Alerta Final

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domingo, 27 de dezembro de 2009

O Gênero musical New Age

Texto escrito por
Jaziel Silva Costa

Muita gente tem adicionado este estilo musical para suas bibliotecas musicais sem ter o mínimo de conhecimento do que isto significa. Alguns colecionam inocentemente, outros conscientemente. E o pior, é que muitos, por mais advertidos que sejam, insistem neste erro com uma obstinação tamanha que nos deixam perplexo. Antes de o querido leitor desistir deste texto, não pense que será mais um tema sensacionalista, cheio de símbolos.

Não trataremos de símbolos como a suástica de Hitler, a cruz de Nero ou cruz de cabeça para baixo, a flor com laço, a vogal A quebrada em um círculo que é o símbolo da anarquia, a mão com chifre e a pirâmide com olho. Não, não veremos isto nem outras coisas deste tipo.
Mesmo porque quase todos os livros que tratam deste assunto, já falaram muito sobre estes símbolos, até especificamente. Mas não resumimos a Nova Era como se fosse algo distante e sem sentido, resumido apenas em esoterismo e ciências orientais. Esquecem que a nova era é um MOVIMENTO que pode estar em todos os cantos da sociedade e das instituições. Não é religião mais está na religião. Nem tampouco é política mais está em quase cem por cento da política mundial. Está nas ciências, nas artes, na cultura, comércio, igrejas, pregações e está na música, o que vamos dissertar.


O que me levou a escrever sobre este assunto foi o tamanho da ignorância que as pessoas têm em relação à música. Não falo da parte técnica e teórica que a compõe, pois nem todos têm o dom da percepção das notas com seus tempos e ritmos e muitos jamais saberão a diferença entre melodia e harmonia. Mas falo da música em si, em um todo e em sua essência: Notas, ritmo, estilo, mensagens, gênero e poesia. Estive ouvindo um pregador muito famoso, pregando no maior congresso de missões, quando subitamente encerra a pregação. Com rancor se dirige ao sonoplasta para que troque imediatamente o fundo musical, que não era do seu agrado, por outro que ele tinha solicitado. Imediatamente o hino que só falava em aleluia foi substituído por uma música new age (MEDITATION música da nova era). Graças a este pregador e a outros de fama nacional esta música se tornou uma febre no meio dos pregadores pentecostais e neopentecostais de todo o Brasil.

A música New Age surgiu na década de 60, na atmosfera da inversão dos valores morais. Exatamente quando a sociedade mudava seus princípios éticos e religiosos.Era a época em se pregava a liberdade,respeito paz e amor. O new age significa literalmente Nova Era e foi composto por diversas crenças orientais. Por isso que é considerado um movimento artístico-espiritual.A sonoridade do gênero é suave e orquestrada e suas melodias são lentas e também pode ser interpretadas através de corais de vozes e do canto lírico. A característica principal é a influência da música oriental.

A música Meditation de Yanni (músico megastar) não está voltada para qualquer meditaçãozinha, como muitos pensam. Tampouco se trata de meditação da Bíblia Sagrada como os preletores almejam. Foi criada, elaborada e adaptada exclusivamente para a meditação transcendental mesmo!Traduzindo melhor, foi composta para pessoas que praticam a Yoga. As apologias dos clipes deste DVD foram feitas para um Mausoléu hindu e servem para divulgar um antigo deus conhecido por Shiva. Shiva ou Xiva é um deus ("Deva") hindu, o Destruidor (ou o Transformador), participante da Trimurti juntamente com Brahma, o Criador, e Vishnu, o Preservador.

Uma das duas principais linhas gerais do hinduísmo é chamada de xivaísmo, em referência ao deus. Infelizmente muitos crentes acham que isto é brincadeira e que o inimigo existe só para brincar. Não senhores as escrituras nos diz que ele veio matar roubar e destruir.
Não condeno jamais os pregadores por isto. Talvez na inocência perceberam somente a beleza harmônica que a melodia produz, pois, como músico posso garantir que realmente esta música é envolvente. Cativa especialmente por sua forte dinâmica e variações constantes e agradáveis que poderão inspirar ou produzir um bem estar mental. No entanto, sua origem é incompatível com o nosso credo e nossas convicções espirituais, o que deveria ser analisado.


No entanto o nosso objetivo aqui é conscientizar e não criticar os incautos e despercebidos para que não tragam mais fogo estranho à presença do Senhor e sejam consumidos pelo seu poder. Apesar de muitos terem sidos avisados e advertidos, ainda resistem em mudar de direção. Porém isto já não compete a nós intervir na livre escolha de cada um, a própria consciência deles, falará por si. Por estarmos falando de um estilo musical, o que afinal significa estilo? É a maneira própria de ser ou de fazer alguma coisa. Por exemplo: Cada época tem um estilo diferente. Cada estado brasileiro tem o seu estilo próprio de cantar, vestir, falar, dançar e manifestar suas expressões culturais. É aí que entra o modo de ser de cada grupo. Vejamos no estilo rock que, apesar de ser um estilo amplo e com muitas variantes, o heavy metal que faz parte do mesmo. Os metaleiros, como são chamados no Brasil, usam e abusam da guitarra com efeitos over drive (som com distorção). Por lei, o som distorcido da guitarra tem que sobrepor à voz do vocalista, que por sua vez, rosna as palavras em um tom grave, sinistro e quase impossível de se compreender.

A bateria não pode faltar com a marcação do cimbal nos tempos fortes e fracos e os repiques são constantes no decorrer da seqüência. Esta é a parte musical do style. Mais o que deve ser somado a tudo isto são os modos de falar na gíria e sem censura de palavrões, os homens usam cabelos longos e jaquetas escandalosas, o olhar deve ser alterado como eles mesmos dizem cara de mau e o uso de drogas sempre será associado aos mesmos. O vocábulo sujão é usado por eles não só para distinguir o estilo deles como também para se ter uma idéia do que tudo isto significa. O símbolo da caveira humana é constante e muitos dos seus seguidores são visitantes assíduos dos cemitérios.

Outros preferem estar sempre em bandos de motoqueiros. Isto é a vida deles, ou o estilo deles. É o que eles pensam,fazem,escutam e vestem. É bom dizer que nem todo metaleiro é músico. Também nem todo roqueiro é metaleiro, pois no rock há muitas subdivisões gerando inúmeros estilos: Hard rock, pop rock, heavy metal, gospel rock e muitos outros. Mais o estilo new age não é como o rock que possui inúmeras vertentes como já foi falado. Nem como o forró que entre suas características destaca-se o acordeão ou sanfona com o triângulo e o zabumba. Tampouco é como o samba que entre as suas percussões nunca falta o pandeiro. É um gênero muito mais sutil que pode ser incorporado tanto no rock como no forró, no samba e em qualquer estilo musical.
É como o açúcar que pode estar nos sucos, refrigerantes e bolos sem ser nenhuma destas substâncias.


Porém assim como o açúcar pode ser consumido independentemente destes produtos o estilo musical new age também existe separadamente de qualquer outro gênero. Em suas características não há agressividades como no rock. Procura-se usar mais a suavidade e a beleza das notas para se ter uma melodia tranqüila e relaxante. O que é exótico não pode faltar nas maiorias destas músicas: Uma flautinha melancólica tipo indiana, percussões exóticas inspiradas nos ritos da África ou a nostalgia das canções orientais. O instrumental geralmente é mais utilizado do que os solos para não atrapalhar a concentração de ninguém que queira meditar (Leia entrar em transe).

Como os monges, gurus e os demais praticantes são defensores inigualáveis da ecologia, muitas músicas são recheadas com sons da natureza como barulho de cachoeira, chuvas, ventos e muitos piados de passarinhos. Mais isso não é regra. Podem ser usados outros instrumentos, porém o que se adapta melhor ao estilo são os teclados: Porque possui uma grande variedade de timbres suaves, étnicos, futuristas e relaxantes. Quanto à propriedade das notas usa-se muito aquelas que possuem maiores durações como as semibreves e mínimas. A intenção no final de tudo é o relax (relaxar). Talvez por isso muitos pregadores o usam para mexer com o emocional dos irmãos.

A princípio escrevi que a Nova Era está na política, comércio economia e na religião. Na religião em especial no tema que abordei a música. Sem citar as mensagens e livros que entram sorrateiramente pela ignorância e a falta de discernimento espiritual de muitos, quanto à origem e o objetivo da Nova Era. Estamos nos últimos dias, o inimigo usa seu velho jargão do engano. Precisamos estar atentos. Meu objetivo com este sucinto texto, foi despertar-vos a analisarem, pesquisarem e concluírem por vocês mesmos, com a ajuda do Espírito Santo, e evitar serem enganados, e resgatarem a muitos do engano maligno.

Jaziel Silva Costa
é membro da AD e músico da mesma

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

É NATAL!!

geradores de animações



A todos irmãos e amigos blogueiros, Feliz Natal e boas festas.
São os votos de Alerta Final.

Abraços
Geziel





segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O Significado Espiritual de Três Lugares

O Significado Espiritual de Três Lugares
Norbert Lieth

Na história do nascimento de Jesus, que mais uma vez celebramos com muita alegria neste Natal, três lugares desempenham um papel significativo. São locais históricos, visitados por muitas pessoas. Mas também podemos analisar seu sentido simbólico, e dele extrair profundas lições espirituais. Havia razões para Jesus nascer justamente em Belém. Sua fuga para o Egito tinha motivos, e não foi por acaso que Ele cresceu na cidade de Nazaré.


1. Belém




“E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).




