Alerta Final

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Silas Malafaia e suas aberrações doutrinárias



Entrevistas : Pastor Silas Malafaia afirma que pastores que não pregam a Teologia da Prosperidade são idiotas e que deveriam perder a credencial

Em entrevista a Revista Igreja de novembro de 2010 o pastor Silas Malafaia, da Igreja e programa de TV Vitória em Cristo, chamou os pastores que não pregam a teologia de prosperidade de Idiotas que deveriam perder a credencial e voltar a ser membro para aprender as Escrituras.

Confira abaixo:

Revista Igreja: O senhor está sendo duramente criticado pelo setor mais conservador da igreja por causa da teologia da prosperidade pregada por alguns convidados de seu programa, como Morris Cerrullo e Mike Murdock. Como o senhor responde a estas criticas de que a teologia da prosperidade não tem base bíblica e é uma heresia?

Silas Malafaia: Primeiro quem fala isto é um idiota! Desculpe a expressão, mas comigo não tem colher de chá! Por que quando é membro eu quebro um galho, mas pastor não: é um idiota. Deveria até mesmo entregar a credencial e voltar a ser membro e aprender. Para começar não sabe nada de teologia, muito menos de prosperidade. Existe uma confusão e um radicalismo, e todo radicalismo não presta.

Em seguida o pastor da Igreja Vitória em Cristo defendeu a Teologia da Prosperidade e a si mesmo: “Finanças é um dos maiores assuntos da Bíblia. Quando chega nesta parte, muitos pastores, as vezes porque eles mesmos não dão dízimo e nem oferta e, portanto não tem autoridade para falar do assunto, querem bater em quem fala”.

O comentário gerou uma intensa polêmica na internet. O Pastor Sênior da Igreja Bíblica Cristã de São Gonçalo – RJ, Alan Capriles, citou a tradução da Bíblia na linguagem de hoje, onde relata que Jesus disse “E quem chamar o seu irmão de idiota estará em perigo de ir para o fogo do inferno”, Mateus 5:22.

O curitibano Clauber Ramos falou sobre a nova polêmica: “Uma coisa engraçada dessa gente da prosperidade é que nenhum deles nos pedem para semear nosso dinheiro em obras de caridade, em ajudar meus vizinhos necessitados, em ajudar ONGs que fazem um bom trabalho comunitário, etc. A “benção” só é válida se eu semear no campo deles, coisa estranha isso” e completou: “Deus não olha minha oferta (seja em dinheiro ou não), Ele olha o meu coração, isto é muito claro na Bíblia. Ele vai olhar a minha generosidade, o meu amor pelo próximo, o quanto eu me compadeço com o sofrimento do outro… Ai sim creio que Deus tenha prazer em retribuir, mesmo que eu não mereça esta retribuição”.

O blogueiro e pastor Danilo Fernandes publicou em seu blog sua opinião sobre a afirmação de Silas Malafaia: “Eu só tenho uma pergunta a fazer a este deus da prosperidade: O que Malafaia, Cerrullo e Murdock têm que Jeremias, Jonas e João Batista não tinham para, em sendo igualmente profetas, tendo dado tudo de si, terem vivido em indesejável pobreza e grande perseguição, enquanto os novos profetas, fazendo tão menos, vivem como nababos? Foi falta de fé dos profetas antigos ou eles não pagavam o dizimo?” e alfineta: “Mas Malafaia é sincero quando chama seus críticos de idiotas. Pela sua justificativa que coloca os contrários à sua tese da vida cristã financeira na vala do pobrismo, ele há de achar que fala com idiotas!”. Danilo ainda conclui: “Não há nada contra ter dinheiro. Trabalhar e prosperar. Contudo, dizer que está evangelizando enquanto se leva a proposta deste cassino celestial onde se aposta 10 para receber 100 é um disparate. Ordenaram-nos levar a boa nova da salvação, batizar, fazer discípulos e enviar”.

Não é a primeira vez que o Pastor Silas Malafaia usa palavras desse tipo para rebater quem o critica, o mesmo já chamou internautas de “safados, bandidos, negos enrolados, invejosos” e outros adjetivos.

Fonte: Gospel+
Via Tele-fe.com.br

Palavra da fé


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A Ascensão de Cristo e a Promessa de sua Vinda (Lição 2 - 1º Trimestre 2011)

Estamos estudando neste trimestre, lições que tratam da Eclesiologia (doutrina da Igreja). Essa Doutrina só pode ser fundamentada e aceita, se crermos na ressurreição de Cristo e na promessa de sua vinda. São Doutrinas que alicerçam o Cristianismo e o mantém vivo. Esses temas estão presentes em todo o contexto neotestamentário, além de serem citados como profecia nos escritos do A.T.

O A.T sempre destacou A Vinda do Messias, como era chamada na visão judaica. Essa vinda seria para restaurar novamente o Reino de Israel como nação, mas o sentido Bíblico era uma restauração espiritual e não física, para uma nação decaida diante de seu Deus.

Jesus tem o seu ministério dividido em três vinda na terra:

Vinda Sorteriológica. A primeira vinda para pregar o Evangelho, ser Crucificado e se tornar o Salvador do mundo (João 3:16).

Vinda Escatológica. Jesus voltará em duas fases, na 1ª para buscar sua Igreja, na 2ª para salvar Israel e implantar o reino milenar (Atos 1:11).

Vinda Geofísica. Jesus vira para julgar as nações, punir a besta, o anticristo, o falso profeta e seus seguidores. (Zacarias 14:1: 20 / Apocalipse 20:1: 15).

A ASCENSÃO DE CRISTO

A importância da Ascensão é freqüentemente ignorada. Temos celebrações especiais e feriados para comemorar o nascimento (natal), a morte (Sexta-feira da Paixão) e a ressurreição de Cristo (Domingo de Páscoa). A maioria, entretanto, faz pouca ou nenhuma menção da Ascensão. No entanto, a Ascensão é um evento importantíssimo no processo da redenção. Marca o momento mais elevado da exaltação de Cristo, antes do seu retorno ao céu. Foi na Ascensão que Cristo entrou na sua glória.

Temos dois exemplos de ascensão na Bíblia, mas especificamente no V.T, os casos de Elias e Enoque. Está escrito na Bíblia que eles foram tomados, transladados, acenderam ao céu, sem provar a morte, diferente de Jesus que morreu, ressuscitou e depois foi assunto ao céu. A Bíblia destaca que de JESUS foi envolvido por uma nuvem, Elias foi em um redemoinho com carros de fogo.

Para sabermos de Enoque, não temos menção Bíblica, mas podemos usar a dedução exegética. Alguns teólogos dizem que a nuvem que cobriu Jesus era a Shekinah de Deus. Elias podemos até concordar e até aplicar também a tomada de Enoque para Deus, mas no caso de Cristo não é concebível, visto que a Shekinah, que representa a Glória de Deus, não estava na nuvem, mas era o próprio Cristo Glorificado sendo recebido ao céu, a Glória era e estava Nele.

