Alerta Final

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Deus é Pop?


     As mudanças freqüentes no meio evangélico são inegáveis. Até no meio secular essas mudanças ríspidas são percebidas, como escreve Sérgio Martins, jornalista da revista Veja no seu texto “Deus é pop”. As canções de Luiz de Carvalhos, com letras de louvor, adoração e exaltação a Deus, no seu estilo de louvor e adoração, estão no passado sem serem mais desejadas. O gospel toma conta das canções evangélicas com seus mais variados estilos e gêneros do rock, samba, soul, hip hop, axé music etc. 

     Os programas televisivos têm divulgados os cantores de maiores sucessos, não com intuito de credibilidade ao evangelho, mais de olho na fatia do mercado que as vendas das músicas gospel tem desencadeado. Os evangélicos têm crescidos assustadoramente no Brasil, e até a Globo, divulga um especial da música gospel. Mas estão apenas de olho no lucro, nunca na transformação que o evangelho proporciona. A revista mostra o faturamento das vendas de discos gospel que em 2010 foi de 1,5 bilhões de reais.

     Os evangélicos estão concorrendo com Roberto Carlos e a dupla sertaneja Victor e Leo, Damaris vendeu 400, 000 cópias do seu disco “Diamantes”.  A mesma quantidade de vendas destes cantores. Também transparece ser mais vantajoso aplicar no mercado gospel, devido à fidelidade dos fiéis em não compartilhar com a pirataria, tendo em vista ser “pecado” segundo o jornalista.

     O próprio jornalista diz que as canções que falavam mais em um Deus do AT real da Bíblia, tem se transformado em um Deus mais camarada. Isso quer dizer, que as letras, tem ido mais de encontro com as necessidades das pessoas? Não, absolutamente não, mas a autoajuda, as promessas de milagres bênçãos e Cia, têm sido a letra de muitas músicas e mensagens, em substituição à mensagem do arrebatamento, salvação e arrependimento do pecado.

     Na verdade, não fomos chamados para sermos estrelas, para ter sucesso financeiro, nem para se destacar como queridinhos dos intelectuais, mas para sermos testemunhas de Cristo.  E sereis minhas testemunhas... Ide pro todo mundo e pregai o evangelho, as boas novas...

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Silas Malafaia e sua Metamorfose



No dia 19 de maio, sábado no seu programa, Silas Malafaia desafiou a todos os blogueiros, críticos, donos de sites e a toda comunidade das redes sociais a assistir duas mensagens suas, que serão exibidas em Junho. O desafio é mostrar onde está o erro teológico de Malafaia, quando prega sobre a teologia da prosperidade. Não precisamos nem assistir suas mensagens, basta ver seus vídeos, que logo tiramos a nossa própria conclusão pelas palavras do próprio Malafaia.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A igreja frente ao homossexualismo

São diversos os textos, ensinos e mensagens sobre o homossexualismo. Os fundamentos bíblicos são evidentes e nos convencem da gravidade do pecado, os empenhos científicos para mostrar que o homossexualismo é aprendido e imposto, e ninguém nasce homossexual, tem contribuído para a compreensão deste assunto. Temos material de sobra neste aspecto, e o assunto já se tornou corriqueiro. As advertências nos nossos púlpitos que Deus também ama o homossexual e quer salvá-lo, são sempre repetidas pelos que fazem uso da palavra.


     Todavia quero fazer algumas observações de um ângulo diferente. Concordo com o que pontuei acima, mas insisto em dizer que nós não estamos fazendo nada para evangelizar o mundo Gay. Claro que nosso trabalho de evangelização vai mal, já estivemos em outras décadas mais empenhados com a evangelização. Lembram-se da década da colheita? Trabalho desenvolvido para todo Brasil pelo pastor Valdir Bícego? Se voltarmos antes, nos trabalhos de evangelismo pessoal, e as cruzadas, feitas pelos pioneiros da igreja, e fizermos uma comparação com nossos dias atuais, estamos realmente deixando o trabalho de evangelização a desejar.



        Mas quero tratar neste texto apenas da evangelização ao homossexual. Sabemos que Deus o ama, quer salvar, tem poder para transformá-lo, mas não estamos empenhados em ganhar esse pessoal para Cristo. Aliás, nem estamos preparados para receber estas pessoas em nossas igrejas.

     A igreja que deveria ser lugar de recuperação, de acolhimento e de transformação, não está preparada para esta situação. Nestes dias tenho refletido bastante sobre estas pessoas, uma vez que o homossexualismo é um tema presente na mídia, nas mensagens evangelísticas e estão em crescimento descomunal, e não temos um programa e nem preparo para recuperação destes indivíduos.

  
       Como não temos condições de ajudar alguém que pede socorro? Que tem sede de mudanças, que está chorando pedindo ajuda por não ter ninguém aqui que o posso estender a mão? A igreja não é o hospital espiritual para os enfermos da alma? Jesus não é o médico dos médicos? Como o peixe morde a isca e balançamos a vara e retiramos o anzol de sua boca? Por isso disse a princípio que não estamos preparados para lidar com os homossexuais, não temos estruturas emocionais para lidar com a sua situação. Não separamos profissionais da área da psicologia com conhecimentos bíblicos para trabalhar na recuperação destas pessoas.


      Minha reflexão é: Hoje não somos mais uma igreja de evangelização, mas de construção. Os grandes empreendimentos da igreja é que geram resultados, fama, viram notícias e trás promoção. Precisamos voltar ao início de tudo, e precisamos praticar o segundo maior mandamento, amar ao próximo como a nós mesmo.

sexta-feira, 16 de março de 2012

O DESTINO DAS ALMAS DOS JUSTOS E DOS ÍMPIOS


Antes da ressurreição de Jesus, a alma dos mortos tinha como destino o hades conhecido como lugar dos mortos. Com o passar dos tempos o lugar passou a significar inferno e assim é compreendido pelos escritores do Novo Testamento (Mt11. 23; Lc 10.15 e 16.23). Os judeus no tempo de Cristo designavam este lugar no centro da terra. O hades era separado por um grande abismo, de um lado o seio de Abraão, onde os justos permaneciam neste lugar de delicia. Do outro lado estava o lugar de tormentos, os ímpios permaneciam neste local. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele;

E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas. E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado (Lc 16:20-25).

Quando Cristo morreu, foi até ao hades e pregou aos espíritos em prisões. Não uma pregação para arrependimento e retorno do local, mas um anúncio do grande dia do seu triunfo, pregado pelos santos do AT. Depois na sua ressurreição levou os mortos para o céu, a um ligar denominado paraíso.  Os que morrem em Cristo hoje, não vão mais ao hades, mas ao céu, o paraíso debaixo do trono de Deus.Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, E deu dons aos homens. Ora, isto-ele subiu-que é, senão que também antes tinha descido às partes mais baixas da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas” (Ef 4:8-10).