Penso que Deus, ao afirmar: “...Belém, ...pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá”, está nos dizendo que ama os pequenos, e que Jesus veio justamente para os que nada representam neste mundo, que normalmente não são vistos nem notados no meio da multidão. Deus, porém, vê a todos. Para Deus, você não é uma entre milhares de pessoas. Imagine a cena: o Deus Eterno, que sempre existiu, tornou-se homem em Jesus, nasceu e foi enrolado em faixas e deitado em uma manjedoura numa estrebaria em Belém. Lá, onde tudo cheirava a comida e a esterco de animais, Jesus veio ao mundo. Certa vez, alguém disse: “Muitos homens quiseram ser deuses, mas só um Deus desejou ser homem”. O Senhor se humilhou tão profundamente para nos elevar até o céu. Ao escolher um lugar tão insignificante para o nascimento de Seu Filho, Deus está nos transmitindo a mensagem de que se importa com os “pequenos” e com os que não são nada diante do mundo. Jesus veio para buscar e salvar o perdido, o desprezado, o miserável e o de coração quebrantado.


2. O Egito




O Egito é usado na Bíblia como símbolo de escravidão, jugo e cativeiro. Lá viviam os israelitas nos tempos de Moisés, em uma terra estranha, longe da sua pátria. Os judeus eram obrigados a fazer trabalho pesado e eram oprimidos pelos egípcios. Mas chegou o dia de seu êxodo, de sua libertação da escravidão. Israel foi conduzido à liberdade para servir a Deus. Naquela ocasião, os israelitas foram resgatados pelo sangue de um cordeiro. Quando Jesus, o Cordeiro de Deus, esteve no Egito, isso indica que Ele é o Grande Libertador.


Existe tanta opressão e escravidão neste mundo, mais do que imaginamos. Quantos são escravos do pecado, de seus instintos, de suas paixões e vícios. Pela sua própria força não conseguem se livrar dessas amarras. Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.34,36). Muitos já afirmaram que não são como gostariam de ser, que sempre caem nos mesmos erros, que constantemente ficam irados e repetidamente fazem coisas que imaginavam ter superado. Seu desejo sincero é amar aos outros, mas às vezes isso parece impossível.
Outros permitem que seu interior seja corroído pelo ódio, pela inveja, por ciúme e desamor. São prisioneiros de si mesmos, sem que o queiram. Como seria maravilhoso se todos pudessem se livrar dessas amarras do mal!


Jesus veio para nos libertar. Ele é o Cordeiro de Deus sem mácula, que deu Seu sangue por nós, para nos resgatar. Todos estão debaixo do poder do pecado e vendidos ao Diabo. Muitos pensam que mandam em si mesmos, mas são regidos por um poder de fora. Pensam ser livres, mas são escravos. “Aquele que pratica o pecado procede do Diabo, porque o Diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do Diabo” (1 Jo 3.8). Essa é a lição espiritual que podemos aprender ao estudar o significado que o Egito tem na Bíblia.


3. Nazaré




Nazaré era uma das cidades de má reputação em Israel, um lugar muito desprezado. Por isso, Natanael chegou a perguntar em certa ocasião: “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” (Jo 1.46). Mas justamente Jesus é chamado de “Jesus de Nazaré”. Isso significa que Jesus não se identifica com o pecado, mas identifica-se completamente com o pecador. Jesus colocou-se voluntariamente no lugar dos desprezados e de má fama, dos acabados, dos indigentes, dos criminosos, dos sem valor algum e de todos aqueles que não têm um bom nome. Ele veio para todas as camadas da sociedade. Para Jesus, ninguém é ruim demais para receber Sua graça. E ninguém é muito bom, sem precisar dela. Nazaré nos lembra que Jesus veio para todos, ama a todos e se identifica com cada um de nós.






Texto de Norbert Lieth

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A Rádio Melodia FM promoveu um debate sobre as relações homoafetivas







Ouça o debate promovido pela Rádio Melodia Fm sobre as relações homoafetivas.




Com a participação dos pastores Silas Malafaia (AD da Penha), Paulo Afonso (AD Betel em S. Gonçalo), Paulo César (Catedral da AD em J. Primavera Duque de Caxias), Marco Gladstone (Igreja Cristã Contemporânea) e desembargador Fábio Dutra, a Rádio Melodia FM promoveu um debate sobre as relações homoafetivas.

sábado, 28 de novembro de 2009

A lição de João 11. 43-44





“E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro sai para fora. E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e deixai-o ir” (Jo 11. 43-44).


Jesus ordenou que desatassem as faixas, porque não foi ele quem atou Lázaro. Poderia ele ordenar e as faixas desaparecem, mas era encargo de quem as colocou também tirá-las. A primeira lição desta passagem, é que existem enredos em nossa vida, que somos nós que devemos resolver. O que está em nosso alcance, somos nós, e não Deus que devemos resolver. Existem tantos atrapalho em nossa vida que nós que criamos, e depois ficamos orando e clamando a Deus como se ele fosse culpado.


Em segundo lugar, Lázaro não poderia ver nada com as faixas atadas em seu rosto, nem fazer alguma coisa, menos ainda andar com os pés e mãos ligados. A ordem era para que eles que ligaram a Lázaro, retirassem as faixas, assim ele voltaria a enxergar, andar e fazer algo. A missão da igreja aqui na terra é exatamente esta. Fazer o mundo enxergar a Luz divina. “Jesus é a Luz.” Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo “(João 1:9).


Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus (2 Coríntios 4:4). A nossa missão é desvendar os olhos destas pessoas com a palavra de Deus.


O mundo está com mãos e pés atados para Deus. Andam em caminhos que parecem direitos. Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte (Provérbios 14:12). Faz aquilo que é mal e contrário à obra de Deus. Precisamos através da palavra e do Espírito direcionar o olhar deles a Jesus autor e consumador. Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus. ( Hebreus 12:2).


Acontece que hoje o olhar da maioria está na bênção e não no abençoador. Estão fazendo algo para si próprio e não em prol do reino de Deus. Com isso caminha por caminhos que levam ao fracasso, o caminho dos modismos, caminhos da avareza, a busca desenfreada por um paraíso rico aqui na terra.


Texto escrito por

Ev. Geziel Silva Costa

domingo, 15 de novembro de 2009

Oração pelas chaves (parte lll)



Volto ao assunto da oração pelas chaves. Alguns motivos me impulsionam a escrever novamente. Quando emitimos opinião, que podem ir de encontro com aquilo que é aceito em nosso meio evangélico, somos taxados de contrários. Pode ser algo que é aceito sem uma análise, sem um questionamento, sem nenhuma ponderação, algo que a maioria do povão acha normal. Simplesmente por contrariar o sistema, o ministério, ou seja, quem for o defensor de qualquer modismo, a nossa opinião é tida como, alguém que é contrário às BENÇÃOS de Deus e ao ministério. Não sabem aceitar como uma opinião.



Deus criou os humanos passíveis de questionamentos, críticas, opiniões e visão diversas. Por discordarmos de algo, não significa que estamos contra Deus, o pastor o ministério seja lá quem for. Têm-se uma compreensão diferenciada, não significa que queremos mudar a liturgia, os costumes ou os modismos de quem aderiu a eles. Mas sim levar as pessoas a analisarem, refletirem e decidirem por si mesmo.



Uma das atitudes que exigem mais determinação e segurança da parte de quem a pratica é aquela que não faz parte do senso comum. Ser alguém que, mesmo sozinho, se mantém firme em suas convicções exige estar bem consigo mesmo. Se essas convicções dizem respeito à prática da fé, só consegue ter essa atitude determinada quem está bem com seu Criador e se dispõe a seguir os padrões que Ele determinou. Principalmente se, para manter suas convicções, a pessoa corra riscos ou precise enfrentar situações difíceis, como discriminação, opressão, perseguição, coerção etc.



Orar por chaves. Já escrevi em outro texto, que chave é um objeto inanimado. Podem dizer: É força de expressão! Tudo bem, então porque não chamamos o dono das chaves e fazemos uma oração específica por ele? E porque oramos apenas por chaves de carro, casa, moto e nada mais? Porque não oramos pela carteira de motorista, diplomas, documentos etc.? Um jovem ganhou uma bicicleta com cadeado, e disse que iria levar as chaves do cadeado para orarem por elas. Alguém repreendeu dizendo: Que absurdo! Se fosse pelo menos uma moto, mas uma bicicleta, que vergonha! Chaves de cadeado, certificados etc., não é algo que trás ambição, o povo não quer isso, não estimula a fé de ninguém.



Apenas uma vez vi um Cabo que foi promovido a Sargento, ele levou sua faixa de sargento que iria usar na farda, e pediu que orassem por ela. Ninguém ligou, não houve o grito de guerra. De quem será a próxima? Afinal, nem todos podem ser sargentos, só os poucos cabos que estavam presentes no culto ficaram motivados. É interessante o grito de guerra para a aquisição de chaves. De quem será a próxima? Minha! O povão clama. E quando chega a próxima vez, nem sempre é de quem gritou. Lembro que em uma ocasião, perguntou de quem era a próxima chave a ser orada e apresentada, todos disseram: Minha! E não foi de ninguém, mas de alguém que não era cristão. Ele trouxe as chaves para receberem oração, mas ele mesmo não quis oração para salvação.



Lembro ainda que em outra ocasião quando falaram o grito de guerra. É Minha! Não foi de ninguém a próxima chave, mas minha, do meu carro, e eu nem havia gritado. Apesar de alguém ter dito antes que eu não tinha carro por ser crítico, por isso Deus não me abençoava, recebi as chaves de um carro. E eu não disse que a próxima era a minha. Porque será que o povão não recebeu? Alguém pode culpar eles mesmo. Falta de fé! Ás vezes não tomamos uma posição, com medo da retaliação da maioria. Ficamos pensando: Se ensinarmos corretamente povo pode fechar a mão, vamos deixar pra lá, não tem nada a ver! Precisamos tomar atitude de ensinar aquilo que é correto.