Ascender significa “subir” ou “elevar”. Entretanto, quando o termo, ascensão, é usado com relação a Jesus, tem um significado mais rico e específico. A ascensão de Jesus foi um evento único. Vai além de Enoque sendo levado diretamente para o céu ou a partida do profeta Elias numa carruagem de fogo. Os dois são tipos da igreja, e sua ascensão aponta para o arrebatamento dos santos na nova aliança. A Ascensão de Cristo aponta para sua glorificação como Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.

Ele foi para um lugar especial, com um objetivo definido, assentar a Destra do Pai, para ser o nosso Sumo sacerdote diante de Deus. Como Rei Ele governa soberanamente, como Sumo sacerdote Ele intercede por nós, advogando nossas causas, diante desta autoridade. Ele cumpre sua promessa, derramando do seu Espírito Santo, para que sua noiva não ficasse órfã e sem consolo, tornando-a revestida de poder e autoridade espiritual, com isso Ele tornou-se Cabeça do corpo da igreja, sendo inseparáveis um do outro, dentro de uma aliança eterna, marcando o termino de sua missão vicária e sua presença física na terra.

DATA DA ASCENSÃO

A cronologia bíblica diz que no nascimento de Cristo, reinava Herodes, o Grande, que reinou de 40 a.C a 4 d.C, morrendo Herodes, o Grande, assume em seu lugar Herodes, o Tetrarca ou Antipas governador da Galiléia que reinou do ano 4 a.C até o ano 37 d.C. Esse termo é um título, indicando como a Palestina estava dividida em quatro parte, Judéia, Galiléia, Samaria e Induméia. Herodes era tetrarca da Galiléia, por isso Pilatos, prefeito da Judéia, não achando razão para condenar Jesus, o enviou para Herodes governador da Galiléia, terra natal do condenado (Cristo). Este também não achando motivo para condená-lo, envia-o de volta a Pilatos, com isso podemos datar a ascensão cerca do ano 34 d.C. De maneira geral, apesar das divergências cronológicas, essa data é a mais aceitável.

LUGAR DA ASCENSÃO

Os dois textos que narram o acontecimento da subida de Cristo são escritos por Lucas, apesar de outros escritores destacarem também:

1º - Ele levou-os fora, até Betânia; e, levantando as mãos, os abençoou. E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu. E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém. (Lc 24.50-52).

2º - Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o qual está perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado. (At1. 12).

Cada relato possui detalhes que não constam no outro, sendo a versão de Atos mais completa, quando o evangelho destaca que, "os levou para Betânia", uma aldeia ao lado do monte das Oliveiras, entre três e quatro quilômetros de Jerusalém. Observem que o Evangelho não diz que Jesus ascendeu de Betânia, mas que foram levados "até lá", a melhor tradução é “para as vizinhanças de Betânia”, ambos os texto dizem que ela se deu fora de Jerusalém, ao leste do monte, em algum lugar do Monte das Oliveiras, lugar estimado pelo Mestre e seus discípulos. "Tudo no Evangelho de Lucas move-se em direção à ascensão, e tudo em Atos move-se a partir da ascensão".

TESTEMUNHAS OCULARES

O relato Bíblico não define quantas pessoas estavam presentes no momento da ascensão. Lucas em (At 1. 15) fala de 120 pessoas na hora da descida do Espírito. Em (1 Co 15. 6 )Paulo diz que cerca de 500 irmãos virão o cristo ressurreto. Diante do fato da igreja daqueles dias terem conhecimento de que Jesus voltaria para o pai, acredito que nenhum dos que o viram estavam ausentes na hora de sua partida. Todas as vezes que o Mestre falava de sua partida, causava desespero entre seus seguidores, o medo de perderem a presença física de Jesus, fazia com que eles se prendessem ao Mestre Amado. Assim eles o acompanhavam e o seguia em todos os lugares, até sua ascensão. Assim essas testemunhas e o relato Bíblico fundamentam nossa convicção na ressurreição e ascensão de cristo.

Testemunhos oculares da Ressurreição e Ascensão:

Madrugada do 1º dia, Domingo As mulheres visitam o sepulcro em Jerusalém. (MT 28.1-10; Mc 16.1-8; Lc 24.1-11).

Sua aparição a Pedro em Jerusalém. (Lc 24:34 1Co 15:5).

Pedro e João Vêem o sepulcro vazio em Jerusalém. (Lc 24.12; Jo 20.1-10).

JESUS aparece a Maria Madalena em Jerusalém. (Mc 16,9-11; Jo 20.11-18).

JESUS aparece a outras mulheres em Jerusalém. (Mt 28.9-19).

O relato dos guardas sobre a ressurreição em Jerusalém. (Mt 28.11-15).

Domingo JESUS aparece a dois discípulos no caminho a Emaús. (Mc 16.12-13; Lc 24.13.35).

JESUS aparece aos 10 discípulos, sem Tomé estar presente em Jerusalém. (Lc 24.36-43; Jo 20.19-25; 1CO 15:5).

Uma Semana depois, JESUS aparece aos discípulos, com Tomé em Jerusalém. (Mc 16:14-18; Jo 20.26-31).

Durante os 40 dias até a ascensão, JESUS aparece a sete discípulos no Mar Galiléia. (Mt 28:16-20; Jo 21.1-15).

A grande comissão ( MT 28.16-20; Mc 16.14-18; Lc 24.44-49).

Sua aparição aos quinhentos Galiléia (1 Co 15:6).

Sua aparição a Tiago (1 Co 15:7).

A Ascensão no Monte das Oliveiras ( Mc 16.19-20; Lc 24.50-53; At. 1:4-9).

A ascensão de Cristo ao Céu fortaleceu a doutrina sobre as duas promessas, uma Paracletológica, e outra Escatológica.

Promessa Paracletológica. Jesus prometeu não deixar sua Igreja órfã e sem consolo, (Jo 14. 16,18). A palavra Paracletos significa: Ser colocado ao lado, consolar, advogar, em (Jo 20. 22) Jesus soprou (pneuma) do seu Espírito sobre os discípulos, e eles receberam o Espírito Santo como Selo da Redenção (Ef 4.30). No pentecostes eles recebem uma dose a mais de Poder e Virtude, cumprindo assim a profecia de (Jl 2.28-29). O derramar do Espírito e seus Dons sobrenaturais. Revestimento é o mesmo que estar vestido com uma camisa, quando vestimos um terno por cima da camisa, estamos revestidos. A Igreja já estava vestida do Espírito, então ela é revestida de um Poder maior de autoridade e capacitação.

