missão cristã para com estes povos. Como a história mostrou muitas vezes, que, os missionários eram omissos diante das injustiças feitas às gentes nos leva então a refletir se toda aquela evangelização trouxe algum benefício espiritual e material!

Na mesma linha podemos colocar também o modo de evangelização feita aos negros trazidos da África para se tornarem escravos em todo continente Latino-Americano. O flagelo da escravidão era sem limites incluindo a isto toda sorte de abusos imagináveis contra o ser humano e ainda tendo como álibi a idéia que Deus concedia permissão para tudo isto. Os escravos também foram obrigados a seguirem a religião católica sendo-lhes proibida qualquer realização de seus costumes como festas e rituais africanos. Os senhores de engenho impôs a esta gente também a adoção da língua portuguesa como forma de comunicarem-se. Mas às escondidas eram praticadas as suas festas e costumes e assim conseguiram manter as suas culturas e tradições.

A missiologia protestante começa de uma maneira voluntária em que cada crente é responsável pela divulgação do evangelho. Com a chegada dos protestantes à America-latina estes viram a necessidade de evangelizar os próprios católicos entendendo que também os seguidores desta fé necessitam da salvação em Jesus Cristo. Assim a palavra é levada com grande aceitação por todo o continente principalmente no território brasileiro.

Síntese da matéria Introdução à teologia da missão

Prof. Roberto Zwetsch

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Questões éticas

O ser humano não nasce pronto e acabado, mas sim com progressão para a aprendizagem. Pode até nascer ignorante, para depois ser um indivíduo pensante, e o mais inteligente. Ao nascer, o nosso arca bolso de conhecimento vem quase vazio, para ao longo dos anos, ir se completando com o conhecimento. Seja o conhecimento empírico, filosófico ou científico, ele se intensifica ao longo dos anos.

Vivemos em sociedade, e dividimos nossos conhecimentos, ações e contribuições. Adquirimos a nossa própria visão de mundo, repartimos valores, participamos e ditamos regras e normas, porque vivemos em grupos como seres dependentes uns dos outros. Assim resolvemos e procuramos soluções para as respostas da nossa vida. Quando os seres humanos nascem, já se encontram com esta realidade, e assimilam-na, e formam outras perguntas e respostas para as novas ideias. Assim a cultura vai se modificando a cada época.

Quando a cultura passa a fazer parte de nossa identidade, mesmo que não percebamos mais ela se torna uma segunda identidade. Então ela passa a ter o poder de repressão, isto é: Aqueles que não estão de acordo com as regra e normas desta cultura, são consideradas pessoas atípicas. Os que estão andando segundo a cultura, sentem-se em segurança e também passam a desprezar os ditos anormais.

Existem duas grandes maneiras de mostrar a sociedade. A Sociedade Tradicional e a Moderna. Na Tradicional, conservam o legado que recebem por tradição, sem modificação. Nada se pode mudar, a religião dita as normas. O sistema moral dita às regras dos valores, e tem poder de coação a todos que quiserem inovar.

A pobreza, o desprezo, e o descaso aos menos favorecidos, é uma tremenda falta de ética. Isso é uma crise que tem invadido o mundo, inclusive o Brasil. É necessária a colaboração dos empresários,políticos, religiosos e da sociedade, para começar a fazer a diferença nas questões de inclusão e justiça social.

A maior crise que o mundo está inserido, não é a crise econômica nem política e espiritual. Mas a crise da sensibilidade, porque não nos comovemos com quem está à margem, sem alimento, sem esperança nos hospitais. Não tratamos nossos semelhantes como irmãos, deixamos idosos nas filas, crianças jogadas nas ruas, e estamos tranquilos, sem comoção. Somos cruéis, insensível, seres brutos.

Existe hoje o risco da comodidade e aceitação, de aceitar que a desigualdade social é isso mesmo, e que a classe dos quem têm riquezas e trabalho é mérito deles. As classes dos que não têm nem a comida, é porque não tiveram sorte ou é o destino de cada um. Mas não devemos se conformar com a apartação. Assim, não existe a cooperação e nem a solidariedade no mundo de hoje. E percebe-se que a política está em atraso, desde os últimos quinhentos anos.

O trabalho é a base da sociedade, através dele as famílias buscam sustento, amparo e dignidade. Mas no mundo e também no Brasil, a falta de emprego tem causado grandes transtornos. Isso devido à indústria, robotização e automação que tem tomado o lugar dos trabalhadores. Sem trabalho não há sustento, comida, emprego compostura etc. Este é um problema a ser resolvido que tem tirado o sono de muitos líderes políticos.

Outro fator a ser considerado é o sistema de emprego no mundo. Existe um desequilíbrio produzido pelo capital, que põem muitos no patamar das riquezas enquanto outros mal fazem para a sobrevivência. Assim a acumulação de riquezas fica mal distribuída, prejudicando a maioria que se tornam excluída, sem participar ativamente da sociedade.

O alarme ecológico é uma preocupação ética. A terra está morrendo por culpa humana. A industrialização vem causando danos no planeta. A água potável será escassa e a luta pela sobrevivência será dramática. A ONU tem feito vários congressos para tratar este assunto. Esta é uma questão ética, que mostra nosso mau relacionamento com a natureza. Precisamos reaprender a trabalhar a favor do planeta e não contra ele.

O homem tem o poder da autodestruição do planeta. A força está em nossas mãos diz Sagan, precisamos tomar uma decisão se quisermos viver bem. Devemos tomar uma decisão política para instituir o princípio da responsabilidade pela terra. Não precisamos ensinar ninguém, uma criança sabe cuidar de seu caderno e roupa, e sabe que não pode sujá-los. Precisamos elaborar uma ética do cuidado, onde todos desenvolvam a responsabilidades, cuidados, alargando uma atitude amorosa e protetora.

O cuidado protege a vida, protege o corpo e prepara o futuro. Tudo que o ser humano faz, precisa ser com cuidado para não se tornar algo catastrófico. A ética da solidariedade anda junto com o cuidado. Ser solidário com os outros estabelece a reciprocidade. Os solidários são companheiros, dividem o pão com seu semelhante e reparte segundo as necessidades. Se cada individuo, cada empresa, comunidade ou sociedade assim agissem, estava estabelecida a cooperação e a inclusão e o mundo seria melhor sem destruição.

A ética da responsabilidade é o primeiro passo depois da reflexão. A hora de começarmos a fazer a diferença é já, agora. Se cada um de nós, começarmos a partir de agora a praticar a solidariedade e sermos mais cuidadoso, as coisas irão mudar. E mudar para melhor, porque as atitudes são como uma luz que vai penetrando, irradiando tudo. Se cada pessoa se tornar consciente, e começar a praticar as virtudes nas empresas, na comunidade em todo o meio, a paz, a alegria a cooperação o entendimento e a convivência tanto com nosso habitat, como com nossos semelhantes, será de alegria, amor e esperança.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ética e Moralismo

Moral são o conjunto de regras, usos e costumes e as ações que instruem as pessoas. Isto cada um pode praticar individualmente ou em relação a outros ou mesmo com a natureza. A ética por sua vez estuda os assuntos da moral, enquanto a moral obedece às normas e regras, tabus e etc. A ética busca fundamentos para se viver melhor.

O moralismo é definido como a metodologia filosófica especifica em busca da moral. O moralismo dessa forma se torna absoluto, e outras tentativas na busca da moral se tornam relativas. Existem meios legais, que transformaram a moral no legalismo, ditando regras, leis e exigindo obediências a elas. O pensamento cotidiano de moralismo, às vezes dá um significado diferente ao moralismo. Um exemplo é a internet, para muitos, totalmente destrutiva, imoral, relacionada na sua totalidade ao sexo, então eis a proibição. Não sabem dizer que a internet é totalmente destrutiva, se usarmos somente com este fim. Para os que sabem usá-la para construção e aquisição do bem, ela se torna totalmente benéfica. Para outros, moralismo está relacionado à consciência politica ou aos interesses econômicos.