Acredito que estas coisas têm que acontecer, não conseguiremos evitar os modismos, a febre da prosperidade financeira, culto de milagres específicos, guerra espiritual e outras heresias. Isso só terá que se alastrar a cada dia. Quando criticamos, ensinamos, não significa que queremos extinguir isso da igreja, até porque não tem reversão. Mas a idéia é salvar alguns... Hoje na opinião da maioria, para identificar uma igreja abençoada é só olhar para o estacionamento.
Se tiverem muitos carros, e de preferência novo, está ai uma igreja abençoada. E a maturidade espiritual? As características de uma vida cristã? E o fruto do Espírito? Isso diante da prosperidade e vitória financeira, não é tão relevante, deixemos isso por último. Vamos construir fazer campanhas, arrecadar, aumentar as entradas, e depois se houver tempo, evangelizar, visitar, orar, discipular etc. Mas lembre-se, se houver tempo. Nem para ler a Bíblia temos tempo, afinal os textos que falam de riquezas e bênçãos materias já estão todos grifados mesmos é só ler e pronto.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Ainda falta muito para reformar (Aniversário da Reforma)



AINDA FALTA MUITO PRA REFORMAR
Por Valdeci do Carmo



No dia 31 de outubro de 1517 um homem convicto de sua fé, MARTINHO LUTERO, rompeu drasticamente com a igreja soberana da época. 95 teses foram afixadas às portas do Castelo de Wittenberg.


Este homem desafiou a “autoridade divina” da época, o sistema eclesiástico existente que era a “representação de Cristo”. Não teve medo de defender suas convicções. Creu na Palavra e denunciou toda forma de corrupção existente. Abuso de poder, enriquecimento ilícito, heresias nas mais variadas formas, enfim um homem que fez a diferença em sua época. Obviamente muitos antes dele também contribuíram e pagaram com a vida.


Não pretendo discorrer sobre a Reforma. Há muitos textos na internet que trata do assunto e muitos blogs conceituados que fazem o mesmo. Passaram-se mais de 490 anos e parece-me que a história se repete, o problema é que poucos estão dispostos a se sacrificarem em prol da verdade.


O abuso de poder é uma constante, pessoas assumem grandes trabalhos como se os mesmos fossem propriedades pessoais que devem ser guardadas como herança familiar.
As recomendações de Tiago sequer são lidas em muitos lugares, pois toca a ferida e expõe nossa nudez coberta pelo manto da hipocrisia. Conformamos-nos com os títulos e em nome da “obediência” nos calamos sob a desculpa que “Deus vai agir”, “não toquem nos ungidos”, entre outras do gênero.


Até quando iremos presenciar passivamente a Bíblia, sendo posta de lado, verdades fundamentais relegadas a segundo plano, manipulações das emoções em nome do avivamento e multidões sendo extorquidas em nome da fé. Presenciamos tudo isso e nos calamos. Por que nos calamos? Temos medo de perdermos a confortável “unção ministerial”? Queremos ser vistos com bons olhos e para isso devemos agir politicamente corretos? Estamos tão presos a força da tradição que temos medo de sair d ministério e acarretar maldições por termos desobedecido e abandonado a “obra do Senhor”? Seja qual for o motivo do silêncio de muitos não estão desculpáveis diante de Deus.


Temos muitos títulos e entretenimentos à moda romana “pão e circo”, mas lá no fundo nossas consciências sentem o lampejar de alerta nos dizendo que está faltando mais compromisso, mais palavra, mais unção, mais cristianismo e menos religiosidade.


Faltam-nos homens como Elias, João Batista, Jeremias entre muitos outros que não se omitiram da verdade embora lhes custasses um preço caro de se pagar. Conclamo a todos que não se calem contra a Teologia da prosperidade, contra a tão falada unção profética da transferê

ncia de riqueza, posicionem-se contra a suposta bênção de Toronto, contra os modismos que avassalam nossas igrejas e destroem as estruturas em que outrora estavam firmadas.
A decisão é sua, Lutero teve que tomar a dele. Levantar-se contra a igreja-mãe, a detentora exclusiva do direito ao céu, a portadora dos oráculos divinos, cujos ministros representavam o próprio Cristo.


Não tenha compromisso com nenhum ministro ou ministério que desrespeita as verdades contidas na Bíblia. Não precisa temer àqueles que não defendem a igreja do Senhor e ainda permitem que seja ludibriada, extorquida e com marcas das “pauladas” recebidas advindas das “exortações proféticas” dos santos “homens de Deus”.


Não há muito mais a comemorar, o sistema papal está vivo, as indulgências continuam a serem vendidas em todas as formas. Enfim, precisamos terminar a Reforma que foi iniciada a mais de 490 anos.


Valdeci do Carmo
Ministro do Evangelho
Novembro de 2009
texto retirado originalmente do Blog http://valdecidocarmo.blogspot.com/

domingo, 18 de outubro de 2009

Um chamado para a angústia (David Wilkerson)

Com os valores invertidos, a igreja tem valorizado, focado, pregado e ensinado o que antes era repudiado por ela mesma, a valorização dos bens materiais. Na era cristã, era comum sofrer e morrer por Cristo e pelo evangelho. A vida espiritual não era medida pelos bens materiais, e sequer pela saúde, mas sim pela fidelidade à Deus a qualquer custo.

Os heróis da fé, em especial os da primeira galeria, foram considerados heróis justamente por sofrerem e morrem pela espada, fome, perseguição, leões...

A busca desenfreada pelas riquezas, saúde e sucesso tem mostrado biblicamente o quanto perdemos a essência do evangelho de Cristo. "Buscai primeiro o reino de Deus"...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O VALOR DA PROFECIA

Desconhecimento Profético

Até algum tempo atrás, a melhor descrição da minha postura a respeito de profecias seria a de uma atitude mista. Eu tinha interesse por aquelas profecias diretas e fáceis de entender, mas muitas outras, para minha mente desinformada, pareciam algo beirando o enigmático. Também havia o meu preconceito contra os ensinamentos de alguns “ministérios proféticos” que partem de uma plataforma bíblica mas quase sempre descambam em especulação.

Por um lado, eu estava ciente de que aproximadamente 30% da Bíblia são profecias preditivas, e que elas certamente foram incluídas nas Escrituras por razões válidas. Portanto, empenhei-me em descobrir quais eram essas razões.

Quase todas as profecias preditivas falam sobre Israel e a vinda do Messias. De fato, Deus declara aos israelitas que eles seriam um sinal para o mundo.

O Significado da Profecia

Então, o que aprendi? Vamos começar com as coisas fundamentais. A Profecia tem dois significados bíblicos. O termo se refere, em uma definição mais abrangente, a tudo que Deus tem a dizer para Suas criaturas racionais. A Bíblia, portanto, como revelação específica de Deus à humanidade, é um livro completamente profético (2 Pe 1.19-21). Trata-se da proclamação de Deus acerca das coisas que não poderíamos saber de outra maneira.

A Profecia também inclui a predição de Deus, ou seja, as revelações que nos permitem saber o que vai acontecer. A habilidade de prever o futuro, como dissemos, diz respeito a quase um terço das Escrituras, e é declarada por Deus como sendo a maior prova de que somente Ele é Deus: “...Eu sou Deus e não há outro; Eu sou Deus e não há outro semelhante a mim, que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam...” (Is 46.9-10).

Quase todas as profecias preditivas falam sobre Israel e a vinda do Messias. De fato, Deus declara aos israelitas que eles seriam um sinal para o mundo, glorificando-se a Si mesmo neles e através deles (Is 46.13). Em Isaías 43.10 Deus lhes diz: “Vós sois as minhas testemunhas... o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.” Em outras palavras, Deus usará aos judeus e à sua terra como “testemunhas”, tanto para eles mesmos quanto para o mundo.

Isso se dá não somente quanto à Sua existência, como também mostrando que Ele está ativamente envolvido em desenvolver a história de Israel e a cumprir Seu propósito para toda a humanidade. A Profecia declara o plano de Deus de antemão. E o propósito é que nós todos possamos “conhecê-lO”, crer nEle e “entender” que somente Ele é Deus. A Profecia é a prova convincente não apenas da existência de Deus, mas também de que a Bíblia é exatamente o que diz ser – a Palavra de Deus.

Profecia, Promessa e Obediência

Aqui está um exemplo do testemunho profético de Deus através de Israel: Ele declarou a Abraão (Gn 12.1; 15.18), a Isaque (Gn 26.3), e posteriormente a Jacó (Gn 28.13) que lhes daria a terra “desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates” (Gn 15.18), e que essa Terra Prometida seria deles e dos seus descendentes para sempre (Js 14.9). É um fato histórico, como registra o livro de Josué, que os israelitas possuíram a terra que Deus lhes prometera.

A promessa de Deus era irrevogável, contudo, eles foram avisados por Deus de que, se não Lhe obedecessem, Ele os tiraria da terra por algum tempo: os israelitas desobedientes seriam “desarraigados da terra à qual passais para possuí-la” (Dt 28.63). O povo foi desobediente e Deus fez o que dissera – resultando no cativeiro do Reino do Norte (Israel) na Assíria e no cativeiro do Reino do Sul (Judá) na Babilônia.