Promessa Escatológica. Sempre que Jesus falava de sua partida, Ele consolava sua Igreja com a promessa de sua Vinda. Temos mais de 1845 citações a respeito do assunto em toda Bíblia. Só no N.T temos 318 referências diretas. Depois da Salvação, é o tema mais relevante da Bíblia. A grande vitamina que levou e continua levando a Igreja lutar contra o Pecado e fazer a vontade de Deus, obedecendo a sua Palavra, não é as promessas de bênçãos e vitórias terrestres ou materiais. Mas o que faz a Igreja batalhar contra o mal é a promessa de que um dia deixaremos essa terra, onde reina a maldade, a injustiça, a mentira e as desigualdades sociais, para estarmos eternamente no Céu de Glória.

Existem dois termos no grego que descreve e explica sobre esta promessa:

1º- Parousia. O termo é usado para descrever o resplendor da vinda de Cristo. Na etimologia significa a visita que um Rei faria a um determinado lugar ou cidade. A ida desse governante obrigava os cidadãos do lugar a se prepararem devidamente para recebê-lo, e nada poderia sair errado, porque Ele viria com honra a uma visita oficial e solene (1 Ts 4. 16).

2º-Harpagesometha. O termo descreve a ação de um ladrão (Mt 24. 43), e também o ataque de uma águia sobre sua preza (Mt 24. 27). Esse termo mostra como se dará o arrebatamento da Igreja, ele é originário do termo harpazon que significa Rapto, assim acontecerá como Jesus falou em (Mt 24. 36).

Olhando para essas duas promessas, a paraclétológica já se cumpriu no dia de pentecostes na vida dos quase 120 que estavam reunidos no Cenáculo, e continua se cumprindo na vida dos que buscam o Batismo com o Espírito Santo até hoje, tendo o falar em línguas estranhas (glossolalia) como evidência.

A promessa da segunda Vinda de Cristo, em suas duas fases ainda acontecerá.

Na 1ª virá para buscar sua noiva.

Na 2ª virá conosco para restaurar e salvar Israel. Temos lutado para sermos sal desta terra e luz deste mundo. Assim aguardamos com paciência e esperança nosso Senhor. O dia e hora ninguém sabe, o necessário é estarmos vigiando e orando, para que não entremos em tentação, mas escapemos do mal. Quando o Senhor voltar nos achará cumprindo suas determinações. Os seus olhos procuram os fiéis da terra e os verdadeiros Adoradores, que o adoram em espírito e em verdade. Quando isso acontecer então cessará todo pranto e toda lágrima será enxugada de nossos rostos, e então viveremos de Glória em Glória.

Abraço a todos e muita paz.

Abney San Martin é professor de teologia e administra o blog:

http://nazarenosan.blogspot.com

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O Espírito Santo em Atos

O Antigo Testamento mostra a dispensação do Pai. No Novo Testamento, o Emanuel (Deus conosco) está presente a dispensaçao do Filho. Depois de sua ascensão ao céu, enviou outro consolador, (OUTRO do mesmo gênero). Então aqui em Atos, está o começo da dispensação do Espírito Santo. Ele passa a ser o agente de Deus na terra, a fim de desempenhar a obra que Jesus começou, não só a Fazer mais a ensinar (At 1.2d).

Vemos que a visão do reino milenar é mantida ao longo do livro, eles não perdem o foco e o objetivo, sempre se lembrando das palavras do mestre. Atos registra o arrependimento para a salvação dos gentios, que posteriormente assumiriam a responsabilidade de divulgar as Boas Novas do evangelho segundo as profecias (Mt 21.33-46; Jo 10.16; At 10.1-28-31).

A mensagem é sempre a mesma: O nascimento, vida, ministério, sofrimento, morte, a Ressurreição e as promessas da vinda de Jesus. O que a igreja hoje perde um pouco, com o movimento da fé, e a falácia da teologia da prosperidade, como também as mensagens de auto-ajuda e triunfalismo. Em Atos, encontramos o modelo ideal da igreja cristã, como também o método de evangelização.

A vontade de Jesus, é que nenhuma alma se perca, só é composta com a ação do Espírito Santo. O Ide de Jesus só é possível através do Espírito. O batismo com Espírito é algo sempre presente na vida da igreja. Hoje também não é algo renegado ao passado, mas presente e constante na Igreja. Os discípulos estavam com a responsabilidade da continuação do ministério começado por Jesus, mas com a primazia do Espírito Santo.

A promessa do pai

Jesus mandou esperar a promessa do pai em Jerusalém. Ele rogaria ao pai, e este por sua vez atenderia. É chamado de batismo no Espírito, em alusão ao que João Batista disse: "E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo" (Mt 3.11). O batismo com o Espírito Santo é apenas o começo de um relacionamento divino, que tende a crescer expandir na afinidade de ambos.

O dia de pentecostes foi um enchimento (At2. 4) o derramar do Espírito (Jl 2.28-32) um presente, um recebimento, uma dádiva, uma aceitação (At 2.38) um cair sobre (At8. 16; 10.44; 11.15) um derramamento, um dom (At 10.45) e uma vinda sobre (At 19.6). Com todos esses termos empregados é impossível dizer que o batismo ficou limitado apenas ao dia de pentecostes.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Oração pelas Chaves (parte V)




Não é a questão de orar pelas chaves. O que está em dissonância é o mito (chave) que já se tornou um símbolo. A igreja católica entrou por esse caminho dos símbolos, hoje tudo é supremo quando se fala de símbolo.

Veneram a cruz, o terço e muitos outros objetos que não tem valor algum. O real valor da cruz, eles não sabem cominar. O real significado da cruz é esquecido ou ignorado. Precisamos saber valorizar aquilo que é de valor, e colocar cada coisa em seu lugar.

Porque não oramos pelas chaves do cadeado de uma bicicleta nova? Agora a pouco, vi pessoas testemunhando gratas a Deus por ter terminado a faculdade, e ninguém apresentou seus diplomas perguntando: De quem será o próximo? Porque não é de interesse da maioria ter um diploma, afinal nem todos estão na faculdade.

Todavia quando falamos de chaves de carro, moto, casa ou apartamento, aí sim, gera uma expectativa enorme em torno da pergunta: De quem será a próxima? MINHA! Na verdade, eu nunca respondi que a próxima chave seria a minha, no entanto ela veio a ser minha, ultrapassando a Perspectiva de todos. Perspectiva, que muitos dizem ser um grito de fé, para a aquisição das chaves.

Quando argüido, inquirido e pressionado para levar as chaves para orarem por ela, disse que não o faria. As interrogações e apontações vieram como chuva: Você não é grato a Deus! Você precisa ter fé, você precisa entender o plano de Deus! Você deve deixar de ser contra a OBRA DE DEUS!

Estamos no ano do centenário da AD, e falamos de revitalização na AD. E revitalização não se aplica somente aos bons costumes, mas em todas as áreas. Antes, a igreja AD em todo Brasil, começando por Belém Pará, tinha um culto na semana chamado “culto de testemunhos”. Era um culto voltado para a oportunidade de contar uma benção recebida em gratidão a Deus.