O moralismo religioso é confuso na religião, quando não sabem fazer a diferença entre eterno e antigo, particular e universal. Promove a adesão sem limites e com determinismo. Muitas vezes este determinismo está ligado a praticas e preceitos antigos. Neste ponto o moralismo toma sentido pejorativo, e passa a referir-se mais à questão sexual e afetividade. No sentido religioso, moralismo passou a ser nosso desejo, esforço e luta pelas coisas corretas ou como obter a salvação por nossa própria força.

Devido à mistura e confusão feita entre ética e moralismo, aderiram aos mesmos preceitos e regras a palavra ética. Mas a ética é mais abrangente, pois apresenta os argumentos necessários para se conhecer os princípios e tomar as decisões acertadas. Do ponto de vista cristão, a ética trata do conhecimento moral, das obrigações, dos direitos humanos, das punições dos infratores etc.

Na modernidade já não valem os Slogans sobre mora. A tradicional separação entre direita e esquerda já não bastam, tampouco discursos emocionais ou protestos, servem para reverter o quadro caótico da moral. Se quisermos fazer diferença com nosso conhecimento sobre a moral e a ética, é necessário compreendermos os fundamentos teóricos dos diversos pensamentos e estudos sobre ética e moral, para depois de uma avaliação, fazermos uma escolha adequada, ou mostrar conhecimento de causa.

A ética trata do bem, dos valores e virtudes que devemos cultivar. Também dos direitos e das nossas obrigações morais. Avalia pontos de vista alternados como o que é o bem e o direito, e está em busca do caminho para alcançarmos o conhecimento moral necessário. E leva-nos a indagar porque devemos agir e andar corretamente, e também é responsável pela condução dos problemas morais práticos que pensamos ser prioritários.

Acredito que a moral na modernidade está enfraquecida. Não estou falando das atitudes, ações e pensamentos dos antepassados, como nossos avós. Estou falando em relação à família, casamento, aborto etc. Com a facilitação do divórcio, pesquisas apontam uma porcentagem maior no número de separação. Com a divulgação da mídia em banalizar o casamento, a fidelidade, e a troca de parceiros como trocar de camisa se intensificou nos casamentos, a moral está enfraquecida.

Agora, o moralista moderno se engana quando não mata, não pratica assalto à mão armada, e pensa estar com a consciência limpa e até discursa sobre moral, mas mente, engana, forja, fura sinal vermelho, não enfrenta fila. Isso também não diz respeito à moral? Os moralistas modernos se escondem em roupas de grife, e estão nos púlpitos do congresso ou das igrejas, exigindo e cobrando do povo, quando eles mesmos não têm “moral” para cobrar. Os que não cobram do povo, querem transmitir uma imagem de moralista, mas quando dizemos para atirar a pedra aquele que não deve, não fica um no seu posto.

Cada um de nós, temos inserido em nosso íntimo, a ideia do que é certo ou errado. É a consciência, o tribunal que aprova ou reprova nossas atitudes. Mas quando nos tornamos moralistas, apesar da consciência acusar, fazemos exatamente ao contrário do que ela manda. Sabemos o que é certo e errado, mas não fazemos.

É notável como o moralista moderno sabe julgar os outros quando erram. Julga segundo os critérios que ele escolheu, ou segunda as condutas que ele conhece. Mas nunca vimos alguém fazer juízo de si próprio, ou se policiando para não infringir em erros que deturpam a moral. Todavia, tudo que não consta nas normas que ele escolheu, ele as pratica. Assim o moralista faz uma seleção da moral, escolhendo e praticando o que ele pensa ser certo.

A moral pode ser estudada como a busca de entender ou a luta por praticar o bem, para se chegar à felicidade e se realizar prazerosamente. Ou também a moral do dever, que dita regras, ou impõem algo para aqueles que optam por entrar numa religião, organização ou até mesmo na sociedade.

O moralismo também é entendido como a valorização exacerbada de um conjunto de regras ultrapassadas para a modernidade desenvolvida pela tecnologia e avanços sociais. O moralismo se apresenta especialmente quando essas regras de valores (que antigamente eram observados à risca), e hoje são quebrados pela descoberta moderna de que são regras infundadas, e que não fazem parte do conjunto de conceitos e preceitos morais.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O que você sabe sobre os demônios?


No hebraico, não encontramos definição para a palavra demônio, pois este termo é de origem grega. Os gregos entendiam que os demônios eram uma divindade ou algo intermediário entre os humanos, que influenciavam o cosmo e a vida humana. Esta influência podia ser de caráter positivo ou negativo. Para Sócrates, os demônios eram um espírito de proteção que fazia o bem. Os da escola de Platão acreditavam que a influencia dos demônios era má.

A Septuaginta define os demônios como poderes malignos e não benignos. Estes são capazes de atuar prejudicando as pessoas com calamidades naturais, doenças físicas ou psicossomáticas, sendo possível levar até a morte.

A crença em demônios está presente no Antigo Oriente Médio, na Grécia Antiga, no Judaísmo nas religiões e atravessa séculos chegando à nossa época. As diversas religiões hoje classificam a atuação dos demônios de acordo com seus atos. Os demônios da sexualidade, por exemplo, atuam nas pessoas com a impureza sexual, outros causando cegueira, surdez, há demônios que causam catástrofes naturais como furacão, terremotos enchentes etc.

Não acredito particularmente que todas as doenças ou calamidades sejam sobrevindas de demônios. Em alguns casos, sem dúvidas isto acontece, como a Bíblia exemplifica. Há religiões que generalizam e dizem que a falta de emprego, os fenômenos naturais catastróficos, são algo exclusivo dos demônios.

Os locais de preferência dos demônios, são os desertos, cemitérios, as ruinas, cavernas, eles agem em lugares escuros, na noite etc. Por serem espirituais, os demônios não possuem forma física. Então, existe a necessidade de se manifestarem no mundo físico, mas para isso precisam de um corpo. Entram em corpos de pessoas e animais. Eles se identificam mais com animais apavorantes, venenosos, voraz e bravio. Talvez os demônios sejam associados com estes animais pela relação existente com eles, por exemplo: Estes animais, causam dano, são imperfeitos e vulneráveis. A relação entre demônios e animais é para exemplificar e associar a ação dos mesmos.

A rapidez do bode associa-se à violência dos demônios. Os demônios a meu ver estão ligados diretamente á deuses pagãos e agem por trás destes, como Moloque, por exemplo, onde sacrifícios de crianças eram oferecidos a ele. Isto é uma prática demoníaca.

Alguns acreditam que os demônios podem ser vencidos ou afastados com encantamentos, feitiços, astúcia, palavras mágicas etc. Ainda acreditam que o sal, a cinza e a lama, podem afastá-los. Acreditando que os talismãs e os amuletos podem dar proteção contras eles.

Os demônios no AT

Devido à falta de conhecimento de Deus, no AT as pessoas eram levadas por qualquer superstição. Sendo assim, Javé exige adoração exclusiva ensinando os seus atributos divinos, e levando o povo a atender o seu poderio máximo. Alguns hoje acreditam no dualismo, a luta entre o bem e o mal, Deus e o diabo, o que parece mais uma ideia da Nova Era como o yin e o yang. Deus é criador até do diabo, e criatura não pode estar em termos de igualde com criador.