Em apocalipse João vê as almas dos que morreram durante a grande tribulação. Elas estavam no paraíso, no céu, não mais no sheol ou hades. Estas almas dos mortos em Cristo durante a tribulação ressuscitarão no final da grande tribulação, para reinarem com Cristo.E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos” (Ap 20:4).

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A PRIMEIRA E A SEGUNDA RESSURREIÇÃO


A primeira ressurreição. Começou com os santos que ressuscitaram depois da ressurreição de Cristo. Divide-se em três fases distinta sendo a primeira a ressurreição de Cristo e de muitos santos do AT identificados como as primícias dos mortos. Jesus e os santos ressurretos depois dele, simbolizam o primeiro molho de trigo colhido em Israel nos tempos do AT (Lv 23.10-12; 1Co 15.23). “Os sepulcros se abriram, e os corpos de muitos santos que tinham morrido foram ressuscitados. E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos” (Mt 27:52-53).

E Continua a outra fase ainda na primeira ressurreição por ocasião do arrebatamento da igreja estes mortos são os que morreram em Cristo, desde a época da fundação da Igreja por Cristo, até perto do arrebatamento da igreja. “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Tss 4:16-17).

A terceira fase da primeira ressurreição são os mortos durante o período da Grande Tribulação, estes são chamados de mártires da Grande Tribulação. São considerados os restolhos da colheita, ou em outras palavras as espigas da colheita (Ap 6.9-11; 7.9-17; 14.1-5; 20.4,5). Estes morrerão durante a grande tribulação sem aceitar adorar a besta, mas ressuscitarão para entrarem no milênio.E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição” (Ap 20:4-5).

A segunda ressurreição. Tem um espaço enorme entre a primeira, apesar de Daniel colocar como se fossem simultâneas. “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno” (Dn 12:2). Mas a segunda ressurreição ocorrerá depois do milênio. “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram”. Esta é a primeira ressurreição (Ap 20:5).

Estes outros mortos são os ímpios que ressuscitarão para vergonha e desprezo eterno, ressurgirão para o julgamento no trono branco. A própria Bíblia enfatiza que a primeira ressurreição é para o bem aventurado, os santos que reinarão com Cristo no milênio. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos” (Ap 20:6).

Apesar dos textos citados acima com clareza de distinção na ressurreição entre ímpios e justos, muitos teólogos têm um interpretação diferente. Muitos teólogos arminianos e reformados creem numa ressurreição simultânea. Vale ressaltar que tais teólogos não interpretam literalmente o texto, nem são pré-milenistas, havendo assim divergência de interpretações.

Mas existem outros textos da Bíblia, que denota a diferença de ressurreição entre ímpios e justos. Lucas 20: 35-36, Marcos 12:25, Apocalipse 20: 5-6, Atos 4: 1-2 e Filipenses 3:11. Nestes textos a palavra ressurreição vem seguida de dentre os mortos, mostrando a separação entre a ressurreição dos justos que e chamada de primeira ressurreição, e a dos ímpios chamada de segunda ressurreição.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Sen. Magno Malta, PR/ES, faz críticas a ministro por declarações durante Fórum Social


Senador evangélico Magno Malta (ES), líder do PR, indignou-se com a postura do Ministro e ex-seminarista Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. Trouxe à tona a fala e o comportamento do ministro durante Fórum Social. Malta se irritou com a duplicidade de caráter do ministro e a política dupla do mesmo.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A TRANSFORMAÇÃO DO CORPO


Nosso corpo será o mesmo, porém transformado e glorificado conforme o corpo de Cristo. “Pelo poder que o capacita a colocar todas as coisas debaixo do seu domínio, ele transformará os nossos corpos humilhados, para serem semelhantes ao seu corpo glorioso” (Fl 3:21).

Cristo depois do corpo transformado não estava mais limitado às barreiras físicas nem à lei da gravidade. Ele entrou na sala onde os discípulos estavam a portas fechadas, (Jo 20.26) desaparecia de um lugar e aparecia em outro sem precisar de transporte. O corpo transformado é diferente e ilimitado quanto às questões físicas. O corpo de Jesus era diferente depois da ressurreição, as portas fechadas não impediam a entrada dele, aparecia e desaparecia quando quisessem o que Paulo chamou de corpo transformado e glorificado.

Não importa de que maneira os corpos foram sepultados, se nos mares, queimados, na cova etc. Mas estes mesmos corpos serão ressuscitados e transformados.Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos” (Is 26.19).

O corpo dos ímpios da mesma maneira será recomposto as partículas físicas e transformados em corpos espirituais, mas sem a devida glória. As almas e os espíritos se unirão aos corpos dos ímpios para o julgamento (Ap 20.12; Dn 12.2). Os mortos em Cristo estão no lugar de descanso mais sem a glória dos corpos, e os ímpios estão no lugar de sofrimento sem a totalidade de seus corpos. Ambos terão corpos transformados, uns para a glória e alegria eterna (justos) e outros receberão corpos transformados para o sofrimento eterno.

Há quem diga que nosso corpo não será material transformado, apenas corpo espiritual. A ressurreição de Cristo é uma demonstração de como será nosso corpo. Jesus convidou os discípulos a examinar o seu corpo: Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente” (Jo 20:27).

Jesus comeu naturalmente peixe “Então eles apresentaram-lhe parte de um peixe assado, e um favo de mel; O que ele tomou, e comeu diante deles” (Lc 24:42-43) e ainda falou que seu corpo era constituído de carne e osso, e explicou que um espírito não tem carne e osso “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” (Lc 24:39).

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A RESSURREIÇÃO NO ANTIGO E NOVO TESTAMENTO

A ressurreição no AT é mostrada às vezes com a restauração de Israel. Esta ideia está explícita nos livros de (Ez 37.12-14; Os 6.2; Is 26.19). Mas a ressurreição no AT era esperada, apesar de pouca clareza, percebemos a crença na ressurreição. Jó fala de uma maneira esperançosa demonstrando crer na ressurreição (Jo 19.26,27). Daniel escreve que haverá uma ressurreição de corpos, tanto para justo quanto para os ímpios (Dn 12.2).

No dia de pentecostes, ao cair o Espírito sobre os discípulos, Pedro no seu sermão mostrou a crença na ressurreição. O livro de Isaías no capítulo 53 está relatado o sofrimento de Cristo, que sofreu injustamente até a morte. Mas a satisfação do Messias é mostrada do seu trabalho é descrita no livro. Isaías faz uma forte alusão à ressurreição de Cristo.

