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terça-feira, 23 de março de 2010

Lições bíblicas 2° Trimestre de 2010 (Jeremias)



Estaremos estudando neste segundo trimestre do ano, a biografia e o livro de um dos mais notórios profetas de Israel. Jeremias filho de Hilquias era zeloso pesquisador da Toráh. Conhecido também como o profeta "das lágrimas", devido aos sofrimentos que teria que enfrentar em especial a queda de Israel diante de Nabucodonosor. Tornando-se cativo da nação babilônica por 70 anos, a história de Jeremias cobre um período de 40 anos. Isto desde sua chamada em 623 a.C quando Josias reinava sobre Israel, até a queda de Jerusalém em 586 a.C. Seu ministério profético abrangeu os últimos cinco reis de Israel (Josias, Jeoacaz, Jeoaquim e Zedequias).


Ao ser chamado pelo Senhor, ele identifica-se como uma criança (segundo os pesquisadores ele estava no final da sua adolescência). Mas Deus não estava olhando a capacidade humana de Jeremias e sim suas qualidades cristãs. Sua integridade era dedicada a Deus, coração contrito, corajoso e espírito quebrantado. O momento era delicado para nação judaica, pois como o reino estava dividido, reino do norte (Israel) sua capital era Samaria e reino do sul (Judá) com sua capital sendo Jerusalém. O reino do norte já havia sido conquistado pelos Assírios a quase um século e Judá estava em situação de aperto, prestes a se tornar cativo da Babilônia.


Babilônia derrotaria os Assírios tornando-se o Império Mundial. Josias assume o trono em 623 a.C, foi quando Israel experimentou um avivamento. Nesta época o templo foi reformado e o livro da Lei voltou a ser lido para o povo. Jeremias tinha cinco anos atuando como profeta. Josias morreu em uma batalha contra Faraó Neco, Jeoacaz então assume o trono reinando apenas três meses. Em seguida foi deposto por Neco que impôs um tributo alto contra Israel e nomeou Jeoaquim como novo rei de Judá. Neste período aconteceu a grande batalha de Carquemis em 605 a.C onde Nabucodonosor esmagou os egípcios.


Nesta batalha Faraó Neco foi derrotado às margens do rio Eufrates, então começa a se cumprir algumas das profecias ditas por Jeremias. Em especial a que ele falou da derrota de Israel para a Babilônia. Esta foi um dos motivos da perseguição contra o profeta. Ele foi perseguido e aprisionado. Jeoaquim morre como prisioneiro, e seu filho Joaquim assumem em seu lugar sobre as ordens de Nabucodonosor. Ele reinou apenas três meses, sofrendo o mesmo destino de seu pai. Na seqüência Zedequias assume o trono sendo nomeado pela Babilônia.



No oitavo ano de Zedequias ele implantou uma rebelião com a ajuda de Faraó Hofras, mas Deus já havia revelado a Jeremias que a destruição seria inevitável. Babilônia venceu os egípcios e destruiu Jerusalém.


O ministério do profeta é dividido em duas fases, antes e depois do cativeiro. O que sabemos é que mesmo diante de todas as dificuldades que Ele passou, não hesitou em desempenhar aquilo que Deus propôs para ele. Sofreu o desprezo do seu povo pelo zelo e amor a Deus. Ele teve que enfrentar o cativeiro sendo acusado de traidor pelas suas profecias contra sua própria nação.


Jeremias foi um crítico da conduta do seu povo, mediante uma visão de que Israel era a nação de Deus vinculada a ele por meio de um pacto e sujeita à sua Lei. Jeremias sofre com os julgamentos, enquanto Israel violava claramente a lei praticando a idolatria. Também desrespeitavam o descanso no dia do sábado e não libertavam os escravos no Ano do Jubileu.
As denúncias de Jeremias reivindicavam a atenção dos príncipes e do povo, para que fossem responsáveis pela Lei, a qual violava constantemente. Suas críticas eram feitas em discursos acalorados em plena praça pública. Seus principais alvos eram os sacerdotes, profetas, governantes e todos aqueles que seguiam o legalismo do "proceder à popular".


Todavia, ele reconhecia que sua missão era também de "construir e plantar" (Je 1:10). Chorou diante da calamidade que sobreviria a Jerusalém
(Je 8:21, 22; 9:1).
Apesar das atitudes para com ele, Jeremias suplicou ao Rei Zedequias, o rei vassalo, para que continuasse a viver (Je 38:4, 5, 19-23).


Segundo os relatos em seu livro, Jeremias não se julgava justo aos seus próprios olhos, mas incluía a si mesmo ao admitir a iniqüidade daquela nação (Je 14:20, 21). Depois de liberto por Nebuzaradã, hesitou em abandonar aqueles que estavam sendo levados para o cativeiro babilônico, talvez achando que deviam compartilhar a sorte deles, ou desejando continuar servindo aos interesses espirituais deles (Je 40:5).


Por vezes, em sua longa carreira, Jeremias ficou desanimado e necessitou a confirmação do apoio de Jeová, mas, mesmo em adversidade, não deixou de invocar a Jeová, pedindo-lhe ajuda. (Je cap. 20).


Encontrou bons companheiros, a saber, os recabitas, Ebede-Meleque e Baruque. Por meio destes amigos, foi ajudado e livrou-se da morte. Teremos um trimestre enriquecedor, para os amantes da escola dominical. Que Deus em Cristo vos abençoe.


SUMÁRIO DA LIÇÃO:
1- Jeremias, o profeta da esperança
2- Os perigos do desvio espiritual
3- Anunciando ousadamente a Palavra de Deus
4- Chorando aos pés do Senhor
5- O poder da intercessão
6- A soberania e autoridade de Deus
7- O cuidado com as ovelhas
8- O poder da verdadeira profecia
9- Esperando contra esperança
10- O valor da esperança
11- O dilema de um jovem
12- A opção pelo povo de Deus
13- Esperança na lamentação



Abney San Martim
Cuiabá MT
É professor da EBD e Teologia

2 comentários:

Edilson Paulo disse...

Parabéns, pela postagens, realmente será um trimestre bastante edificante.
Saudações em Cristo
www.overbooverbooverbo.blogspot.com

Geziel Silva Costa disse...

A paz Edilson Paulo!

Certamente estaremos sendo enriquecidos com maravilhosas lições sobre Jeremias.

Obrigado pela visita
GSC