Jeremias profetizou que os cativos retornariam da Babilônia para Jerusalém “quando se cumprirem os setenta anos” (Jr 25.12). Mesmo assim, uma dispersão dos judeus ainda mais devastadora foi anunciada: “O Senhor vos espalhará entre todos os povos, de uma à outra extremidade da terra...” (Dt 28.64). Esta, a última e maior Diáspora (Dispersão), ocorreu quando os exércitos romanos sob o comando de Tito arrasaram Jerusalém no ano 70 d.C. Os judeus foram realmente dispersos por todo o mundo, como a Bíblia predisse, e a Palavra de Deus também nos fornece detalhes de como eles seriam tratados: “...fá-los-ei um espetáculo horrendo para todos os reinos da terra; e os porei por objeto de espanto, e de assobio, e de opróbrio entre todas as nações para onde os tiver arrojado” (Jr 29.18). Hoje isso é conhecido como anti-semitismo, no entanto, foi profetizado por Moisés (Dt 28.37) há 3.500 anos atrás!

O Cumprimento das Profecias

Poderia parecer que essa dispersão, juntamente com as perseguições e as tentativas de aniquilação da raça judaica que a acompanharam, teria colocado Deus numa situação insustentável. Afinal de contas, Ele prometeu incondicionalmente a Abraão que a Terra Prometida “...que vês, Eu ta darei a ti e à tua descendência, para sempre” (Gn 13.15). O Senhor declarou também que apesar de Israel não ficar sem punição, Ele não daria cabo dele completamente, mas ...“te livrarei das terras de longe e à tua descendência das terras do exílio; Jacó [Israel] voltará...” (Jr 30.10-11).

O fato de que uma minoria perseguida e dispersa possa ter vivido por dois mil anos entre outras raças sem ter sido absorvida por elas (especialmente quando, se o aceitasse, teria evitado uma perseguição sem fim) e permanecido um grupo étnico identificável, é inconcebível – certamente isso não foi por acaso e é algo sem precedente na história do mundo. Adicione-se a isso o fato assombroso de que eles seriam posteriormente ajuntados do mundo todo e trazidos de volta para a terra que Deus lhes havia prometido há mais de três mil anos atrás. Contudo, como o mundo sabe, isso aconteceu “oficialmente” em 1948, quando Israel foi reconhecido como nação independente.

O Retorno de Israel à Terra Prometida

Desde o retorno dos judeus a agricultura tem sido um dos maiores empreendimentos econômicos de Israel. Esse país tão pequeno é agora o maior exportador de frutas e vegetais para a Europa e até manda flores para a Holanda!

Com relação a essa restauração profetizada, a Bíblia fornece numerosos detalhes do que aconteceria quando os judeus retornassem à sua terra. Por exemplo, o livro de Isaías afirma: “Dias virão em que Jacó lançará raízes, florescerá e brotará Israel, e encherão de fruto o mundo” (Is 27.6). Oséias acrescenta que os israelitas retornarão: “...voltarão; serão vivificados como o cereal, e florescerão como a vide; a sua fama será como a do vinho do Líbano” (Os 14.7). No final do século XIX, o escritor norte-americano Mark Twain, visitando a Terra Santa, notou que ela estava quase que totalmente deserta. No entanto, desde o retorno dos judeus a agricultura tem sido um dos maiores empreendimentos econômicos de Israel. Esse país tão pequeno é agora o maior exportador de frutas e vegetais para a Europa e até manda flores para a Holanda!

O Senhor dos Exércitos Guerreia por Israel

Os profetas hebreus também previram que Israel teria uma capacidade militar impressionante: “Naquele dia, porei os chefes de Judá como um braseiro ardente debaixo da lenha e como uma tocha entre a palha; eles devorarão à direita e à esquerda, a todos os povos em redor... Naquele dia o Senhor protegerá os habitantes de Jerusalém; e o mais fraco dentre eles, naquele dia, será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o Anjo do Senhor diante deles” (Zc 12.6,8).

Até uma análise superficial das três guerras nas quais Israel lutou para se defender da ameaça de destruição por parte dos países árabes, mostrará evidências esmagadoras de que elas são o cumprimento das palavras dadas por Deus a Zacarias. Na guerra de 1948-49, que se seguiu à Independência, Israel foi vitorioso apesar de ter um contingente de soldados e armas desesperadamente menor. A assombrosa vitória de Israel, portanto, foi nada menos do que um milagre. A Guerra dos Seis Dias, em 1967, foi ganha tão rápida e decisivamente por Israel, contra todas as probabilidades, que a revista “Newsweek” publicou a respeito um artigo intitulado “Espada Veloz e Terrível”.

A Guerra do Yom Kippur encontrou Israel novamente com um número muito inferior de soldados, e, dessa vez, pelo fato do ataque ter ocorrido num feriado religioso, o povo foi pego de surpresa. No entanto, apesar de terem sofrido muitas baixas, esses beneficiários das promessas de Deus puseram as forças árabes para correr.

Uma Pedra Pesada Para Todos os Povos

Um último item profético com respeito a Israel e Jerusalém (entre muitos que poderiam ser mencionados) tem relação com sua posição no mundo de hoje. Cerca de 480 a.C., Zacarias escreveu que Jerusalém se tornaria “...um cálice de tontear... uma pedra pesada para todos os povos...” (Zc 12.2-3). Essa profecia foi particularmente assombrosa porque, no tempo em que foi feita, a situação de Jerusalém era tal que, na melhor das hipóteses, a faria parecer ridícula.

Uma parte dos israelitas tinha recentemente retornado do cativeiro na Babilônia, para uma Jerusalém que tinha estado em desolação por 70 anos. Seus muros estavam destruídos, seus campos não tinham sido lavrados, e o povo remanescente enfrentava problemas até na reconstrução do Templo, porque não conseguia se livrar do assédio contínuo dos samaritanos da região. Contudo, aproximadamente 2.500 anos mais tarde, Jerusalém realmente tem se tornado “um cálice de tontear” para este mundo aflito, “uma pedra pesada” que, a menos que os problemas ali sejam resolvidos, poderá levar a uma guerra nuclear sobre todo o planeta.

Cerca de 480 a.C., Zacarias escreveu que Jerusalém se tornaria “...um cálice de tontear... uma pedra pesada para todos os povos...” (Zc 12.2-3), e aproximadamente 2.500 anos mais tarde, Jerusalém realmente tem se tornado “um cálice de tontear” para este mundo aflito, “uma pedra pesada” que, a menos que os problemas ali sejam resolvidos, poderá levar a uma guerra nuclear sobre todo o planeta.

A Profecia e a Salvação

Deus é o Deus da Profecia. Ele é também o Deus da nossa salvação; e a Profecia sublinha e aponta para a salvação. Israel foi escolhido por Deus para o propósito primário de trazer o Messias ao mundo: ...“para que o mundo fosse salvo por Ele” (Jo 3.17). Quando o apóstolo Paulo fez as suas viagens missionárias, seu método em cada cidade que visitava era inicialmente entrar na sinagoga judaica e pregar que Jesus era o Messias que Deus havia prometido. Na sinagoga da cidade grega de Beréia, os judeus foram elogiados não somente por ouvirem o que o apóstolo tinha a dizer, mas mais especificamente porque examinavam “...as Escrituras todos os dias [para discernir] se as coisas [que ele dizia concernentes ao Messias] eram, de fato, assim” (Atos 17.11). Apesar de não termos os detalhes do que ele pregava, sabemos que há centenas de profecias messiânicas às quais ele poderia ter-se referido.

As Profecias Concernentes ao Messias

Sem dúvida, Paulo enumerou para eles os critérios proféticos necessários para que aspirantes à messianidade se qualificassem como o Cristo de Deus, o Salvador de toda a humanidade: Ele deve ter nascido em Belém (Mq 5.2); ser da tribo de Judá (Gn 49.10); ser da linhagem do rei Davi (Is 11.1); ter nascido de uma virgem (Is 7.14); realizar milagres (Is 35.4-6); morrer pelos pecados do mundo (Is 53.5,6,10); permanecer três dias e três noites na sepultura (Jo 1.17); ressuscitar dentre os mortos (Sl 6.10).

Israel foi escolhido por Deus para o propósito primário de trazer o Messias ao mundo: ...“para que o mundo fosse salvo por Ele” (Jo 3.17).
Somente Jesus Preenche Todos Esses Requisitos
Para os bereanos do primeiro século, desejosos de mais informações sobre a morte sacrificial do Messias, Paulo poderia ter fornecido tantos detalhes descritivos tirados das profecias do Antigo Testamento (escritas de 1500 a 400 anos antes do acontecido), que eles teriam se sentido como se fossem testemunhas oculares dos fatos. Considere o seguinte: Daniel nos dá a data exata em que o Messias entraria em Jerusalém para ser proclamado Rei de Israel (Dn 9.25). Zacarias nos conta que Ele viria montado num jumento (Zc 9.9) e que seria traído por trinta moedas de prata (Zc 11.12); o traidor seria um amigo (Sl 41.9).

Isaías prediz que Ele ficaria silencioso perante Seus acusadores e seria afligido e cuspido por eles (Is 53.7; 50.6). Moisés indicou que Ele seria crucificado (Dt 21.22-23). O salmista nos fala que a multidão presente à Sua crucificação iria escarnecer e zombar dEle, sacudindo suas cabeças à Sua vista (Sl 22:7-8; 109.25); que Seus amigos olhariam de longe (Sl 38.11); que soldados lançariam a sorte pelas roupas dEle (Sl 22.16-18); que para matar Sua sede Lhe ofereceriam vinagre (Sl 69.21); Suas mãos e pés seriam traspassados (Sl 22.16); nenhum de Seus ossos seria quebrado (Sl 34.20); as palavras exatas que Ele diria ao Pai são registradas (Sl 22.1; 31.5). Zacarias escreve que o Seu lado seria furado (Zc 12.10). Isaías declara que Ele morreria entre ladrões (Is 53.9,12) e que seria sepultado na sepultura de um homem rico (Is 53.9).

Além disso, Isaías nos dá as razões pelas quais o Filho de Deus foi para a cruz: Ele foi “...ferido pelas nossas iniqüidades”; “...o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós”; “quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado...” (Is 53.5,6,10). Repetindo: só Jesus tem as credenciais para ser o nosso Salvador.

