Alerta Final

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Resposta à Malafaia e $ua Hermenêutica

Acredito piamente nas bênçãos de Deus e na verdadeira prosperidade bíblica. Mas a prioridade no reino de Deus, não é a prédica das riquezas. É comum hoje, pregadores e ensinadores incentivarem em seus sermões a busca desregrada pelas riquezas. Ser rico não é pecado, mas a busca descabida pelas riquezas, como o incentivo incessante a elas, é pecado, é desvio doutrinário.

Muitos estão ensinando que ser dizimista, abre as janelas do céu para uma prosperidade financeira sem tamanho. Logo todo dizimista deveria ser milionário.

Se pedirem oferta missionária, ela deve vir acompanhada da semente da fé. Semeia-se dez, cinqüenta, cem ou mil reais, e ganha-se quadruplicadamente. Logo no campo missionário, quem semeia mais ganha mais, a lei é do mais forte na grana.

Se a oferta é para uma construção de um templo, ou qualquer outro empreendimento, devemos contribuir para sermos abençoados e prósperos. Logo os objetivos do dízimo, ofertas e contribuições em geral, estão focados no retorno.

A maior parte das afirmações de Jesus sobre a busca pelas riquezas e prosperidade material, é apresentada na Bíblia negativamente:

“E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que {me} pertence. E ele repartiu por eles a fazenda” (Lc 15.12). Os objetivos do mais moço não eram a união e comunhão familiar, nem uma vida voltada para Deus, mas o interesse na parte da riqueza que o pertencia.

“Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições doutras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera” (Mc 4.19). A ilusão deste mundo, como a busca desesperadas das riquezas e outras coisas, não deixa espaço para a palavra de Deus. Muitos não têm mais tempo para a palavra, somente pela procura das riquezas. Ser rico e trabalhar para o sustento da família, ou para a aquisição de uma vida melhor, não é pecado, mas a troca do tempo, do trabalho pela palavra e o reino, torna-se um pecado.

“E, OLHANDO ele, viu os ricos lançarem as suas ofertas na arca do tesouro; E viu também uma pobre viúva lançar ali duas pequenas {moedas}; E disse: Em verdade vos digo que lançou mais do que todos, esta pobre viúva; Porque todos aqueles deitaram para as ofertas de Deus, do que lhes sobeja; mas esta, da sua pobreza, deitou todo o sustento que tinha” (Lc 21.1-4).

Não é necessário, todos os que têm riquezas, doá-las, ou desfazer-se delas. Mas a questão aqui são as prioridades. A viúva podia bem priorizar seu dinheiro, tendo em vista que só tinha uma moeda. Mas de coração, priorizou o reino, ofertando tudo o que tinha. Isso é amor pela obra. O objetivo não é somente a obtenção de bens e riquezas, mas trabalhar para estar bem, e ter algo para ofertar a Deus, contribuir de coração com a obra, sem o amor às riquezas.

“Porque sempre tendes os pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes” (Mc 14.7).

Por mais que preguem que todos na igreja devam ser ricos através do retorno dos dízimos, sempre teremos pobres na igreja. A lei de Moisés priorizava o cuidado com os pobres. Quem tinha lavoura, por ocasião da colheita, deveria deixar os rabiscos para o sustendo dos pobres. Sodoma, Gomorra e outras duas cidades, foram destruídas, além do pecado da promiscuidade, também pelo desprezo e maus tratos aos pobres. Jesus ama a todos, inclusive os pobres, e veio pregar a eles.

“E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado” (Lc 19.8).

A lição que Zaqueu aprendeu, e muitos de nós precisamos também aprender, é amar a Deus acima de todas as coisas, até mesmo acima das riquezas. O homem que Talvez roubasse dos outros, agora não tem mais a ganância por dinheiro. Agora ele mostra seu amor a Deus e ao próximo.

Finalizo recomendando a leitura de (Mateus 6.19-21). O segredo é buscar e amar o reino de Deus, e todas as demais coisas, com inclusão das riquezas, serão acrescentadas. Deveríamos ensinar o povo a dizimar, ofertar e contribuir com tudo e todos na igreja, por amor e como prova da busca pelo reino, assim o retorno de Deus é certo. Se não vier em bênçãos materiais, vem em bênçãos espirituais.

Abraços

Ev. Geziel Silva Costa

9 comentários:

JEF CRUZ disse...

Bom dia, meu é Jefferson e sou pela misericórdia de Deus obreiro na igreja a qual eu congrego Macaé RJ.
E sempre digo que devemos está atento a essa "doutrina" de prosperidade, pois desde da década de 90 tenho visto pregarem sobre ficar rico e esquecem de pregar sobre salvação eterna.
Andam colocando na cabeça das pessoas que o ouro e a prata que o nosso Pai é dono está somente aqui na Terra e não na nova Jerusalém.
Quero também prosperar como tem acontecido na minha vida, mas no tempo Dele e como Ele deseja para minha vida, mas quero que antes de prosperar financeiramente eu quero prosperar espiritualmente.

