Este blog tem por finalidade o compartilhamento de ensinos bíblicos, apologéticos, devocionais, doutrinários e conhecimentos gerais.
Alerta Final
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
O VALOR DA PROFECIA
Até algum tempo atrás, a melhor descrição da minha postura a respeito de profecias seria a de uma atitude mista. Eu tinha interesse por aquelas profecias diretas e fáceis de entender, mas muitas outras, para minha mente desinformada, pareciam algo beirando o enigmático. Também havia o meu preconceito contra os ensinamentos de alguns “ministérios proféticos” que partem de uma plataforma bíblica mas quase sempre descambam em especulação.
Por um lado, eu estava ciente de que aproximadamente 30% da Bíblia são profecias preditivas, e que elas certamente foram incluídas nas Escrituras por razões válidas. Portanto, empenhei-me em descobrir quais eram essas razões.
Quase todas as profecias preditivas falam sobre Israel e a vinda do Messias. De fato, Deus declara aos israelitas que eles seriam um sinal para o mundo.
O Significado da Profecia
Então, o que aprendi? Vamos começar com as coisas fundamentais. A Profecia tem dois significados bíblicos. O termo se refere, em uma definição mais abrangente, a tudo que Deus tem a dizer para Suas criaturas racionais. A Bíblia, portanto, como revelação específica de Deus à humanidade, é um livro completamente profético (2 Pe 1.19-21). Trata-se da proclamação de Deus acerca das coisas que não poderíamos saber de outra maneira.
A Profecia também inclui a predição de Deus, ou seja, as revelações que nos permitem saber o que vai acontecer. A habilidade de prever o futuro, como dissemos, diz respeito a quase um terço das Escrituras, e é declarada por Deus como sendo a maior prova de que somente Ele é Deus: “...Eu sou Deus e não há outro; Eu sou Deus e não há outro semelhante a mim, que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam...” (Is 46.9-10).
Quase todas as profecias preditivas falam sobre Israel e a vinda do Messias. De fato, Deus declara aos israelitas que eles seriam um sinal para o mundo, glorificando-se a Si mesmo neles e através deles (Is 46.13). Em Isaías 43.10 Deus lhes diz: “Vós sois as minhas testemunhas... o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.” Em outras palavras, Deus usará aos judeus e à sua terra como “testemunhas”, tanto para eles mesmos quanto para o mundo.
Isso se dá não somente quanto à Sua existência, como também mostrando que Ele está ativamente envolvido em desenvolver a história de Israel e a cumprir Seu propósito para toda a humanidade. A Profecia declara o plano de Deus de antemão. E o propósito é que nós todos possamos “conhecê-lO”, crer nEle e “entender” que somente Ele é Deus. A Profecia é a prova convincente não apenas da existência de Deus, mas também de que a Bíblia é exatamente o que diz ser – a Palavra de Deus.
Profecia, Promessa e Obediência
Aqui está um exemplo do testemunho profético de Deus através de Israel: Ele declarou a Abraão (Gn 12.1; 15.18), a Isaque (Gn 26.3), e posteriormente a Jacó (Gn 28.13) que lhes daria a terra “desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates” (Gn 15.18), e que essa Terra Prometida seria deles e dos seus descendentes para sempre (Js 14.9). É um fato histórico, como registra o livro de Josué, que os israelitas possuíram a terra que Deus lhes prometera.
A promessa de Deus era irrevogável, contudo, eles foram avisados por Deus de que, se não Lhe obedecessem, Ele os tiraria da terra por algum tempo: os israelitas desobedientes seriam “desarraigados da terra à qual passais para possuí-la” (Dt 28.63). O povo foi desobediente e Deus fez o que dissera – resultando no cativeiro do Reino do Norte (Israel) na Assíria e no cativeiro do Reino do Sul (Judá) na Babilônia.
Jeremias profetizou que os cativos retornariam da Babilônia para Jerusalém “quando se cumprirem os setenta anos” (Jr 25.12). Mesmo assim, uma dispersão dos judeus ainda mais devastadora foi anunciada: “O Senhor vos espalhará entre todos os povos, de uma à outra extremidade da terra...” (Dt 28.64). Esta, a última e maior Diáspora (Dispersão), ocorreu quando os exércitos romanos sob o comando de Tito arrasaram Jerusalém no ano 70 d.C. Os judeus foram realmente dispersos por todo o mundo, como a Bíblia predisse, e a Palavra de Deus também nos fornece detalhes de como eles seriam tratados: “...fá-los-ei um espetáculo horrendo para todos os reinos da terra; e os porei por objeto de espanto, e de assobio, e de opróbrio entre todas as nações para onde os tiver arrojado” (Jr 29.18). Hoje isso é conhecido como anti-semitismo, no entanto, foi profetizado por Moisés (Dt 28.37) há 3.500 anos atrás!
O Cumprimento das Profecias
Poderia parecer que essa dispersão, juntamente com as perseguições e as tentativas de aniquilação da raça judaica que a acompanharam, teria colocado Deus numa situação insustentável. Afinal de contas, Ele prometeu incondicionalmente a Abraão que a Terra Prometida “...que vês, Eu ta darei a ti e à tua descendência, para sempre” (Gn 13.15). O Senhor declarou também que apesar de Israel não ficar sem punição, Ele não daria cabo dele completamente, mas ...“te livrarei das terras de longe e à tua descendência das terras do exílio; Jacó [Israel] voltará...” (Jr 30.10-11).
O fato de que uma minoria perseguida e dispersa possa ter vivido por dois mil anos entre outras raças sem ter sido absorvida por elas (especialmente quando, se o aceitasse, teria evitado uma perseguição sem fim) e permanecido um grupo étnico identificável, é inconcebível – certamente isso não foi por acaso e é algo sem precedente na história do mundo. Adicione-se a isso o fato assombroso de que eles seriam posteriormente ajuntados do mundo todo e trazidos de volta para a terra que Deus lhes havia prometido há mais de três mil anos atrás. Contudo, como o mundo sabe, isso aconteceu “oficialmente” em 1948, quando Israel foi reconhecido como nação independente.
O Retorno de Israel à Terra Prometida
Desde o retorno dos judeus a agricultura tem sido um dos maiores empreendimentos econômicos de Israel. Esse país tão pequeno é agora o maior exportador de frutas e vegetais para a Europa e até manda flores para a Holanda!