Outro sim, o mal é proveniente de Deus como disse Jó? O que realmente Jó quis dizer? (Jó 2.10). O mal na vida de Jó foi causado pelo diabo, todavia com a permissão de Deus. Por isso ele atribui o mal à vontade permissiva de Deus.

Acredito que ao longo da história, Israel pode ter sido influenciado pelas crenças demoníacas e sua forma de exorcizá-lo e mantê-los distantes. Todavia, ao saírem do Egito, com Moisés e as leis, aprenderam a desvencilhar-se de suas crendices. Pela Bíblia, Deus não está associado ou relacionado com o diabo ou com os demônios. Pelo contrário, é sempre o diabo ou os demônios que são imitadores de Deus, querendo ser semelhante ao altíssimo.

A serpente

A serpente tem diversos significados nas culturas dos continentes. No Antigo Oriente, ela representava o poder destruidor. Era também conhecida como Leviatã. Na Síria, o leviatã é conhecido como um monstro marinho com sete cabeças, que é banido pelo deus baal.

No Éden, por Eva ter sido enganada pela serpente, esta passou a ter sinônimo do mal, ou a origem do mal. Mas na verdade, a serpente foi criada por Deus, e apenas usada pelo diabo a enganar Eva.

Em Números, Moisés ergue uma serpente de bronze. O objetivo era que todas as pessoas picadas pela serpente venenosa do deserto, ao olharem para a serpente de bronze serem curadas. É um tipo de Jesus na cruz, quem olha para ele, é sarado do veneno do pecado da antiga serpente que é o diabo.

Satanás

A Bíblia apresenta satanás como real. Embora o conhecimento mítico venha ao longo do tempo pintando o diabo com tridentes, chifres e rabo. Para outros, ele é um ser abstrato, isto é: As brigas, difamações entre irmãos, calúnias, isto é que é o diabo, ou a explicação para ele. Mas realmente segundo a Bíblia, creio que ele existe, é um ser espiritual criado por Deus, embora tenha se rebelado contra Deus. Às vezes ele é representado na Bíblia como um dragão, para demostrar a sua força e agilidade.

Mesmo o diabo sendo acusador e inimigo, ele age segundo a vontade de Deus. Ele não possui poderes de decisão próprios. No livro de Jó, o mal não procede diretamente de Deus, mas indiretamente dele, segundo a permissão dele, mesmo que ele esteja no controle.

Israel ficou convicto de que todo o poder pertence a Deus. Com os inúmeros milagres no deserto, e o sofrimento que tiveram em desobedecer a Deus, hoje são monoteístas. A Bíblia apresentação explicações que o sofrimento e o mal que assolam o mundo, é natural do pecado do homem. O pecado e a desobediência são a origem das mazelas humanas. Apesar de evitarmos os exageros nas demais religiões, não podemos deixar de crer que muitas crenças e divindades de outros povos, possuem ação demoníaca. O que dizer dos maias que ofereciam aos seus deuses sacrifícios humanos?

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

As festas judaicas

Antigamente Israel se baseava no ano lunar. A cada dois ou três anos, fazia-se uma adaptação ao ano lunar, baseado no ano solar. Essa adaptação era a adição de um mês no ano solar. O primeiro mês do calendário de Israel correspondia aos nossos meses de março e abril aproximadamente. Conhecia-se o início de um mês pela lua nova.

Na cultura Judaica, comemoravam-se três grandes festas importantes para Israel. A festa dos Asmos, da Colheita e do tabernáculo. Conforme as ordenanças do Senhor em Êxodo 23 a Festa dos Pães Asmos era para ser celebrada durante sete dias. Isso no mês de Abibe, porque este foi o mês que saíram do Egito. O primeiro corte do Trigo era torrado, o povo se reunia em vários santuários para preservar a colheita.

Somente mais tarde é que o Rei Josias conduziu este cerimonial ao templo em Jerusalém. A festa das Semanas que é a festa das primeiras colheitas de trigo. Ficou conhecida como festa das semanas, por causa da contagem de sete semanas do início da colheita dos cereais. Era mais um culto de ações de graças, onde eles expressavam sua gratidão a Deus pelos frutos da terra. A festa das semanas era também celebrada a dádiva da Torah que receberam no Sinai. Foi nesse dia o derramamento do Espírito Santo, de onde conhecemos o pentecostes. Também existe a festa dos Tabernáculos, que é a celebração da colheita dos frutos. Durante a colheita dos figos, tâmaras azeitonas, uvas e etc., eles habitavam em cabanas. Essa ação lembra o tempo que Israel no deserto, morava em cabanas. É uma festa alegre, com danças, celebrada durante sete dias. Em Deuteronômio já vemos vinculado à festa dos Asmos a festa da Páscoa.

A páscoa na verdade era uma festa de pastores, quando saiu para terras longínquas em busca de pastos, matavam um animal para prevenção. Isso foi associado na saída de Israel do Egito, quando os Israelitas comeram o cabrito assado, e passaram o sangue nos umbrais das portas. Onde o Anjo da morte passava, e não matava os primogênitos devido o sangue. Aí temos a explicação da palavra Pascoa, passagem, talvez a passagem do destruidor, ou a passagem do mar vermelho por Israel. No tempo de Jesus a páscoa foi celebrada, e hoje é uma festa no seio da família israelita precisamente dia 14 do mês de nisã, relembrando os acontecimentos do Egito, e as ações de Javé. Hoje no cristianismo a páscoa simboliza a ressurreição de Cristo, a nossa passagem da morte para a vida.

A estas três festas, foram adicionadas outras festividades. Não creio ser pela influência do período pós-exílio, porque a maioria delas está no Pentateuco. As festas são: Ano Novo, o dia do perdão ou da expiação, o dia da alegria da lei, a festa da dedicação do templo, a festa de purim e o sábado.

O sábado em si não é uma festa, mas um tempo ou dia tirado para o Senhor. Sábado é um dia de descanso para Deus em hebraico (Shabat), parar de trabalhar. Este mandamento percorre todo o antigo Testamento. O sábado não é associado a outros dias como sexta feira treze, considerado um dia de azar. Não é que trabalhar no sábado trás uma maldição, ele não é um dia de mau agouro, mas um mandamento. Seis dias trabalharás, mas o sétimo é o sábado, isto é: trabalhamos seis dias em nosso favor, mas precisamos ter pelo menos um para agradecer ao Senhor.

Com o descanso sabático, os israelitas além de estarem obedecendo e se dedicando nesse dia a Javé, proporcionam descanso aos animais e aos servos, evitando trabalho escravo forçado. O sábado se torna um símbolo da identidade de Israel no exílio babilônico. Com o tempo, foram acrescentados os preceitos à observância da sábado. Acender fogo, carregar cargas e até a distância que se poderia andar neste dia. Alguns foram tão rigorosos na observância do sábado, que preferiram morrer que descumprir as ordens.

No Novo Testamento, os preceitos do sábado, principalmente por Jesus, eram observados. Mesmo assim, Jesus irritou muitos judeus zelosos, por curar e ter suas atividades normais no dia de sábado. Mas Jesus deu outro significado ao sábado, que veio a serviço da vida, o sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado. Paulo por sua vez, deixa claro que o sábado está inserido no contexto da lei. E o sim da lei é Cristo, para justiça de todos que creem. Estamos em uma Nova Aliança, por isso o Novo Testamento.

O domingo não veio para substituir o sábado. Mas se torna um dia especial porque as atividades de Jesus, como também suas aparições depois da ressurreição, deram muitas vezes no domingo. A partir daí, a igreja primitiva toma o domingo como dia do Senhor. Constantino foi o responsável pela associação do domingo com a divindade solar. Mesmo assim, algumas atividades não paravam no domingo, os escravos por exemplo. Os reformadores eram a favor do descanso dominical. Lutero entendia que antiga aliança ficou no passado, e que estamos sob uma nova aliança. Os puritanos na Inglaterra foram mais taxativos, e até leis foram elaboradas, proibindo qualquer atividade ou lazer no domingo.