O que dizer, então, de todas as profecias ainda a serem cumpridas? Como aquilo que estava predito com relação à primeira vinda de Jesus foi perfeitamente cumprido, podemos estar absolutamente confiantes de que Deus também fará acontecer tudo o que predisse para o futuro.

A Importância das Profecias Bíblicas

Portanto, que utilidade há na Profecia? Emprestando uma frase da Epístola aos Romanos: “Muita, sob todos os aspectos” (Rm 3.2). O Senhor declara: “Quem há, como eu, feito predições... Que o declare e o exponha perante mim! Que esse anuncie as coisas futuras, as coisas que hão de vir! Não vos assombreis nem temais; acaso desde aquele tempo não vo-lo fiz ouvir, não vo-lo anunciei? Vós sois as minhas testemunhas...” (Is 44-7-8).

A Profecia Bíblica nos assegura que Deus existe e que somente Ele sabe as “coisas que estão por vir”, e que nós, que cremos nEle, não temos razão para andar temerosos. Mais do que isso, nós devemos ser as “testemunhas” de Deus, usando a profecia bíblica como testemunho da verdade revelada nas Escrituras e prova de que exclusivamente a fé em Jesus, Seu Filho Unigênito, é a esperança da humanidade para a salvação. Vamos, portanto, compartilhar as Boas Novas com entusiasmo: “...o Evangelho de Deus, o qual foi por Deus, outrora, prometido por intermédio dos seus profetas nas Escrituras Sagradas, com respeito a Seu Filho” (Rm 1.1-3)!

(T.A. MacMahon - TBC 11/01 - http://www.chamada.com.br)Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, Fevereiro de

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A LIBERTAÇÃO



O que é a Libertação?A salvação de nossos fardos e dificuldades? Em parte, sim. Porque, além de ficarmos libertos do jugo do pecado, adquirimos outro jugo: o de Cristo. Ele nos liberta de nossos velhos fardos de pecado e soluciona nossos problemas, a fim de sermos transformados para uso em seu Reino. Quando aceitamos a Cristo, e entregamos a nossa vida a Ele, vivemos para Ele, e não para nós mesmos.


Vivemos no mundo doentio, neurótico, oprimido e cheio de patologia. Os lares estão em crise, o divórcio parece uma normalidade, a violência entre os filhos e o abandono deles às babás eletrônicas, são altamente prejudiciais.


Uma boa parte dos meios de comunicação está comprometida com o engano, publicam somente o pecado que gera a morte, notícias ruins, ou que os favorecem. As drogas continuam matando viciados, e agregando defensores, fazendo com que os valores morais sejam invertidos, a sociedade moderna está enferma.


A igreja é o contraponto desta anomalia, a igreja é lugar de refrigério. ”Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor” (At 3.19). A grande resposta para tanto sofrimento e angústia está na palavra.


Precisamos sentir a dor da sociedade, e observar de perto o quanto está apática, e ter compaixão como Jesus teve de sua situação deprimentemente miserável. “E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas” (Mc 6.34).


A PALAVRA FAZ A DIFERENÇA


Tomé tinha tudo para ser um depressivo, e viver isolado por não crer em seu mestre, e posteriormente, encontrar-se com ele eliminando toda a incredulidade a seu respeito.


Pedro deveria viver com trauma-neurosa, e viver separado dos demais pela vergonha de ter negado seu Mestre. Porém a palavra, que estava neles fez com que superassem todas as possibilidades de um viver negativo.


A resposta para a sociedade está na Bíblia.




O sermão da montanha é uma verdadeira aula de paz interior, de curas emocionais e físicas. Nas suas cartas, Paulo deixa um legado de um verdadeiro manual de curas e libertação.



Romanos fala da opressão do pecado, da angústia e a vitória pela fé em nosso Senhor Jesus Cristo.



Aos Coríntios, escreve sobre suas fragilidades espirituais e emocionais e mostra contra isso o amor, a esperança e a fé.




Escrevendo aos Gálatas, repreende a vida medíocre dos irmãos, e mostra que a verdadeira libertação é pelo evangelho e o Fruto do Espírito.



Os irmãos de Éfeso foram admoestados pela carta de Paulo, a vencerem a ansiedade, porque a igreja é um corpo e unida, precisa marchar em comunhão.


Os filipenses aprenderam a trabalhar a terapia da alegria que é o segredo da vitória, e vencer a tristeza e o desânimo.



Os Colossenses aprenderam a perdoar, porque Cristo nos perdoou e nos abençoou. Paulo exorta sobre a esperança aos tessalonicenses, e somos esperançosos.


Precisamos procurar uma resposta para a sociedade na Bíblia, ela tem todas as respostas para sermos salvos e ter comunhão com Deus. Se alguém quer fazer a vontade de Deus para ser salvo, precisa conhecê-la. “E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre” (Jo 7.37,38).



Geziel Silva Costa

sábado, 25 de julho de 2009

Mensagens Subliminares Evangélicas




Mensagens Subliminares Evangélicas

Mensagens Subliminares. Fiquei curioso pelo grande número de vídeos relacionados ao tema, mas, sobretudo pela grande quantidade de músicas evangélicas contendo estes efeitos. Resolvi lhe dar atenção e verificar o que era: Uma vez interrogado se as Mensagens eram verdade ou não, confirmei que sim, no entanto duvidando da veracidade da matéria decidi eu mesmo verificar o que acontece e veja só o que descobri:


Para muitos cristãos evangélicos isso pode parecer sensacionalismo e bizarro por ser um assunto novo em nosso meio. Mas isso é tão antigo lá fora que já não é mais novidades em meio aos cantores seculares, que por sinal, já usam deste recurso desde a década de sessenta: Os Beatles já o usavam em grande parte de suas músicas. Mas não quero desvirtuar o tempo do leitor com frases bizarras que há muito tempo já morreram, mas simplesmente explicar o que são mensagens subliminares, como é feita, serve para quê, se é real ou não, visto que, muita gente tem dúvidas se isso é mesmo real ou fantasia.


Mais afinal o que são mensagens subliminares? São mensagens gravadas nas músicas que ao serem reproduzidas ao contrário, trazem uma mensagem diferente daquela que é reproduzida normalmente. Digamos que se fosse possível rodar um CD ao contrário, ouviríamos muito bem essas mensagens. Antigamente isso era tão simples, pois bastava girar o disco vinil com o dedo ou dobrar uma fita cassete. Mais surgiu um novo recurso com a música digital: O computador! Com um simples software, poderemos analisar sistematicamente palavras por palavras e frases inseridas no meio do canto.


Usando o Sound Forge, fiz esta pesquisa e constatei que estas palavras são colocadas propositalmente e com algum objetivo. Um cantor interrogou-me se em suas músicas haveria este tipo de frase ou não. Outro alguém ceticamente disse-me que qualquer música tocada ao reverso traz estas mensagens mesmo, e além do mais, poderemos traduzi-las para o que quisermos ouvir. Definitivamente os dois estão totalmente equivocados. Ainda assim respondi ao primeiro que haveria sim mensagens em suas músicas, mas com uma condição: Caso ele mesmo as tivessem colocadas. Jamais uma mensagem subliminar aparece em uma canção aleatoriamente.



E caso aparece uma palavra ou duas, será normal. Mas uma frase inteira, e no caso de diversos hinos que aparecem em todo o texto, é muita coincidência! Neste caso sim sou cético para crer que uma música inteira revertida traz coincidentemente uma mensagem subliminar do início ao fim. É impossível! Uma música sem mensagens subliminares reproduzida ao contrário traz um grande número de palavras sem sentidos, sem sinônimos, ruídos incompreensíveis e sem significado algum gramatical.


O interessante é notarmos como é feito uma mensagem subliminar. Vale explicar que a pronúncia das palavras não são exatas e perfeitas, visto que, tudo ficará totalmente ao contrário. Não fosse assim haveria uma enorme quantidade de palavras sem sentido tocadas na música no modo normal. Por exemplo, a frase Jesus é bom ao contrário seria mob é suseJ. Porém para inserir esta frase como uma mensagem subliminar ninguém a pronunciará do modo citado anteriormente. Caso contrário quando alguém falasse qualquer palavra estranha, seria fácil demais para ser descoberto por qualquer um que usasse a gramática para verificar estas situações.

Assim ninguém sai cantando por aí obaid, obaid e obaid para louvar o diabo, pois diabo ao contrário se escreve obaid. As músicas com mensagens subliminares possuem frases bem maiores pronunciadas várias vezes. O que fica explicado é que várias frases colocadas de um modo proposital e com um fim no decorrer de toda a música,( as que analisei), justamente para gerarem uma mensagem ao contrário. Existem músicas a velocidade como foi pronunciado cada palavra, a articulação de toda voz e até a tonalidade certa para se ter um efeito ao reverso de cada som! Estas mensagens não geram só uma palavra ou poucas frases com sinônimos sinistros, mas um texto completo de adoração satânica. Seria coincidência demais? Só cego pra não ver, pois a proporção de erro é de uma em um milhão! É impossível!



E o curioso é que jamais veremos uma mensagem subliminar boa que fale em Jesus, Deus, amor, salvação e perdão. Por que será que só trazem frases diabólicas, sexo, satanismo, drogas, ocultismo e até pornografias? Quer dizer que a coincidência não traz coisas boas? Só más? Fique ao leitor a conclusão. E para fechar este parágrafo veja como é feito uma mensagem subliminar: O produtor terá que gravar a palavra, frase ou texto na íntegra em um sistema para ser reproduzido (tocado) normalmente. Ou seja, em primeiro lugar a mensagem subliminar é criada antes de qualquer música.