Com relação a essa restauração profetizada, a Bíblia fornece numerosos detalhes do que aconteceria quando os judeus retornassem à sua terra. Por exemplo, o livro de Isaías afirma: “Dias virão em que Jacó lançará raízes, florescerá e brotará Israel, e encherão de fruto o mundo” (Is 27.6). Oséias acrescenta que os israelitas retornarão: “...voltarão; serão vivificados como o cereal, e florescerão como a vide; a sua fama será como a do vinho do Líbano” (Os 14.7). No final do século XIX, o escritor norte-americano Mark Twain, visitando a Terra Santa, notou que ela estava quase que totalmente deserta. No entanto, desde o retorno dos judeus a agricultura tem sido um dos maiores empreendimentos econômicos de Israel. Esse país tão pequeno é agora o maior exportador de frutas e vegetais para a Europa e até manda flores para a Holanda!
O Senhor dos Exércitos Guerreia por Israel
Os profetas hebreus também previram que Israel teria uma capacidade militar impressionante: “Naquele dia, porei os chefes de Judá como um braseiro ardente debaixo da lenha e como uma tocha entre a palha; eles devorarão à direita e à esquerda, a todos os povos em redor... Naquele dia o Senhor protegerá os habitantes de Jerusalém; e o mais fraco dentre eles, naquele dia, será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o Anjo do Senhor diante deles” (Zc 12.6,8).
Até uma análise superficial das três guerras nas quais Israel lutou para se defender da ameaça de destruição por parte dos países árabes, mostrará evidências esmagadoras de que elas são o cumprimento das palavras dadas por Deus a Zacarias. Na guerra de 1948-49, que se seguiu à Independência, Israel foi vitorioso apesar de ter um contingente de soldados e armas desesperadamente menor. A assombrosa vitória de Israel, portanto, foi nada menos do que um milagre. A Guerra dos Seis Dias, em 1967, foi ganha tão rápida e decisivamente por Israel, contra todas as probabilidades, que a revista “Newsweek” publicou a respeito um artigo intitulado “Espada Veloz e Terrível”.
A Guerra do Yom Kippur encontrou Israel novamente com um número muito inferior de soldados, e, dessa vez, pelo fato do ataque ter ocorrido num feriado religioso, o povo foi pego de surpresa. No entanto, apesar de terem sofrido muitas baixas, esses beneficiários das promessas de Deus puseram as forças árabes para correr.
Uma Pedra Pesada Para Todos os Povos
Um último item profético com respeito a Israel e Jerusalém (entre muitos que poderiam ser mencionados) tem relação com sua posição no mundo de hoje. Cerca de 480 a.C., Zacarias escreveu que Jerusalém se tornaria “...um cálice de tontear... uma pedra pesada para todos os povos...” (Zc 12.2-3). Essa profecia foi particularmente assombrosa porque, no tempo em que foi feita, a situação de Jerusalém era tal que, na melhor das hipóteses, a faria parecer ridícula.
Uma parte dos israelitas tinha recentemente retornado do cativeiro na Babilônia, para uma Jerusalém que tinha estado em desolação por 70 anos. Seus muros estavam destruídos, seus campos não tinham sido lavrados, e o povo remanescente enfrentava problemas até na reconstrução do Templo, porque não conseguia se livrar do assédio contínuo dos samaritanos da região. Contudo, aproximadamente 2.500 anos mais tarde, Jerusalém realmente tem se tornado “um cálice de tontear” para este mundo aflito, “uma pedra pesada” que, a menos que os problemas ali sejam resolvidos, poderá levar a uma guerra nuclear sobre todo o planeta.
Cerca de 480 a.C., Zacarias escreveu que Jerusalém se tornaria “...um cálice de tontear... uma pedra pesada para todos os povos...” (Zc 12.2-3), e aproximadamente 2.500 anos mais tarde, Jerusalém realmente tem se tornado “um cálice de tontear” para este mundo aflito, “uma pedra pesada” que, a menos que os problemas ali sejam resolvidos, poderá levar a uma guerra nuclear sobre todo o planeta.
A Profecia e a Salvação
Deus é o Deus da Profecia. Ele é também o Deus da nossa salvação; e a Profecia sublinha e aponta para a salvação. Israel foi escolhido por Deus para o propósito primário de trazer o Messias ao mundo: ...“para que o mundo fosse salvo por Ele” (Jo 3.17). Quando o apóstolo Paulo fez as suas viagens missionárias, seu método em cada cidade que visitava era inicialmente entrar na sinagoga judaica e pregar que Jesus era o Messias que Deus havia prometido. Na sinagoga da cidade grega de Beréia, os judeus foram elogiados não somente por ouvirem o que o apóstolo tinha a dizer, mas mais especificamente porque examinavam “...as Escrituras todos os dias [para discernir] se as coisas [que ele dizia concernentes ao Messias] eram, de fato, assim” (Atos 17.11). Apesar de não termos os detalhes do que ele pregava, sabemos que há centenas de profecias messiânicas às quais ele poderia ter-se referido.
As Profecias Concernentes ao Messias
Sem dúvida, Paulo enumerou para eles os critérios proféticos necessários para que aspirantes à messianidade se qualificassem como o Cristo de Deus, o Salvador de toda a humanidade: Ele deve ter nascido em Belém (Mq 5.2); ser da tribo de Judá (Gn 49.10); ser da linhagem do rei Davi (Is 11.1); ter nascido de uma virgem (Is 7.14); realizar milagres (Is 35.4-6); morrer pelos pecados do mundo (Is 53.5,6,10); permanecer três dias e três noites na sepultura (Jo 1.17); ressuscitar dentre os mortos (Sl 6.10).
Israel foi escolhido por Deus para o propósito primário de trazer o Messias ao mundo: ...“para que o mundo fosse salvo por Ele” (Jo 3.17).
Somente Jesus Preenche Todos Esses Requisitos
Para os bereanos do primeiro século, desejosos de mais informações sobre a morte sacrificial do Messias, Paulo poderia ter fornecido tantos detalhes descritivos tirados das profecias do Antigo Testamento (escritas de 1500 a 400 anos antes do acontecido), que eles teriam se sentido como se fossem testemunhas oculares dos fatos. Considere o seguinte: Daniel nos dá a data exata em que o Messias entraria em Jerusalém para ser proclamado Rei de Israel (Dn 9.25). Zacarias nos conta que Ele viria montado num jumento (Zc 9.9) e que seria traído por trinta moedas de prata (Zc 11.12); o traidor seria um amigo (Sl 41.9).