Na atualidade, o mundo tem um dia para descanso e culto. No Brasil, adotamos o domingo como dia especial e existe até leis que regem melhor a situação de trabalho e descanso. Nos países muçulmanos é a sexta feira o dia d descanso. Todavia, devido às diversas atividades, alguns preferem ou são obrigados devidos às atividades, descansarem outro dia da semana. Isso prejudica a reunião familiar.

Hoje o que é mais importante não é a discussão se o sábado ou domingo é o dia de descanso. Mas sim saber conciliar entre lazer, família e culto a Deus no dia de descanso. Isso é tão importante que temos na Bíblia o ano sabático. Seis anos trabalhando mais o sétimo e o descanso da terra. Também a cada cinquenta anos, os escravos eram liberados.

No Antigo Testamento percebemos três tipos de sacrifícios: Agradecimento, comunhão e expiação. Alguns eram oferecidos com animais, outros com manjares, cada um tinha seu significado espiritual. Esses sacrifícios bíblicos, no meu entender, nada têm relacionado aos sacrifícios das divindades pagãs. Mas sim ensinar o homem a ser grato a Deus pelas bênçãos. Também não colocar seu caroção nas coisas terrenas. Também serviam para promover comunhão entre o homem e Deus.

Os sacrifícios pelo pecado eram necessários morrer um animal. As pessoas carentes de perdão iam até o sacerdote que fazia o ritual sagrado e bíblico. Esses sacrifícios apontam para o Jesus. Assim como o animal inocente derramou sangue para livrar da morte e perdoar os pecados de muitos, Jesus como o cordeiro que tira o pecado do mundo, nos deu vida morrendo e derramando seu sangue por nós.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O monoteísmo Bíblico


O monoteísmo é bíblico porque o próprio Javé, Deus de Israel estipulou isso à nação, quando


disse: Não terás outros deuses diante

de mim. Jesus mesmo disse a satanás: Vai-te satanás, somente ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.

Quanto ao conflito entre Judeus e palestinos, a combate não é pelo fato de serem monoteísta. Mas a peleja vai, além disso, é por territórios, é a política das terras e das raças, não se baseia em um item apenas.

A Bíblia deixa clara a existência de outros deuses, quando adverte a Israel: “Não seguireis outros deuses, os deuses dos povos que houver ao redor de vós” (Dt 6.14). Poderíamos citar diversas outras passagens, mas não é o caso.

Outro ponto que quero destacar é sobre o Deus de Abraão de Isaque e de Jacó. Por mais que pareça que cada um destes patriarcas tenha seu próprio Deus pessoal, é mais claro e admissível, que cada patriarca teve sua experiência com Deus. A

té porque o Deus de Abraão não iria ordená-lo sair da terr

a, da parentela politeísta e permitir que Abraão continuassem no próprio erra que mais tarde Deus exigiria da não, servir a ele só.

Não acredito que Israel integrou outros deuses, ao Deus da Israel. Até porque antes da conquista de Canaã, a advertência contra deuses estranhos, já era conhecida. “Não seguireis outros deuses, os deuses dos povos que houver ao redor de vós” (Dt6. 14). “Não fareis outros deuses comigo; deuses de prata ou deuses de ouro não fareis para vós”

(Ex 20,23).

Outro sim, porque será que Jacó se desfez dos deuses estranhos enterrando-os? “““ E Jacó fez um voto, dizendo:” Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir”.

“E eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR me será por Deus” (Gn 29.20-21). Aí está por causa do voto que ele fez de servir somente a Deus. O Senhor será o meu Deus. Chegando ao lugar que ele fez o voto, ele se lembrou dos feitos de Deus, então entrou com sua pare cumprindo o voto.

Parece algo relativo, quando o texto afirma que no antigo Oriente, cada povo tinha o seu Deus maior, em especial que Israel também tinha o seu. Acredito que Javé é um Deus absoluto, porque derrota todos os demais deuses com seus respectivos poderes e seguidores. As dez pragas é algo contra os deuses dos egípcios. A morte dos animais, onde está o boi Ápis protetor das criações? E assim com as demais pragas.

Na caminhada de Israel, os deuses dos Moabitas, Amonitas, Baal e companhia, todos caíram diante do Deus Javé. Por isso ele é um Deus absoluto.

Quando os Israelitas foram dizimados ao exercito babilônico, receberam injúrias, e Javé foi afrontado dizendo que não pode fazer nada diante do deus babilônico, sabemos que tudo ocorreu pela permissão de Javé. A ajuda, o livramento, o cuidado e as bênçãos sobre Israel da parte de Javé, eram condicionais. Em Deuteronômio capítulo 28 a primeira parte das bênçãos cuidados e providencias eram a obediência e adoração a Javé. O contrario disso resultaria em abandono, e seriam entregues aos próprios inimigos. Foi o que aconteceu com Israel nas mãos dos babilônicos.


Geziel Silva Costa

domingo, 7 de agosto de 2011

As origens da fé em Javé, o Deus de Isarel

A fé de Israel mudou ao longo de sua caminhada. Talvez pelos problemas encontrados ao longo do caminho, ou por influências de outras religiões. No livro dos Juízes, está o relato de altos e baixos.

Israel desobedece a Javé, em consequência a isto, vão ao cativeiro. No exílio eles arrependem-se, Javé levanta um juiz e livra-os. Ao esquecerem os atos de misericórdia de Javé, desobedecem às leis, e novamente o resultado é o cativeiro. Vemos assim ida e volta, desobediência e obediência, altos e baixos, juízo e misericórdia.

Nas religiões de outros povos, também houve mudanças, isso pelo aumento do conhecimento na caminhada histórica. O avanço do conhecimento faz com que as pessoas avaliem suas noções religiosas e culturais. A história de Israel está claramente exibida nos livros históricos e proféticos, que vão descrevendo a conduta da nação, e a influência sofrida em detrimento das nações vizinhas. Temos então uma mensagem rica e atual para nosso saber teológico.

Quando examinamos a história da religião e teologia do AT, vemos mudanças de procedimentos, conceitos e ações do povo de Israel. No entanto entendemos a imutabilidade de Deus em toda a História. Devido à imutabilidade de Deus, é exigido de Israel que também não mudem em dano dos comportamentos de outras religiões, Israel não deve sofrer mudanças. Os costumes, os métodos religiosos pagãos, não devem ser desejados e nem copiados por Israel. Uma técnica reprovada por Javé nas religiões pagãs, era os sacrifícios de crianças aos deuses, isto é: passar os filhos pelo fogo. Israel não deveria perpetrar isso, por ser abominação a Javé.

Sou de acordo com o texto, quando exibe que a adoração a Javé foi exercitada antes da existência de Israel. Adão, Sete, Noé, Abraão e Jacó, já adoravam antes a Deus com a construção de altares. No Egito, Moisés foi a peça fundamental para trazer Deus ao centro da adoração do povo de Israel, que com o controle egípcio, esqueceu-se de Javé. Talvez, alguns tivessem lembranças do Deus de seu pai Jacó; Compreendemos que Jacó quando descia à casa de Labão, quando chegou a Betel fez um voto a Deus, prometendo ser fiel a ele, e servi-lo somente a ele, se Deus fosse com ele abençoando-o.