Pela ocasião do arrebatamento da igreja, os que são fiéis e fazem parte da igreja de Cristo ressuscitarão. Esta igreja não tem placa, denominação específica, nem raça, mas são todos os santos seguidores de Cristo e fiéis à sua Palavra, estes subirão no arrebatamento.

Agora os santos que morrem em Cristo hoje, sem alcançar a promessa do arrebatamento, mas morrem fiel a Deus, estes ressuscitarão e serão arrebatados juntos com os santos, veja nas palavras de Paulo: “Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá do céu, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.
Depois disso, os que estivermos vivos seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre” (1 Ts 4:16-17).

Veja que Paulo não esperava a morte, mas o arrebatamento, ele usa o verbo presente quando afirma “os que estivermos vivos seremos arrebatados”, ele se incluía nos arrebatados. Escrevendo aos coríntios, ele se incluía também neste grande evento: “Eis que eu lhes digo um mistério: nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados” (1 Co 15:51). Grifo meu. Paulo escreveu esta carta aos coríntios, porque os filósofos gregos não criam na ressurreição do corpo. Apesar de crerem na imortalidade da alma. Essa influência chegou a levar muitos cristãos em Corinto a dizer que não há ressurreição. Paulo escreve a carta com argumentos contundentes provando que haverá a ressurreição.

domingo, 8 de janeiro de 2012

A RESSURREIÇÃO DE JESUS É A NOSSA ESPERANÇA (Parte 2)


Sobre a história da ressurreição podemos citar três aspectos que a transformam em um grande valor para se tornar conhecido:

1º Desde o início da Igreja o fato da ressurreição já era conhecido.

2º A incredulidade dos discípulos a este acontecimento torna impossível a criação deste fato por eles. Somam-se a isto os valores éticos e o sistema da época em que viviam.

3º Nenhuma explicação coberta de razões foi encontrada para o fato de o sepulcro ser encontrado vazio.

Podemos concluir com estes três aspectos que a ressurreição é algo que não pode ser negado historicamente. As evidências são fortes demais para não notarmos que alguma coisa aconteceu. Assim como os primeiros cristãos experimentaram esta maravilha, os cristãos atuais podem testemunhar da presença viva e real e que Jesus nasceu, viveu, morreu, mas ao terceiro dia ressuscitou.

Notas importantes no Novo Testamento sobre como os cristãos primitivos faziam a interpretação da ressurreição de Jesus.

Segundo o historiador do livro de Atos dos apóstolos, com a descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes deu-se o início da pregação cristã. Jesus é ressuscitado por Deus, afirma Pedro em sua primeira pregação (At 2.24). Nesse momento o conceito teológico de Jesus ter ressurgido é enfatizado. Assim a ressurreição mostra que tudo o que Jesus fez e falou teve a aprovação de Deus. E as profecias que falaram a respeito do Messias tiveram neste momento o seu cumprimento mostrando que Deus não é homem para que minta. E que tudo aquilo que aconteceu já havia sido predito milhares de anos antes pelos profetas.

Também podemos ver na primeira pregação de Pedro uma importante colocação: Os grilhões da morte são rompidos na ressurreição; A morte não podia neutralizar Jesus. Por isto foi proclamado como o Vitorioso que venceu a morte para todo o sempre. A vitória não consiste em apenas voltar dos mortos. Desde o Antigo Testamento muitas pessoas voltaram a viver mais na seqüência morreram novamente. Lázaro também voltou dos mortos bem como a filha de Jairo, e ambos voltaram à tumba. Mas a vitória de Jesus sobre o poder da morte é eternamente. Esta é o último inimigo que representa todas as forças do mal. Esta concepção é o fundamento de toda a fé cristã. (1º Co 15.20).

Nos tempos de Jesus havia grandes discussões quanto à existência da ressurreição dos mortos. Esta idéia tinha a apologia dos fariseus enquanto que era rejeitada pelos saduceus. A esperança da ressurreição para os cristãos não parte de convicções ou especulações antropológicas de que existe algo no ser humano que é imortal. A fé cristã é fundamentada somente na ressurreição de Jesus Cristo. Também aqueles que são seus seguidores fiéis receberão esta dádiva de Deus no dia em que o Senhor voltar para arrebatar seu povo. Receberão um corpo glorioso e apto para viver eternamente nas moradas celestiais.

É visto diferentes tendências na História da teologia em relação à ressurreição de Jesus. O lado histórico é marcado por alguns que querem cientificamente mostrar provas em relação à facticidade da ressurreição. A argumentação que usam para defender isto dentro da história é que só há sentido falar da ressurreição e da cruz como fatos históricos se a realidade destes fatos fosse verificada pelos próprios historiadores.

De outra maneira, existem outros teólogos que falam que não há importância alguma na historicidade. O que tem valor é o aqui e agora. Para os que vão mais adiante têm a concepção do sepulcro vazio apenas como um simbolismo. Acreditam que não traria mudança nenhuma se fosse encontrado o túmulo real de Cristo com o seu cadáver. A ressurreição continuaria para aqueles que possuem a fé.

Focalizadas apenas por um ângulo as duas tendências implicam problemas. Mais do que uma discussão atinente a realidade de fatos históricos é o anúncio da ressurreição de Jesus Cristo. Ele surge da sua presença pela experiência em nosso mundo real aqui e agora. Por outro lado, a mensagem de que Jesus morreu e ressuscitou é muito mais do que apenas uma interpretação simbólica da cruz.

A interpretação que devemos ter em relação à ressurreição de nosso Senhor é que esta última jamais poderá ser totalmente compreendida pela mente humana. Os escritores dos Evangelhos interpretaram este acontecimento como um milagre divino. Com isto, a ressurreição é uma realidade que vai além das nossas interpretações e reflexões, com uma profundidade muito maior em sua essência que os nossos raciocínios não têm condições de decifrar.

O sepulcro foi o lugar onde se deu início à ressurreição. No lugar de eterna destruição brota a vida nova e sem fim. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância é a promessa que se cumpre através da ressurreição. Quem se alimenta desta promessa é a esperança bem como também a prática da caridade para transformar e aliviar.

Um novo futuro para o homem em toda a sua maneira de viver agora é visto através da ressurreição, que é uma poderosa ação de Deus na vida do homem.

Todas as pessoas se questionam como será a vida após a morte. Todos os cristãos são interrogados sobre suas convicções em relação à ressurreição dos mortos por pessoas de outras religiões que pensam diferentes a este respeito. Muitos não crêem em qualquer possibilidade de a vida continuar após a morte. Outros acreditam que mesmo após a morte a vida continua em uma dimensão espiritual. Porém outros afirmam que com a morte tudo se acaba e a esperança de se viver no porvir não passa de uma ilusão.