Isaías prediz que Ele ficaria silencioso perante Seus acusadores e seria afligido e cuspido por eles (Is 53.7; 50.6). Moisés indicou que Ele seria crucificado (Dt 21.22-23). O salmista nos fala que a multidão presente à Sua crucificação iria escarnecer e zombar dEle, sacudindo suas cabeças à Sua vista (Sl 22:7-8; 109.25); que Seus amigos olhariam de longe (Sl 38.11); que soldados lançariam a sorte pelas roupas dEle (Sl 22.16-18); que para matar Sua sede Lhe ofereceriam vinagre (Sl 69.21); Suas mãos e pés seriam traspassados (Sl 22.16); nenhum de Seus ossos seria quebrado (Sl 34.20); as palavras exatas que Ele diria ao Pai são registradas (Sl 22.1; 31.5). Zacarias escreve que o Seu lado seria furado (Zc 12.10). Isaías declara que Ele morreria entre ladrões (Is 53.9,12) e que seria sepultado na sepultura de um homem rico (Is 53.9).
Além disso, Isaías nos dá as razões pelas quais o Filho de Deus foi para a cruz: Ele foi “...ferido pelas nossas iniqüidades”; “...o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós”; “quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado...” (Is 53.5,6,10). Repetindo: só Jesus tem as credenciais para ser o nosso Salvador.
O que dizer, então, de todas as profecias ainda a serem cumpridas? Como aquilo que estava predito com relação à primeira vinda de Jesus foi perfeitamente cumprido, podemos estar absolutamente confiantes de que Deus também fará acontecer tudo o que predisse para o futuro.
A Importância das Profecias Bíblicas
Portanto, que utilidade há na Profecia? Emprestando uma frase da Epístola aos Romanos: “Muita, sob todos os aspectos” (Rm 3.2). O Senhor declara: “Quem há, como eu, feito predições... Que o declare e o exponha perante mim! Que esse anuncie as coisas futuras, as coisas que hão de vir! Não vos assombreis nem temais; acaso desde aquele tempo não vo-lo fiz ouvir, não vo-lo anunciei? Vós sois as minhas testemunhas...” (Is 44-7-8).
A Profecia Bíblica nos assegura que Deus existe e que somente Ele sabe as “coisas que estão por vir”, e que nós, que cremos nEle, não temos razão para andar temerosos. Mais do que isso, nós devemos ser as “testemunhas” de Deus, usando a profecia bíblica como testemunho da verdade revelada nas Escrituras e prova de que exclusivamente a fé em Jesus, Seu Filho Unigênito, é a esperança da humanidade para a salvação. Vamos, portanto, compartilhar as Boas Novas com entusiasmo: “...o Evangelho de Deus, o qual foi por Deus, outrora, prometido por intermédio dos seus profetas nas Escrituras Sagradas, com respeito a Seu Filho” (Rm 1.1-3)!
(T.A. MacMahon - TBC 11/01 - http://www.chamada.com.br)Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, Fevereiro de
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
A LIBERTAÇÃO

Vivemos no mundo doentio, neurótico, oprimido e cheio de patologia. Os lares estão em crise, o divórcio parece uma normalidade, a violência entre os filhos e o abandono deles às babás eletrônicas, são altamente prejudiciais.
Uma boa parte dos meios de comunicação está comprometida com o engano, publicam somente o pecado que gera a morte, notícias ruins, ou que os favorecem. As drogas continuam matando viciados, e agregando defensores, fazendo com que os valores morais sejam invertidos, a sociedade moderna está enferma.
A igreja é o contraponto desta anomalia, a igreja é lugar de refrigério. ”Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor” (At 3.19). A grande resposta para tanto sofrimento e angústia está na palavra.
A PALAVRA FAZ A DIFERENÇA
Tomé tinha tudo para ser um depressivo, e viver isolado por não crer em seu mestre, e posteriormente, encontrar-se com ele eliminando toda a incredulidade a seu respeito.
A resposta para a sociedade está na Bíblia.
Precisamos procurar uma resposta para a sociedade na Bíblia, ela tem todas as respostas para sermos salvos e ter comunhão com Deus. Se alguém quer fazer a vontade de Deus para ser salvo, precisa conhecê-la. “E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre” (Jo 7.37,38).
sábado, 25 de julho de 2009
Mensagens Subliminares Evangélicas

Mensagens Subliminares. Fiquei curioso pelo grande número de vídeos relacionados ao tema, mas, sobretudo pela grande quantidade de músicas evangélicas contendo estes efeitos. Resolvi lhe dar atenção e verificar o que era: Uma vez interrogado se as Mensagens eram verdade ou não, confirmei que sim, no entanto duvidando da veracidade da matéria decidi eu mesmo verificar o que acontece e veja só o que descobri:
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Jesus o filho Eterno de Deus
Introdução
Nesta lição, aprendemos que Jesus, é filho eterno de Deus Pai, e sua natureza humana. João explica perfeitamente em sua carta que o verbo é preexistente, mas assumiu a natureza humana tornando-se igual aos seres humanos. Deus invisível se faz visível, Ele se revela ao homem, paulatinamente. O Senhor Jesus Cristo é a figura central de toda realidade cristã. Por isso as verdades a seu respeito são centrais para o cristianismo.
Na leitura bíblia em classe desta segunda lição (Jo 1.1-4) O verbo estava com Deus, e o verbo era Deus, mostra uma existência singular, de alguém real e específico. Estas duas expressões simultâneas e verídicas mostram que Jesus sempre existiu e juntamente com o Pai. A prova vem neste verso: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). “Ele estava no princípio com Deus” .(Jo 1.2)João apresenta Cristo mediante o termo na língua grega, “logos” que significa palavra, demonstração, mensagem, declaração ou ato de falar.
“O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação”; (Cl 1.15). Algumas denominações citam este verso para afirmarem que Jesus é criado, é o primeiro a ser criado por Deus pai. E segundo eles, não pode ter a natureza divina, uma vez que é o primogênito da criatura. Na verdade, Paulo toma termo emprestado da formação judaica, “Primogênito” o que era uma maneira hebraica de dizer a alguém: “Você é especial, honrado”!
O povo de Israel foi chamado de primogênito “Então dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel {é} meu filho, meu primogênito” (Ex 4.22). O rei Davi também “Também por isso lhe darei o lugar de primogênito; fá-lo-ei mais elevado do que os reis da terra” (Sl 89.27). Nem por isso a palavra está se referindo a Israel e a Davi seu nascimento físico, até porque Davi era o caçula, mas está sim destacando o lugar de honra onde Davi e Israel chegariam.
I. O PROPÓSITO DO AUTOR DA ESPÍSTOLA
João escreve esta carta com o propósito de desmascarar as heresias existentes da época, e deixar claro que Jesus é o filho de Deus, Eterno, salvador, possui a natureza humana e divina. As doutrinas de Cristo têm sido submetidas às mais diversas heresias, com tentativas de por o Cristianismo ao descrédito. Nos temos do Novo Testamento já haviam heresias a respeito de Cristo: “Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus” (1 Jo 4.2); Nos séculos II e III, já negavam a existência física de Jesus, foi a heresia docética precursora da época.