Neste dia a igreja glorificava a Deus pela benção que os irmãos recebiam. E o objetivo era levar a igreja expor a benção, e agradecer a Deus. Este culto foi substituído pelo culto de libertação. Antes, porém, diga-se de passagem, (não tenho nada contra). Mas em vez da gratidão, apenas agradecer a Deus, somos levados a pedir, exigir, buscar e determinar. Se os outros estão recebendo as bênçãos, eu tenho que receber. Se estiverem comprando carro novo, eu tenho que trocar o meu. CQC custe o que custar.

Os testemunhos dos que recebem bênçãos nos incentivam não a agradecer mais a pedir também. Não sou contrário às bênçãos de Deus, ele abençoa mesmo, mas não sabemos pedir como convém e nem estamos gratos a Deus. Os cultos existem para louvar-mos, adorar-mos e glorificar-mos a Deus agradecidos. De quem é a próxima?

Se as chaves são uma forma de agradecer como dizem, então devemos orar e apresentar todas as chaves quer seja de uma bicicleta, de um cofre ou qualquer porta nova que trocamos em casa. Porque só são válidas as chaves de carro, moto, casa e apartamento? Porque não os diplomas, a nota de um terno ou um vestido novo? Não são bênçãos também?

Quando critico este tipo de atitude, é porque nunca antes na história da AD, houve este tipo de coisa. Estamos inovando, daqui a pouco vamos começar a ungir fotos, chaves (já sei de lugares no MT na AD que já estão ungindo).

Ninguém pesquisa quem primeiro começou com este costume. Ninguém examina de onde tiraram a idéia de orar pelo copo de água em cima do rádio ou da TV. Na verdade, Alziro Zarú, da Legião da Boa Vontade começou com isto, depois vieram os neopentecostais trazendo este mau costume para a igreja.

A crítica é boa porque gera uma análise. Já observaram como o discurso mudou? Já não falam, mas em “orar pelas chaves”, mas sim “apresentá-las”, está melhorando. Isto depois do primeiro texto que escrevi, veja:http://alertafinal.blogspot.com/2008/07/orao-pelas-chaves.html


O que precisamos fazer agora, é ser gratos em tudo, como está escrito: Em tudo daí graça... E não somente pelas chaves de carro, moto, apartamento ou casa. Mas também traga a escritura do terreno para apresentar.

Geziel Silva Costa

Feliz Ano Novo (2011)

Que a graça de Deus continue sobre nós neste ano.
Que tenhamos disposição para fazer o melhor para Ele.
Que os obstáculos, as lutas, e todas as Adversidades da vida seja sanadas por Deus.

Por mais que estamos vivendo nos últimos dias, tempos difíceis, trabalhosos, Deus estará conosco todos os dias até a consumação dos séculos.

E com a ajuda e a presença dele, sempre teremos vitória, alegria, paz e amor.
Feliz Ano Novo a todos nós.

Na paz
Ev. Geziel Silva Costa

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Lição 1 ( A ação do Espírito Santo Através da Igreja

A Primeira lição é panorâmica, mostrando a visão geral do que havemos de estudar. Nestas poucas linhas, não trago um texto acurado sobre o livro, mas uma visão de um ângulo comum. Nas próximas postagens, estaremos aos poucos escrevendo mais minuciosamente sobre os temas abordados pela revista.

A tradição judaica registra que Lucas era de Antioquia da Síria. Lucas era gentio, e era o único escritor de livros do N.T que não era judeu. Fiel companheiro de Paulo acompanhou-o desde a segunda à última viagem missionária de Paulo. Quando Paulo esteve preso em Cesaréia por dois anos, é bem provável que Lucas estivesse com ele, reunindo materiais, tanto depoimentos orais, como também escritos para a composição de seu evangelho (Lc 1.1-4).

Lucas aparenta ser um homem humilde, sempre se ocultando nos seus escritos. Mais de um quarto dos textos do N.T são provenientes da pena dele. Tinha conhecimento do grego e possuía uma mente brilhante e aberta, mais que qualquer escritor do NT. Ainda Lucas era um historiador dedicado. Nos seus escritos, deixa transparecer sua preocupação com os menos favorecidos, pobres, doentes e rejeitados pela sociedade hodierna. Sendo assim todos estimavam-no, o que levou Paulo a chamar-lhe de médico amado.

O livro de Atos registra a formação da igreja primitiva depois da ascensão de Jesus. Na verdade, o nome Atos dos Apóstolos, pouco tem a ver com os apóstolos, pois raramente trata com eles. Deveria ser chamado de “Atos do Espírito Santo”, pois este é citado 60 vezes no livro. Mas dois apóstolos são destacados aqui, Pedro e Paulo. O avanço do evangelho começa em Jerusalém até Roma, a capital do Império Romano. Para o tratado que Lucas estava montando para Teófilo, ele cita 95 pessoas vindas de 32 países diferentes e 54 cidades e ainda 9 ilhas do Mediterrâneo, dessas fontes ele apanhou informações para seu tratado.

Lucas mostra que “O Caminho” não é uma seita (assim os cristãos do primeiro século foram chamados os seguidores do “caminho”). Também deixa claro que o cristianismo não é nocivo, mostrando a bondade de Deus através dos milagres e maravilhas. Ainda mostra que o cristianismo não ia de encontro com as autoridades e o poder político, pois ele faz questão de mostrar que todas as vezes que estiveram num tribunal, foram inocentados.

O pentecostes foi uma anulação da torre de Babel onde as línguas foram confundidas e as nações separadas. No pentecostes o Espírito reuniu todas as pessoas de todas as nações em uma só comunidade. Assim o Espírito Santo dá origem organizando a igreja. Os discursos feitos por Estevão, Pedro e Paulo, vem a esclarecer a promessa do batismo no Espírito Santo, as promessas a Israel, a vinda do Messias, a morte e a ressurreição de Jesus, as suas ordenanças, o seu reino, o seu retorno, devemos pregar para levar ao arrependimento de todos os que crerem.

Abraços

Geziel Silva Costa

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

LIÇÕES BIBLICAS CPAD - 1º TRIMESTRE DE 2011 ATOS DOS APÓSTOLOS: ATÉ OS CONFINS DA TERRA


Atos dos apóstolos o evangelho do Espírito Santo.


Ao iniciarmos o ano de 2011, nossa Escola Bíblica Dominical será marcada por uma serie de estudo baseado nos escritos canônicos, registrado em Atos dos Apóstolos.

O tema central do livro vai mostrar “A propagação do evangelho pelo poder do Espírito Santo”.