Tudo o que você ouve ao reverso foi criado primeiro. Isso anula qualquer coincidência. Depois com o uso do loop (repetição) em cada palavra o produtor achará facilmente outra similar a aquela criando assim um texto inocente para qualquer tipo de música evangélica ou não. Às vezes a junção de duas palavras servirá para uma, outras vezes o final de uma com o começo de outra é que servirá para a elaboração de uma palavra ou frase que deverá ser ouvida. Por isso na música o contrário de ROMA nem sempre será AMOR. (leia amor ao contrário). Infelizmente também Jesus nem sempre será Jesus.


Ouvi o que um cantor pregador disse para defender tais músicas em nosso meio. Talvez devêssemos analisar seus trabalhos para descobrirmos tamanha fúria e apologia a algo tão suspeito... Agora o leitor poderá ficar imaginando para quê serve tudo isto, ou se provoca algum efeito nas pessoas que ouvem este tipo de mensagens ou não. Sim, o resultado é catastrófico. Uma mensagem reproduzida no modo normal você tem o direito de aceitar, rejeitar, analisar, discordar, corrigir e deixar de lado. Já no modo oculto não: você pensa que está ouvindo aquilo que gosta enquanto seu subconsciente é bombardeado por mensagens que não lhe dão o direito de verificar se é certo ou errado, bom ou ruim, enfim se é do bem ou maligno.



Você é apenas o receptor: queira ou não tudo irá para a sua memória subconsciente. Daí a nossa responsabilidade de alertar a todos sobre o perigo que isto poderá causar em nosso meio: Rebeldia geral, desinteresse pelas coisas de Deus, desvalorização das sagradas escrituras e esfriamento espiritual total. Hoje o desviado é diferente. Odeia as coisas de Deus, muitos não se intimidam em adentrar no satanismo, muitos são verdadeiros trabalhadores contra a religião enquanto outros foram tão inofensivos e agora são delinqüentes totalmente marginalizados. O mundo já passou por isto e o caos é bem conhecido:



Esta nova geração não acha o ocultismo estranho, a prostituição é coisa normal e corriqueira, as drogas para os nossos jovens é cada vez mais, algo normal e inofensivo, e, tudo isto vem sendo pregado há décadas por cantores de rock (com as mensagens subliminares) que só agora podem colher seus frutos malignos. Agora nós os evangélicos somos a bola da vez. Sejamos sábios para não deixarmos isto acontecer. Quem tem ouvidos ouça: Se possível enganaria os escolhidos, por tanto vigiai e orai porque a nossa redenção está próxima.


Texto de


Ev. Geziel Silva Costas

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Jesus o filho Eterno de Deus


Introdução
Nesta lição, aprendemos que Jesus, é filho eterno de Deus Pai, e sua natureza humana. João explica perfeitamente em sua carta que o verbo é preexistente, mas assumiu a natureza humana tornando-se igual aos seres humanos. Deus invisível se faz visível, Ele se revela ao homem, paulatinamente. O Senhor Jesus Cristo é a figura central de toda realidade cristã. Por isso as verdades a seu respeito são centrais para o cristianismo.


Na leitura bíblia em classe desta segunda lição (Jo 1.1-4) O verbo estava com Deus, e o verbo era Deus, mostra uma existência singular, de alguém real e específico. Estas duas expressões simultâneas e verídicas mostram que Jesus sempre existiu e juntamente com o Pai. A prova vem neste verso: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). “Ele estava no princípio com Deus” .(Jo 1.2)João apresenta Cristo mediante o termo na língua grega, “logos” que significa palavra, demonstração, mensagem, declaração ou ato de falar.

“O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação”; (Cl 1.15). Algumas denominações citam este verso para afirmarem que Jesus é criado, é o primeiro a ser criado por Deus pai. E segundo eles, não pode ter a natureza divina, uma vez que é o primogênito da criatura. Na verdade, Paulo toma termo emprestado da formação judaica, “Primogênito” o que era uma maneira hebraica de dizer a alguém: “Você é especial, honrado”!

O povo de Israel foi chamado de primogênito “Então dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel {é} meu filho, meu primogênito” (Ex 4.22). O rei Davi também “Também por isso lhe darei o lugar de primogênito; fá-lo-ei mais elevado do que os reis da terra” (Sl 89.27). Nem por isso a palavra está se referindo a Israel e a Davi seu nascimento físico, até porque Davi era o caçula, mas está sim destacando o lugar de honra onde Davi e Israel chegariam.

I. O PROPÓSITO DO AUTOR DA ESPÍSTOLA

João escreve esta carta com o propósito de desmascarar as heresias existentes da época, e deixar claro que Jesus é o filho de Deus, Eterno, salvador, possui a natureza humana e divina. As doutrinas de Cristo têm sido submetidas às mais diversas heresias, com tentativas de por o Cristianismo ao descrédito. Nos temos do Novo Testamento já haviam heresias a respeito de Cristo: “Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus” (1 Jo 4.2); Nos séculos II e III, já negavam a existência física de Jesus, foi a heresia docética precursora da época.

Nos tempos dos pais da igreja, já havia diferentes interpretações e ramificações na igreja.

A Escola de Alexandira interpretava a Bíblia sobre forma alegórica, quanto à divindade de Cristo defendiam bem, mas quanto à natureza humana deixavam a desejar.

A Escola de Antioquia interpretava Literalmente as Escrituras, quanto a natureza humana de Cristo defendiam bem, mas eram poucos esclarecidos quanto à divina.

Os pais da igreja levavam a sério o estuda da Bíblia, e quaisquer heresias tentavam estingui-las com a explicação extra da Palavra, por acharem que isso interferia na salvação. Veja alguns tipos de escolas da época, que se tornaram heréticas:

O DOCETISMO

Negavam a realidade da humanidade de Cristo, para eles, Cristo não poderia salvar ninguém, pois morreu num corpo humano para destruir o domínio de satanás sobre a humanidade.

O EBIONISMO

Não acreditava que Jesus era Deus, para eles somente o Pai é Deus. Ensinavam que Jesus era mero homem filho d José e Maria. Alguns ainda diziam que Jesus foi feito Filho de Deus no Batismo, este ensino, o adocionismo deu muito trabalho aos apóstolos.

O ARISNISMO

Ário século IV, dizia que o Filho não é verdadeiramente Deus,e sim um a criação dele. Muitas outras heresias de Ário foram debatidas no Concílio de Nicéia por Atanásio, e estas batalhas foram ganhas.

O APOLINARIANISMO

Apolinário de Laudicéia, século IV, participou do Concílio de Nicéia, concordava com a doutrina ortodoxa sobre Cristo. Porém tinha dificuldade de entender a natureza divina, como poderia Jesus ter espírito, alma, corpo e a divina? Ele era alguém de quatro partes? O Concílio de Constantinopla, em 381 d.C refutou os ensinos de Apolinário.

O MONARQUIANISMO

Notocante a doutrina da Trindade o monarquianismo interpretava também erroneamente a natureza de Cristo.

O NESTORIANISMO

Nestório início do século V, entre as várias heresias produzidas por ele, dizia que o LOGOS, a Deidade completa, habitava em Jesus da mesma forma que o Espírito Santo habita no crente. Com isso ele fazia confusão entre as naturezas de Cristo. Ensino este rejeitado no Concílio de Éfeso 431 d.C

O EUTIQUIANISMO

Eutíquio século V, ensinava que para Jesus possuir as duas naturezas, tinha um corpo humano divino, diferente do nosso. Foi debatido e rejeitado no concílio de Calcedônia 451 d.C

II. A VIDA ETERNA MANIFESTA EM CRISTO

Poderíamos citar as mais de centenas de versículo sobre Jesus e a sua divindade. Ele é chamado de “Deus” e “Senhor” e vemos também outros títulos da divindade empregado à ele.

“Porque foi do agrado {do Pai} que toda a plenitude nele habitasse” (CL 2.9).

“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade”; (Cl 1.19). Ele é corretamente chamado de Emanuel, isto é: Deus conosco (Mt1.23).

Além de muitas passagens bíblicas sobre a divindade de Jesus, vemos no texto sagrado, muitos atos dele, que somente uma pessoa divina praticaria. Os atributos da divindade, a onipotência, onisciência, onipresença e eternidade são atributos específicos da divindade. Jesus mostrar sua eternidade quando diz: “Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse eu sou” (Jo 8.58). “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro” (Ap 22.13).


quarta-feira, 1 de julho de 2009

A primeira carta de João lição n°1

INTRUDUÇÃO


A primeira carta de João é na realidade um discurso teológico. Esta lição serve para aprendermos mais sobre o amor de Deus. Realça ao amor de Deus como exemplo a seguirmos em nossos relacionamentos. Mostra o quanto devemos ter uma vida íntegra obedecendo às determinações de Deus. Numa época em que muitos estão sendo enganados, esta lição chega desafiando-nos a preservarmos a verdade pelo cultivo da comunhão com Deus.


I-ENTENDENDO A CARTA DE JOÃO, O APÓSTOLO


Não encontramos nada sobre João nesta carta. Mas as testemunhas do século II como Papias, Irineu, Tertuliano, Clemente de Alexandria afirmaram que ela foi escrita pelo apóstolo João. Todos os pais da igreja grega e latina aceitaram esta epistola como joanina. O nome de João era bem conhecido dos leitores, e tornava-se desnecessário sua menção nominal. Alguns críticos rejeitam a atribuição a João como o autor da carta. Mas o vocabulário e as características são idênticos ao do evangelho de João.