Nos tempos dos pais da igreja, já havia diferentes interpretações e ramificações na igreja.
A Escola de Alexandira interpretava a Bíblia sobre forma alegórica, quanto à divindade de Cristo defendiam bem, mas quanto à natureza humana deixavam a desejar.
A Escola de Antioquia interpretava Literalmente as Escrituras, quanto a natureza humana de Cristo defendiam bem, mas eram poucos esclarecidos quanto à divina.
Os pais da igreja levavam a sério o estuda da Bíblia, e quaisquer heresias tentavam estingui-las com a explicação extra da Palavra, por acharem que isso interferia na salvação. Veja alguns tipos de escolas da época, que se tornaram heréticas:
O DOCETISMO
Negavam a realidade da humanidade de Cristo, para eles, Cristo não poderia salvar ninguém, pois morreu num corpo humano para destruir o domínio de satanás sobre a humanidade.
O EBIONISMO
Não acreditava que Jesus era Deus, para eles somente o Pai é Deus. Ensinavam que Jesus era mero homem filho d José e Maria. Alguns ainda diziam que Jesus foi feito Filho de Deus no Batismo, este ensino, o adocionismo deu muito trabalho aos apóstolos.
O ARISNISMO
Ário século IV, dizia que o Filho não é verdadeiramente Deus,e sim um a criação dele. Muitas outras heresias de Ário foram debatidas no Concílio de Nicéia por Atanásio, e estas batalhas foram ganhas.
O APOLINARIANISMO
Apolinário de Laudicéia, século IV, participou do Concílio de Nicéia, concordava com a doutrina ortodoxa sobre Cristo. Porém tinha dificuldade de entender a natureza divina, como poderia Jesus ter espírito, alma, corpo e a divina? Ele era alguém de quatro partes? O Concílio de Constantinopla, em 381 d.C refutou os ensinos de Apolinário.
O MONARQUIANISMO
Notocante a doutrina da Trindade o monarquianismo interpretava também erroneamente a natureza de Cristo.
O NESTORIANISMO
Nestório início do século V, entre as várias heresias produzidas por ele, dizia que o LOGOS, a Deidade completa, habitava em Jesus da mesma forma que o Espírito Santo habita no crente. Com isso ele fazia confusão entre as naturezas de Cristo. Ensino este rejeitado no Concílio de Éfeso 431 d.C
O EUTIQUIANISMO
Eutíquio século V, ensinava que para Jesus possuir as duas naturezas, tinha um corpo humano divino, diferente do nosso. Foi debatido e rejeitado no concílio de Calcedônia 451 d.C
II. A VIDA ETERNA MANIFESTA EM CRISTO
Poderíamos citar as mais de centenas de versículo sobre Jesus e a sua divindade. Ele é chamado de “Deus” e “Senhor” e vemos também outros títulos da divindade empregado à ele.
“Porque foi do agrado {do Pai} que toda a plenitude nele habitasse” (CL 2.9).
“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade”; (Cl 1.19). Ele é corretamente chamado de Emanuel, isto é: Deus conosco (Mt1.23).
Além de muitas passagens bíblicas sobre a divindade de Jesus, vemos no texto sagrado, muitos atos dele, que somente uma pessoa divina praticaria. Os atributos da divindade, a onipotência, onisciência, onipresença e eternidade são atributos específicos da divindade. Jesus mostrar sua eternidade quando diz: “Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse eu sou” (Jo 8.58). “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro” (Ap 22.13).
quarta-feira, 1 de julho de 2009
A primeira carta de João lição n°1
INTRUDUÇÃO
A primeira carta de João é na realidade um discurso teológico. Esta lição serve para aprendermos mais sobre o amor de Deus. Realça ao amor de Deus como exemplo a seguirmos em nossos relacionamentos. Mostra o quanto devemos ter uma vida íntegra obedecendo às determinações de Deus. Numa época em que muitos estão sendo enganados, esta lição chega desafiando-nos a preservarmos a verdade pelo cultivo da comunhão com Deus.
I-ENTENDENDO A CARTA DE JOÃO, O APÓSTOLO
Não encontramos nada sobre João nesta carta. Mas as testemunhas do século II como Papias, Irineu, Tertuliano, Clemente de Alexandria afirmaram que ela foi escrita pelo apóstolo João. Todos os pais da igreja grega e latina aceitaram esta epistola como joanina. O nome de João era bem conhecido dos leitores, e tornava-se desnecessário sua menção nominal. Alguns críticos rejeitam a atribuição a João como o autor da carta. Mas o vocabulário e as características são idênticos ao do evangelho de João.
Eusébio em sua História Eclesiástica (323 d.C) fazem menção duas pessoas diferentes com o nome de João: João o “Ancião” e João o “Apóstolo”. Mas os dois, no entender da igreja primitiva seriam a mesma pessoa. Isso não contradiz o consistente reconhecimento que a igreja tinha de que o livro foi escrito pelo apóstolo João. Para quem ela foi escrita? Quem é o destinatário? Onde começa a introdução e onde está a conclusão? Não vemos saudações nenhuma. Por estas e outras razões consideramos um discurso teológico.
Mas na verdade esta carta foi dirigida às igrejas da Ásia Menor, é um ensino pastoral de João. Os irmãos estavam precisando de conselhos, ajuda, e João os ajuda a viverem na fé de Jesus Cristo. Pelo menos vejo na carta de João cinco propósitos; promover a comunhão (1.3), produzir a fidelidade (14),proteger a santidade(2.1), prevenir a heresia (2.26) e proporcionar a esperança (5.13).
II-CONHECENDO O AUTOR DA CARTA
Alguns estudiosos dizem que esta carta foi escrita de Éfeso (na região oeste que hoje é a Turquia) por volta dos anos 90 d.C, quando a perseguição foi interrompida durante o fim do reinado de Domiciano (81-96 d.C). O motivo que levou João a escrever a carta, eram alguns elementos estranhos que perturbavam os irmãos da Ásia, e queriam por em cheque sua fé e dissipar a comunhão deles. As heresias destas pessoas negavam que Jesus é o Cristo (Jo 2.22), ou que Jesus veio em carne (Jo 4. 2,3). Na área moral ensinavam que não era necessária a fé salvífica, e a obediência aos mandamentos de Jesus, nem uma vida santa separada do pecado e do mundo.