Jacó tinha conhecimento de Javé. Talvez a comunhão e a informação de Jacó com Javé chegaram à ciência do povo de Israel, todavia, como adorá-lo? Então aparece Moisés com a missão de levar de volta o povo a Javé. Até porque era promessa de Deus a Abrão e a Jacó, trazer o povo de volta do Egito. Vemos isso na fé de José, que preferiu não ser enterrado no Egito, acreditando que o povo sairia de lá, e então teria seu corpo sepultado em Canaã. O povo precisava voltar-se ao Deus dos pais, o Deus das promessas, das terras e de um futuro propício. Então era necessário que confiassem nesse Deus, era preciso estar preparado a servi-lo e adorá-lo como garantia das bênçãos.

As festas judaicas, em especial a páscoa, servem para trazer de volta à memória das famílias, e propor aos mais novos os feitos de Javé. Aprendem então que Javé é o Deus dos menos favorecidos, dos oprimidos como era o povo no Egito. Isso levou o povo a lutar contra a injustiça, acreditando fazer a vontade de Javé. A páscoa e outras festas servem para contar o que Javé fez em favor de Israel.

Isso incentivava o povo servir a ele com fidelidade. Israel percebeu o milagre e a intervenção divina nas pragas do Egito. Isto despertou a fé em Deus, que então firmou as alianças e as leis para Israel. A partir daí, Deus se manifesta no monte Sinai, que fumegava e tremia e começa Deus a falar audivelmente com Israel. A teofania de Javé, segundo a primeira tradição, vem acompanhada de fogo, fumaça e tremor. Javé se revela

quinta-feira, 28 de julho de 2011

55% dos brasileiros são contra a união estável dos homossexuais (Fonte IBOP)


O IBOP realizou uma pesquisa sobre casamento gay entrevistando 2002 pessoas em 142 municípios do Brasil. A pesquisa realizada este mês, nos dias 14 e18, mostra que 55% dos brasileiros são contra a decisão do STF. A minoria, 48% é favorável.

Mas o IBOP deu a entender em sua pesquisa, que essa contrariedade se dá devido à falta de escolaridade ("as pessoas com formação até a quarta série do fundamental, 68% são contrários"), e a divisão de classes sociais (Norte/Centro-Oeste e Nordeste).

Isto porque o índice de reprovação está nas regiões subdesenvolvidas. Insinuando também que os jovens têm a mente mais aberta (os jovens de 16 a 24 anos, 60% são favoráveis) que os idosos para o assunto ("maiores de 50 anos são majoritariamente contrários (73%"), o IBOP mostrou que os jovens têm mais facilidade em aceitar o homossexualismo que os idosos.

No tocante à religião, os protestantes e evangélicos são os que mais se manifestam contrariamente ao assunto ("A população de protestantes e evangélicos é a que se manifesta mais resistente"). Na classificação de religião como outras religiões 60% são favoráveis ao casamento homossexual. Os católicos e ateus se dividem na opinião com 50% e 51% de aprovação.

Os jornais deram ênfase à pesquisa, destacando principalmente a resistência dos evangélicos e protestantes, como também a escolaridade, como se estes fossem os únicos fatores a serem resolvidos para a questão.

O Jornal Nacional, logo após o anúncio da pesquisa, colocou uma matéria de homofobia em pauta, de um policial que atirou na barriga de um gay, para dar uma maior ênfase na matéria.

Percebemos que todos os meios de publicações estão unidos em busca da aprovação, divulgação e louvor ao homossexualismo. Todavia não estamos aqui para insinuar a homofobia, mas sim em fazer uso da Palavra de Deus baseada na Constituição Brasileira, o direito de discordar da prática. Amamos os homossexuais, mas discordamos da prática porque a Bíblia, nossa regra de fé e prática condena.

Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.1 Coríntios 6:10

E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.Romanos 1:27

Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é;Levítico 18:22

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.João 3:16

Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,Efésios 2:4

E o próprio nosso Senhor Jesus Cristo e nosso Deus e Pai, que nos amou, e em graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança,

2 Tessalonicenses 2:16

Abraços

Geziel Silva Costa

quarta-feira, 27 de julho de 2011

A morte do Mestre (John Stott)


Segundo o site Christianity Today, John Stott morreu às 03h15min do Horário de Londres. Segundo o site, nas últimas semanas, ele esteve desconfortado devido à sua idade avançada. Stott informava em seus livros, nos sermões e pregações, a prática da fidelidade à Bíblia e o amor a Deus acima de tudo.

Homem que influenciou o mundo, exemplo a ser seguido de perto, Stott deixa saudades, assim como David Wilkerson. Essa perda, de grandes homens de Deus, me deixa com a voz embargada, apesar de não os ter conhecido pessoalmente. Mas seus livros são de grande profundidade teológica e bíblica, a ponto de requerer cuidado extremo na leitura. Os que mais gosto é: “Ouça o Espírito, ouça o mundo” e “A Cruz e Cristo”.

O pastor Stott faleceu nesta quarta feira aos 90 anos. A esperança de encontrá-lo no céu, permanece no coração daqueles que amam a vinda de nosso Senhor.

Geziel Silva Costa

terça-feira, 12 de julho de 2011

A mensagem central da Bíblia

O tema principal da Bíblia é sem dúvidas Jesus Cristo. De Gênesis a apocalipse, ele aparece, seja em figuras, tipologia e símbolos.

Os profetas ocuparam uma parcela enorme de seu ministério falando sobre seu plano, sua vontade e propósitos. O profeta Isaías, conhecido como o profeta messiânico, fala detalhes da sua vida e morte.

Abraão pela ocasião de sacrificar seu filho Isaque, quando ofereceu o cordeiro no lugar de seu filho, compreendeu o plano de salvação. Estava claro, assim como Isaque foi salvo pelo cordeiro, Cristo o cordeiro que tira o pecado do mundo, nos salva do pecado e da morte.

No Pentateuco, a figura do animal no altar de holocausto como oferta pelo pecado, era símbolo de Cristo na cruz do calvário. No livro de Josué a figura de Cristo aparece no fio de escarlate que Raabe colocou em sua Janela, e por ele foi salva da destruição e morte. No livro de Samuel, Davi é o tipo de Cristo como rei. Vemos isto quando analisamos a unção e o sacrifício de Davi.

Temos Cristo representado em Salomão, que veio construindo seu reino em paz e prosperidade, assim como Cristo virá para reinar no milênio, um reino próspero e mil anos de paz. Em Esdras e Neemias, a figura de Cristo está em Zorobabel e Josué. Eles restauraram Israel. Assim também Cristo é o restaurador espiritual e nacional de Israel. Vemos a ação de Cristo no livro de Ester, o seu povo foi salvo da morte pelos inimigos. Durante a grande tribulação, Israel estará cercado pelos inimigos, e Cristo descerá no monte das Oliveiras, e dará o livramento ao seu povo, como profetizou Zacarias.

Os sofrimentos de Jó retratam os sofrimentos de Cristo, justo e fiel. O livro de Salmos revelam aspectos da pessoa do Messias como homem, Deus, Justo, Santo, Profeta, Juiz, Rei etc. O livro de provérbios mostra a sabedoria. Paulo lembra-nos que Cristo é a sabedoria de Deus, quando escreveu aos colossenses. Em Eclesiastes e Cantares, Cristo está notório como o único pastor e esposo amante da sua noiva. Em Jeremias e Lamentações Cristo está como justiça nossa e vemos o seu lamento pelas nações. No Novo Testamento, Cristo aparece como prioridade na vida da humanidade.

O único mediador entre Deus e os homens, a porta, o caminho que conduz a salvação, o perdão e a libertação. Lucas o apresenta como homem perfeito, porque os gregos buscavam a perfeição. As roupas de linho branco que os filósofos usavam, era símbolo de pureza. Marcos o mostra como o servo fiel, porque os romanos dominavam o mundo, e buscavam sujeição. A proposta de Marcos era que Cristo era o servo fiel, mas para servir-nos com graça e amor. Aos judeus, que precisavam de um rei, Mateus o aponta como o rei verdadeiro, mostrando o desejo de ele reinar em nossos corações.