A resposta para tudo isto podemos encontrar nos testemunhos da bíblia Sagrada à morte e a vida eterna. A fé que os cristãos primitivos professavam sobre a ressurreição dos mortos nos mostra claramente a maneira como encaravam a morte.

É grande o conhecimento entre os cristãos sobre a composição do ser humano como físico através do corpo e espiritual através da alma. A igreja teve forte influencia dos filósofos gregos ao não dar uma posição positiva para o corpo. Por ser material e limitado era considerado como um cárcere para a alma que seria liberta e imortal quando chegasse à morte. Daí o desejo e a espera pela morte onde a libertação da alma traria uma vida mais serena e sem fim.

Os ensinamentos destes filósofos são idéias errôneas para os ensinamentos bíblicos sobre o Homem. Observamos no começo da criação que tudo o que Deus criou viu que era bom. Nisto é incluído o corpo humano que também é uma obra de Deus e não uma prisão para a vida. O apóstolo interroga: Ou não sabeis vós que o vosso corpo é templo e morada do Espírito Santo o qual está selado para o dia da redenção?

Na experiência natural que possuímos sabemos que a morte é algo certo que sobrevirá a todos. Todo o ser vivente expirará um dia. Por mais longa que seja a vida um dia ela chegará ao fim. Mas a bíblia nos faz entender que a morte não leva ninguém ao vazio da existência e que nada nos separará do amor de Deus.

A angústia da morte com seu terror tenebroso já foram derrotados pela vida na ressurreição de Jesus Cristo. A esperança de todos os que morreram em Cristo é a vitória de Jesus sobre a morte em sua ressurreição.

Alguns estudiosos da bíblia afirmam que na morte de cada pessoa inicia-se a ressurreição. Todas as noções materiais que usamos para saber da nossa existência e do espaço que usamos não são úteis para a eternidade quando morremos. Assim, o dia da morte é o derradeiro dia começando então a eternidade. Aqueles que morreram em Cristo encontrarão o Deus todo poderoso. Neste termo não fica fácil não saber o que o Novo Testamento diz a respeito do tempo da ressurreição dos mortos ímpios. Os textos do Novo Testamento parecem concordar que no último dia haverá a ressurreição dos ímpios, ou seja, no Juízo Final, quando todos serão julgados por Deus segundo os seus atos enquanto viviam.

Não é sobre o corpo que se tem a vitória na ressurreição. A vitória é sobre a morte. O ser humano só tem existência na sua corporalidade porque é um todo. É exatamente por isto que divulgamos a nossa convicção na ressurreição do corpo. Nós não somos nós mesmos sem um corpo. O fim da velha existência é a morte! Tudo o que sobrevirá depois será nova criação de Deus. Contudo a morte não poderá nos separar de Deus, pois o Espírito Santo nos transforma enquanto vivemos.

Não somos tirados de Deus quando morremos, mas passamos a dormir no Senhor à espera da ressurreição quando seremos transformados em uma nova criação. Assim teremos um corpo celeste e glorioso que jamais terá fim. Teremos segurança eterna sabendo que a morte não mais nos atingirá. É um grande conforto para nós sabermos que quando chegar o dia de nossa partida não seremos lançados em um vazio, sem esperança alguma de voltar a viver. Mas por sermos fiéis a Deus seremos levados por ele para as mansões celestiais para viver eternamente com ele. Lá não haverá pranto, tristeza e nem dor. E toda a lágrima será enxugada pelo cordeiro que nos deu vida eterna. E nos livrou para todo o sempre das garras do pecado e da morte.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Lição 1 – O Surgimento da Teologia da Prosperidade

No 1º Trimestre de 2012, estaremos estudando, através das Lições Bíblicas da CPAD, sobre o tema: “A Verdadeira Prosperidade – A Vida Cristã Abundante”. As lições serão comentadas pelo pastor José Gonçalves. Os assuntos são os seguintes:

Lição 1 – O Surgimento da Teologia da Prosperidade

Lição 2 – A Prosperidade no Antigo Testamento

Lição 3 – Os Frutos da Obediência na Vida de Israel

Lição 4 – A Prosperidade no Novo Testamento

Lição 5 – As Bênçãos de Israel e o que Cabe à Igreja

Lição 6 – A Prosperidade dos Bem-aventurados

Lição 7 – Tudo Posso Naquele que me Fortalece

Lição 8 – O Perigo de Querer Barganhar com Deus

Lição 9 – Dízimo e Oferta

Lição 10 – Uma Igreja Verdadeiramente Próspera

Lição 11 – Como Alcançar a Verdadeira Prosperidade

Lição 12 – O Propósito da Verdadeira Prosperidade

Lição 13 – Somente em Jesus Temos a Verdadeira Prosperidade

A verdadeira prosperidade incide em uma comunhão íntima com Deus. Um relacionamento em afinidade de acordo com os princípios bíblicos. Estudaremos nesta lição a deformidade que ao longo dos anos a verdadeira prosperidade vem sofrendo. Voltar à Palavra de Deus para entendermos estas minúcias e definições, é tarefa da igreja e dos professores neste trimestre.

O que chamam hoje de teologia da prosperidade na verdade é a teologia do Logro, troca, permuta e como a lição define “teologia da barganha”. Os dízimos, as ofertas, as contribuições com missão, construções e as ofertas alçadas, são incentivadas com o retorno do quíntuplo. As palavras bíblicas como: “Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita;” (Mateus 6:3). Não são mais ensinadas.

Pedro insistentemente escreveu que em nossos dias, alguns fariam do evangelho e da igreja um negócio. “E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita”. (2 Pedro 2:3).

É nossa tarefa combater essas heresias, e primar pela verdade.

Boas Aulas

Ev. Geziel Silva Costa

A RESSURREIÇÃO DE JESUS É A NOSSA ESPERANÇA (Parte 1)

Sem esta mensagem da fé cristã, Paulo declara que a nossa fé não significaria nada. “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé” (1 Co 15:14).

Recebemos a certeza na ressurreição de Cristo, que ele é o Messias, o Salvador. Paulo continua afirmando a importância da ressurreição de Cristo, que sem ela não haveria o cristianismo nem a igreja e ainda estaríamos mortos em nossos pecados (1 Co 15.17).


1. O túmulo vazio. Críticos há que argumenta que Paulo não destacou o túmulo vazio, e essa ideia de ressurreição só acorre anos depois. Todavia Paulo fala do sepultamento que é um argumento a favor da existência do sepultamento (1 Co 15.4). Os críticos argumentam sobre as disparidades que existem nos evangelhos como quantas mulheres foram ao túmulo e por quê? Para aplicar a unção no corpo conforme (Marcos e Lucas) ou para ver o túmulo de acordo com (Mateus)? Havia um anjo (Marcos e Mateus) ou dois de acordo com (Lucas e João)? As mulheres silenciaram (Marcos) ou falaram da ressurreição (Mateus)?