O livro é considerado o 5º evangelho, é o único livro do Novo Testamento que dá continuidade aos acontecimentos narrados nos quatro evangelhos canônicos. Nenhuma outra escritura do NT é tão rica em detalhes a respeito da continuidade histórica da obra de Cristo.
Quando analizamos a visão e forma da escrita usada pelo Dr. Lucas o “medico amado” [CL4. 14] que não andou com Cristo, sendo discípulo de São Paulo, ele ao narrar os fatos conhecido, teve o auxilio do amanuense [copista] conhecido como Teófilo “amigo de Deus”, Lucas narrava e Teófilo escrevia, sem o registro de Lucas, os cristãos de todos os tempos estariam virtualmente desprovidos de qualquer informação a respeito do desenvolvimento inicial, social e a propagação do cristianismo primitivo, isto o torna um escritor habilidoso, um historiador consciente e um teólogo inspirado.
O livro de Atos com 28 capítulos e seus 1007 versículos, é o segundo tratado de Lucas, sendo que o primeiro é o evangelho que leva seu nome, vai iniciar mostrando os últimos atos e ensinos do Cristo ressurreto e sua ascensão, terminando com o aprisionamento domiciliar de Paulo em Roma por dois anos.
No livro de Atos encontramos ao menos 10 divisões principais:

I. O Derramamento do Espírito Santo. [1.12 – 2.41]

II. Os Primeiros dias da Igreja em Jerusalém [2.42 – 8.1]

III. A Persequisão Trazendo a Expansão do Evangelho. [8.2 – 9.31]

IV. A Conversão de Paulo, o Apostolo dos Gentios. [9.1 - 18]

V. Os Gentios sendo alcançados pelo Cristianismo. [9.32 – 12.25]

VI. Primeira Viagem de Paulo como Missionário. [13.1 – 14.28]

VII. Primeiro Concilio da igreja em Jerusalém. [15.1 – 35]

VIII. Segunda Viagem de Paulo como Missionário. [15.36 – 18.22]

IX. Terceira Viagem de Paulo como Missionário. [18.23 – 21.16]

X. Prisão de Paulo e seu Ministério Enquanto Preso. [21.17 – 28.31]



O Livro de Atos é considerado dentro do gênero literário como Histórico, devido à narrativa que ele traz da vida cotidiana da igreja primitiva, com isso ele se torna uma ferramenta importantíssima para se entender o contexto social, econômico, litúrgico e espiritual da igreja fundada por Cristo na Cruz e oficializada no Pentecostes.
Através desta lições reconheceremos que vivemos a dispensação do Espirito Santo, onde de forma singela e implácavel, o Espirito de Deus tem atuado de forma direta na vida da igreja, capacitando os Santos a realizarem a obra do Senhor com autoridade, Amor, e manisfestações sobrenaturais através de salvação de almas, libertações, revestimento de poder[batismo com Espirito] e Curas milagrosas.

A revelação exegética dada ao PR. Claudionor de Andrade, na aplicação de sua Hermenêutica sobre o Livro de Atos, para esse 1º trimestre da EBD de 2011, mostrará e nos ensinará que como igreja, existe parâmetros e normativas a serem seguidos diante de uma visão bíblica Cristocentrica, buscando sempre a unidade do corpo de Cristo para um crescimento espiritual sadio e progressivo do Reino de Deus na Terra.
Essas 13 Lições trarão um fortalecimento para pratica Cristã e um crescimento Espiritual muito grande para os amantes da Palavra e alunos da EBD.



Lições Bíblicas CPAD - 1º Trimestre de 2011
- Atos dos Apóstolos: Até aos confins da terra
Comentarista da CPAD: Pr. Claudionor de Andrade
1. Atos - A Ação do Espírito Santo Através da Igreja.
2. A Ascensão de Cristo e a Promessa de Sua Vinda.
3. O Derramamento do Espírito Santo no Pentecostes.
4. O Poder Irresistível da Comunhão na Igreja.
5. Sinais e Maravilhas na Igreja.
6. A Importância da Disciplina na Igreja.
7. Assistencia Social, Um Importante Negócio.
8. Quando a Igreja de Cristo é Perseguida.
9. A Conversão de Paulo.
10. O Evangelho Propaga-se Entre os Gentios.
11. O Primeiro Concílio da Igreja de Cristo.
12. As Viagens Missionárias de Paulo.
13. Paulo Testifica de Cristo em Roma

Abney San Martin é obreiro da AD e professor da ETADECMAT

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Rebelião e feitiçaria são iguais?

Com base na passagem de Samuel, onde Saul desobedeceu a uma ordem divina contra os amalequitas, vemos o seguinte: “Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei" (1 Sm 15:23).

Muitos pregadores têm dito nos púlpitos que existem feiticeiros na igreja. Ainda relacionam uma série de fatores, que segundo eles, são feitiçarias:

Discórdia, desobediência, murmuração, oração contrária, opiniões contrárias e etc. E esbravejam: Tem feiticeiros da igreja, estão fazendo feitiçarias, crente feiticeiro não vai subir!

O significado deste texto é que a rebelião é tão mal como o pecado de adivinhação, e a obstinação é tão mal, quanto adorar falsos deuses, a iniqüidade e a idolatria, tem o mesmo teor de pecado.

"Que ninguém se achará entre ti quem sacrifica o seu filho ou sua filha pelo fogo, que pratique a adivinhação ou magia, nem prognosticador, se engaja em feitiçaria" (Dt 18.10). Nova Versão Internacional (1984)

A rebelião contra Deus, ou desobedecer as suas ordens, é um pecado tão grave, como a culpa de bruxaria, ou qualquer tipo de adivinhação proibido pela lei de Deus, e merece uma punição dolorosa. Deus odeia nada mais do que a desobediência do mandamento, ainda que intenção pareça boa, como no caso de Saul.

Na verdade o que a Bíblia está enfatizando é o teor do pecado. O mesmo peso do pecado de feitiçaria é o de rebelião. Não existe pecadinho e pecadão, mas sim pecado. O teor, a conseqüência, a gravidade são as mesmas para ambos.

Ev. Geziel Silva Costa

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Jacó significa Enganador ou Suplantador?

“E saiu o primeiro, ruivo e todo como uma veste cabeluda; por isso, chamaram o seu nome Esaú, que significa cabeludo” (Gn 25.25).

“E depois saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso se chamou o seu nome Jacó” (Gn 25.26).

O nome Jacó, em Hebraico Yaakhov, vem do verbo hebraico akhav “tomar pelo calcanhar” ou “pisando os calcanhares”. Foi assim que nasceu Jacó: “No ventre, pegou do calcanhar de seu irmão” (Gn 25.26). (Livro: COMENTÁRIO DE OSÉIAS Esequias Soares CPAD).

A palavra suplantar, que também é aludido ao Nome Jacó, vem do verbo hebraico akhav, suplantar, dar rasteira. O dicionário Aurélio, define assim a palavra suplantar: v.t. Meter debaixo dos pés; derrubar, prostrar, calcar. / Levar vantagem, vencer: suplantar um rival. / Fig. Humilhar, dominar.