Quem eram esses elementos? João não diz, mas com certeza trata-se dos ensinos do gnosticismo que se infiltrava entre a os irmãos. A heresia gnóstica ensinava que a matéria é inerentemente má, e um ser divino de maneira nenhuma poderia possuir em seu corpo a carne humana. Faziam então distinção entre o homem Jesus e o Cristo espiritual que veio sobre Jesus em seu batismo, mas o deixou antes de sua crucificação. Outra variação foi o docetismo (de dokeo, “parecer”), a doutrina de que Cristo apenas aparentava ter um corpo humano. O resultado em ambos os casos foi o mesmo- uma vazia negação da encarnação.
Os gnósticos também criam que sua compreensão do conhecimento oculto (gnosis) fazia deles uma elite espiritual, que jazia acima das distinções normais de certo e errado. Isto, na maioria dos casos, levou a deplorável conduta e completa desconsideração pela ética cristã.
III-O PROPÓSITO DA CARTA DE JOÃO
O primeiro versículo do capítulo um da carta, o que era desde o princípio... Este é Jesus Cristo. Ele estava no princípio com Deus. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus” (Jo 1.1,2). João começa a carta com uma certeza ímpar de que Cristo vive, seu ministério foi real, a fé não é vã. João escreve com convicção clara, para deixar bem patente aos irmãos a realidade. Ele fala como uma testemunha ocular, e dá testemunhos dos demais, pois eles ouviram, viram e apalparam Jesus, destacando assim que houve um contato real com ele. João apresenta o fundamento do cristianismo: Deus é amor e vida. Por meio do sacrifício de Jesus a nossa vida pode ser transformada, passando do pecado e da morte para a vida eterna.
No segundo verso da carta, João define a vida eterna em função de Cristo. “Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada”. Ela só pode ser adquirida mediante a fé em Jesus Cristo e a comunhão com ele. Deus é vida, os que andam em comunhão com ele precisam possuir essa qualidade de vida. A vida espiritual começa com o nascimento espiritual. O nascimento espiritual ocorre por meio da fé em Jesus Cristo. A fé em Jesus Cristo infunde em nós a vida de Deus- a vida eterna. Portanto aquele que anda em comunhão com Deus andará em luz, em amor e em vida. João aborda de maneira enfática a comunhão com Deus.
Ele queria que seus leitores nutrissem a certeza da habitação de Deus por meio de constante comunhão com ele (2.28; 5.13). A fé em Cristo precisa manifestar-se na prática da justiça e do amor pelos irmãos, o que por sua vez produz alegria e confiança na presença de Deus. I João foi também foi escrita com vistas a refutar os destrutivos ensinamentos dos gnósticos e destacar a realidade da Encarnação e a futilidade da confissão sem a prática. Estes anticristos fracassaram em três testes: Um viver justo, o amor pelos irmãos e a convicção de que Jesus é o Cristo, o Deus-homem encarnado.
1-Erro concernente a Cristo
Refutando os ensinos heréticos que permeavam as igrejas da Ásia, mostramos que as fraquezas e limitações presentes na vida humana, também estavam em Jesus homem.
a-Jesus possuía um corpo humano.
Nasceu como os bebês (Lc 2.7). Cansou-se (Jo4.6) teve sede (Jô 19.28). Teve fome (Mt 4.2). Ressuscitou dos mortos com um corpo transformado (Lc 24.39).
b)-Jesus possuía uma mente humana.
Ele passou por um processo de aprendizagem como todas as crianças. (Lc 2.52). Aprendendo a comer, a falar, beber e escrever, a serem obedientes a seus pais. Não sabia com uma mente humana a que dia e hora seria o arrebatamento (Mc13. 320)
c)-Jesus possuía alma humana e emoções humanas.
Angustiou-se (Jo 12.27). Entristeceu-se (Mt 26.38). Admirou-se de alguém (Mt 8.10. Chorou de tristezas (Jo 11.35). Foi tentado em todas as áreas, mas sem pecado (Hb 4.15).
2. Auto- engano moral
Circulava na igreja uma doutrina herética, de que nada que a pessoa faz através do corpo prejudica o espírito. Isso leva o apóstolo João a escrever a sua primeira carta. O Docetismo, essa negação da verdade, diziam ainda que Jesus não era homem, levou João a chamar estes ensinos de doutrina do anticristo. “Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo” (1 Jo 4.2-3).
Deus realmente quer salvar corpo, alma e espírito, foi o que Paulo ensinou aos cristãos de tessalônica. “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Ts 5.23). O corpo também deve ser santificado, assim como a alma e o espírito pecam, o corpo também. Bebedices, glutonarias, são pecados do corpo (Gl 5.21).
O corpo sofre a transformação para o arrebatamento. "Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória” (1Co 15.53,54).
3. A auto-exaltação espiritual
Precisamos hoje dos dons de discernir os espíritos. “E a outro o dom de discernir os espíritos” (1Co 12.10). O engano sempre existirá, desde a era da igreja. Mas precisamos estar atentos à palavra de Deus, aos sinais, preparados para responder a razão da nossa fé “e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pe 3.13).
Concluo dizendo que precisamos combater as heresias como os pais da igreja fizeram. Primaram pela verdade, encorajarmos irmãos a rejeitar o engano. “Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes” (Tt 1.9).
Ev. Geziel silva Costa
Bibligrafia
Teologia sistemática (Wayne Grudem) VN
Teologia sistemática (Stanley Horton) CPAD
Dicionário Internacional de teologia VN
Descobrindo a Bíblia CANDEIA
quinta-feira, 25 de junho de 2009
O ADEUS DE MICHAEL JACKSON (morre aos 50 anos)



O que adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder sua vida?
Michael Jackson, cantor, rico e famoso, escreveu sua história cheia de controvérsias.
Chegou ao topo da fama com uma história de pedofilia. Conhecido em todo mundo com as músicas nas paradas de sucesso. Um patrimônio de quase meio bilhão de dólares.
Jackson esqueceu de planejar sua vida após a sua morte.
O que é a vida? Um vapor que passa? Uma lembrança depois da morte?
O que é a vida? Uma rápida passagem por esta terra? Vale a pena crêr que não existe inferno e céu?
Tanto o céu como o inferno é uma realidade.
Os humanos, principalmente os ricos famosos e descompromissados com Deus, esquecem-se de planejar, crer na vida após a morte. Pensam que nunca irão morrer. Agem, vivem, andam como quem não pensam na eternidade.
Precisamos não apenas crer na eternidade com Deus, mas estar preparados para esta hora.
Não sabemos quando Jesus virá, nem se vamos antes nos encontrar com Ele, mas precisamos estar preparados para ambos.