Estas variações já eram conhecidas dos cristãos e Tatiano no segundo século já havia falado sobre elas. Os cristãos foram fiéis aos seus escritos, e já sabiam com certeza que o túmulo estava vazio, pois a surpresa das mulheres e dos discípulos é real diante do túmulo vazio. Os discípulos não usaram o túmulo como prova da ressurreição de Cristo, mas testemunhavam convictos como testemunhas oculares.


Se a sepultura não tivesse vazia, dificilmente os discípulos morreriam crendo nesta verdade. Diferentes tentativas foram inventadas para explicar o túmulo vazio. A do roubo do corpo de Jesus pelos discípulos logo foi descartadas porque muitos seguidores de Jesus morreram crendo na ressurreição. Outra tentativa foi que as autoridades levaram o corpo de Jesus para outro lugar. Mas quando começou falar da ressurreição, ninguém soube explicar onde estaria o corpo.


Se as mulheres fora à sepultura errada, haveria como acertar mais tarde a sepultura. A suposição do desmaio, e que ele teria recobrado os sentidos na sepultura e voltado a viver não persiste. Como explicar a lança que perfurou o seu lado, e os lençóis que foi envolto dos pés à cabeça? A pregação da ressurreição em Jerusalém logo teria sido descoberta se fosse uma fraude, estas mesmas suposições à cima seria o suficiente para calar os discípulos.


A ressurreição de Jesus não foi vista por ninguém. O evangelho apócrifo de S. Pedro narra à maneira como Jesus ressurgiu diante dos guardas romanos e dos judeus. Logo a Igreja rejeitou este evangelho não o aceitando como canônico. Com certeza os primeiros cristãos notaram o grande erro ao se escrever de um modo tão falho sobre a ressurreição do Senhor. Os testemunhos que temos atestam apena duas coisas: Foi encontrado o sepulcro vazio e o Senhor foi visto vivo por muitas pessoas que testemunharam sobre sua ressurreição.


Em Jerusalém se formou a tradição do sepulcro vazio. Na cidade santa seria impossível pregar sobre a ressurreição de Jesus se fosse possível mostrar o sepulcro com seu corpo ali repousando. Os inimigos de Jesus e da sua igreja jamais negaram a realidade do sepulcro vazio. Alegaram que seus discípulos o roubaram para propagar que ele havia ressuscitado. É interessante notar que Maria Madalena ao presenciar esta cena também interpretou que o sepulcro havia sido roubado. O simples lugar vazio não trouxe nada de novo na reação dos discípulos.


Para eles isto não alteraria nada a não ser novamente a suspeita que alguém poderia ter invadido o túmulo roubando o corpo do Senhor. Outra coisa que nos chama a atenção é quando as mulheres encontram o sepulcro vazio fogem de temor, espanto e tremor de maneira que escapam apressadas do sepulcro. Através dos relatos dá-se para perceber que somente após as aparições para uns aqui e outros ali é que foi determinado que ele realmente estivesse vivo.


2. As aparições. Em todo o Novo Testamento as aparições de Jesus foi algo incrível, e esse é o âmago da fé dos cristãos. Os discípulos no caminho de Emaús e Tomé tiveram certezas através da presença do metre ressuscitado, que estavam no caminho correto. Pedro mais uma vez largou as redes para nunca mais voltar a elas depois da aparição e Jesus a ele. Paulo se tornou uma testemunha convicta depois da aparição de Jesus. Estas aparições de Jesus serviram de certeza de salvação para muitas pessoas da época.Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido” (1 Co 15:6).

Sempre foi pregado desde o começo da igreja Cristã que ele realmente ressuscitou. Estas afirmações estão espalhadas em todo o Novo Testamento. A ressurreição sucedeu em um ponto perto de Jerusalém após três dias da morte de nosso Senhor. Por ter acontecido em um domingo este passou a ser chamado como o ‘’Dia do Senhor ’’.

Ao analisarmos com mais profundidade os escritos do Novo Testamento vemos que há dois relatos sobre a ressurreição de Cristo. Um faz a descrição sobre os encontros com Jesus já ressuscitado; seus discípulos o vêem e o conhecem. Isto aconteceu quando os discípulos estavam reunidos. A outra narração fala sobre o túmulo vazio. Foi encontrado aberto pelas mulheres que não teriam forças suficientes para remover a pedra e abrir a tumba. (Mc 16.3-4). O fato é explicado pelos anjos que anunciam sobre a ressurreição do mestre.

Os pensadores contemporâneos insistem em rejeitar a ressurreição de Jesus. Segundo eles por não haver algo igual ou parecido na História. Mas é bom saber que não é somente o pensamento contemporâneo que tem esta dificuldade. Até os próprios discípulos não criam quando o Senhor falava que iria morrer e ressuscitar após três dias seguintes. E finalmente quando aconteceu a morte de Jesus para eles tinha acontecido já o fim de tudo.

E quando é anunciado pelas mulheres que a ressurreição tinha se tornado uma realidade então todos, sem exceção de regras, rejeitam de cara esta ideia por ser algo inédito, estranho e sobrenatural. Por aí podemos tirar a conclusão de que não foram jamais os discípulos que inventaram a notícia da ressurreição como muitos querem assim dizer. Juntando-se a mente moderna vemos também que na Grécia a mensagem da ressurreição pareceu muito estranha e de difícil aceitação. Mesmo com todo o conhecimento filosófico grego sobre matéria e o espírito, os ouvintes de Paulo em Atenas duvidaram e zombaram quando o ouviu falar sobre a ressurreição de Jesus.

Por não haver nada parecido escrito na História sobre a ressurreição não quer dizer que ela nunca aconteceu. Os cientistas atuais aceitam que toda investigação não podem estar fechadas para fatos inéditos sem precedentes na história. Apesar da obrigação da ciência verificar o que é mesmo verdadeiro ou falso, devido a muitos processos que são frutos da imaginação.

Continua...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Algo sobre a morte e a ressurreição

2. O ENSINO DA MORTE
Antes de falar da ressurreição deveremos dar um realce sobre a morte. Este é um assunto que tentamos evitar, mas na nossa jornada o que nos ameaça futuramente não são somente a tribulação e a lida desta vida, mas a morte. Todos nós vivemos este dilema e não conseguiremos sair dele, a realidade da morte tem que ser enfrentada.

“Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó” (Ec 3:20). Dentro da existência da vida, o único ciente que morrerá é o homem, vejamos algumas teorias da filosofia:

O existencialismo analisa a morte como algo natural como o fim de uma viagem. O sentido espiritual na morte não é aceito pelos materialistas, pois para eles tudo é matéria. O estoicismo acredita na naturalidade da morte, por sua vez o platonismo ensina que o corpo e a matéria são maus. Os materialistas não creem na ressurreição, mas que a morte é o fim. O conhecimento mítico afirma que após a morte resta apenas a sombra fantasmagórica do nosso eu.