Talvez por isso alguns assegurem que o nome Jacó significa enganador. Suplantar significa enganar? Será que uma mãe teria a coragem de Nomear um filho como Enganador? O nome de uma pessoa na cultura judaica era oriundo dos acontecimentos antes, durante e depois do seu nascimento.

Outros asseguram que Jacó significa enganador, por que Esaú assim falou: “Não foi o seu nome justamente chamado Jacó? Por isso, que já duas vezes me enganou: a minha primogenitura me tomou e eis que agora me tomou a minha bênção” (Gênesis 27:36).

Muitas pessoas estão concordando com a afirmativa de Esaú. Jacó, porém não tomou a primogenitura de Esaú, eles negociaram. “Então, disse Jacó: Vende-me, hoje, a tua primogenitura. E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer, e para que me servirá logo a primogenitura? Então, disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó” (Gênesis 25:31-33).

Pregadores e ensinadores têm malhado Jacó. E dizem que ele, era mentiroso, vivia de dolo, levando proveito sobre outros, não era fiel, e por isso, teve seu nome mudado de Jacó para Israel. Assim recebeu a transformação, depois da mudança de seu nome. A mudança de nome, era uma característica de Deus no AT. Ele mudou o nome de Abraão, Sara etc. Se existe alguém que deve ser sovado, é Esaú que desprezou sua primogenitura. Veja como a Bíblia o considera: “E ninguém seja fornicador ou profano, como Esaú, que, por um manjar, vendeu o seu direito de primogenitura” (Hb 12:16).

Na verdade Jacó enganou e mentiu várias vezes num momento só para seu pai. Mas fez isto por influência de sua mãe, por que o Senhor havia dito a ela: “Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas: Um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor” (Gn 25:23). “Foi-lhe dito a ela: O maior servirá o menor” (Rm 9:12).

Todavia, as promessas não justificam o engano de ambos (Jacó e Rebeca). Rebeca como Sara, tentou ajudar nas promessas de Deus. Deus é fiel para cumprir suas promessas. Caso Jacó e Rebeca não enganassem o velho Isaque, por outras vias e não pelo engano, Deus cumpriria o que havia prometido. Mas mesmo nesta situação, Deus transformou as maldições em bênçãos, e cumpriu suas promessas na vida de Jacó.

Agora veja as conseqüências do engano na vida de Jacó:

Foi enganado com Lia por Labão (Gn29. 25).

Teve seu salário mudado dez vezes (Gn 31.7).

O animal roubado ou despedaçado pelas feras, Jacó pagava do seu próprio bolso (Gn 31.38-39). Vemos que Jacó foi mais enganado do que enganou.

Jacó tinha sua vida voltada para Deus e depois da visão faz um voto: “Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer e vestes para vestir, e eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR será o meu Deus; e esta pedra, que tenho posto por coluna, será Casa de Deus; e, de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo” (Gn 28.20-22).

Veja que o Anjo aparece em sonho a Jacó e o cobra do voto: “Eu sou o Deus de Betel, onde tens ungido uma coluna, onde me tens feito o voto; levanta-te agora, sai-te desta terra e torna-te à terra da tua parentela” (Gn 31.13).

Percebemos a comunhão, o interesse e a obediência dele em servir a Deus: “Depois, disse Deus a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel e habita ali; faze ali um altar ao Deus que te apareceu quando fugiste diante da face de Esaú, teu irmão. Então, disse Jacó à sua família e a todos os que com ele estavam: Tirai os deuses estranhos que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai as vossas vestes” (Gn 35.1-2).

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Mudei o Sermão

Alguém me disse: ”Amigo, enquanto você estiver no politicamente correto, pregando e ensinando corretamente, não fará sucesso. Tem que abençoar o povo, pregar BENÇÃO! Deixa a hermenêutica de lado, mande a ética embora, e seja um pregador de milagres, revelação, e pregue só bênçãos, você fará sucesso, a agenda será cheia, e você famoso, conhecido” etc. Fiquei pensativo, e mudei mesmo de posição, agora interpreto os textos da Bíblia, de maneira diferentes veja a ironia:

”Porque os pobres, sempre os tendes convosco” (Jo 12.8). Onde Jesus estava com a cabeça quando disse isso? Que sempre haverá pobre na igreja? ETA Jesus egoísta esse hein? Sendo o dono da prata e do ouro, deseja que haja pobre. O meu Jesus é rico, dono dos céus e da terra, da prata e do ouro, e as bênçãos dele é que enriquece e não acrescenta dores. Mas este quer que muitos continuem pobres. Nem os discípulos dele eram pobres, tinham barcos, e na época quem tinha um barco, era rico. Tinha até um tesoureiro, e se tinha tesoureiro, é porque a movimentação do dim dim era muita.

”Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem {tudo} consomem, e onde os ladrões minam e roubam, não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo, mais do que a vestimenta”? (Mt 6.19,25).

Mas uma vez Jesus está equivocado. Como não ajuntar dinheiro? Será que ele pensava que todos viveriam da obra? Com uma Bíblia na mão visitando, almoçando e jantando por ai? Temos que trabalhar e ajuntar dinheiro mesmo. Como não se preocupar com o sustento? Principalmente com nossa família? Jesus, nós temos família para criar! e temos que se preocupar com nossos filhos sim! Eu tenho que correr atrás do faz-me rir, tenho que comprar um carro novo. E a minha casa, como fica? Jesus estou até pensando em fazer campanhas para adquirir mais, e agora o Senhor me vem com essa! A Bíblia diz que do Senhor é a terra e a sua plenitude. Tudo é do Senhor, e quem não cuida dos seus é pior que o infiel e negou a fé. E Ele diz para não correr atrás de nada! Não se preocupar com nada! É complicado.

“Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes”. (1Tm 6.7,8).

Paulo fala isso porque não pagava alugue e não tinha família. Ele se contentava com a vida que levava. Se Deus tem mais para dar, porque vou estar conformada com o pão de cada dia, e com as poucas roupas que tenho? Está escrito: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança” (Ml3. 10). Eu sou dizimista, e está escrito que Deus quer derramar bênçãos mesmo, quer nos tornar ricos, abençoados até o caroço do olho. A riqueza é tão grande, que Malaquias nem teve vocabulário para expressar, por isso ele disse: Uma benção ”TAL”. É meu irmão, a nossa riqueza é do tamanho do amor de Jesus. João disse que Deus amou o mundo de TAL maneira. Ele não tinha palavras para expressar tão grande amor. Essa é sua riqueza material, TAL qual o amor de Jesus. Agora Paulo me vem com essa conversa que tenho que me contentar. Isso foi válido na época de Paulo. Hoje estamos na pós- modernidade, Deus quer enriquecer toda a igreja! Amém? Agora se você é dizimista e não sai da pendenga, problema é seu. Veja como você está dizimando. Se não está enriquecendo está com falta de fé, algo está errado em você. As janelas estão abertas para derramar bênçãos (Riquezas, carro zero, casa nova, dim dim na conta) é só Glória.