Eusébio em sua História Eclesiástica (323 d.C) fazem menção duas pessoas diferentes com o nome de João: João o “Ancião” e João o “Apóstolo”. Mas os dois, no entender da igreja primitiva seriam a mesma pessoa. Isso não contradiz o consistente reconhecimento que a igreja tinha de que o livro foi escrito pelo apóstolo João. Para quem ela foi escrita? Quem é o destinatário? Onde começa a introdução e onde está a conclusão? Não vemos saudações nenhuma. Por estas e outras razões consideramos um discurso teológico.


Mas na verdade esta carta foi dirigida às igrejas da Ásia Menor, é um ensino pastoral de João. Os irmãos estavam precisando de conselhos, ajuda, e João os ajuda a viverem na fé de Jesus Cristo. Pelo menos vejo na carta de João cinco propósitos; promover a comunhão (1.3), produzir a fidelidade (14),proteger a santidade(2.1), prevenir a heresia (2.26) e proporcionar a esperança (5.13).


II-CONHECENDO O AUTOR DA CARTA


Alguns estudiosos dizem que esta carta foi escrita de Éfeso (na região oeste que hoje é a Turquia) por volta dos anos 90 d.C, quando a perseguição foi interrompida durante o fim do reinado de Domiciano (81-96 d.C). O motivo que levou João a escrever a carta, eram alguns elementos estranhos que perturbavam os irmãos da Ásia, e queriam por em cheque sua fé e dissipar a comunhão deles. As heresias destas pessoas negavam que Jesus é o Cristo (Jo 2.22), ou que Jesus veio em carne (Jo 4. 2,3). Na área moral ensinavam que não era necessária a fé salvífica, e a obediência aos mandamentos de Jesus, nem uma vida santa separada do pecado e do mundo.


Quem eram esses elementos? João não diz, mas com certeza trata-se dos ensinos do gnosticismo que se infiltrava entre a os irmãos. A heresia gnóstica ensinava que a matéria é inerentemente má, e um ser divino de maneira nenhuma poderia possuir em seu corpo a carne humana. Faziam então distinção entre o homem Jesus e o Cristo espiritual que veio sobre Jesus em seu batismo, mas o deixou antes de sua crucificação. Outra variação foi o docetismo (de dokeo, “parecer”), a doutrina de que Cristo apenas aparentava ter um corpo humano. O resultado em ambos os casos foi o mesmo- uma vazia negação da encarnação.


Os gnósticos também criam que sua compreensão do conhecimento oculto (gnosis) fazia deles uma elite espiritual, que jazia acima das distinções normais de certo e errado. Isto, na maioria dos casos, levou a deplorável conduta e completa desconsideração pela ética cristã.


III-O PROPÓSITO DA CARTA DE JOÃO


O primeiro versículo do capítulo um da carta, o que era desde o princípio... Este é Jesus Cristo. Ele estava no princípio com Deus. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus” (Jo 1.1,2). João começa a carta com uma certeza ímpar de que Cristo vive, seu ministério foi real, a fé não é vã. João escreve com convicção clara, para deixar bem patente aos irmãos a realidade. Ele fala como uma testemunha ocular, e dá testemunhos dos demais, pois eles ouviram, viram e apalparam Jesus, destacando assim que houve um contato real com ele. João apresenta o fundamento do cristianismo: Deus é amor e vida. Por meio do sacrifício de Jesus a nossa vida pode ser transformada, passando do pecado e da morte para a vida eterna.


No segundo verso da carta, João define a vida eterna em função de Cristo. “Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada”. Ela só pode ser adquirida mediante a fé em Jesus Cristo e a comunhão com ele. Deus é vida, os que andam em comunhão com ele precisam possuir essa qualidade de vida. A vida espiritual começa com o nascimento espiritual. O nascimento espiritual ocorre por meio da fé em Jesus Cristo. A fé em Jesus Cristo infunde em nós a vida de Deus- a vida eterna. Portanto aquele que anda em comunhão com Deus andará em luz, em amor e em vida. João aborda de maneira enfática a comunhão com Deus.


Ele queria que seus leitores nutrissem a certeza da habitação de Deus por meio de constante comunhão com ele (2.28; 5.13). A fé em Cristo precisa manifestar-se na prática da justiça e do amor pelos irmãos, o que por sua vez produz alegria e confiança na presença de Deus. I João foi também foi escrita com vistas a refutar os destrutivos ensinamentos dos gnósticos e destacar a realidade da Encarnação e a futilidade da confissão sem a prática. Estes anticristos fracassaram em três testes: Um viver justo, o amor pelos irmãos e a convicção de que Jesus é o Cristo, o Deus-homem encarnado.


1-Erro concernente a Cristo


Refutando os ensinos heréticos que permeavam as igrejas da Ásia, mostramos que as fraquezas e limitações presentes na vida humana, também estavam em Jesus homem.


a-Jesus possuía um corpo humano.
Nasceu como os bebês (Lc 2.7). Cansou-se (Jo4.6) teve sede (Jô 19.28). Teve fome (Mt 4.2). Ressuscitou dos mortos com um corpo transformado (Lc 24.39).


b)-Jesus possuía uma mente humana.
Ele passou por um processo de aprendizagem como todas as crianças. (Lc 2.52). Aprendendo a comer, a falar, beber e escrever, a serem obedientes a seus pais. Não sabia com uma mente humana a que dia e hora seria o arrebatamento (Mc13. 320)


c)-Jesus possuía alma humana e emoções humanas.
Angustiou-se (Jo 12.27). Entristeceu-se (Mt 26.38). Admirou-se de alguém (Mt 8.10. Chorou de tristezas (Jo 11.35). Foi tentado em todas as áreas, mas sem pecado (Hb 4.15).


2. Auto- engano moral


Circulava na igreja uma doutrina herética, de que nada que a pessoa faz através do corpo prejudica o espírito. Isso leva o apóstolo João a escrever a sua primeira carta. O Docetismo, essa negação da verdade, diziam ainda que Jesus não era homem, levou João a chamar estes ensinos de doutrina do anticristo. “Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo” (1 Jo 4.2-3).


Deus realmente quer salvar corpo, alma e espírito, foi o que Paulo ensinou aos cristãos de tessalônica. “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Ts 5.23). O corpo também deve ser santificado, assim como a alma e o espírito pecam, o corpo também. Bebedices, glutonarias, são pecados do corpo (Gl 5.21).


O corpo sofre a transformação para o arrebatamento. "Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória” (1Co 15.53,54).


3. A auto-exaltação espiritual


Precisamos hoje dos dons de discernir os espíritos. “E a outro o dom de discernir os espíritos” (1Co 12.10). O engano sempre existirá, desde a era da igreja. Mas precisamos estar atentos à palavra de Deus, aos sinais, preparados para responder a razão da nossa fé “e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pe 3.13).


Concluo dizendo que precisamos combater as heresias como os pais da igreja fizeram. Primaram pela verdade, encorajarmos irmãos a rejeitar o engano. “Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes” (Tt 1.9).



Ev. Geziel silva Costa



Bibligrafia

Teologia sistemática (Wayne Grudem) VN

Teologia sistemática (Stanley Horton) CPAD

Dicionário Internacional de teologia VN

Descobrindo a Bíblia CANDEIA


quinta-feira, 25 de junho de 2009

O ADEUS DE MICHAEL JACKSON (morre aos 50 anos)







O que adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder sua vida?
Michael Jackson, cantor, rico e famoso, escreveu sua história cheia de controvérsias.
Chegou ao topo da fama com uma história de pedofilia. Conhecido em todo mundo com as músicas nas paradas de sucesso. Um patrimônio de quase meio bilhão de dólares.

Jackson esqueceu de planejar sua vida após a sua morte.
O que é a vida? Um vapor que passa? Uma lembrança depois da morte?

O que é a vida? Uma rápida passagem por esta terra? Vale a pena crêr que não existe inferno e céu?

Tanto o céu como o inferno é uma realidade.
Os humanos, principalmente os ricos famosos e descompromissados com Deus, esquecem-se de planejar, crer na vida após a morte. Pensam que nunca irão morrer. Agem, vivem, andam como quem não pensam na eternidade.

Precisamos não apenas crer na eternidade com Deus, mas estar preparados para esta hora.

Não sabemos quando Jesus virá, nem se vamos antes nos encontrar com Ele, mas precisamos estar preparados para ambos.

A morte leva-nos a pensar na realidade da vida. Leva-nos a refletir sobre nossas limitações quanto à ela, e em nossa fragilidade.

Eclesiastes 7:2

"Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração".

quarta-feira, 24 de junho de 2009

PROGRAMA PALAVRA DA FÉ

terça-feira, 23 de junho de 2009

A eleição e o futuro de Israel




Para compreender o importante papel de Israel e seu futuro devemos conhecer Deus o pai, e as promessas feitas por ele a Israel.


A dispensação da promessa- 2090 a 875 a.C teve duração de 215 anos.
Entendendo a promessa.


1º lugar- Abraão é o tronco de Israel
2º lugar- Deus prometeu o messias através dele
3º lugar- prometeu a terra de Canaã em herança a sua família
4º lugar- prometeu se revelar através de Abraão e sua descendência Genesis 17.7-8


A história de Israel no cumprimento de: “Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra”. (Gn 12:1-3).


Esta promessa se cumpriu de 3 maneiras distintas:

1º lugar em Israel que é o pai dos árabes através de Maalate (ou Basamate) e Esaú (Gn. 25:13 28:9 36:3,13).


2º lugar na posteridade natural como o pó da terra isto é em quantidade. “E farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que se alguém puder contar o pó da terra, também a tua descendência será contada”. (Gn 13.16 Dt 1.10).


3º lugar na posteridade espiritual como as estrelas do céu, todos os homens de fé judeus e gentios. "Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós" (Rm 4.16).“Que deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos”; (Gn 22.17).