Os reencarnacionistas acreditam que nossa alma continua voltando em corpos diferentes. Os humanistas creem que o corpo é uma ilusão, e o que realmente interessa é a consciência cósmica impessoal. Mas a Bíblia apresenta a causa da morte não como algo natural, mais um castigo pela desobediência, o pecado.

Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2:17).

“Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” (Rm 5:12).

O sentido bíblico e doutrinário da morte é:

a. A morte como salário do pecado.

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor “(Rm 6.23).

b. A morte é sinal e fruto do pecado.

c. A morte foi vencida no calvário por Cristo.

Morte significa separação, no grego a palavra é thanatos que é a separação das partes imateriais da matéria. É a saída ou partida, a cessação e rompimento da vida. Os tipos distintos de morte são:

1. Morte Física. Em 2 Sm 14.14 está a melhor explicação para a morte física, a cessação da vida no corpo.

2. Morte Espiritual. Existe duplo sentido para a morte espiritual. Primeiro é a perca da comunhão com Deus pelo pecado (Ef 2.1,5). Segundo é a morte do cristão para o mundo, ou a separação do mundo sistema (Rm 6.14).

3. Morte Eterna. É a separação eterna de Deus, sem possibilidade de arrependimento. O julgamento Final dos ímpios ocasionará na separação eterna (Ap 20.14,15).

3. O QUE É RESSURREIÇÃO

Do grego anástasin; do latim ressurrectione, significa a volta miraculosa à vida, levantar-se, erguer-se, despertar e acordar. É um ato extraordinário e miraculoso exclusivo de Deus sobre a morte física do ser humano, permitindo que este retorne à vida, isto é: a alma retorne ao corpo físico. Este ato do retorno à vida tem como objetivo a glória e exaltação do poder de Deus.

3.1 RESSURREIÇÃO

Ressurgir dentro os mortos é a ressurreição indicada na Bíblia, que apresenta duas situações fundamentais:

1. Curas milagrosas. Neste caso se faz alusões a indivíduos que voltaram novamente à vida terrena. Vários textos na Bíblia mostram este acontecimento. A do filho da viúva de sarepta realizada por Elias (1Rs 17.20-24); A ressurreição que Eliseu realizou no filho da sunamita (Rs 4.32-37); A ressurreição do homem morto que ao tocar nos ossos de Elizeu volta à vida (2Rs 13.21). A filha de Jairo ressuscitada por Jesus (Mc 5.41-43) e a de Lázaro (Jo 11.43-44) Pedro realizou a ressurreição e Dorcas (At 9.40-41) e a de Êutico realizada por Paulo (At 20.9-12). Estas pessoas passaram pela morte novamente eles não tiveram a transformação e a glorificação do corpo. Todas estas ressurreições tiveram como objetivos mostrar o poder de Deus, e a glorificação do seu nome.

2. A Ressurreição de Nosso Senhor. A ressurreição de Cristo é a sua vitória sobre o poder do pecado e da morte. Para Paulo e os demais apóstolos a ressurreição de Cristo é a esperança e a prova na nossa ressurreição.

Jesus disse que na ordem da sua voz, os mortos sairão para a ressurreição. “Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” (João 5:28-29). A partir da convicção da ressurreição de Jesus, os apóstolos pregaram com ênfase sobre a ressurreição dos mortos. Todos os apóstolos pregaram sobre a ressurreição de Jesus como a garantia da ressurreição dos mortos. “Doendo-se muito de que ensinassem o povo, e anunciassem em Jesus a ressurreição dentre os mortos” (Atos 4:2).

Paulo disse que Cristo foi feito as primícias dos que dormem.Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem. Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda” (1 Co 15:20, 23). Paulo deixa claro que Cristo foi o primeiro a ressuscitar dos mortos com o corpo transformado. E depois dele, os que morreram em Cristo ressuscitaram, essa é a ordem da ressurreição. Na verdade, os santos do AT que morreram em Cristo, ressuscitaram depois da ressurreição de Cristo.

“Os sepulcros se abriram, e os corpos de muitos santos que tinham morrido foram ressuscitados. E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos” (Mt 27:52-53). Estes santos são os santos do AT que morreram em Cristo, isto é: Morreram fiéis a Deus crendo em suas promessas. Observem que eles só saíram dos sepulcros depois da ressurreição de Cristo. Esta ressurreição é com a transformação do corpo conforme Paulo falou:Quando, porém, o que é corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal, de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: "A morte foi destruída pela vitória" (1 Co 15:54).


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O luto na Atualidade



Existem inversões dos assuntos da morte e do nascimento nos debates e explicações nos dias de hoje. A situação da morte hoje é até menos emocional do que antes. Quando alguém partia desta vida para outra, os momentos emocionais eram mais aflorados na vida de uma pessoa. Hoje o conformismo é maior, as pessoas dizem: - É assim mesmo! Partiu para uma vida melhor, está com Deus! Quanto às explicações do nascimento hoje, as fadas, e as cegonhas somem dos comentários dos adultos para as crianças, com relação à origem. Até as crianças inocentes, já não são mais tão inocentes quanto ao assunto do parto.

A sociedade tenta afastar cada vez mais a morte da vida de seus familiares. O envelhecimento é sinônimo de asilo, o lugar dos doentes é no hospital, e os defuntos devem ser lavados e tratados pelas funerárias. Para os entes queridos, apenas o trabalho de velório é suficiente. Até mesmo as pessoas mais velhas com a idade mais avançada possível, não querem morrer, mas pelo contrário, faz uso de todos os meios para mais um dia ou uma hora de vida.

As pessoas nos dias atuais, não mais se preocupam tanto com a morte, se apegando às pessoas, as coisas, e esquecendo-se de se prepararem para uma vida por vir. Isto porque não creem mais na vida após a morte, e os que creem estão definitivamente conformados acreditando que para eles, é impossível a chegada deste dia.

A Bíblia relata em diversos livros sobre o luto. E as diferentes maneiras do comportamento dos enlutados. Ela também enfatiza a importância de analisar a morte e estar em um funeral. Talvez para darmos mais valor à vida do que as coisas, e aproveitarmos mais o tempo com o gozo da vida e das pessoas que amamos que a perca de tempo com coisas frívolas. No NT Jesus tanto ensinou quanto viveu momentos de dor pela perca de um amigo. Marta e Maria queriam a presença de Jesus naqueles momentos dolorosos. Acredito que pelo desejo do milagre, e também para partilhar a dor. Assim nos dias de hoje, os líderes constantemente são convidados ao velório de irmãos e amigos, com a finalidade de uma palavra de consolo, um abraço amigo. Tanto a companhia como os momentos alegres e as dores, deve ser dividida e compartilhada com os demais.