“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência” (Romanos 5:3). Paulo parece que só pensava negativamente. Só tinha derrota para contar. Quem quer passar por tribulação? Eu quero é ser abençoado. Está escrito: ”E o SENHOR te porá por cabeça e não por cauda; e só estarás em cima e não debaixo” (Dt 28.13). Paulo vivia no aperto, porque achava que só Jesus era a cabeça, e nós a cauda. Pensamento negativo este de Paulo. Veja o que ele escreve: ”Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo”. (Ef 5:23). ”Antes, seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Ef 4:15).Está errado, nós somos a cabeça conforme Moisés, por isso estamos rodeados de Bênçãos, e vivemos por cima. Temos saúde, dinheiro, empreendimentos e muito mais. Não pense negativo igual a Paulo, se não você não sai da pendenga.

”Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína” (1 Tm 6:9). Paulo agora pirou de vez. Quem falou que os que querem ser ricos caem em tentação? Ele não entendia de Bíblia mesmo não. Veja o que a Bíblia diz para a igreja hoje: ”A coroa dos sábios é a sua riqueza” (Pv 14:24). Nós somos os sábios porque escolhemos Jesus, a salvação, o céu, e a vida eterna. Logo, as riquezas de que fala o versículo, é nossa, ETA glória!

”Porque toda a riqueza que Deus tirou de nosso pai é nossa e de nossos filhos” (Gn 31:16). Eu estou dizendo que Paulo era ruim de Bíblia meu irmão, por isso Timóteo não foi milionário e morreu na pindaíba.

”Se me alegrei de que era muita a minha fazenda e de que a minha mão tinha alcançado muito” (Jó 31:25). Não sejas como Jó, não se alegre ou se contente como diz Paulo com o que você tenha. Mas busque mais, Deus tem mais para nos dar. Vamos alcançar muita riqueza como Jó.

”Fazenda e riquezas haverá na sua casa, e a sua justiça permanece para sempre” (Sl 112:3). Agora Davi deu um bom exemplo. Ele foi um homem de sucesso. Ele foi rico e abençoado, até disse: ”nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão” (Sl 37:25). Parece que Davi não conheceu Paulo, que vivia pendengando, e desanimando os outros.

”Assim, excedeu o rei Salomão a todos os reis da terra, tanto em riquezas como em sabedoria” (2 Cr 9:22). Se tivermos fé, formos dizimistas e assíduos nas campanhas, poderemos ser como Salomão. O Deus que servimos é grande, rico, e está com as janelas abertas para despejar na nossa vida.

”Não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção acostumada” (Pv 30.8). Agur servia um Deus pequeno de mais. Parece que estava conformado com as coisas. Ou ele pegou o desânimo de Paulo, ou não conhecia a Bíblia: ”Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei” (Mt 25:21). Agur não conhecia de Bíblia, e vivia conformado, mas veja que até em fim, Paulo escreve algo útil que serve para Agur: ”E não vos conformeis com este mundo” (Rm 12.2). Agur estava conformado com a vida que levava. ”Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fp 4:13). Agur não tinha noção do milionário que poderia se tornar usando a fé, sendo dizimista e fazendo campanhas.

Espero que tenha contribuído para o seu sucesso. Saiba que você deve ser cabeça e não cauda. Deve estar sempre por cima e não por baixo. Não aceite a vida miserável, reivindique a vitoria a benção para sua vida. Afinal você é filho do Rei, e quem é filho do Rei é príncipe. E você já viu algum príncipe pobre? Reinaremos com ele. A cidade onde os príncipes vão morar é toda de ouro. ”E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumia, e reinarão para todo o sempre” (Ap 22.5). ”E a fábrica do seu muro era de jaspe, e a cidade, de ouro puro, semelhante a vidro puro”. (Ap 21:18).

Ev. Geziel Silva Costa

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Oração pelas chaves (parte IV)

Volto ao assunto por alguns motivos. A leitura pobre e incompreensível de alguns nos textos que falo sobre a oração pelas chaves. Não conseguem entender a mensagem que transmito. Orar por objetos inanimados a troco do que? Objetos inanimados precisam da ajuda do Mestre? Quando me referi a primeira vez sobre orar por chave, era orar literalmente: “Senhor abençoa esta chave”! Se for uma representação, apresentando as chaves a Deus, em forma de gratidão orando pela vida de quem as recebeu, é outra coisa. Mas tem gente que ora literalmente por elas.

A minha opinião é minha, e não pode dar diretrizes à maioria. Quem quiser orar por chaves, correntes, cadeados e madeiras que o façam. A crença e a opinião de cada pessoa são delas. Agora meu pitaco, minhas idéias, está na liberdade de expressão. O que me intriga, é que pensar diferente, discordar de comportamentos, idéias e opiniões, leva muito a pensarem que somos inimigos de quem discordamos. Não sou contra ministério, obreiros, cultos ou pessoas, por acreditar de forma diferenciada.

A análise que faço, é que antes as pessoas testemunhavam a público quando recebiam algo da parte de Deus. E os motivos que a levavam a testemunhar, eram o aumento da fé, da perseverança e fidelidade a Deus. Hoje não se testemunham mais, e sim apresentam as chaves. E os motivos são outros, para que todos venham correr atrás das “BENÇÃOS”. De quem será a próxima benção? Quem veio receber benção? Quantos estão esperando uma benção? Já não vamos mais à igreja louvar e adorar, e acima de tudo agradecer a Deus, mais buscar bênçãos. Enquanto que a Bíblia Diz: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (Jo 4.23).

Já expliquei que a frase de Deuteronômio usada hoje como jargão, que o crente é cabeça e não cauda. Foi primeiramente usada pelos mercadores da fé dos EUA. Quem é cabeça, não adoece, não vive triste, não passa prova, aperto, fracasso, é só benção pura, Aleluia! Para muitos, isto é ser cabeça. Quando falamos que estas promessas foram feitas a Israel dizem: “Nós somos o Novo Israel, e estas promessas são literalmente para a Igreja também”! Então porque não guardamos o sábado? Onde está a ordem sacerdotal? Onde está a cerimônia do sacrifício no templo? Não dá para entender a hermenêutica destas pessoas.

Estava comentando e dizendo, que talvez eu preferisse ter continuado ignorante, sem conhecimento bíblico. Assim iria engolir tudo que falassem no púlpito, acreditar em todas essas ladinhas que fazem hoje, e tudo estava bem. Assim não me intitulariam de incrédulo com as meninices no culto, fracassado por não crer nas bênçãos, e contra a obra por falar o que penso disto tudo, e ser sabichão, por interpretar a Bíblia diferente da maioria. Talvez assim não sofresse tanto com as aberrações doutrinárias e as heresias que existem em nosso meio. É impressionante saber o quanto fomos contrários as aberrações e heresias dos neopentecostais, e agora estamos iguais se não pior que eles.