A morte leva-nos a pensar na realidade da vida. Leva-nos a refletir sobre nossas limitações quanto à ela, e em nossa fragilidade.
Eclesiastes 7:2
"Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração".
quarta-feira, 24 de junho de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
A eleição e o futuro de Israel

Entendendo a promessa.
2º lugar- Deus prometeu o messias através dele
3º lugar- prometeu a terra de Canaã em herança a sua família
4º lugar- prometeu se revelar através de Abraão e sua descendência Genesis 17.7-8
Esta promessa se cumpriu de 3 maneiras distintas:
2º te engrandecerei o nome - muda o nome - Judaísmo – Cristianismo – Islamismo
3º tu serás uma benção – abençoaria Milhões.
Amaldiçoarei os que te amaldiçoarem.
Um exemplo de maldição entendo a Inglaterra – que proibiu os judeus de entrarem no seu país, quando fugiam de Hitle, e os entregavam para serem mortos. Resultado: perdeu o império posteriormente.
A transformação da terra. “Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão”. (2 Pd 3.10)
Onde ficaremos? “E ponho as minhas palavras na tua boca, e te cubro com a sombra da minha mão; para plantar os céus, e para fundar a terra, e para dizer a Sião: Tu és o meu povo”. (Is 51.16).
Com a volta de Jesus. (MT 24.30) o vale (ZC 14.4) a pedra cortada sem mãos (Dn 2.45)
Todo Israel aceitará Jesus chorando. "Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito". (Zc 12.10 13.1 13.6).
terça-feira, 9 de junho de 2009
Tá na hora de uma Reforma?
Prosperidade
Até nos dízimos estão fazendo barganhas. Devolvam os dízimos e Deus vai te enriquecer! Vai mandar um caminhão de benção materiais sobre sua vida! E tem muita gente dando os dízimos com esperanças de se tornarem um milionário. Tudo hoje está voltado para o capital. Dou dízimos porque sou fiel e amo a obra de Deus. É bem verdade que ele abre as janelas do céu para nos abençoar. Mas a nossa fidelidade a ele não está condicionada pelas bênçãos. Quer dizer se ele não abençoasse, não teríamos motivo para dizimar? Não está escrito que são benções apenas materiais, mas principalmente bênçãos espirituais. Ser rico não é pecado, mas a busca em primeiro lugar pelas riquezas é pecado. Campanhas para serem ricos também são. Mas afinal o que é o evangelho?
Milagres
Em muitos cultos não fazem mais apelos para salvação de almas, não se falam em Jesus, mas a ênfase exagerada nos milagres é demais. E muitas pessoas estão indo à igreja e nas campanhas apenas para receberem milagres, e não querem quem opera os milagres, afinal nem se fala nele não é? Como posso aceitá-lo? Creio em milagres, a Bíblia fala em milagres, mas antes de enfatizar o milagre, vem quem opera os milagres, JESUS. A multidão de João 6.27,28 queria apenas ser curada, comer do pão e do peixe, mas a Jesus mesmo nem pensar. Muitos são apenas fãs de Jesus, gostam de ver os milagres, de falar em milagres, mas não querem seguir a ele nem a sua palavra. Mas afinal o que é evangelho?
Espiritualidade exagerada
Alguns falam de um fogo exagerado. Tempestade de glória. Terremoto de poder. Quinhentos graus de fogo e poder. O que é tudo isso? Creio que seja para os ouvintes se emocionarem com tais chavões. São palavras de efeitos, para levarem a uma adoração inexistente. E quem gosta disso começa a pular. Creio na manifestação do poder através do Espírito Santo oriundo da palavra. Concordo que os irmãos manifestem em sua vida a ação do Espírito com cânticos, glória e aleluia, choro e etc. Mas não necessariamente proveniente de palavras de efeitos, chavões etc. Uma vida espiritual equilibrada é embasada na palavra de Deus. Um cristão autêntico é aquele que cultiva o fruto do Espírito. Valorizamos mais os dons que o fruto. Mas afinal o que é o evangelho?
EVANGELHO
Do grego euangelion =mensagem
EVANGELHO = Boas Novas, boas notícias. Notícias alvissareiras. A expressão surgiu com o cristianismo. Desde Justino ano 150 AD, passou a referir-se aos quatro livros do NT. Posteriormente surge a palavra evangelista (o que anuncia boas novas). (Mateus, Marcos, Lucas e João) anunciavam as novas. Quais eram essas novas? Que Cristo nasceu milagrosamente, viveu e pregou, ensinou e operou milagres com poder, morreu e ressuscitou. Estas eram as novas no mundo em que não havia o Cristianismo, mas sim a religião judaica que pregava as leis, e outras religiões dos gentios. Uma notícia desta era nova no mundo de então.
Depois disto, Jesus ordenou e disse-lhes: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura!” (Mc 16.15). Mas o que estão pregando por ai não é o evangelho, e sim mensagem das facilidades, prosperidade, milagres exagerados e etc. Pouco se fala em Jesus, nem em seu nascimento, nem na sua vida, morte e ressurreição por isto não é evangelho, mas mensagens egoístas, e mal elaboradas ainda, sem base bíblica, pobre, e sem conteúdo.
O pecado faz barreira entre Deus e o homem “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23 e 6.23). “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”. As novas é que Cristo veio para salvar, não existe relato bíblico de ninguém sendo salvo se não for por Jesus. “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At 4.12).
Boas Novas para quem?
Se a maioria da população desconhece, são boas novas para quem? Se forem nova porque a mídia não divulga? São boas novas apenas para a igreja? Analise (Rm 1.16). “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego”. ( ênfase minha).
Evangelho e Reino não são apenas benefícios e vantagens, mas este reino e este evangelho têm exigências, e requer uma mudança radical, arrependimento, a metanóia, que significa mudar de mente, transformar a maneira de pensar, e requer um esforço para viver de um modo santo.
Os irmãos da igreja primitiva andavam no caminho, falavam do caminho e viviam tanto no caminho que foram chamados “os do caminho”. Hoje está na moda ser evangélico, antes éramos protestantes.
Evangelho, as boas novas
Cristo trouxe uma mensagem nova e diferente dos filósofos e religiosos. Evangelho é a revelação de Deus em Cristo (Deus manifesto). “HAVENDO Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho (Hb1.1). Deus falou através do tabernáculo, falou no Sinai, através dos profetas, e por último se manifestou.
"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que {houve} também em Cristo Jesus.Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz.Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.(Fl 2.5-11).