João escreve para a igreja mostrando que de fato Jesus é Deus. A partir do primeiro capítulo João o descreve em termo de igualdade na divindade. O próprio Jesus falando da sua divindade disse: “Quem me vê a mim vê o pai, pois eu e o pai somos um”. Jesus como o tema central da Bíblia, ensina-nos sobre as nossas prioridades na vida, primeiro o reino de Deus e a sua justiça, as demais coisas são acrescentadas. Jesus ensinando disse: “Quem me ama, guardará a minha Palavra e meu pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada”. Assim devemos dizer como disse Paulo: “vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim”.

Ele queria dizer que Cristo era o centro de sua vida, e fazia a vontade dele, porque ele sabe o que é melhor para os seu. Vemos que ele também se torna o centro de nosso viver. Jesus é tão central na Bíblia e em nossa vida, que estava no meio, entre dois ladrões. Jesus é tão central em tudo, que dividiu a história no meio: Antes e Depois de Cisto.

No caminho de Emaús, estava entre dois discípulos e foi o tema central da conversa. Jesus é o centro, veja: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles”. Essa verdade se cumpriu também quando os discípulos estavam reunidos depois da morte dele e ele apareceu e disse: “Paz seja convosco”. Se precisarmos de paz, amor, perdão e salvação, Jesus tem para todos.

Geziel Silva Costa

quarta-feira, 15 de junho de 2011

As Heresias de Ricardo Gondim





Quem viu o Ricardo Gondim antes, e o vê agora, percebe que é deplorável a situação a que chegou este sujeito.

Antes, o desconforto dele quanto aos bons costumes, o fez tomar atitudes drásticas, e parodiou através de seus sermões e livros.

Mas agora, satirizar das doutrinas bíblicas, é prova que engoliu e agora arrota a teologia liberal aos seus seguidores.

A doutrina da volta de Cisto não é utopia como ele afirma, mas uma realidade, que torna- se mais real e próxima com os sinais.

Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos.2 Timóteo 4:3 (Nova versão Internacional)

terça-feira, 7 de junho de 2011

A igreja de Belém fazendo missões

Devido aos excessos, hoje os dons espirituais tem sido confrontado. Precisamos preservar os ensinos bíblicos, como a Assembleia de Deus que nasceu sobre as doutrinas bíblicas ensinadas diligentemente.

A contribuição que Belém teve com a missão foi fenomenal. A chama do evangelho logo se alastrou pelos bairros, cidades e estados vizinhos atingindo assim a nação brasileira. Os cultos nos lares, com a evangelização gerava ovelhas, e o Senhor ordenava novos pastores para o rebanho.

Com a saída dos missionários e vários irmãos, da Igreja Batista, causou ira e furor principalmente pelo sucesso, milagres e salvação. Desencadeou uma grande perseguição e difamação contra os missionários. As demais congregações se uniram na perseguição para evitar a perca de membros para os missionários. Os veículos de comunicação também foram usados no combate à “Nova Seita” como eram chamados.

O Jornal Folha do Norte, enviou um repórter disfarçado entre os irmãos, para escrever uma matéria que desmoralizava a igreja. A reportagem causou grandes expectativas. O Aleluia e Glórias a Deus eram motivos de zombarias, as crianças, jovens e adultos eram menosprezadas nas ruas. Os curiosos querendo conhecer mais sobre a tal nova seita, forma aos cultos, até o repórter escreveu depois: “Nunca vi uma reunião tão cheia de fervor, sinceridade e alegria entre os crentes”. O resultado era salvação de almas.

Por muitos anos a igreja sofreu agressões físicas, apedrejamento que faziam os irmãos sangrarem. Casas eram destelhadas, cultos eram cancelados quando ameaçados pelo perigo. Certa ocasião ao longo do culto alguém bardou: “Oxalá uma onça devorasse esses pregadores de novidades”! Pouco tempo depois em sua casa, uma onça invadiu o quintal do individuo que gritou e o devorou. Caiu então um temor sobre a pequena comunidade que entendeu ser uma ação divina.

O crescimento de Belém era socioeconômico, e o ciclo da borracha favorecia este crescimento. As exportações cresceram grandemente, muitas pessoas estrangeiras circulavam pelas ruas da cidade de tal forma que os missionários não tiveram dificuldades em encontrar um intérprete ou alguém que dominassem o idioma deles assim que chegaram à cidade.

Porque Deus não escolheu o sul do país? Mais populoso, desenvolvido, clima afável parecido com o da Europa? Porque escolheu o norte? Região subdesenvolvida, rodovias ruins, condições de vidas precárias, dificuldades etc.?

Todas as denominações que começaram os seus trabalhos do sul ao norte, dificilmente chegaram à região norte. Prova disto é que muitas denominações que existem no sul, não encontramos no norte. Vemos a ação de Deus, dirigindo os missionários de norte a sul, fundando os trabalhos. Assim como à igreja primitiva estava ordenada pregar de Jerusalém, Judéia, Samaria aos confins da terra, os missionários alcançaram todo o Brasil, e mais alguns países a partir do norte.

O fogo do avivamento se espalhou por Soure, Mosqueiro, Vigia, Quatipuru, Igarapé-açu, Benevides, Capanema (o administrador do Alerta Final participou de uma convenção estadual em Capanema, uma bênção) Timboteua, Peixe-boi, Vila São Luís, Bonito etc.

Com o trabalho crescendo, houve a necessidade de separar obreiros para o trabalho do Senhor. Os primeiros pastores nacionais foram: Isidoro Filho (1912) separado por Gunnar Vingren. Absalão Piano (1913) obreiro no rio Tajapuru. Crispiano Melo, Pedro Trajano, Adriano Nobre, Clímaco Bueno aza, João Pereira de Queiroz e José Paulino Estumano de Moraes.

Os pastores estrangeiros, residentes no Brasil, salvos pelas mensagens pregadas pelos missionários foram: Bruno Skolimowski (polonês que chegou a Belém em 1909, separado dia 02 de março de 1921). Da Hungria João Jonas, salvo em Santa Isabel do Pará em 1933. Este evangelizou e ganhou para Jesus o pastor Alcebíades Vasconcelos.

A igreja se torna missionária e em 1914 enviava oferta aos missionários da China. Enviados a Portugal como missionário José Plácido da costa (1913), José de Matos Caravela (1921) com suas respectivas famílias. Eles fundaram a Assembleia de Deus em Portuguesa em 1924, e estenderam a mensagem até as cidades Lusitanas chegando também em Angola e Moçambique.

O estudo da palavra sempre esteve como prioridade na igreja. Assim em 1911 iniciou-se a Escola Dominical na congregação que estava na casa do irmão José Batista de Carvalho. Posteriormente iniciaram-se as escolas bíblicas para obreiros. Entre março e abril de 1922 o pastor Samuel Nyström dirigiu a escola.

Os institutos bíblicos por sua vez, encontraram dura resistência durante décadas. Os missionários e pastores argumentavam que a formação teológica gerava o formalismo. Os missionários e pastores tinha receio que o mesmo esfriamento espiritual que invadia a Europa, fosse possível através dos institutos. A proibição dos institutos bíblicos se deu em 1948 numa convenção geral.