Deus disse a Abraão:


1º te abençoarei . Abraão se tornou rico – fala do plano material, fala também do espiritual
2º te engrandecerei o nome - muda o nome - Judaísmo – Cristianismo – Islamismo
3º tu serás uma benção – abençoaria Milhões.


Deus promete a Israel: abençoarei os que te abençoares.
Amaldiçoarei os que te amaldiçoarem.
Um exemplo de maldição entendo a Inglaterra – que proibiu os judeus de entrarem no seu país, quando fugiam de Hitle, e os entregavam para serem mortos. Resultado: perdeu o império posteriormente.


O Brasil – no inicio dos anos 70 foi entrar contra Israel, perdeu seu milagre econômico, o café, a cana de açúçar e etc. O milagre econômico ficou com o Irã – Iraque, Rússia etc. Israel observa que o mundo se une contra ele .


Veja passagens bíblicas que estão se cumprindo.
A transformação da terra. “Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão”. (2 Pd 3.10)


Onde ficaremos? “E ponho as minhas palavras na tua boca, e te cubro com a sombra da minha mão; para plantar os céus, e para fundar a terra, e para dizer a Sião: Tu és o meu povo”. (Is 51.16).

"Nos montes de Israel cairás, tu e todas as tuas tropas, e os povos que estão contigo; e às aves de rapina, de toda espécie, e aos animais do campo, te darei por comida.Sobre a face do campo cairás, porque eu o falei, diz o Senhor DEUS" (Ez 39.4,5). Já cumpriu a Rússia, Egito, árabes, ficaram em guerra


A conversão em massa dos judeus será no final da grande tribulação.
Com a volta de Jesus. (MT 24.30) o vale (ZC 14.4) a pedra cortada sem mãos (Dn 2.45)
Todo Israel aceitará Jesus chorando. "Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito". (Zc 12.10 13.1 13.6).


Todo Israel aceitará o Espírito Santo cumprindo. "E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões".(Jl 2.28) a salvação a todos. "E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades".(Rm 11.26).




terça-feira, 9 de junho de 2009

Tá na hora de uma Reforma?




BOAS NOVAS

É preocupante o rumo que tem tomado as mensagens pregadas em nossos púlpitos hoje. Quando Jesus comissionou à grande comissão, ele disse: “Ide por todo mundo pregai o EVANGELHO a toda a criatura... (Grifo meu). Mas afinal o que é o evangelho?

Triunfalismo

Serão as mensagens triunfalistas que ouvimos? Você é vitorioso!Não nasceu para ser derrotado! Você é vencedor! Afinal você tinha cara mesmo de vencedor! Os hinos também são voltados para este tipo de sermão. Deus faz TUDO para você não passar na prova, tribulação, derrota, humilhação! Ele abre porta no muro, entra na baleia, entra na rocha e sai do outro lado, tudo isso para você passar em seu caminho e sair ileso do outro lado vitorioso. Como se Deus fosse nosso empregado e fizesse tudo, mas tudo que mandássemos, ordenássemos e determinássemos, até parece que o soberano somos nós. Mas afinal o que é o evangelho?

Prosperidade

Até nos dízimos estão fazendo barganhas. Devolvam os dízimos e Deus vai te enriquecer! Vai mandar um caminhão de benção materiais sobre sua vida! E tem muita gente dando os dízimos com esperanças de se tornarem um milionário. Tudo hoje está voltado para o capital. Dou dízimos porque sou fiel e amo a obra de Deus. É bem verdade que ele abre as janelas do céu para nos abençoar. Mas a nossa fidelidade a ele não está condicionada pelas bênçãos. Quer dizer se ele não abençoasse, não teríamos motivo para dizimar? Não está escrito que são benções apenas materiais, mas principalmente bênçãos espirituais. Ser rico não é pecado, mas a busca em primeiro lugar pelas riquezas é pecado. Campanhas para serem ricos também são. Mas afinal o que é o evangelho?

Milagres

Em muitos cultos não fazem mais apelos para salvação de almas, não se falam em Jesus, mas a ênfase exagerada nos milagres é demais. E muitas pessoas estão indo à igreja e nas campanhas apenas para receberem milagres, e não querem quem opera os milagres, afinal nem se fala nele não é? Como posso aceitá-lo? Creio em milagres, a Bíblia fala em milagres, mas antes de enfatizar o milagre, vem quem opera os milagres, JESUS. A multidão de João 6.27,28 queria apenas ser curada, comer do pão e do peixe, mas a Jesus mesmo nem pensar. Muitos são apenas fãs de Jesus, gostam de ver os milagres, de falar em milagres, mas não querem seguir a ele nem a sua palavra. Mas afinal o que é evangelho?

Espiritualidade exagerada

Alguns falam de um fogo exagerado. Tempestade de glória. Terremoto de poder. Quinhentos graus de fogo e poder. O que é tudo isso? Creio que seja para os ouvintes se emocionarem com tais chavões. São palavras de efeitos, para levarem a uma adoração inexistente. E quem gosta disso começa a pular. Creio na manifestação do poder através do Espírito Santo oriundo da palavra. Concordo que os irmãos manifestem em sua vida a ação do Espírito com cânticos, glória e aleluia, choro e etc. Mas não necessariamente proveniente de palavras de efeitos, chavões etc. Uma vida espiritual equilibrada é embasada na palavra de Deus. Um cristão autêntico é aquele que cultiva o fruto do Espírito. Valorizamos mais os dons que o fruto. Mas afinal o que é o evangelho?


EVANGELHO

Do grego euangelion =mensagem
EVANGELHO = Boas Novas, boas notícias. Notícias alvissareiras. A expressão surgiu com o cristianismo. Desde Justino ano 150 AD, passou a referir-se aos quatro livros do NT. Posteriormente surge a palavra evangelista (o que anuncia boas novas). (Mateus, Marcos, Lucas e João) anunciavam as novas. Quais eram essas novas? Que Cristo nasceu milagrosamente, viveu e pregou, ensinou e operou milagres com poder, morreu e ressuscitou. Estas eram as novas no mundo em que não havia o Cristianismo, mas sim a religião judaica que pregava as leis, e outras religiões dos gentios. Uma notícia desta era nova no mundo de então.


Depois disto, Jesus ordenou e disse-lhes: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura!” (Mc 16.15). Mas o que estão pregando por ai não é o evangelho, e sim mensagem das facilidades, prosperidade, milagres exagerados e etc. Pouco se fala em Jesus, nem em seu nascimento, nem na sua vida, morte e ressurreição por isto não é evangelho, mas mensagens egoístas, e mal elaboradas ainda, sem base bíblica, pobre, e sem conteúdo.


O pecado faz barreira entre Deus e o homem “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23 e 6.23). “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”. As novas é que Cristo veio para salvar, não existe relato bíblico de ninguém sendo salvo se não for por Jesus. “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At 4.12).

Boas Novas para quem?

Se a maioria da população desconhece, são boas novas para quem? Se forem nova porque a mídia não divulga? São boas novas apenas para a igreja? Analise (Rm 1.16). “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego”. ( ênfase minha).

Evangelho e Reino não são apenas benefícios e vantagens, mas este reino e este evangelho têm exigências, e requer uma mudança radical, arrependimento, a metanóia, que significa mudar de mente, transformar a maneira de pensar, e requer um esforço para viver de um modo santo.
Os irmãos da igreja primitiva andavam no caminho, falavam do caminho e viviam tanto no caminho que foram chamados “os do caminho”. Hoje está na moda ser evangélico, antes éramos protestantes.

Evangelho, as boas novas

Cristo trouxe uma mensagem nova e diferente dos filósofos e religiosos. Evangelho é a revelação de Deus em Cristo (Deus manifesto). “HAVENDO Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho (Hb1.1). Deus falou através do tabernáculo, falou no Sinai, através dos profetas, e por último se manifestou.

"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que {houve} também em Cristo Jesus.Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz.Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.(Fl 2.5-11).

A igreja é a hermenêutica do evangelho, o lugar onde as pessoas podem ver o evangelho em cores vivas. “Porque {já} é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas, com o Espírito de Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração” (2Co 3.3).

O evangelho é confiável? Faz efeito na sociedade? Só uma congregação que vive e crê nessa fé, pode convencer a sociedade. “Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo” (Fl 2.15). A igreja com o evangelho na vida é a resposta ao mundo.

A evangelização

Em Mateus 18.18-20 “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-as a guardar todas as {coisas} que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém”.

Evangelização (Gr. Poreuthentes), não é imperativo, significa literalmente TENDO IDO. Jesus tomou por certo que os discípulos irão por: Vocação – lazer – perseguição. O único imperativo é fazer discípulos e inclui batizá-los e ensiná-los continuamente.
Em João 20.21, ele disse: “Assim como o Pai me enviou, eu vos envio a vós”. Mas não teriam de ir com as próprias mãos ou com sua força, precisavam ficar em Jerusalém, para o Espírito fazer um trabalho de convicção e convencimento, leia o lindo texto te João 17.


Na carta de Paulo (2Co 5.18-20), Paulo mostra o quadro de a igreja compreender a si mesma e a sua missão. Precisamos compreender que Deus nos reconcilia através de Jesus, e nos deu o ministério da reconciliação. Deus deseja ver o caráter dele em nós, nossa missão é compartilhar com o mundo moribundo.

Em efésio Paulo mostra uma nova comunidade. Sem interesses primários, o único grande propósito é a continuação da missão reconciliadora de Cristo. “Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, De tornar a congregar em Cristo todas {as coisas}, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que {estão} nos céus como as que {estão} na terra”; (Ef 1.9,10).

Somos vocacionados e revestidos pelo poder do alto, para sermos cooperadores de Cristo na missão evangelizadora. “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” (At 1.8).

Texto escrito por:
Geziel Silva costa