Mas acredito que esta vontade de aprender mais da Bíblia que Deus colocou em meu coração, foi para fazer a diferença. Por mais que ela seja literalmente pouca, tem ajudado a muitos. Pela graça e bondade de Deus, temos influenciado pessoas para o lado correto das coisas, e para verdadeira compreensão da Bíblia. Dizimamos, ofertamos, cultuamos e servimos a Deus, não pelo retorno, mas por amor a Deus, e pela sua obra. Paulo diz que o amor, “não busca os seus interesses” (1Co 13.5).

Ev.Geziel Silva Costa

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Marco Feliciano falta com a verdade

Marco Feliciano adota prática do PT

Foi com muita relutância que comecei a escrever esta postagem. Não tenho interesse na polêmica pela polêmica. Mas entre omitir-me e deixar que inverdades sobre questões públicas sejam proclamadas alto e bom som e eu permaneça em silêncio, isso não faz parte do meu feitio. Há mais de três dias, quando tomei conhecimento da carta que Marco Feliciano escreveu em apoio a Dilma Rousseff, que estou com isto atravessado na garganta. O pregador triunfalista faltou com a verdade. Parece que o mal da dissimulação que o caracterizava em sua itinerância agora transbordou de vez em sua curta convivência com o PT. Entre outras coisas que não pretendo refutar aqui, veja em vermelho, ipsis literis, o que ele registrou, com os meus destaques em negrito:

Lula não fechou igrejas e também não permitiu que as igrejas fossem consideradas associações, preservando a liberdade da sua homilia acerca das contribuições feitas livremente pela sua membresia, projeto esse que já tinha sido aprovado pelo PSDB, através da sua maioria na câmara e caminhava para ser colocado em vigor através do novo Código Civil, que acabou sendo alterado a pedido de Nosso Presidente.


Há aí duas inverdades gritantes. Elas mostram que Marco Feliciano nem bem iniciou o seu mandato e já assimilou a prática petista de usar a mentira como método para fazer prevalecer os interesses do... PT! Para refrescar a memória, o parágrafo acima tem a ver com o novo Código Civil que entrou em vigor no final de 2002, o qual, entre centenas de mudanças, transformou as igrejas em associações. Com isto claro, vamos desmascarar por ordem ponto por ponto as inverdades do pregador triunfalista.

1. É mentira deslavada que o novo Código Civil tenha sido aprovado pelo PSDB através de sua maioria na Câmara. Esse foi um trabalho de várias legislaturas, cuja tramitação teve início com o Projeto de Lei 634/75, originário da Mensagem 160/75 enviada ao Congresso Nacional pelo então presidente Ernesto Geisel, que resultou na Lei 10.406/2002, instituindo o novo Código Civil, aprovada pelo consenso dos parlamentares, inclusive os representantes do PT, e sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso no final de seu mandato. Não foi obra de um partido nem de um mandato, mas da contribuição de vários setores da sociedade, inclusive do mundo jurídico, que durou exatos 27 anos! Quando começou a tramitar, o PSDB não existia, eu tinha 21 anos e o pregador triunfalista, se não era ainda criança, talvez estivesse entrando na puberdade!

Apenas para pôr os pingos nos "is", a primeira comissão instalada para analisar o projeto teve como presidente Tancredo Neves (não tinha sequer sido eleito presidente pelo Colégio Eleitoral!) e como relator João Linhares. A partir daí cada legislatura instalou a sua comissão, que teve presidentes e relatores diferentes até o projeto seguir para o Senado, onde sofreu modificações, para então retornar à Câmara para a elaboração da redação final, seguindo à sanção presidencial, depois de aprovado sem voto contrário na Casa, em 06/12/02. Esses são os fatos, registrados nos anais da Câmara dos Deputados, e não o que Marco Feliciano escreveu de maneira astuciosa em sua carta.

2. A segunda mentira deslavada é a que afirma ter o presidente Lula pedido a alteração feita no novo Código Civil, que retirou das igrejas o caráter de associação e as considerou organizações religiosas de direito privado. Sequer foi ele quem tomou a iniciativa de enviar ao Congresso emenda nesse sentido. A pessoa que primeiro alertou para o problema - é preciso ser justo - foi o deputado Pedro Ribeiro, que, a princípio, era uma andorinha solitária a levantar a lebre. Esse foi um momento que vivi com muita intensidade, do qual conheço os detalhes por dentro. A primeira reunião pública em que ele tratou do assunto foi em São Paulo, num encontro de líderes, levando em conta que as igrejas já se preparavam para adequar os seus estatutos à nova norma.

Não pretendo descer aos pormenores, para não esticar demais o texto, mas o que era apenas um pingo d'água no oceano - o grito do deputado - começou a ganhar corpo, principalmente a partir da pressão da Frente Parlamentar Evangélica. Depois de muitas, intensas e extenuantes negociações, que custaram conceder aos partidos políticos, em troca, os mesmos privilégios, chegou-se a um denominador comum na redação da emenda, que cumpriu os ritos legislativos até seguir para a sanção do presidente Lula. A única coisa que ele não fez foi vetá-la, mas, repito, não teve qualquer outra iniciativa. Se alguém merece ser reconhecido é o deputado Pedro Ribeiro, que jamais desistiu de sua empreitada, mesmo não encontrando, a princípio, eco em seus pares. Esse é o fato, e não o que o pregador triunfalista escreveu astuciosamente em sua carta.

Acredito que alguém já esteja com a língua coçando para dizer: pelo menos há uma verdade no que Marco Feliciano escreveu. Lula não fechou igrejas. Até neste ponto o que existe são aparências. O presidente de fato não interditou templos, mas contribui para criar restrições extremamente perigosas para a liberdade de culto, quando permite que o PT apresente e insista na aprovação do PLC 122/06, quando propõe banir os símbolos religiosos das repartições públicas e quando estabelece a intenção de criar conselhos para a diversidade religiosa, como se a fé pudesse ser tutelada pelo Estado. Se isso não é querer fechar as igrejas, o que é então?

Ou seja, não há por onde escapar. O parágrafo escrito por Marco Feliciano está todo eivado de mentiras. Que ele tenha lá suas predileções, é seu direito, ainda que não conte com a minha concordância. Que defenda a sua candidata com inverdades, não posso aceitar. Temo que com esse péssimo início o mandato de Marco Feliciano não acabe bem.

PS. Como não tenho tempo e condições de viajar pelo Brasil em caravanas, como está fazendo Marco Feliciano ao lado de outros, para desmentir os "boatos" sobre a Dilma, segundo apurou o blog do Daladier Lima, fiquem à vontade para reproduzir a postagem desde que citada a fonte.

Texto escrito pelo pr Geremias do Couto,
extraído do seu blog