A igreja é a hermenêutica do evangelho, o lugar onde as pessoas podem ver o evangelho em cores vivas. “Porque {já} é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas, com o Espírito de Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração” (2Co 3.3).
O evangelho é confiável? Faz efeito na sociedade? Só uma congregação que vive e crê nessa fé, pode convencer a sociedade. “Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo” (Fl 2.15). A igreja com o evangelho na vida é a resposta ao mundo.
A evangelização
Em Mateus 18.18-20 “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-as a guardar todas as {coisas} que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém”.
Evangelização (Gr. Poreuthentes), não é imperativo, significa literalmente TENDO IDO. Jesus tomou por certo que os discípulos irão por: Vocação – lazer – perseguição. O único imperativo é fazer discípulos e inclui batizá-los e ensiná-los continuamente.
Em João 20.21, ele disse: “Assim como o Pai me enviou, eu vos envio a vós”. Mas não teriam de ir com as próprias mãos ou com sua força, precisavam ficar em Jerusalém, para o Espírito fazer um trabalho de convicção e convencimento, leia o lindo texto te João 17.
Na carta de Paulo (2Co 5.18-20), Paulo mostra o quadro de a igreja compreender a si mesma e a sua missão. Precisamos compreender que Deus nos reconcilia através de Jesus, e nos deu o ministério da reconciliação. Deus deseja ver o caráter dele em nós, nossa missão é compartilhar com o mundo moribundo.
Em efésio Paulo mostra uma nova comunidade. Sem interesses primários, o único grande propósito é a continuação da missão reconciliadora de Cristo. “Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, De tornar a congregar em Cristo todas {as coisas}, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que {estão} nos céus como as que {estão} na terra”; (Ef 1.9,10).
Somos vocacionados e revestidos pelo poder do alto, para sermos cooperadores de Cristo na missão evangelizadora. “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” (At 1.8).
Texto escrito por:
Geziel Silva costa
sexta-feira, 5 de junho de 2009
O MATERIALISMO E O ATEÍSMO

1-Introdução do pecado no mundo. O pecado afetou espírito, alma, corpo e o habitat do homem.
2-Educação. Nem sempre sadia, tende a levar os alunos ao materialismo e ateísmo com a teoria da evolução.
Felicidade é sinônimo de aquisição de poder, status e riquezas. Mas o maior tesouro que o homem pode ter é a salvação da alma. “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma”? (Mt 16.26).
sábado, 23 de maio de 2009
Ministro na marcha da Maconha
RIO - Mais de mil pessoas, entre elas o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participaram da chamada Marcha da Maconha, uma manifestação que aconteceu em Ipanema, no Rio de Janeiro, e em outras 250 cidades do mundo para pedir a legalização do uso da erva.
A manifestação mais intensa no Brasil aconteceu no Rio de Janeiro, onde cerca de 1.200 pessoas se reuniram a favor da descriminalização do uso da maconha e marcharam pela praia de Ipanema de forma pacífica.
Também foi grande a manifestação em Porto Alegre, onde cerca de 500 pessoas se reuniram com o mesmo objetivo, assim como em Brasília, Belo Horizonte e Juiz de Fora.
Em todos os casos, os manifestantes repudiaram a decisão de tribunais regionais, que proibiram a marcha em várias cidades do país por considerá-la apologia ao uso de drogas ilícitas.
Texto extraído
O que acontecerá, se todas as manifestações da população resultarem marcha,para a satisfação do seu egoismo? Logo estaremos vendo a marcha para a liberação da criminalidade,pedofilia,prostituição etc etc etc. "Isto é uma vergonha".
Geziel Silva Costa
quinta-feira, 21 de maio de 2009
O FIM DA LEI É CRISTO

Interpretamos que o fim da lei é Cristo, não como o fim da validade da lei, ou que ela tenha sido anulada. Os dez mandamentos, sendo cinco referentes a Deus, e cinco referindo-se ao próximo, são os dois grandes mandamentos no NT. O primeiro e grande mandamento do NT é: "Amar a Deus acima de todas as coisas. E o segundo semelhante a este, amar ao próximo como a ti mesmo".
Quem ama a Deus não toma seu nome em vão, não tem outros deuses e etc.
Quem ama o próximo não mata, não o rouba, não difama e etc.
Como vimos a lei não está anulada, nem perde a validade. O sentido mais provável é que Cristo põe fim ao regime da lei. O texto de 2 Co 3:7-16
"E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória,Como não será de maior glória o ministério do Espírito?Porque, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça. Porque também o que foi glorificado nesta parte não foi glorificado, por causa desta excelente glória. Porque, se o que era transitório foi para glória, muito mais é em glória o que permanece.
Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar. E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório.Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual foi por Cristo abolido;E até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles.Mas, quando se converterem ao Senhor, então o véu se tirará".
Nos mostra que uma das fraquezas dos israelitas foi não perceberem que o fim do ministério de Moisés era Cristo. Cristo era o objeto Glorioso da administração da Lei, mas o véu estava posto sobre o coração daqueles israelitas de maneira que eles não puderam Ter essa visão, e tentaram uma auto-justificação. O texto de Gl 3:23, 24
"Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar.De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados".
Também aponta para esta mesma verdade quando chama a Cristo de “fé que está para ser revelada”. Aqui, não é somente a Lei moral que está sendo referida, mas todo o Pacto Mosaico do Sinaítico era comparado à direção e à disciplina de um pedagogo. Nesse sentido, a Lei não somente aponta o pecado do homem, não somente o condena, mas apresenta-lhe o caminho da sua salvação: Cristo.
A letra mata
Retomando a questão, mas respeitando seu contexto bíblico, alertamos que a letra a que Paulo se referiu não pode ser identificada como sendo o estudo (conhecimento) teológico. Até porque o apóstolo era um dos doutores da igreja (At 13.1) "E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo".
E jamais poderia pensar assim. Acreditamos que são dispensáveis aqui quaisquer comentários sobre a erudição e a aplicação de Paulo aos estudos. Isso é uma prova cabal dos benefícios da educação teológica!
Não é a lei nem a palavra de Deus escrita, em si mesmas, que destroem. Trata-se, pelo contrário, das exigências da lei, que sem a vida e o poder do Espírito, trazem condenação. Mas mediante a salvação em Cristo, o Espírito Santo concede vida e poder espiritual ao crente para que este faça a vontade de Deus. Mediante o Espírito Santo, a letra da lei já não mata. No seu contexto, esta linha de 2 Coríntios 3:6 "O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica".