A fase do luto é relativa, por mais que as pessoas se preparem para este momento, ou já estejam esperando a partida do seu ente querido, quando a morte chega é realmente diferente do que previsto. A fase controlada às vezes evita que a pessoas enlutadas caia na real de imediato sobre a perda. Devido à correria nos preparativos do enterro, a recepção das pessoas bloqueiam as emoções. As consequências se dão pós-luto, quando tudo acaba e as pessoas vão embora, a tristeza e amargura toma conta. Nestas horas o aconselhamento pastoral é fundamental.

O vazio existencial é real na vida de pessoas enlutadas, as lembranças, a saudade faz com que a pessoa alimente o passado. É necessária a presença dos familiares, amigos e irmãos para trazer de volta estas pessoas ao presente para viver sua vida. Alguns se retraem na própria solidão, outros esperam por alguém, e não esperam ser decepcionados. Assim a pessoa entra na fase da readaptação, aprender a lidar com a perda, voltar ao trabalho, à alegria, falar da perca com naturalidade. A superação e a readaptação estão de volta na vida presente do indivíduo.

O luto na sociedade hodierna de hoje é reprimido, segurado ao máximo para manter o estereótipo. O luto recolhido interiormente pode causar problemas psíquicos. É necessário externar os sentimentos. Nas classes populares e rurais isso flui natural, as pessoas não conseguem agir como atores, mas se expressam com naturalidade, que aos olhos de muitos, podem ser avaliados como escândalos. Acredito que no meio da igreja não deve persistir o desespero, mas a externação dos sentimentos devem ser compreendidos pelos fiéis. Há pessoas na igreja que precisa de acompanhamento psicoterapeuta, devido à morte de seu ente querido ser proveniente do suicídio ou assassinato, pessoas assim podem desenvolver revoltas e incompreensão que será necessário um tratamento adequado.

Nas questões que envolvem injustiças, a comunidade evangélica deve ajudar as pessoas a ganharem suas causas justamente batalhando pelo melhor. O conselho pastoral não é apenas abrir a Bíblia, ler alguns versos, e bater no ombro das pessoas e dizer que Deus ajudará. Mas sim exige que o conselheiro tenha sabedoria e conhecimento de causa seja nas questões sociais, econômicas, espirituais e emocionais. Se for à obra social, o Deus te abençoe não é suficiente para aliviar a dor dos menos favorecidos, mas sim a ação concreta com algo supridor. Se for às questões emocionais, é por isso que as questões de terapia cada vez mais são desejadas e procuradas pelos seus líderes. Eles sabem desta deficiência e primam pela melhoria e o sucesso nesta área.

Síntese Palestra na XIV Semana Teológica de Caxias do Sul, 05/07/2007.

Lothar Carlos Hoch

Faculdades EST/ São Leopoldo.

domingo, 13 de novembro de 2011

HIV e o aconselhamento pastoral

A preocupação em relação ao HIV. Na verdade esse passo dado através do aconselhamento pastoral frente ao vírus auxiliará com mais eficiência aos conselheiros. Até porque o HIV não é mais problema apenas fora da igreja, mas na igreja. Hoje temos a epidemia tanto na igreja, ou nas pessoas que vem fazer parte da comunidade evangélica, que adquiriu a epidemia. O desafio é como lidar com esta situação. Não basta apenas fazer algo em prol destas pessoas, mas a atenção, saber ouvir, amar ignorando a doença, isto é: Não repudiá-las pela doença.

Outro ponto importante é aprender falar abertamente sobre o vírus, tanto com as pessoas infectadas como na igreja. Precisamos buscar informações e transmiti-las. A conversa com os familiares, e o apoio moral é uma forma de ajudá-los a superar o problema. A igreja precisa incentivar o apoio voluntário dos médicos e enfermeiros cristãos. O mutirão da saúde ajuda os menos favorecidos. Assim a ajuda pode ser dispensada também aos familiares e enfermeiros que cuidam dos infectados. O simples fato de saber que alguém está infectado deixa os parentes ou enfermeiros com necessidades de ajuda emocional.

Ajudar com doações como: medicamentos, limpeza da casa ou qualquer outra coisa, não supera a necessidade de ouvir. Este é um dos pontos principais do aconselhamento, saber ouvir as pessoas, algumas querem apenas falar, pôr para fora as palavras, mágoas e fazê-las se sentirem aliviadas. A pessoa doente deve ser estimulada a falar do que mais tem medo, o que mais lhe toca ou o incomoda. Assim eles sentem-se mais seguros para partilhar uma conversa neste âmbito, mais primeiro o conselheiro deve transmitir confiança e amizade.

Outro detalhe é fazer a família estarem unidas nestas horas, compartilhar com o infectado, e tratá-lo docilmente e com entendimento, nunca com repulsa medo etc. A partir deste ponto, o aconselhamento tem um destino traçado. O assunto deve ser explorado, e levado para o campo da fé. Pois a fé produz esperança no coração dos enfermos e necessitados. O objetivo do aconselhamento é proporcionar cura e fazer com que a pessoas cresçam espiritualmente. Através do aconselhamento as pessoas aprendem a lidar com o seu problema, superar a estima baixa e viver uma vida normal de superação.

O infectado com HIV produz feridas internas profundas. Estas feridas arraigam-se na alma, as preocupações, o medo com o futuro, e a vontade de voltar ao passado quando tudo estava bem, causam ansiedade e desespero. O aconselhamento pastoral deve trabalhar este lado emocional da pessoa ajudando-a mentalmente. Aqui o aconselhamento dever surgir trazendo paz interior, pois apenas mandar fazer algo, ou ditar regras para o doente não basta. A ajuda é o trabalho na alma, os sentimentos e as emoções devem ser trabalhados de uma maneira correta.

O aconselhamento pastoral não é um trabalho específico do pastor, uma vez que se denomina pastoral. Mas este é um trabalho para toda a igreja, porque cada um de nós tem a participação na obra social. Precisamos fazer voluntariamente este trabalho, aprender a ouvir com atenção, saber elevar a estima das pessoas para reagir contra a doença. Se o conselheiro tiver habilidades profissionais, melhor ainda. Alguém que sabe ouvir e sentir a dor do companheiro sempre terá sucesso. Sentir a dor é se colocar no lugar do outro, tomar para si as decepções, as angústias e aflições como se fossem suas, e deixar que o doente perceba isso, assim ele verá que não está só, e que finalmente alguém se preocupa com ele.