Obrigado!!!
Meu msn é
jeffersong_cruz@hotmail.com

Graça e Paz

Geziel Silva Costa disse...

Olá Jefferson!

A onda nas igrejas é esta: Prosperidade financeira, curas, um paraíso na terra, nada de céu por enquanto.

Estão esquecendo que somos peregrinos aqui na terra, e a nossa cidade está no céu.

Abraços e obrigado pela visita.
Na paz
Geziel

Orlando disse...

Não sou contra a pessoa dizimar (o método é bíblico, tudo bem), mas sou contra o montão de ladainhas que propalam a respeito do mesmo! Alguém bem já deve ter dito: "o exagero de uma verdade a transforma em mentira"

Faz 11 anos que recebi o Salvador - 5 anos dizimei direitinho (glórias a Deus, não me arrependo), só que faz 6 anos que não dizimo em canto nenhum e, pasmem, nunca fui tão bem sucedido financeiramente! Isso não quer dizer que não faço outras coisas pelo Reino!

O que acontece? Acontece que os "teólogos" da prosperidade pregam uma coisa e a realidade os contraria, logo, os mesmos estão equivocados sobre o que pregam a respeito do tema!

abraços a todos
souteologico.blogspot.com

Geziel Silva Costa disse...

Orlando!

Na verdade, o que prometem hoje para quem quer ser dizimista, é o paraíso na terra.Não concordo com as ludibriações.

Agora, algo me chamou a atenção em suas palavras. Você concorda que o método é bíblico. Já foi dizimista durante cinco anos. Porque parou?

Acredito que você viva hoje financeiramente melhor que quando dizimava.

Todavia como você disse, os dízimos não são para nos tornarmos milionários. Mas para a nossa adoração à Deus, honrar a Deus com nossas fazendas. Dizimamos para o bem da obra, dizimamos para que haja pão na casa de Deus etc etc etc.

Porque parou?

Abraços
GSC

Anônimo disse...

Geziel a entrega do Dizimo não era apenas para israel as promessas não são para israel para a Igreja temos a promessa da Salvação não esta havendo a subistituição pregadores dizendo que deteuronomio28 é para a igreja será que o mesmo não acontece com o Dizimo na igreja primitiva de atos vemos barnabé vendendo uma propriedade e doando todo o dinheiro a igreja mas foi uma oferta voluntaria quero entender como funciona e não questionar me ajuda a Paz do Senhor. adriano_mdiesel@hotmail.com

Geziel Silva Costa disse...

Olá Adriano!
A paz.

Se você ler Gn 14 em especial o versículo 20, Abraão deu o dízimo a Melquisedeque, um sacerdote do Deus altíssimo. Isso antes da lei de Moisés. Então o dízimo vem antes da lei, e não é exclusividade de Israel.

Vemos no NT, Jesus fazendo referência ao dízimo MT 23.23
Os Farizeus davam dízimo, mas não tinham a fé e a misericórdia. Jesus conclama a eles terem fé, praticarem a misericórdia e também devolverem os dízimos.

Abraços
GSC

claudiopimenta disse...

o silas e os propagadores da falsa teologia da prosperidade deveriam ver esse video

e colocar esse pregador em rede nacional!

vale a pena assitir esse video

http://www.youtube.com/watch?v=J34BKJet43Q


cafetoes da prosperidade!

Sônia Mell e Raquel Estevão disse...

Graça e paz.
O que fazer qdo um seguidor da teologia da prosperidade invade nossos pulpitos e prega riquezas transtornando nossos cultos, a simplecidade e unidade Espiritual de nossas igrejas?. Se o nosso pastor não tem pulso nem autoridade de repreender e impedir tal ministro pregar tal teologia o que nós membros além de orar podemos fazer?
Podem me responder por favor?
Nossa igreja amada esta com problemas com tipos de pregadores como o pr Silas Malafaia da maldita teologia da prosperidade. Está criando transtorno entre nós!
Obrigado!
meu email:
somellarts@gmail.com

Geziel Silva Costa disse...

Paz Sônia!

A defesa da nossa fé é uma arma a ser usada. Devemos nos tornar pessoas de influência, a influenciar para o bem.

Essa praga da teologia da prosperidade, tem invadido nossas igrejas, e até a liderança está neste emaranhado.

O que fazer? Ou o que não fazermos? Aquele que sabe fazer o bem e não faz peca, diz as escrituras. "Para que o mal triunfe, basta que as pessoas boas não façam nada".

Devemos fazer como Jesus, usou a própria palavra como combate contra satanás. Devemos fazer como Paulo, usou a palavra para combater heresias, devemos fazer como Pedro, que alertou dos homens que fariam da igreja negócios, devemos fazer como João, Origênes, Tertuliano etc etc etc.

Alguma coisa precisa ser iniciada, e rápido minha querida irmã, a começar por você, e Deus te orientará.

Abraços
Geziel