Cinquenta anos depois da fundação da Assembleia de Deus, é que tomaram a iniciativa de fundarem institutos bíblicos. O casal João Kolenda Lemos e Ruth Dóris Lemos fundaram em Pindamonhangaba SP dia 18 de março de 1959 o IBAD (Instituto bíblico das Assembleias de Deus). Hoje temos vários institutos e faculdades voltados ao ensino teológico.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A FUNDAÇÃO DA IGREJA EM BELÉM

A Igreja Batista nos Estados Unidos vivia tempos de revitalização pentecostal. Os missionários achavam que seria assim também no Brasil. Igualmente procuraram Justus Nelson e a liderança da Igreja, para falar do batismo com o Espírito Santo.

Raimundo Nobre, (o que hospedou os missionários no porão da igreja), tinha um irmão por nome Adriano Nobre. Este era proprietário da companhia “Port of Pará”, onde ele obteve emprego para Berg como fundidor. Adriano dominava bem o inglês, assim levou os missionários para a Ilha de Marajó. Quando os missionários pregavam e cantavam, o intérprete era Adriano Nobre.

Voltando da Ilha de Marajó no dia 12 de maio de 1911, a notícia que havia missionários na igreja expandiu-se na cidade. Todos queriam ouvi-los. Eram convidados pelas famílias e iam às casas para orarem. O porão da igreja onde se hospedavam, virou lugar de oração e estudos bíblicos, frequentados pelos irmãos. Assim eles eram ensinados sobre o batismo com o Espírito Santo.

A irmã Celina Martins Albuquerque, professora de escola dominical, estava enferma de um suposto câncer nos lábios. Os missionários oravam insistentemente por ela. Certo dia a irmã Celina foi completamente curada. A idade da irmã era de 34 anos, que agora buscava o batismo com o Espírito Santo. Jejuando e orando por longos dias, numa manhã de quarta feira dia 8 de julho de 1911, transbordou em línguas em sua casa tornando-se então a primeira brasileira a receber a promessa.

A irmã Maria de Jesus Nazareth de Araújo presenciou o episódio na vida de Celina, com isso aumentou a sua fé para buscar o batismo com o Espírito Santo, e no dia seguinte também recebeu sua benção, foi batizada. O primeiro homem a receber o batismo no Brasil foi Manoel Francisco Dubu, em 1912 em Belém. Assim Deus ia progredindo sua obra, curando e batizando.

As opiniões sobre o batismo começaram a divergir, e os contrários ao batismo acusavam os missionários de praticarem o espiritismo. Isto está registrado em Ata nº222 Dia 13 de junho de 1911. Certo dia, Raimundo Nobre entrou no porão onde se hospedavam os missionários perguntando o que estava acontecendo. Os missionários explicaram que era a ação do Espírito Santo batizando os irmãos. Raimundo Nobre rebateu alegando que este acontecimento ficou com a igreja primitiva, e culpou os missionários de partidaristas. Depois de alguns embates, Vingren elucidou que não valia a pena debater sobre assunto tão explícito na Bíblia.

O pastor Raimundo Nobre, explicou que o batismo ficou relegado à Igreja Primitiva. Ele procurou apoio do irmão Manoel Rodrigues, diácono da Igreja, que gozava de prestígio e respeito dos irmãos. Manoel Rodrigues então testemunhou de curas e milagres que havia presenciado naqueles dias. O pastor Raimundo Nobre resolveu excluir 13 irmãos que sustentavam o pentecostalismo. Segundo a Ata da Igreja Batista foi 18 irmãos, a revista do Jubileu de Ouro aponta 19 nomes.

O pastor Nels Nelson reuniu em 2 de junho de 1931 os fundadores da Igreja no Templo da travessa nove de janeiro, incluindo Adriano Nobre e Maria Joana. Havia seis portugueses e cinco espanhóis, todos exerciam cargos importantes na Igreja Batista. Os missionários foram convidados a se retirarem da Igreja Batista. O irmão Henrique Albuquerque os levou para a sua casa na Rua Siqueira Mendes nº 67. Na sala da casa, cantavam, oravam e Jesus batizava e curava. Nascia assim a Assembleia de Deus.

A data de fundação é 18 de junho de 1911 um domingo. O primeiro nome foi “Missão de fé Apostólica”, nome este que durou sete anos, era um nome muito usado nos EUA pelos pentecostais. Durante três meses permaneceram no mesmo local, até que a quantidade de pessoas convertidas aumentou, daí a necessidade de um lugar maior. Então mudaram para a casa do irmão José Batista de Carvalho, na Rua São Jerônimo, hoje Avenida Governador José Malcher antigo nº 224.

Mais de três anos depois, os irmãos inauguram seu primeiro templo no dia 8 de novembro de 1914, na travessa 9 de janeiro antigo nº 75. Este imóvel eles compraram dia 17 de setembro de 1917. A irmã Frida Vingren numa de suas cartas à Suécia, datada de cinco de julho 1917 relata a alegria na escolha do nome, ela disse: “O nome Assembleia está visível na fachada do templo”. O templo permaneceu neste endereço até 30 de outubro de 1926. O pastor Samuel Nyström transferiu o templo para o endereço da Rua 14 de março antigo nº 759. O pastor Firmino Gouveia no dia 23 de abril de 1988 inaugurou o templo atual.

O nome Assembleia de Deus, não é de origem brasileira. As igrejas no mundo que possui este nome, não foram provenientes do ano 1911. Mas, o pastor americano Thomas King Leonard foi o primeiro a por este título em sua igreja em Findalay estado de Ohio USA. O concílio geral das Assembleias de Deus foi fundado dia 24 de abril de 1914.

O irmão Manoel Rodrigues conta que certo dia após um culto, Berg disse aos irmãos que na América do Norte usavam o título de Assembleia de Deus e Igreja Pentecostal. Os irmãos acharam melhor o nome Assembleia de Deus, e assim permanece. O registro da igreja aconteceu dia 4 de Janeiro 1918 em Belém. O registro do estatuto aconteceu com Samuel Nyström, Daniel Berg e Gunnar Vingren, que pagaram o valor de 130 mil réis. A igreja floresceu tanto, de modo que estamos no ano do centenário, isso nos leva a louvarmos e adorarmos a Deus o autor da nossa fé. Ele é o dono da obra e é dele tanto o quer como o efetuar.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

ADOLF GUNNAR VINGREN


ADOLF GUNNAR VINGREN nasceu em Östra Husby Östergothand, Suécia no dia 8 de agosto de 1879. Nasceu num lar evangélico, filho de jardineiro, também passou a exercer a profissão na jardinagem até seus 19 anos. No entanto, aos nove anos de idade, recebeu a chamada do mestre, mas esteve afastado dos caminhos do Senhor dos 12 aos 17 anos voltando em um culto de vigília.

Desde muito cedo, ainda com 18 anos de idade, Gunnar Vingren já era dedicado na obra de Deus. Ordenado pastor nos EUA, começou a cuidar de igrejas a partir de 1909. Chegou ao Brasil ainda solteiro, com a idade de 31 anos. Vingren se tornou um mestre na palavra de Deus se tornando uma das maiores defesa do movimento pentecostal. Implantou com sabedoria as doutrinas bíblicas aqui no Brasil. Como mestre, sabia defender a razão da fé depositada na palavra.

Ao completar 18 anos em 1897, foi batizada nas águas em Smaland, Suécia. Posteriormente assumiu a superintendência da escola dominical da Igreja Batista nesta cidade. Lendo uma nota sobre missões numa revista evangélica, nasceu o desejo de ir para a obra missionária.

Vingren foi participar Em 1898 de uma escola bíblica que durou um mês em Götabro, Narke, e foi impactado pelos estudos bíblicos. Dos 55 alunos que participaram do evento, 22 foram enviados como evangelistas. Vingren viajando pelo mundo em 1903, conheceu os EUA, esteve em Liverpool na Inglaterra, chegou a Kansas City e foi parar na casa de seu tio Carl Vingren que ali morava.