Uma das causas dos doentes serem desprezados era devido ao sexo. Antes a ideia de que todo o infectado era imoral, falar em HIV era falar em imoralidade. Sabemos que outros meios como agulhas podem transmitir a doença. A pergunta que o conselheiro deve fazer na hora do aconselhamento não é como pegou o vírus, mas a forma de lidar com a doença. Isso denota atenção ao infectado, todos precisam de atenção em especial o doente, no momento de fragilidade isso é essencial.

No aconselhamento pastoral não podemos fazer teatro, o infectado vai perceber. Ser puro e sincero é a melhor opção para a aquisição da confiança. O exemplo de homossexualismo citado no texto, ainda é um tabu nas igrejas. Ainda não estamos preparados nem para receber um homossexual como visitante. Percebemos que as pessoas evitam a proximidade e a relação com o homossexual.

O melhor exemplo de conselheiro pastoral que temos é Jesus. Ele sabe ouvir as pessoas, e a imagem de Deus que está em cada um é valorizada por ele. A mensagem de Jesus é de alento, paz interior, libertação, esperança etc. Até as crianças Jesus atendeu. E cada uma teve suas questões atendidas. O indivíduo com HIV tem seus direitos de perguntar, se calar etc. Devemos saber não apenas o nosso preparo, mas estudar o comportamento do doente.

Devemos aprender a lidar conosco mesmo. Precisamos saber ouvir nosso eu interior, observar nossas decisões, só assim seremos capaz de dar o primeiro passo ao aconselhamento pastoral.

Síntese do texto: Ouvindo com amor do Dr. Manoj Kurian

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Quais os objetivos de Missão para a Igreja?


Concordo com Míguez Bonino, quando afirma que a missão é o centro da igreja, como também da teologia. O tempo que a América Latina não produzia teólogo e nem teologia, levou muitos cristãos a terem aversão à teologia. Ser teólogo era ser frio, sabichão, e a teologia levava o cristão ao farisaísmo.

Mas quando o projeto evangélico de missão invade a América, reconheceram a importância da teologia. Hoje entendemos que missão da igreja de Cristo, é tarefa da teologia evangélica. Sou antagônico de Míguez Bonino no tocante à teologia da libertação. O próprio texto se encarrega de dizer que a comunidade de fé protestante não participou nem participa da teologia da libertação.

O protestantismo que veio da Europa ou da América do Norte chegou à América Latina realmente como diz Bonino, chocando as culturas, religiões, raças e todos os seguimentos da sociedade. A princípio era mais uma novidade, com o passar do tempo, e o progresso, se tornou fator preocupante das lideranças e do governo. Isso porque de acordo com Bonino, as críticas ao clero, às forças sociais, aos valores invertidos, levou o povo a tomarem atitudes e posições contrárias, querendo melhorias e participação.

Em respostas às perguntas difíceis de responder, o protestantismo causou mudanças, a igreja era e é um lugar de liberdade, onde aprendemos a santidade (separação) de todos os ditames do mundo. As pessoas que vem fazer parte da igreja tem uma vida nova. Eis aí a verdadeira libertação, em primeiro lugar, libertar o homem da escravidão pecaminosa. Aqui está a divergências entre os teólogos da libertação, e os teólogos protestantes.

A teologia da libertação leva ao pé da letra, quando insiste em dizer que a libertação é dos pobres, dos que vicem às margens. A luta excessiva pela igualdade social diverge da teologia bíblica. Veja nas palavras de Jesus: “Porque sempre tendes os pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes;” (Mc 14.7). Sempre haverá pobres, nunca nesta dispensação iremos ter a igualdade social. Todavia isso não quer dizer que vamos cruzar as mãos, e nada fazer pelos pobres, porque podemos fazer o bem quando quisermos a eles, e sempre queremos exercer a caridade.

Quero falar de dois pontos importantes citados no texto. O primeiro é a ideologia explicitamente marxista. O segundo é o de chamar os oprimidos e explorados a assumirem sua própria libertação. Penso que a teologia da libertação tem confundido pobre com proletariado, rico com burguês, pecado com opressão. Concordo em parte com Rubem Alves, quando apresenta uma mensagem bíblica sobre Deus que atua na história para transformar o mundo. Essa transformação começa no interior, para depois transformar também o meio em que o indivíduo vive.

Bonino afirma que Deus quer salvar as pessoas e claramente se posiciona ao lado dos pobres. A maneira como Bonino fala da pobreza e do trabalho, é semelhante ao olhar crítico de Karl Max. E Max não tinha razão em tudo, e seus postulados à luz da Bíblia contém inúmeras falhas. Por isso discordo de Bonino em muitas coisas. Deus não fez preferência pelo pobre, mas pelo homem, seja ele pobre ou não. Deus amou e salvou pessoas de todas as classes. A única distinção de pobre para rico foi no amor às riquezas. Mas Jesus esteve com ricos e pobres, ama e quer salvar a todos sem preferência.

Todavia concordo com Bonino quando acrescenta que devemos assumir a história de Cristo como nossa isto é: Devemos assumir a cruz, o gólgota, a tumba etc. O reino de Deus começa no nosso interior, na nossa aceitação do sacrifício de Cristo. O reino começa quando alcançando as almas, trazendo a elas a libertação espiritual e fazendo a nossa parte social. Ajudar as pessoas menos favorecidas é dever de quem faz parte do Reino de Deus. No entanto transformar a classe pobre, acabar com a burguesia, são apenas teorias que ainda não deram certo. Claro que quem faz parte do reino luta contra a desigualdade social e todas as mazelas que assola os humanos.

Míguez Bonino definiu bem a vocação da igreja, no final do texto. Ela foi instituída para a proclamação da salvação, perdão dos pecados e a santificação. A igreja é um sinal da graça e da bondade de Deus. Temos uma tarefa no mundo, mostrar que existe esperança, mudanças e vida transformada. A verdadeira missão da igreja é levar Cristo para a vida das pessoas. Bonino defende o ecumenismo como a ponte para uma missão concreta, ou para uma missão eficaz. Não concordo com o ecumenismo. A igreja primitiva teve sucesso na evangelização sem a inserção do ecumenismo. O protestantismo cresceu na América sem os caprichos do ecumenismo. Não creio que o ecumenismo seja o fator crucial para o sucesso das missões.

O finalizo com as ponderações de Bonino sobre o amor dispensado aos pobres, aos que vivem às margens. O amor de desejo de mudança desejo de ver essas pessoas felizes e com esperança. Claro que não devemos apenas dizer a elas que Deus os ama. Além de oferecermos a salvação em Cristo, devemos fazer a obra social, lutar por melhorias financeiras. Mas isto não é a prioridade da igreja. Fazendo a parte social não significa que vamos mudar a classe pobre, levar a classe baixa para a média.

Resenha do texto de Prof. Roberto Zwetsch

Ev.Geziel Silva Costa