Expressa um contraste importante entre a impropriedade do sistema do Velho Testamento e a suficiência de Cristo para nos salvar do pecado. A "letra" representa o "ministério da morte, gravado com letras em pedras" que foi dado aos israelitas através de Moisés" (3:7, 3). O “Espírito” representa a nova aliança de Cristo, revelada através do Espírito Santo e escrita em nossos corações (3:3, 4, 6,8).
Geziel Silva Costa
sábado, 16 de maio de 2009
A UNIDADE DA IGREJA DE CRISTO

A notícia de Jesus e sua mensagem tinham que ser traduzida a vários idiomas, ai surge as dificuldades e as tensões. Um momento decisivo da vida da Igreja foi o Concílio dos Apóstolos (At 15). O debate estava em torno da controvérsia entre os cristãos-judeus e os cristãos-gentios sobre a circuncisão de não judeus. Ressalta-se o versículo 28 que resume a decisão expressando que "pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além das cousas essenciais..." [2]. Assim, evitou-se o cisma e a formação de duas Igrejas.
Outros fatores são a biografia individual, a classe social e o gênero, a etnia etc.No entanto o Novo Testamento não é um amontoado de retalhos, não contém textos aleatórios, não apregoa um ideal de pluralidade caótica. São expressões autênticas do evangelho, por isso foi canonizado. O novo Testamento tem um texto, um eixo gravitacional, um ponto referencial, que é o próprio Jesus Cristo que mantém unidade e veracidade. Isto não significa homogeneidade, pois diversidade é a marca da criação. A figura do corpo apresentada por Paulo é um exemplo disso. É um só corpo com diversos membros diferentes.
A igreja de Corinto estava dividida em partidos – schismas em grego (cujo sentido primordial é rasgão, como de um tecido). Apelando à origem da palavra, a igreja de Corinto, como algumas contemporâneas se encontravam retalhadas por divisões, contendas e partidarismos. Em Ef. 4.3-4, Paulo admoesta aos irmãos daqueles tempos, e o mesmo Espírito fala hoje às igrejas a fim de que sejamos um no Senhor. Na verdade, é esse mesmo Espírito que trabalha em nós a espiritualidade, para que sejamos um no Senhor (Jo. 17. 21-23).
O compromisso com a paz seria mal-entendido com o pleito em favor de ilimitada tolerância. Paz não tolera o ódio, e assim união entre os membros é um ideal do evangelho. Verdades irrenunciáveis, fenômeno como heresias, conhecidas e combatidas no novo Testamento, assim Paulo defende a fé entre os hereges na Galácia, do mesmo modo a igreja precisa de compromisso com a verdade. Assim também precisamos de compromisso com o amor. Jesus tinha compromisso com amor, dispensou atenção aos diferentes, pobres, pecadores, discriminados, pagãos etc. Foi em busca dessa gente mostrando amor. Não devemos conjugar paixão pela verdade com paixão pelo amor. Verdade sem amor é cruel e humana e até incita ódio. Em Jesus vemos ambas as coisas, amor e verdade.
O concílio dos apóstolos teve por assunto os judaico-cristãos, gentílico-cristãos. Surgiu, porém, ali uma disputa, quando alguns, vindo da Judéia, ensinavam que a circuncisão, e com esta também a observação de toda a lei mosaica, era necessária para a salvação. Paulo e Barnabé eram contrários a essa doutrina e foram, com alguns outros, enviados pela comunidade de Antioquia a Jerusalém, para propor esta questão, de tamanha importância, O encontro impediu o surgimento de duas igrejas, uma judaica e outra gentílica, evitando assim um cisma mortal para a cristandade.
Outro exemplo é o projeto da coleta que Paulo propôs. Mostra o débito dos gentílicos-cristãos com os judaicos-cristãos de onde veio a salvação. A igreja de Cristo é uma só, seus membros vivem pela graça, e pela fé que é o mais poderoso fenômeno da união.
Geziel Silva Costa
sábado, 9 de maio de 2009
ECUMENISMO

Na tradução grega do Antigo Testamento, o termo é usado para designar a salvação universal (Salmos, 16 vezes Isaías 14). No Novo Testamento aparece em (Lucas, Romanos, Atos). Sobre o aspecto político designa o império romano. Sobre a perspectiva cultural o mundo helenista, para a primeira cristandade a ecumene passa a ser vista o campo missionário. Depois o termo foi aplicado a toda a igreja difundida por toda a terra. Igreja toda, igreja católica, igreja universal. Ecumenismo quer a unidade da humanidade, e da sociedade, isso que o (CMI) sempre enfatizou.
O ecumenismo é uma expressão genérica que se refere a um conjunto de tendências e movimentos com a finalidade de reunir, sob as mais diversas formas, os vários ramos do cristianismo. Desde a separação entre as igrejas do Oriente e do Ocidente (Grande Cisma de 1054 até a Reforma Protestante do século XVI, em decorrências da qual surgem outras divisões como luteranos, anglicanos, calvinistas etc.
O ecumenismo que se busca hoje, ao contrário, promove uma união com base no que poderíamos chamar de “menor denominador comum” (usando terminologia matemática). Seus porta-vozes confundem a unidade dos verdadeiros crentes, como João a descreve (veja Jo 17.21-23), com a união de igrejas e organizações ou, ampliando ainda mais sua abrangência, com a união de todos os que de alguma forma crêem em Deus ou em alguma divindade.
Apesar de promover boa causa, o ecumenismo encontra múltiplas resistências, provoca temores ameaças À própria identidade sofre suspeita de sincretismo e etc. Tudo quanto dissemos antes nos leva a refletir sobre o terceiro aspecto do ecumenismo: a sua relação com a missão evangelizadora da Igreja. O Concílio Vaticano II é mais claro do que nunca, quando confirma isto. No pensamento dos Padres conciliares, a Unitatis redintegratio é um texto que está intimamente ligado ao do Ad gentes, sobre a atividade missionária da Igreja.
Toda teologia na verdade é ecumênica relacionando-se com o passado teológico, da história da igreja. O conhecimento de Lutero e Calvino requer o estudo da teologia escolástica da Idade Média e da idade Antiga. Temos que considerar a história da igreja e outros continentes e outras entidades. Isto vale para a exegese, a dogmática, a teologia prática e todo fazer teológico.
O ecumenismo propõe unidade, convivência com o diferente, convivência pacífica.
Um dos entraves continua sendo a dificuldade da definição dos objetivos do ecumenismo. Falta uma visão do que seja unidade. A mesma palavra pode ter sentidos diferentes. O termo “ecumenismo” é usado de maneiras diferentes em diversos contextos. Pode se referir aos movimentos que promovem “ecumenismo cristão”, fraternidade entre as religiões chamadas cristãs.