Em 1904, Vingren partiu para Chicago a estudar teologia, curso que durou quatro anos. No mesmo ano, assumiu a liderança da Primeira Igreja Batista de Menominee em Michigam. Visitando a Primeira Igreja Batista de Chicago, foi batizado com o Espírito Santo, encontrando em seguida, Daniel Berg. Em South Bend, Indiana em 1910 na Igreja Batista, recebeu a confirmação da chamada divina para o Pará.

Numa de suas viagens à Suécia em 1º de Agosto de 1917, Vingren conheceu Frida Strandberg Vingren. Ela compartilhou de sua chamada também para o Brasil. Ela foi enviada como missionária pela Suécia, e casou-se com Vingren dia 16 de Outubro de 1917 em Belém. A jovem tinha 26 anos de idade, o pastor Samuel Nyströn realizou a cerimonia na igreja. Com curso superior de Enfermagem, poetisa e instrumentista, exerceu grandes funções na igreja do Senhor, na obra missionária.

Os Hinos da Harpa Cristã, 126, 394 e outros, são de sua autoria. Nestes e outros hinos, estão o relato dos muitos sofrimentos pela causa do mestre. O casal de missionário chegaram a comer banana com farinha para amenizar a fome nas ocasiões difíceis. Mas nunca desanimaram, e do relacionamento nasceram Ivar, Ruben, Margit, Astrid, Bertil e Gunvor. A Gunvor ficou sepultada em solo brasileiro. O administrador do Alerta Final conheceu o Ivar, o primogênito da família.

Vingren preocupava-se em instruir os pastores que estavam sobre sua responsabilidade. O “Jornal Voz da Verdade” criado em 1º de novembro de 1917, teve este intuito. Este foi o solavanco da imprensa evangélica. Vingren visitou além do Pará todas as regiões do Brasil.

Mesmo frágil pelas doenças estomacais e outras, orava pelos enfermos e Deus restabelecia a saúde dos irmãos. Sempre incansável na obra de Deus, ia sendo fortalecido e animado pelas palavras proféticas através dos servos de Deus. Vingren voltou à Suécia em 15 de Agosto de 1932. Dia 27 de julho de 1933, aos 53 anos de idade, foi recolhido pelo Senhor ao Paraíso. Mas deixou uma palavra de exortação à igreja que tanto amava, dizendo que buscassem os dons espirituais para continuar a obra, e buscassem a santidade para estarem sempre preparados para o arrebatamento.

Boa Leitura

Ev. Geziel Silva Costa

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A biografia e o ministério de Daniel Berg



Daniel Gustav Högber nasceu e cresceu na cidade de Vargon na Suécia. A data de nascimento é 19 de abril de 1884. Os pais de Berg, Gustav Verner Högberg e Fedrika Högberg, eram membros da Igreja Batista. Berg foi batizado nas águas aos 15 anos de idade em 12 de fevereiro de 1899 juntamente com seu amigo de infância Lewi Petrus.

Mas devido a uma crise financeiro que chegou a Suécia na época, Berg viajou para os EUA a bordo do navio M.S.Romeu em 25 de março de 1902 na expectativa de uma vida melhor. Trabalhou durante sete anos na América como fundidor.

Ao voltar à Suécia para visitar seus pais, Berg encontrou seu amigo Lewi Petrus, agora pastor de uma igreja avivada em Lidköping, e o desejo peja obra ardeu em seu coração. De retorno aos EUA foi batizado com o Espírito Santo.

Em Chicago quando participava de uma conferência bíblica, conheceu Gunnar Vingren. Em certa ocasião, o Senhor falou ao seu coração que procurasse Vingren. Ele então foi a South Bend no estado de Indiana onde contou a Vingren o que acontecia. Passaram a orar juntos, foi quando Deus revelou sua vontade através de uma profecia revelando o campo missionário no Pará.

Daniel Berg pediu demissão, e seu patrão além de fazer o acerto do trabalho, ainda lhe deu uma bolacha e uma banana. Isso simbolizava o desejo de não faltar suprimentos ao amigo, era uma tradição americana.

Berg chegou solteiro ao Pará no vigar da juventude aos 26 anos de idade e permaneceu solteiro até 1920. Deus sempre chama a juventude comprometida para a sua obra. Foi assim com José, Davi, Samuel etc. De volta para visitar a Suécia, conheceu uma linda Jovem, Sara Ber, e se casou com ela em 31 de julho daquele ano, e vieram morar no Brasil em 21 de março de 1921. O senhor lhes concedeu David e Deborah. O administrador do blog Alerta Final conheceu David pela primeira vez em Belém Pará. Em outras ocasiões aqui no Grande Templo em Cuiabá.

Daniel Berg foi homem de coragem. Deixando o desenvolvimento da Europa, e desbravando a Amazônia, enfrentando enchentes, rios, cachoeiras a bordo de perigosa canoas e barcos. Andavam a pé, correndo perigo de feras, doenças como a febre amarela, malária e outras. Mas foi assim com Paulo e com todos que tem uma chamada para fazer a obra de Deus. Este é o verdadeiro significado do viver da obra.

Trabalhando na Companhia Port of Pará (hoje Companhia Dorcas do Pará) trabalhava para pagar as aulas de português que Vingren estudava. Enquanto ele trabalhava, Vingren estudava, e à noite Vingren ensinava o português a Berg. Com o restante do salário, Berg importava literaturas dos EUA, e distribuía Bíblias em português aos paraenses. Poucas pessoas sabiam ler, mas Berg visitava casa por casa, as famílias em todos os bairros e ruas.

Daniel Berg foi um homem de coragem, andando pelas ilhas, carregando suas duas malas, uma com suas roupas e outra cheia de bíblias para evangelizar. A estrada de ferra de 400 km, muitas vezes fez este percurso a pé. A ponto de seus pés incharem. Numa de suas viagens pelos rios, estava em uma canoa quando de repente ela foi envolvida por um redemoinho, e naufragou. Berg nadou entre os jacarés para sair da água. Até no hospital quando doente, ele distribuía folhetos. Em 1963 andava evangelizando no hospital onde estava internado mesmo com a saúde frágil, e os cuidados da enfermeira que insistia que ele parasse.

Daniel foi um homem simples e humilde, quando vinham as lutas e tribulações, apenas glorificava a Deus. Caminhando pelas ruas de Belém, enchia os bolsos de manga, e ia chupando mangas pelas ruas. Mudou-se para Vitória (ES) em 24 de Janeiro de 1922. Na comemoração dos 50 anos da Assembleia de Deus, Jubileu de Ouro, esteve em Belém para as celebrações. Foi condecorado pelo Pastor Paulo Leivas Macalão no Maracanãzinho com uma medalha de ouro. Mas a glória dava à Deus o dono da obra.

Berg não recebeu os cuidados e as honras que merecia. O próprio irmão Adriano Nobre reconheceu isto quando escreveu na extinta Revista Seara. Berg e sua família voltaram definitivamente para a Suécia em 1962. O Senhor recolheu Berg para o paraíso no dia 28 de maio de 1963, quando Berg tinha 79 anos. Na Suécia, onde estão seus parentes sepultados, ali também está Daniel Berg, que partiu feliz, e com a certeza da salvação.

Hoje perto do aniversário de 100 anos da igreja, ela se tornou grande e poderosa pelo Senhor Jesus Cristo. Registrados na CGADB há mais ou menos 40 mil pastores escritos. Hoje os membros são contados em milhões de pessoas. Mas ainda precisamos fazer muito tomando o exemplo de Berg. A nação vive afundada no pecado, idolatria, corrupção, vícios e outras mazelas sociais, e acima de tudo espiritual. Precisamos mergulhar de volta no ministério da evangelização.